NEM NOS TEMPLOS, NEM NOS MONTES
“Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.” – João, 4:21
Estou convicto de que chegará o tempo em que Deus, realmente, será adorado em espírito e verdade.
Não mais necessitaremos de religiões para tanto.
Não mais construções de natureza material.
Não mais qualquer tipo de sacerdócio organizado.
Não mais hierarquia e formalidade.
Não mais patrulhamento ideológico.
Não mais ortodoxia.
Não mais fanatismo.
Não mais adeptos dessa ou daquela crença.
Não mais propósito de unificação de ideias.
Não mais perseguição declarada ou sob disfarce.
Não mais cruzadas e inquisições.
Não mais poder espiritual em disputa.
Não mais vendilhões nos templos.
Não mais preconceito na fé.
Não mais exploração da ingenuidade.
Não mais falsos cristos e profetas.
Não mais imagens ou símbolos.
Não mais velas e incensos.
Não mais bandeiras hasteadas.
Não mais vaidade e personalismo.
Não mais Inferno, nem Céu.
Não mais povos eleitos.
Não mais supostos privilégios concedidos.
Não mais personalismo.
Não mais vaidade nas pregações.
Não mais idólatras e idolatrados.
Não mais judeus e samaritanos, hindus e muçulmanos, católicos e protestantes, espíritas e umbandistas.
Não mais templos e sinagogas, igrejas e terreiros.
Não mais nenhum “ismo”.
Não mais disputas pela primazia da Verdade.
Somente FÉ e RAZÃO, e acima delas, o AMOR, em qualquer canto da Terra, sob a cúpula, estrelada ou ensolarada, do firmamento.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 3 de abril de 2017.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
segunda-feira, 27 de março de 2017
COMO VOCÊ INTERPRETA?! – VI
No capítulo 15 do livro “Nosso Lar”, André Luiz recebe a
visita de sua mãe que se encontrava habitando uma Dimensão Superior. Você seria
capaz de dizer como ela o visita?! Estaria ela materializada?! Concorda que,
talvez, materializada, fosse ela um “agênere”, em “Nosso Lar”?! Ou, quem sabe,
ela se tenha feito visível apenas à clarividência de André Luiz?!
No caso de a mãe de André Luiz ter se apresentado a ele
materializada, você concorda que, no Mundo, ou Planeta, Espiritual, os
espíritos que lá residem vivem rodeados de espíritos que também não conseguem
enxergar em condições normais?!
No capítulo 16, intitulado “Confidências”, a mãe de André
Luiz diz a ele que o seu pai, Laerte, há doze anos, se encontrava “numa zona de trevas compactas do Umbral”.
Ora, se André Luiz, igualmente, demorou-se na chamada região umbralina,
por que ele não teria logrado encontrar o seu pai por lá?! Tudo indica que
ambos estiveram no Umbral, um ao mesmo tempo em que o outro – André Luiz por quase
nove anos, e seu pai, por doze! De novo: por que André Luiz não esteve com o
seu pai no Umbral?!...
Como se bastasse, a mãe de André Luiz informa a ele que as
suas duas irmãs, Clara e Priscila, também desencarnadas, viviam no Umbral, “agarradas à crosta da Terra”. Por que
nem elas duas se avistavam com o pai que ainda permanecia no Umbral?! Você
concorda em que o Umbral, igualmente, se divide em Subdimensões, como, por
exemplo, a Terra em diferentes países e regiões, algumas habitáveis e outras
inóspitas?!
Ao despedir-se de André, que tenta acompanhá-la, a sua
mãezinha lhe diz: “Não venhas, meu filho.
Esperam-me com urgência no Ministério da Comunicação, onde serei munida de
recursos fluídicos para a jornada de regresso, nos gabinetes transformatórios.”
Você teria ideia do que ela quis dizer?! Que “recursos fluídicos” seriam esses?! Concorda em que nos “gabinetes transformatórios” o seu
processo de materialização iria desfazer-se?!...
