segunda-feira, 24 de dezembro de 2018


XXX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Precisamos compreender que a redação erudita e gramaticalmente perfeita nas obras de André Luiz, pertence a ele, o seu Autor espiritual. Os diálogos são recontados por ele, de vez que, com certeza, a palavra dos espíritos infelizes não poderia ser tão precisa em seus argumentos quanto nos parece ser. André realizou verdadeira síntese, preservando, claro, a essência das lições transmitidas. E, em mediunidade, é quase sempre assim que acontece, cabendo ao espírito autor de qualquer obra, em parceria com o médium, tornar a sua redação tão clara e fiel quanto possível aos acontecimentos, sem, no entanto, faltar com a verdade dos fatos aos leitores.
*
No capítulo sobre o qual refletimos – “Operações Seletivas” –, André continua a relatar a palavra de um dos “juízes” que efetuava a avalição daquela pequena multidão desencarnada, distribuindo sentenças de acordo com a sua orientação teológica – um tribunal “montado” além da morte, para “suprir” as expectativas daqueles que, mentalmente, esperavam ser “julgados”, a fim de que, segundo as suas concepções de crença religiosa, fossem destinados ao Céu, ao Inferno ou ao Purgatório. Impressionante como a sugestão mental prevalece nos espíritos por séculos, incapazes de conceberem ideias diferentes das que lhe foram impostas.
*
“Amaldiçoados sejam pelo Governo do Mundo – prosseguia o implacável “juiz” – quem nos desrespeite as deliberações, baseadas, aliás, nos arquivos mentais de cada um.”
“Quem nos acusa de crueldade? Não será benfeitor do espírito coletivo o homem que se consagra à vigilância de uma penitenciária? e quem sois vós, senão rebotalho humano? Não viestes, até aqui, conduzidos pelos próprios ídolos que adorastes?”
Notemos que o espírito estava convicto de que, em nome das Leis Divinas, lhe competia julgar e sentenciar aquelas almas fora do corpo, que haviam cometido inúmeros equívocos na experiência terrestre...
*
Ante a turba que começou a gritar por perdão, o “magistrado” continuou:
“Perdão? Quando desculpastes sinceramente os companheiros de estrada? onde está o juiz reto que possa exercer, impune, a misericórdia.”
Por mais nos pareça estranho, concluímos que, infelizmente, tais “tribunais” são necessários por corrigenda às mentes infantilizadas, que não estão amadurecidas para as realidades que transcendem.
*
Neste instante, o “juiz” solicita que se aproxime uma mulher, determinando que ela confessasse os seus crimes.
“A desventurada senhora bateu no peito, dando-nos a impressão de que rezava o ‘confiteor’ e gritou, lacrimosa:
- Perdoai-me! Perdoai-me, ó Deus meu!”
E começa a relatar que matara quatro filhinhos, com o auxílio de seu esposo, que lhe fora comparsa.
O “magistrado” indaga, em voz alta:
“Como libertar semelhante fera humana ao preço de rogativas e lágrimas?”
“A sentença foi lavrada por si mesma! não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba”...
E ali, de consciência culpada, a recordação de seus crimes vindo à tona, o espírito daquela mulher, sob a indução hipnótica das palavras do “magistrado”, começa a se transfigurar, no fenômeno denominado “licantropia”...
*
Quantos de nós não traremos, escondida sob a condição humana, a forma de uma fera qualquer?! Quantos, realmente, pelos crimes cruéis que são capazes de praticar, mais nos parecem animais do que gente?! – com todo o respeito que os animais, nossos irmãos inferiores, nos merecem, muitos deles em condições de docilidade que os considerados humanos ainda não demonstram possuir?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de dezembro de 2018 (*).

(*) Informamos aos nossos irmãos e irmãs que estaremos de volta com as postagens do Blog no dia 21 de janeiro de 2019. Muito grato.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2018


