sexta-feira, 1 de março de 2019


XXXVII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Estudando sem pressa, qual convém se quer aprender, ainda no capítulo VI – “Observações e Novidades” – de “Libertação”, destacamos da palavra do Instrutor Gúbio:
“Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em derredor das paixões absorventes que por muitos anos elegeram em centro de interesses fundamentais.”
Possíveis deduções:
1 – Assim como o perispírito é causa para o corpo físico, o corpo mental é causa para o corpo perispiritual.
2 – O que determina a posição do espírito na escala evolutiva é a sua condição mental.
3 – A Lei da Gravidade funciona tanto para o corpo físico quanto para os diversos corpos espirituais, do mais denso ao mais sutil.
4 – Ao desencarnar, o endereço do espírito no vasto Condomínio Espiritual é o de seu grau de consciência.
5 – A rigor, ninguém “pede” para se elevar às Esferas Superiores – esse acontecimento se dá naturalmente, pois que não existe alguém cuidado de uma “cancela” no Mundo Espiritual, abrindo-a a alguns e cerrando-a a outras.
*
“Enriquecer a mente de conhecimentos novos, aperfeiçoar-lhe as faculdades de expressão, purificá-la nas correntes iluminativas do bem e engrandecê-la com a incorporação definitiva de princípios nobres é desenvolver nosso corpo glorioso, na expressão do apóstolo Paulo, estruturando-o em matéria sublimada e divina.”
Possíveis deduções:
1 – Semelhantes, embora, na aparência, nem todos os corpos físicos são iguais – em sua estrutura íntima cada qual possui certa característica que lhe permite uma existência mais ou menos saudável e, intelectualmente, ativa.
2 – Os corpos do espírito são suscetíveis de se aperfeiçoarem com as conquistas que ele efetue – tanto no campo intelectual e, principalmente, no campo moral. Notamos que, sobre a Terra, tal acontece, mormente com o corpo físico.
3 – O trabalho da perfeição é de dentro para fora, mas, também, pode funcionar de fora para dentro, dependendo das reações do espírito aos estímulos que receba.
4 – O perispírito, enfim, é a “túnica nupcial” à qual Jesus se refere em “A Parábola das Bodas” – o homem que entrara em palácio sem a “túnica nupcial”, por ordem do Rei, foi lançado para fora... O homem é o espírito, a “túnica nupcial” é a veste perispirítica, o Rei é a Lei. Aquele “penetra”, embora, por certo, estivesse bem “produzido”, não se trajava com uma veste da qualidade dos demais convidados... A condição íntima do espírito acaba por traí-lo exteriormente.
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“Imergimo-nos dentro dos fluidos carnais e deles nos libertamos, em vicioso vaivém, através de existências numerosas, até que acordemos a vida mental para expressões santificadoras.”
Possíveis deduções:
1 – O fenômeno da reencarnação, para a maioria, é um círculo vicioso, que pode durar por séculos e séculos, com pequeno, ou quase nenhum aproveitamento do espírito.
2 – Acordar “a vida mental” é tarefa de cada um, dentro de sua capacidade de maturação psíquica, no aproveitamento das lições cotidianas da existência.
3 – Existem espíritos – em grande número – que “dormem” em sua atual encarnação, sem que se deem ao trabalho de pensar, expandindo a sua capacidade de raciocinar com a Verdade e de se doar através da mínima atitude de amor aos semelhantes.
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Em síntese, afirma o Instrutor:
“Cada criatura nasce na Crosta da Terra para enriquecer-se através do serviço à coletividade. Sacrificar-se é superar-se, conquistando a vida maior.”
Dedução:
O maior adversário do espírito na tarefa da evolução chama-se “egoísmo”, em suas múltiplas formas de manifestação, até mesmo quando se caricatura de bondade.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 4 de março de 2019.




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019


XXXVI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Deixamos para os nossos estudos desta semana, o seguinte parágrafo da palavra de Gúbio a André Luiz, que, repetimos, pouco ou quase nenhum destaque vem merecendo dos estudiosos do Espiritismo.
Ei-lo:
- Sabes, assim, que o vaso perispirítico é também transformável e perecível, embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita.
Em síntese, eis algumas conclusões a serem tiradas:
1 – O perispírito é corpo constituído de matéria.
2 – “Transformável”, quer dizer: assim como o corpo físico, está sujeito à evolução.
3 – “Perecível”: o perispírito, ou corpo espiritual, também se submete ao fenômeno da “morte”.
4 – Deve ele, portanto, estar sujeito a naturais desgastes impostos pelo tempo e/ou doenças que o acometem.
5 – Assim, existe “morte” no Mundo Espiritual.
Salientamos que o assunto, anteriormente, já havia sido abordado por André Luiz no livro “Missionários da Luz”.
No mencionado livro, o terceiro da série “Andreluizina”, no capítulo 13 – “Reencarnação” –, o Autor espiritual registra a palavra de Alexandre:
...todavia, com o curso do tempo, em vista de nova alimentação e novos hábitos em meio muito diverso, incorporou (o perispírito) determinados elementos de nossos círculos de vida, dos quais é necessário se desfaça a fim de poder penetrar, com êxito, a corrente da vida carnal.
Conclusões:
1 – Com o decorrer do tempo, no Mundo Espiritual, o perispírito envelhece, inclusive, devido à “nova alimentação”.
2 – O perispírito, evidentemente, carece de ser alimentado para que possa sobreviver.
3 - Até mesmo o clima diferente na Vida além da morte influi nos traços gerais do perispírito, com consequências para a sua integridade “física”.
4 – Assim, um espírito desencarnado, por exemplo, há 20, 30, 40 anos, ou mais, pode, depois, não ser reconhecido de imediato pelos seus familiares e amigos, de vez que apresenta alterações em sua fisionomia. Quem aos 60, 70 ou 80 de idade, reconhece-se, com facilidade numa fotografia sua tirada aos 10, 15, ou 20 anos?!
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No livro “Missionários da Luz”, ante determinada pergunta de André Luiz, Alexandre define a morte:
... desde que consideremos a morte do corpo carnal como simples abandono de envoltórios atômicos terrestres.
Eis, assim, o que significa “morrer” em qualquer parte.
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Gúbio ainda esclarece a André:
- Viste companheiros (...), que se desfizeram dele (do perispírito), rumo a esferas sublimes, cuja grandeza por enquanto não nos é dado sondar, e observaste irmãos que se submeteram a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perispiríticos para renascerem na carne terrestre.
Portanto, conforme temos afirmado em mais de uma oportunidade:
“Morre-se” para cima e para baixo...
Em boa lógica, à luz da Fé Raciocinada:
Desencarna-se, e reencarna-se, para cima e para baixo...
Tal assunto também está inserido nas páginas do livro “Nosso Lar”, que é mera “cidade de transição” – como a cidade que você habita na Terra, para você e todos os demais, igualmente, é de transição. Aliás, a Terra é planeta de transição, e qualquer outro que o espírito venha a habitar no vasto Universo, ou em uma das muitas Moradas da Casa do Pai.
Quanto ao assunto nas páginas de “Nosso Lar”, pedimos a você que realize um trabalho de pesquisa.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 25 de fevereiro de 2019.