No capítulo 17, “Em Casa de Lísias”, André que, em “Nosso
Lar”, não tinha onde morar, com Clarêncio dizendo-lhe que, talvez, viesse
albergá-lo em alguma Instituição, recebeu de Lísias convite para morar em sua
casa, onde a sua mãe teria muita alegria em recebê-lo... Você concorda que a
situação de André Luiz, no Mundo Espiritual, possa ser comparada à de um
imigrante, ou de um refugiado, na atualidade da Terra, onde existe cerca de
sessenta milhões de refugiados, inclusive crianças e adolescentes?! Concorda em
que, um dia, com a desencarnação, todos os homens haverão de ser imigrantes no
Mundo Espiritual, de vez que, na condição de espíritos errantes, ou filhos
pródigos, todos estamos viajando de volta à Casa Paterna?!...
André Luiz ao chegar com Lísias à sua casa, observa que o
amigo faz acionar a campainha para que a porta da residência lhe seja aberta...
Ora, por que ele simplesmente não atravessou a parede da casa?! Espírito
atravessa paredes no Mundo Espiritual que habita, ou apenas consegue fazê-lo
nas Dimensões de matéria com diferente frequência vibratória da que constitui o
seu corpo espiritual, ou perispírito?!...
Cremos que por esta semana já possuímos, acima, suficiente
material para as nossas reflexões, não?!
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 27 de março de 2017.
segunda-feira, 20 de março de 2017
SOMOS TODOS
REFUGIADOS/IMIGRANTES
Ante a polêmica internacional a respeito dos
refugiados/imigrantes, suscitada, ultimamente, pelo recém-Presidente eleito do
EEUU, uma pergunta nos surge espontaneamente: - Sobre a Terra, quem, de certa
maneira, não pode ser considerado na condição de um refugiado/imigrante?!
A quem, originalmente, pertencia os diversos países, a não
ser aos nativos, que foram, sucessivamente, espoliados pelos invasores?!
Desde que Adão e Eva foram expulsos do Paraíso, todos os
homens são refugiados/imigrantes na Terra.
Sob a ótica da Doutrina Espírita, à semelhança do que conta
Jesus na Parábola do Filho Pródigo, todos somos espíritos errantes, na
tentativa de retornar à Casa Paterna.
Vejamos a Sabedoria de Deus, na Lei da Reencarnação: a rigor,
quem pertencerá a esse ou àquele planeta, país, raça, sexo, cultura, etc?!
Periodicamente, no corpo ou fora dele, não vivemos na condição de
refugiados/imigrantes, a fim de que aprendamos o amor universal?!...
Neste sentido, no livro “Nosso Lar”, com a sua própria
experiência de espírito desencarnado, André Luiz, igualmente, nos transmite
extraordinária lição.
Em “Nosso Lar”, o grande cientista, era também um
estrangeiro, não dispondo sequer de uma casa para morar.
Além da morte do corpo carnal, não se deparou ele, de
imediato, com nenhum de seus familiares, ou mesmo de amigos mais chegados que
se dispusessem a acolhê-lo.
Por caridade, ou seja, pelo exercício da legítima
fraternidade, que nos ensina que todos somos membros da mesma família humana, é
que André foi convidado a morar na casa de Dona Laura, mãe de Lísias, que ele
conhecera no hospital, onde, na condição de indigente, estava sendo tratado.
Vocês se recordam da beleza dessa magnífica lição?!
Um dia, com certeza, todos os homens se verão assim, do Outro
Lado da Vida, à mercê da generosidade alheia.
Não é exatamente assim que nos vemos, quando a reencarnação
nos encaminha de volta a Terra, totalmente indefesos, na completa dependência
de quem, inclusive, nos dê alimento na boca para que possamos sobreviver?!
A discussão política em torno da questão social dos
refugiados/imigrantes sinaliza o quanto ainda há de preconceito no espírito do
homem, e o quanto ele ainda está distante do “amai-vos uns aos outros”.
Quando fugia da fúria de Herodes, a fim de não ser morto, não
foi o Cristo um exilado em terras do Egito?!
Durante mais de quatro séculos, o povo judeu morou no Egito
dos faraós, e hoje, sistematicamente, nega um pedaço de terra aos palestinos,
que são seus irmãos.