XXIX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Alhures, já tivemos oportunidade de dizer que a Obra de André Luiz realiza, sob a coordenação do Mundo Espiritual Superior, a transição do pensamento católico para o pensamento espírita – tal transição, evidentemente, não poderia ser brusca, sem promover uma violência mental no campo da fé das almas que ainda não sabem se valer da razão.
*
Continuando com a sua descrição sobre o “julgamento”, além da morte, naquela “cidade estranha”, André Luiz descreve a presença dos espíritos considerados “magistrados”, que tomavam a Justiça Divina em suas mãos – a cena descrita pelo Autor espiritual é a expressão da realidade para milhares de espíritos que, todos os dias, deixam o corpo na Terra.
*
- Os magistrados! os magistrados! Lugar! lugar para os sacerdotes da justiça!
André diz que notou os referidos “magistrados”, precedidos por serviçais, “trajados à moda dos lictores (servidor público civil romano) da Roma antiga”, adentraram ao recinto, carregados em andores – era uma espécie de solenidade religiosa, um tribunal armado no Mundo Espiritual para proceder ao julgamento das almas desenfaixadas do corpo físico.
*
- Os julgadores, por sua vez, desceram, pomposos, dos tronos içados e tomaram assento numa espécie de nicho a salientar-se de cima, inspirando silêncio e temor, porque a turba inconsciente, em redor, calou-se de súbito.
Tudo lembra, sem dúvida, o que, por vezes, continua acontecendo em alguns atos religiosos e nas aparições de certas autoridades católicas – bispos, cardeais, Papa –, embora, semelhante costume, nos tempos atuais, venha sendo abolido pela Igreja.
*
As palavras de um dos “julgadores” aos espíritos que ali se concentravam foram estarrecedoras – impressionante o domínio mental que exerciam sobre eles! Aquelas entidades estavam “criando” um tribunal para o julgamento das almas – com o intuito de que a sua teologia não fosse desmentida pelas realidades de além-túmulo.
*
- Nem lágrimas, nem lamentos.
Nem sentença condenatória, nem absolvição gratuita.
Esta casa não pune, nem recompensa.
A morte é caminho para a justiça.
Escusado qualquer recurso à compaixão, entre criminosos.
Não somos distribuidores de sofrimento, e, sim, mordomos do Governo do Mundo. (...)
*
Gúbio esclareceu:
- O julgador conhece à saciedade as leis magnéticas, nas esferas inferiores, e procura hipnotizar as vítimas em sentido destrutivo, não obstante usar, como vemos, a verdade contundente.
*
Os nossos irmãos e irmãs internautas poderão imaginar a cena, que, infelizmente, é real, retratando o que ainda ocorre com aqueles que deixam a Terra de mente infantilizada, presa ao fanatismo religioso, na expectativa de Céu, Inferno ou Purgatório.
Depois da morte do corpo, a mente mergulha no mundo de suas convicções mais íntimas, sustentando ilusões nas quais, durante séculos vem acreditando.
Vejamos, assim, a importância do Espiritismo, que, no dizer de Emmanuel, por Chico Xavier, “é processo libertador de consciências”!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 17 de dezembro de 2018.


domingo, 9 de dezembro de 2018


XXVIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo V – “Operações Seletivas”, de “Libertação”, André Luiz descreve a triagem a que os espíritos eram submetidos, semanalmente, por “juízes implacáveis”, qual se, realmente, tivessem “montado” ali, no palacete de Gregório, um tribunal inquisidor.
Curioso! A ideia que o estudioso mais arguto pode extrair do fato é que os espíritos, que haviam pertencido à Igreja de Roma, não tendo, além da morte, encontrado o Céu e o Inferno, tomavam a justiça em suas próprias mãos.
*
As “operações seletivas”, segundo André, realizavam-se “com base nas irradiações de cada um”, a partir das emanações de seu corpo espiritual, sendo feitas com “instrumentos”, talvez, semelhantes ao chamado “Kirlian”, “acidentalmente” descoberto, em 1939, por Semyon Kirlian, e que ainda esperam por maior aperfeiçoamento na Terra.
*
Entre André e Gúbio, então, desenvolve-se interessante diálogo:
- Todas as entidades vieram constrangidas, conforme sucedeu conosco? Há espíritos satânicos recordando as oleografias religiosas da Crosta, disputando as almas no leito de morte?
O Instrutor respondeu, esclarecendo:
- Sim, André, cada mente vive na companhia que elege. Semelhante princípio prevalece para quem respira no corpo denso ou fora dele. É imperioso reconhecer, porém, que a maioria das almas asiladas neste sítio vieram ter aqui, obedecendo a forças de atração. (...)
Na sequência, indaga o Autor espiritual:
- Oh! – exclamei em voz sussurrante – por que motivo confere o Senhor atribuições de julgadores a espíritos despóticos? Por que estará a justiça, nesta cidade estranha, em mãos de príncipes diabólicos?
Gúbio esclarece:
- Quem se atreveria a nomear um anjo de amor para exercer o papel de carrasco? Ao demais, como acontece na Crosta Planetária, cada posição, além da morte, é ocupada por aquele que a deseja e procura.
*
A esta altura, solicitamos permissão para perguntar aos nossos irmãos e irmãs internautas:
- Como será o Mundo Espiritual dos seguidores do Islamismo, os nossos irmãos fieis à palavra do profeta Maomé, contida no “Corão”?
E o dos seguidores de Buda, os chamados budistas, que acreditam na existência do Nirvana?
E o dos judeus, adeptos do Judaísmo, que, em sua maioria, acreditam na ressurreição em um mundo futuro?
E o de profitentes de outras crenças religiosas, levando-se em consideração que, na atualidade, o número de religiões no mundo ultrapassa dez mil?...
*
André Luiz, Gúbio e Elói estariam, porventura, em visita àquela “cidade estranha”, dominada pelos “gregorianos”, visitando uma cidade habitada pelos adeptos do Espiritismo?!
Pode-se, ainda, dizer que mesmo “Nosso Lar”, situada em plano superior da Dimensão Umbralina, é caracterizada como cidade espírita?!
O Mundo Material que habitam os homens na Terra não lhes será apenas um reflexo do Mundo Espiritual mais próximo, e vice-versa?!...
Recorremos aqui à “bancada universitária espírita” para que, evidentemente, nos socorram nas respostas de semelhantes questões.
- Espíritas! Vamos pensar! Aonde é que vocês andam com a cabeça?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de dezembro de 2018.

