segunda-feira, 14 de maio de 2018


COMO VOCÊ INTERPRETA?! – LVII

Ainda refletindo sobre o último capítulo do livro “Nosso Lar”, nos deparamos com interessantes lições.
André Luiz, desencarnado há mais dez anos, e residindo na colônia espiritual há quase dois, tendo, inclusive, retomado o trabalho num dos hospitais do Ministério da Regeneração, ainda não havia experimentando os fenômenos da telepatia e da volitação, que, comumente, atribuem-se a todos os espíritos que deixam o corpo carnal.
Você já reparou nesse detalhe nas páginas da magnífica obra da lavra de Chico Xavier?!
Em “Nosso Lar”, para se movimentar, André tomava o “aeróbus”, e mesmo quando, depois de mais de dez anos, voltou a Terra, na companhia de Clarêncio, que acompanhava Dona Laura nas etapas iniciais de seu processo reencarnatório, tudo indica que o fez com o concurso de uma aeronave, que, então, o teria deixado nas proximidades da Crosta.
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Somente quando André reconheceu que, de fato, Zélia, sua ex-esposa, e Ernesto se amavam muito, e passou a se sentir “companheiro fraternal de ambos”, ao necessitar de ajuda, mentalmente procurou entrar em contato com Narcisa – pela primeira vez, ele tentou a possibilidade da telepatia, que, em “O Livro dos Médiuns”, Kardec chamou de “telegrafia humana”. Foi com grande surpresa, e alegria, que, decorridos, mais ou menos, vinte minutos, Narcisa se apresenta, dizendo-lhe: “Ouvi seu apelo, meu amigo, e vim ao seu encontro”.
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Sem dúvida, as conquistas de André Luiz no campo da espiritualidade própria, em tempo relativamente curto, se fizeram evidentes além da morte.
Todavia, enganam-se aqueles que imaginam que logo, ao deixarem o corpo, dispensarão, no Mais Além, o uso da palavra articulada. Chico Xavier nos contava que a sua mãezinha, Maria de São João de Deus, que, à época, estava se preparando para reencarnar, dissera a ele que estava estudando inglês no Mundo Espiritual – segundo ela, seria para facilitar o aprendizado do referido idioma quando, então, estivesse no corpo.
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Depois que André e Narcisa logram socorrer ao Dr. Ernesto em sua recuperação, inclusive através da transmissão do passe e intervindo para afastar as três entidades que o vampirizavam no leito, por sentir-se extremamente “mais leve”, André conquista a capacidade de volitar, ou de se transportar no espaço através da volição, ou do voo sem o concurso de qualquer objeto voador. Já ao fim de seu segundo dia na Terra – ele obtivera uma semana de licença para visitar a família –, André começa se movimentar entre a Terra e “Nosso Lar” por si mesmo, simplesmente alçando-se ao Espaço.
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Trata-se de outro equívoco quase generalizado entre os espíritas, que dizem que todos os espíritos, assim que deixam o corpo pesado para trás, adquirem a possibilidade de volitar, esquecidos de que o Mundo Espiritual também é regido pela Lei da Gravidade, e que, para volitar, o espírito carece de “perder peso”.
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Muitos encarnados, porém, pelo fenômeno do desdobramento, no instante do repouso físico, já tiveram a experiência da volitação, que, sem dúvida, é extremante interessante – todavia, o espírito se movimenta dentro de limites que, pelas Leis da Física, não podem ser ultrapassados.
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Percebamos, assim, que o desabrochar das quase infinitas possibilidades do espírito estão diretamente relacionadas com as suas conquistas de ordem íntima, incluindo, é claro, as suas aquisições de ordem mental.
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Você, estimado (a) internauta, já teve oportunidade de experienciar no campo da telepatia, entre encarnado e encarnado, e no da volitação, em desdobramento?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 14 de maio de 2018.