segunda-feira, 28 de maio de 2018




I – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – André Luiz/Chico Xavier

Encerrada a série “COMO VOCÊ INTERPRETA?!”, abordando temas do livro “Nosso Lar” – que iniciamos em Fevereiro de 2017 –, daremos início a algumas reflexões sobre o livro “Libertação”, que o 7º da Obra Andreluizina.
Esclarecemos, no entanto, aos nossos internautas, que, dos vinte capítulos substanciosos que compõe o livro, destacaremos apenas alguns tópicos de cada capítulo, deixando com eles estudos que possam ser mais completos.
Solicitamos aos nossos irmãos e irmãs que nos prestigiam com os seus apontamentos que nos perdoem por não podermos responder a cada uma das arguições que nos são dirigidas, considerando-nos felizes por motivarmos entre eles a discussão sadia sobre os assuntos abordados.
Cremos que, de nossa parte, nos estudos efetuados sobre “Nosso Lar”, cumprimos com o nosso dever que era, e continua sendo, apenas o de despertar novo interesse pelo estudo das obras de autoria de André Luiz, repletas de interessantes informações sobre a vida do espírito, nos mais variados Planos que habita.
Agradecemos o prestígio e a consideração que não merecemos da parte de nossos confrades, rogando ao Senhor que continue a nos inspirar na compreensão de Suas divinas lições, e, sobretudo, nos encorajando a colocá-las em prática no cotidiano.
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Do excelente prefácio de Emmanuel para o livro “Libertação”, datado de 22 de fevereiro de 1949 – a obra está prestes e completar 70 anos! – prefácio significativamente intitulado “Ante as Portas Livres”, salientamos apenas o que escreveu o venerável Benfeitor, ao recontar a antiga lenda egípcia do “peixinho vermelho”:
“O esforço de André Luiz, buscando acender luz nas trevas, é semelhante à missão do peixinho vermelho.
Encantando com as descobertas do caminho infinito, realizadas depois de muitos conflitos no sofrimento, volve aos recôncavos da Crosta Terrestre, anunciando aos antigos companheiros que, além dos cubículos em que se movimentam, resplandece outra vida, mais intensa e mais bela, exigindo, porém, acurado aprimoramento individual para a travessia da estreita passagem de acesso às claridades da sublimação.
Fala, informa, prepara, esclarece...
Há, contudo, muitos peixes humanos que sorriem e passam, entre a mordacidade e a indiferença, procurando locas passageiras, ou pleiteando larvas temporárias.
Esperam um paraíso gratuito com milagrosos deslumbramentos depois da morte do corpo.
Mas, sem André Luiz e sem nós, humildes servidores de boa vontade, para todos os caminheiros da vida humana pronunciou o Pastor Divino as indeléveis palavras: - ‘A cada um será dado de acordo com as suas obras.’”
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Conscientes, assim, da nossa condição de pobre bagre, que tenta escapar das águas barrentas da lagoa existencial em que se movimenta, longe de nós qualquer pretensão da missão que coube ao destemido “peixinho vermelho”...
O que nos consola, porém, é saber, que já não mais pertencemos à classe dos anfíbios anuros, que se contentam com sua condição de girinos, ou, no máximo, de batráquios coaxantes.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 28 de maio de 2018.