  

domingo, 2 de dezembro de 2018


XXVII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Encerrando o capítulo IV – “Numa Cidade Estranha” –, André Luiz relata que, caminhando pela cidade, subiram por uma rua íngreme e, de repente, avistaram palácios estranhos que surgiam, imponentes...
Embora estivessem numa cidade semelhante àquelas da Idade Média, os três amigos haviam alcançado “praças bem cuidadas, cheias e povo”, que ostentavam “carros soberbos, puxados por escravos e animais.”
Notemos que descrição impressionante é digna dos enredos de filmes que Hollywood produz, tentando retratar a vida dos homens há séculos...
“Liteiras e carruagens transportavam personalidades humanas, trajadas de modo surpreendente, em que o escarlate exercia domínio, acentuando a dureza dos rostos que emergiam dos singulares indumentos.”
Seria tudo aquilo mera criação mental daquelas entidades que viviam na Dimensão subcrostal?! Com certeza, não. Tais espíritos, assim como distintos portugueses desencarnados, haviam edificado, no século XVI, a cidade de “Nosso Lar”, edificaram aquela cidade lúgubre, em cujo centro se concentravam os “senhores” que ali haviam estabelecido o seu feudo espiritual...
Segundo André, era um reino de misérias, favorecendo a poucos “privilegiados”!
De repente, com certeza sendo notados em seu porte diferente, e até mesmo em suas vestes, os três foram interpelados por alguém que a eles se dirigiu descortês.
- Que fazem?
Era um homem alto, de nariz adunco e olhos felinos, com todas as maneiras do policial desrespeitoso, a identificar-nos.
- Procuramos o sacerdote Gregório, a quem estamos recomendados – esclareceu Gúbio, humilde.
Sintetizando, André informa que a sentinela os conduziu à presença de Gregório, que não os recebeu com hospitalidade. Possivelmente, com as suas percepções aguçadas, o sacerdote, que ali dominava, vivia à espera de adversários de seus planos – convém, novamente, informar que Gregório era o Papa Gregório IX, desencarnado em 1241, em Roma, Itália. Ora, há quantos séculos, em espírito, Gregório permanecia naquela situação espiritual?!...
Tendo André Luiz, o Dr. Carlos Chagas, desencarnado na década de 30, no século XX, podemos dizer que Gregório estacionara naquela condição, no mínimo, há quase sete séculos, ou seja, 700 anos!...
Que pensam os nossos internautas a respeito?! Gregório, com a sua força mental – espírito altamente intelectualizado, sem dúvida –, poderia sustentar-se por tanto tempo em seu corpo espiritual?!...
O diálogo a seguir nos demonstra que ele, Gregório, tinha perfeita noção de sua desencarnação – sabia que não mais estava na Crosta.
- Vieram da Crosta, há muito tempo?
- Sim – respondeu nosso Instrutor –, e temos necessidade de auxílio.
- Já foram examinados?
- Não.
- E quem os enviou? – inquiriu o sacerdote, sob visível perturbação.
- Certa mensageira de nome Matilde.
O anfitrião estremeceu, mas observou, implacável:
- Não sei quem seja (...).
*
Antes de concluirmos os estudos da semana, necessitamos dizer que, igualmente, nas Esferas Espirituais, o perispírito está sujeito à menor ou menor capacidade longeva. Sobre a Terra, se alguns vivem apenas alguns minutos, ou não mais que poucos dias, outros alcançam idade quase centenária, não é assim?!...
Este tema, sem dúvida, é um desafio aos estudiosos do Espiritismo, que, infelizmente, sobre ele têm se calado.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 3 de dezembro de 2018.


