domingo, 24 de maio de 2026

 

Amor

e

Reencarnação

 

 

“Quando Jesus pronunciou esta palavra divina, amor, essa palavra fez estremecer os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

 

O Espiritismo, a seu turno, vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino; estai atentos, porque esta palavra ergue a pedra dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela ao homem maravilhado seu patrimônio intelectual; não é mais aos suplícios que ela o conduz, mas à conquista do seu ser, elevado e transfigurado.”

 

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Talvez que esta página de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo XI, intitulada “A Lei de Amor”, de autoria de Lázaro, ditada em Paris, no ano de 1862, seja uma das mais importantes de todo “O Evangelho”, porquanto, de fato, sem o Amor e a Reencarnação, a Humanidade não encontra caminho para significar a si mesma.

 

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Transcorra o tempo que transcorrer, avance a Ciência quanto avançar e evolua a Religião quanto possa, sem que o homem vivencie o Amor e aceite que somente a Reencarnação confere lógica à Criação Divina, ele apenas conseguirá aumentar a sua angústia de viver, não encontrando respostas para as grandes dúvidas que o atormentam.

 

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O Amor nos induz à crença na Imortalidade e, por sua vez, a Imortalidade nos leva a deduzir quanto à lógica da Reencarnação, porquanto a Imortalidade sem respaldo na evolução moral da criatura carece de sentido.

 

Como haveria de sobreviver o injusto, desfrutando, em sua sobrevivência, das mesmas benesses que o justo?!

 

E admitir que o Criador fracasse em uma só de suas criaturas é não lhe considerar Todo Sábio e Bom, passando, então, a atribuir ao acaso a Obra Inteligente da Criação Universal.

 

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A necessidade de amar e de renascer crescendo de vida em vida, impor-se-á, pois, sem que nenhuma doutrina religiosa ou filosófica advogue-lhe a imprescindibilidade – há de ser consequência natural da expansão da consciência que, na maioria, ainda dormita.

 

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O Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, antecipa-nos, talvez, em séculos, o que, por fim, há de se integrar ao patrimônio moral e intelectual do espírito humano, não mais por mera crença oriunda da revelação, mas por certeza inquestionável que jogará por terra todo o preconceito e fanatismo.

 

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Sem Amor e sem Reencarnação, a Terra seria, no Oceano Cósmico, uma embarcação à deriva, com data mais ou menos prevista para naufragar por completo, levando consigo todos os seus tripulantes.

 

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de maio de 2026.

 

 

 

Um comentário:

  1. Boa tarde, Amigos Espirituais visíveis e invisíveis! Amor, Luz e Paz! Muito provavelmente, encontraremos esclarecimentos sobre o tema "Amor e reencarnação" no.livro "Amor: o sentido da vida" (LEEPP, 1a edição, 2026), de Inácio Ferreira (IF). Boa leitura! Cadichon Pirilampo (13:12 09:12)!!!

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