domingo, 25 de novembro de 2018


XXVI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

O Instrutor Gúbio, desdobrando esclarecimentos a André Luiz e Elói, refere-se à condição de simbiose psíquica que muitos espíritos de evolução primária mantêm com os encarnados, muitas vezes, sem exata noção de seu procedimento – vampirizam mentes assim como o corpo físico é vampirizado por microorganismos patogênicos.
“Quase todas as almas humanas, situadas nestas furnas sugam as energias dos encarnados e lhes vampirizam a vida qual se fossem lampreias insaciáveis no oceano do oxigênio terrestre. (destacamos) Suspiram pelo retorno ao corpo físico, de vez que não aperfeiçoaram a mente para a ascensão, e perseguem as emoções do campo carnal com o desvario dos sedentos no deserto.”
Novamente André Luiz menciona a necessidade de aperfeiçoamento mental para que o espírito se adapte às realidades da vida fora do corpo físico... Logo no primeiro capítulo de “Nosso Lar”, o esclarecido autor, falando de suas próprias experiências, após a morte, escreve: “Não adestrara órgãos para a vida nova.”
Os espíritos que não tomam consciência de si mesmos no Mais Além, compreendendo a nova realidade em que passaram a viver, não a “suportam” e, assim, fazem da reencarnação imediata o seu único objetivo.
*
As revelações de André Luiz, em suas obras, se sucedem de maneira impressionante.
A obsessão para muitos desencarnados passa a ser quase uma “necessidade” – aliás, Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, no capítulo XXIII, quando fala das causa da obsessão, anotou o depoimento de um espírito: “Tenho grande necessidade de atormentar alguém...”
Essa “necessidade”, até de certo ponto, não deixa de ser de “sobrevivência psíquica” – claro que não estamos dizendo que o espírito possa vir a “morrer”, mas fica claro que ele, a fim de se alimentar, carece da vitalidade de alguém, pois, caso contrário, entrará em complexa fase de inanição. O pensamento é um “fluido alimentar”, através do qual o espírito pode autonutrir-se nutrir e ser nutrido.
Com a palavra os nossos irmãos e as nossas irmãs internautas, que esperamos venham a opinar sobre o tema.
Com o auxiliá-los em suas reflexões, reproduzimos o que Gúbio diz em seguida: “No fundo, as bases econômicas de toda essa gente residem, ainda, na esfera dos homens comuns e, por isto, preservam, apaixonadamente, o sistema de furto psíquico, dentro do qual se sustentam, junto às comunidades da Terra.” (destacamos)
O psiquismo humano, para tais entidades, funciona como “pasto”, o que nos leva a inferir que, quando os homens não mais lhes oferecerem alimento natural, eles terão que imigrar – assim como o homem dos tempos primitivos, antes do período agrícola, sempre imigrava, de região em região, à procura de alimento abundante.
*
Talvez, então, a esta altura de nossas reflexões e estudos, junto aos nossos irmãos encarnados, possamos falar em “obsessão natural”, processo no qual, do ponto de vista mental, todos pesamos sobre a economia psíquica uns dos outros. Ou não?! O que teriam os nossos irmãos e irmãs a dizerem sobre o assunto?! Porventura, os “seres” do mundo microscópico que parasitam o corpo físico fazem-no por maldade, ou por instinto de sobrevivência, e, ainda, compelidos pela própria necessidade de evolução?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 26 de novembro de 2018.









domingo, 18 de novembro de 2018


XXV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Na sequência, Gúbio esclarece, fazendo alusão à existência de inteligências sub-humanas que viviam na referida cidade: “Quem não cumpre aqui dolorosa penitência regenerativa, pode ser considerado inteligência sub-humana. Milhares de criaturas utilizadas nos serviços mais rudes da natureza, movimentam-se nestes sítios em posição infraterrestre.”
No livro “Roteiro”, editado pela FEB, cujo prefácio é de 1952, Emmanuel, no capítulo 9 – O Grande Educandário –, considera: “Mais de vinte bilhões de almas conscientes desencarnadas, sem nos reportarmos aos bilhões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de evolução.”
Comparemos os dois textos. As inteligências sub-humanas são os considerados seres “elementais”, entidades que se encontram em transição para maiores conquistas no campo do intelecto. Porém, mesmo entre os de inteligência sub-humana, já nos deparamos com aqueles que revelam as suas inclinações – como entre os animais, alguns de trato mais afável, e outros não. Entre os considerados sub-humanos, no que tange à evolução, nos deparamos com a questão hierárquica.
*
Em seguida, o Instrutor elucida: “Em desenvolvimento de tendências dignas, candidatam-se à humanidade que conhecemos na Crosta. Situam-se entre o raciocínio fragmentário do macacóide e a ideia simples do homem primitivo na floresta.”
Essas entidades, muitas vezes, são escravizadas por inteligências perversas que delas abusam, colocando-as, no Plano Espiritual ou no Plano Material, a seus serviços escusos.
Diz Gúbio: “Afeiçoam-se a personalidades encarnadas e obedecem, cegamente, aos espíritos prepotentes que dominam em paisagens como esta.” Eis aqui a explicação para a existência de entidades que servem aos propósitos daqueles que, não raro, desejam fazer mal às pessoas, vampirizando-as, interferindo, enfim, negativamente, em suas vidas.
Esclarece, porém, Gúbio: “O contacto com certos indivíduos inclina-os ao bem ou ao mal e somos responsabilizados pelas Forças Superiores que nos governam, quanto ao tipo de influência que exercemos sobre a mente infantil de semelhantes criaturas.”
*
Em “O Livro dos Espíritos”, na pergunta 549, encontramos: “Há alguma coisa de verdadeiro nos pactos com os maus espíritos?” Resposta: “Não, não há pactos, mas uma natureza má simpatiza com espíritos maus. Por exemplo: queres atormentar o teu vizinho, e não sabes como fazê-lo; chamas então a ti os espíritos inferiores, que, como tu, não querem senão o mal, e para te ajudar querem que também os sirvas nos seus maus desígnios. Mas disto não se segue que o teu vizinho não possa se livrar deles, por uma conjuração contrária ou pela sua própria vontade. Aquele que deseja cometer uma ação má, pelo simples fato de o querer, chama em seu auxílio os maus espíritos, ficando obrigado a servi-los como eles o auxiliam, pois eles também necessitam dele para o mal que desejam fazer. É nisso somente que consiste o pacto.”
*
Adiante, André Luiz faz curiosíssima observação: “Notei a existência de algumas organizações de serviços que nos pareceriam, na esfera carnal, ingênuas e infantis, reconhecendo que a ociosidade era, ali, a nota dominante. E porque não visse crianças, exceção feita das raças de anões, cuja existência percebia sem distinguir os pais dos filhos...” (destacamos)
Naquela dimensão espiritual das Trevas, as raças de anões se reproduziam – Reencarnação no Mundo Espiritual! André afirma que não conseguia distinguir os pais dos filhos – praticamente, reencarnavam em série!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de novembro de 2018.




segunda-feira, 12 de novembro de 2018


66... – Falta só mais um 6!...

Meu filho, 66...
Falta só mais um 6, para o número da “besta” do Apocalipse...
Mas, você está indo bem...
Ainda há de chegar lá...
A verdade é que, por muitos, você já é considerado um “tsunami”...
Perigoso maremoto...
Invasor de praias e cidades...
Conflita-se com os doutores da lei...
Põe-se contra os modernos escribas e fariseus...
Ousa opinar...
Dizer o que pensa...
Não pode...
Contrariar o status quo do Movimento?!
Um absurdo...
Desafiar os velhos “caciques”...
O que você está querendo, se não apanhar, e muito?!...
Masoquista...
Depois reclama...
Como Eça disse a Fernando, provoca discussão e não quer ser discutido?!...
Ora, não tem jeito...
Seja a reencarnação de um avestruz e... estará tudo certo...
Faça como muita gente, que esconde a cabeça e mostra o traseiro...
Não o estou incentivando ao nudismo...
Para tanto, procure a Cap d’agde Pueblo Naturista, ao sul da França...
Sim, na pátria do Codificador...
Mas, mudemos de assunto...
9 de novembro...
18 de Brumário do ano VIII...
Golpe de Estado...
Terá sido influência da data – novo regime na França, liderado pelo jovem general Napoleão Bonaparte?!...
Não sei, talvez, quem sabe...
O certo é que o tempo avança...
O Carlim das quadras de futebol-de-salão – um tremendo perna de pau! – é o Baccelli dos tablados de MMA...
Não sei como ainda não foi a nocaute...
É cada coice...
Ainda bem que, de mim, além de meus pensamentos, você, na condição de médium, tem assimilado a alegria – ou o deboche, sei lá...
Sabe, desde que me tornei espírita, plantei um bananal...
Tenho sempre bananas para distribuir...
Verdes e maduras...
Grandes e pequenas...
Sempre cantarolo aquela canção “O Vendedor de Bananas”...
Conhece?!...
Pesquisei – de Jorge Ben Jor...
Ele ainda está na carcaça...
“Eu vendo banana, mãe, mas eu sou honrado, mãe...”
No meu caso, eu não vendo – distribuo de graça... É tanto bananão no fundo do meu quintal!...
Continue firme, viu?!...
Você conhece aquele ditado que a gente deve fingir de morto?!... Continue fingindo...
Fingir de morto... Como é mesmo o ditado?!...
Ai, meu Deus, até aqui a minha “consciência exterior” me cerceia...
A Modesta me vigia de longe...
O Odilon me enquadra...
Já o Manoel Roberto me inspira...
Mas, em contrapartida, eu não lhe dou sossego...
Sim, a você...
Um jovem, aos 66...
Fumando feito uma chaminé, eu fui aos 84...
Você, que não fuma, tem obrigação de ir a mais – pelo menos, mais uns quatro lustros...
Em 20 anos, talvez, possamos rabiscar um tanto mais...
Incomodar mais gente...
Provocar...
Enfurecer...
Parabéns, viu!...
Não tenho aqui, para a gente comemorar, um daqueles sucos de caju que tomávamos juntos, em nossa casa, com os meus gatos passeando sobre a mesa...
Nem uma bela taça de vinho do Porto...
Ou uma Malzbier geladinha, igual à que sua mãe, Dona Odette, degustava aos domingos...
Dizia que era para aumentar o leite...
E o ”epicurismo”...
Mas, tenho um grande abraço para lhe dar – de toda a turma!...
Continue firme na trincheira...
Se não morreu até agora, é porque, de fato, é imortal!...
Não da Academia de Letras...
Mas, da Academia da Teimosia elevada ao quadrado, porque é a minha somada à sua!...
Abraços.
Desculpe a informalidade...
O seu presente?! A sua viagem de graça a Portugal, e o lançamento de um livro editado lá...
Polêmico, mas verdadeiro...
Eu gosto é de médium assim...
Bem haja!...
Se o seu avião despencar, estou lhe esperando...
Com uma vassoura novinha...
Tem muita sujeira a varrer por aqui também...
Eu não sei, mas tem espírita que, mesmo depois de morto, parece que vive com diarreia...
Deus meu!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 9 de novembro de 2018.


domingo, 4 de novembro de 2018


XXIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

As preciosas elucidações de Gúbio a André Luiz e Elói prosseguiam sem interrupção.
André, surpreso, com a decadência da forma naqueles seres (espíritos), que se lhes expressava no corpo espiritual, indaga sobre a causa de tais aberrações.
“Milhões de pessoas – informou, calmo –, depois da morte, encontram perigosos inimigos no medo e na vergonha de si mesmas. (...) O espírito, em qualquer parte, move-se no centro das criações que desenvolveu.”
Afinal, aquele era o mundo dos “draconianos” – daqueles espíritos de consciência culpada, ainda não beneficiada pelo arrependimento! Aquela “cidade estranha” era a exteriorização da condição mental dos espíritos que a haviam edificado, com o intuito de “pararem” no tempo, para que a Lei de Causa e Efeito não funcionasse para eles...
Prestemos atenção: “para que a Lei de Causa e Efeito não funcionasse para eles”! É como se tais entidades vivessem em constante fuga de si mesmos, a fim de que a consciência não os constrangesse à introspecção – organizavam-se em defensiva para se eternizarem naquela situação, mantendo-se consciencialmente impenetráveis...
*
André, na sequência, indaga: “... não há recursos de soerguer semelhantes comunidades?”
Gúbio responde: “A mesma lei de esforço próprio funciona igualmente aqui. Não faltam apelos santificantes de Cima; contudo, com a ausência da íntima adesão dos interessados ao ideal da melhoria própria, é impraticável qualquer iniciativa legítima, em matéria de reajustamento geral.”
Interessante que os nossos irmãos e irmãs internautas façam a leitura do capítulo X – “Fogo Purificador” –, de “Obreiros da Vida Eterna”, também da lavra de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier.
Espíritos existem tão ociosos que, a fim de que consigam sair de seu secular comodismo, necessitam ser instigados pela Lei Divina, que, então, ao seu redor, promove, inclusive, fenômenos naturais que os constrangem à indispensável mudança.
A Lei não os força a mudar por dentro, mas faz com que se “desalojem” por fora, para que novas circunstâncias possam beneficiá-los no campo da redenção de si mesmos.
*
Interessantíssima observação do Instrutor: “E até que resolva atirar-se ao empreendimento da própria ascensão, vai sendo aproveitando pelas leis universais no que possa ser útil à Obra Divina. A minhoca, enquanto é minhoca, é compelida a trabalhar o solo; o peixe, enquanto é peixe, não viverá fora d’água...”
Tudo serve aos Propósitos do Criador! Quem se julga o espírito mais independente, de maneira inconsciente, é o que mais se submete aos Desígnios Divinos.
Conforme tantos já escreveram, o mal está a serviço do bem – é necessário o escândalo, mas ai daquele por quem o escândalo venha – ensinou-nos Jesus.
*
De repente, André Luiz começa a se perguntar se aqueles seres não eram sub-humanos...
“... vestiam-se de roupagem francamente imunda...”
“Lombroso e Freud encontrariam aí extenso material de observação. Incontáveis tipos que interessariam, de perto, à criminologia e à psicanálise vagueavam absortos, sem rumo.”
André, sem dúvida, descreve um imenso hospício, ou uma enorme penitenciária a céu aberto!
Na imperfeição da forma, começou ele a observar a existência de muitos pigmeus (anões), que, certamente, contrastavam com outras figuras quase humanas, de “animais em cópia abundante, embora monstruosos” que se movimentassem “a esmo, dando-me a ideia de seres acabrunhados que pesada mão transformara em duendes.”
Quando André diz “dando-me a ideia”, pode-se, sem receio, crer que essa era a realidade – o Autor espiritual apenas pretendeu amenizar o impacto de suas descrições.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de novembro de 2018.



segunda-feira, 29 de outubro de 2018


XXIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Na sequência de nossas reflexões sobre o capítulo IV de “Libertação”, Gúbio, elucidando dúvidas de André Luiz e Elói, afirma:
“Já perambulamos por estes sítios sombrios e inquietantes, mas os choques biológicos do renascimento e da desencarnação, mais ou menos recentes, não te permitem, nem a Elói, o desabrocho de reminiscências completas do passado.”
Quantos de nós outros não teremos, igualmente, perambulado pelas regiões inferiores do Mundo Espiritual, emergindo, lentamente, do pântano de nossos erros?! Quantos de nós, talvez, não tenhamos, por ação da Divina Misericórdia, delas saído para a Terra, ou para outra Dimensão, e, quem sabe, após a experiência vivenciada, haveremos de para elas regressar?! Quantos não são os que, escondidos sob a forma humana, ainda não passam de seres capazes de cometer despautérios que os nivelam aos “draconianos”, descritos por André Luiz?!
*
De repente, segundo o autor espiritual, eles começaram a ouvir uma música exótica...
Vejam: até o gosto musical com o qual ainda nos identificamos não deixa de nos manifestar a evolução do espírito... Naqueles “sítios” a música era primitiva – exótica, quanto exóticos são os sons de diversas expressões musicais no orbe terrestre, que, por vezes, levam as multidões ao delírio e à insanidade, induzindo ao consumo de drogas e à devassidão...
*
Gúbio recorda a André e Elói que deveriam permanecer em atitude de vigilância e oração, esclarecendo:
“Em qualquer constrangimento íntimo, não nos esqueçamos da prece. É, de ora em diante, o único recurso de que dispomos a fim de mobilizar nossas reservas mentais superiores, em nossas necessidades de reabastecimento psíquico. Qualquer precipitação pode arrojar-nos a estados primitivistas, lançando-nos em nível inferior, análogo ao dos espíritos infelizes que desejamos auxiliar.”
Sim! Quantas vezes o homem se deixa encolerizar com facilidade, permitindo-se influenciar pelas circunstâncias adversas, em vez de lograr influenciá-las?! Uma simples discussão pode degenerar em agressão, e, não raro, culminar com a prática de um crime... É que a linha divisória que nos separa da “fera” que, ainda ontem, fomos, é muito frágil, e com facilidade pode ser ultrapassada... Se Gúbio, elevado Instrutor mantinha-se vigilante neste sentido, o que podemos dizer de nós outros, encarnados e desencarnados, que ainda não nos encontramos enraizados em nossas convicções de ordem superior?!...
*
- “Em minutos breves – narra André – penetramos vastíssima aglomeração de vielas, reunindo casario decadente e sórdido.”
Construções típicas da Alta Idade Média...
Insalubridade...
Esgoto correndo a céu aberto...
- “Rostos horrendos, contemplavam-nos furtivamente, a princípio, mas, à medida que varávamos o terreno, éramos observados, com atitude agressiva, por transeuntes de miserável aspecto.”
Com certeza, embora materializados, Gúbio, André e Elói exibiam uma fisionomia diferente, com traços que chamavam a atenção daqueles espíritos, que os espreitavam movidos por intenções diversas...
- “Mutilados às centenas, aleijados de todos os matizes, entidades visceralmente desequilibradas, ofereciam-nos paisagens de arrepiar.”
Quanto mais inferior a Dimensão em que a Vida se manifesta, mais sofre a forma em que ela se expressa.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de outubro de 2018.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018


XXII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Continuando a descrever a “metamorfose” a qual se submeteram, a fim de que fossem percebidos naquela Dimensão Subcrostal, André Luiz anotou:
“Reparei, confundido, que a voluntária integração com os elementos inferiores do plano nos desfigurava enormemente (destacamos). Pouco a pouco, sentimo-nos pesados e tive a ideia de que fora, de improviso, religado, de novo, ao corpo de carne, porque, embora me sentisse dono da própria individualidade, me via revestido de matéria densa, como se fosse obrigado a envergar inesperada armadura.”
Notemos que interessante, e, mais uma vez, chamamos a atenção do leitor para a questão da Reencarnação no Mundo Espiritual, que nada mais é que um processo de materialização mais demorada em cada Plano que o espírito seja chamado a viver.
Curioso o que diz Gúbio a seguir:
“Nesta cidade sombria, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nos achamos.”
Mas também, de nossa parte, aproveitamos para esclarecer que, mesmo em tais Dimensões sombrias costumam reencarnar espíritos de certo grau evolutivo com a finalidade de instruírem os que lá estejam domiciliados. Afinal, Cristo não veio a Terra?! E, antes Dele, tantos outros, como Sócrates, por exemplo?! E, depois Dele, Francisco de Assis, Teresa d’Ávila, Chico Xavier?!...
*
Gúbio alerta na sequência:
“Se erguermos bandeira provocante, nestes campos, nos quais noventa e cinco per cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será estraçalhado em alguns instantes. Centenas de milhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados.”
A cidade dos “gregorianos” era uma cidade de loucos... E salientemos que ela não era, qual não é, a única existente em tal Plano, ou Dimensão, ou Planeta Espiritual – milhões e milhões de espíritos, mentalmente, ainda vivem no passado, e se organizam como se organizavam os homens nos séculos transatos.
*
Chico Xavier psicografou o livro “Libertação” em 1949. Posteriormente, em conversa reservada com alguns amigos – conversa que, infelizmente, vazou –, ele disse que, a conselho de Emmanuel, André Luiz acabou por retirar muitas páginas da obra, com a finalidade de não criar induções excessivamente negativas na mente dos leitores.
Chico, mais tarde, contou-nos pessoalmente que na cidade dos “gregorianos” eram realizadas verdadeiras orgias, bacanais, com os seus moradores idolatrando como deuses os símbolos fálicos, que carregavam em andores, nas procissões que realizavam...
As explicações de Chico, tendo sido vazadas – um dos amigos aos quais ele havia narrado o fato fora ao conhecido tribuno Newton Boechat, que, inadvertidamente, passara-a adiante, em palestra –, foram, ainda recentemente, plagiados por outro “médium”, que, como de hábito costuma fazer, apresentou em livro a “revelação” como sendo de sua lavra.
*
Em seguida, André pergunta a Gúbio:
“E há governo estabelecido num reino estranho e sinistro como este?”
A resposta do Instrutor, naturalmente, foi afirmativa, pois, afinal, em qual reino – mesmo no reino animal – não existe governo?! Não obstante, Gúbio esclarece: “Qual ocorre na esfera carnal, a direção neste domínio, é concedida pelos Poderes Superiores, a título precário.” Quer dizer: tudo com o Consentimento Divino, pois nada – absolutamente nada – acontece fora da Vontade de Deus.


INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 22 de outubro de 2018.