Até hoje, ao que nos parece, Sara não conseguiu relevar a
falta cometida por Abraão, por ele ter tido um filho com Agar, a escrava, não
reconhecendo que Ismael e Isaque são irmãos.
Ao que nos parece, até que a lição, que a Lei Divina está
proporcionando à Humanidade com a questão refugiados/imigrantes, possa ser
assimilada, haverá para ela muito pranto e ranger de dentes.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 20 de março de 2017.
segunda-feira, 13 de março de 2017
COMO VOCÊ INTERPRETA?! – V
Estudemos um pouco mais, procurando refletir sobre outras
informações que André Luiz nos transmite nesta obra, sem dúvida,
revolucionária, a respeito da Vida no Mundo Espiritual – obra que,
infelizmente, até hoje, muitos espíritas tomam por ficção.
No capítulo 10 – “No Bosque das Águas” –, André ouve
referências de Lísias à existência de “grandes
oficinas de serviço de Trânsito e Transporte”, em “Nosso Lar”.
O que você acha?! Qual a necessidade de semelhante serviço
numa cidade além da morte?! Além do conhecido “aeróbus”, você admite que outros veículos transitassem (e transitem)
pelas ruas e avenidas de “Nosso Lar”?! Tal medida seria, por exemplo, para
evitar que algum acidente acontecesse, quiçá, de ordem fatal para pedestres e
condutores de veículos?!...
No mesmo capítulo 10, André Luiz nos fala da existência do
“Rio Azul”... O que você acha?! Será, de fato, um rio, com água e tudo?! Quer
dizer, inclusive, com vegetação aquática e peixes?! Outra pergunta que lhe peço
permissão para formular: se um dos habitantes de “Nosso Lar”, porventura,
viesse (ou vier) a cair nas águas do rio, que, segundo o autor espiritual, é de
“grandes proporções”, caso não soubesse nadar, o que poderia suceder a ele?!
Não se esqueçam de que nem Simão Pedro, sendo Apóstolo, conseguiu caminhar
sobre as águas...
Em seguida, ouvindo Lísias, André ainda esclarece que “todo o volume do Rio Azul (...) é absorvido
em caixas imensas de distribuição”, abastecendo a cidade. Qual a finalidade
da água no Mundo Espiritual?! Outra pergunta que, talvez, eu devesse formular a
parte, mas... vamos lá: você acha que toda cidade existente no Mundo Espiritual
é como “Nosso Lar”?! Vamos ajudar um pouco. No capítulo 11 – “Notícias do
Plano” –, Lísias elucida: “Todas as experiências
de grupo diversificam–se entre si e ‘Nosso Lar’ constitui uma experiência
coletiva dessa natureza.”
Ainda no capítulo 11, veja você que interessante a palavra de
Lísias (aliás, você sabia que Lísias era o nome de um dos discípulos de
Sócrates?!): “Já não estamos na esfera do
globo, onde o desencarnado é promovido compulsoriamente a fantasma. Vivemos em
círculo de demonstrações ativas.” O que significa “demonstrações ativas” além
da morte do corpo carnal?! Trabalho árduo ou simulacro de trabalho?!...
Estudando o capítulo seguinte, o de número 12, intitulado “O
Umbral”, ocorre-me tomar a liberdade de questioná-lo: Umbral será o mesmo que
Trevas?! Umbral será, para o espírito que desencarna na Terra, uma passagem obrigatória, ou um tempo de permanência obrigatório, mais
ou menos longo para uns e outros?! Você concorda que Umbral possa vir a ser um
Planeta?! Existirá Umbral ao redor de toda a Terra?! Você já consultou no
Dicionário o significado da palavra “umbral”?!...
Nossa! Tantas perguntas!... – Será que o próprio Dr. Inácio não seria capaz de responder a elas?! –
você deve estar pensando. Respondê-las até que podemos tentar, mas,
sinceramente, eu tenho percebido que muitos de vocês, internautas, ainda estão
com medo de externar as próprias opiniões! O que temem?! A fogueira?! O
esconjuro?!...
Só para terminar, o que Lísias quis dizer com a afirmação: “O Umbral começa na crosta terrestre”?!
O que significa Umbral Grosso, Umbral Médio e Umbral Fino?! “Nosso Lar” seria
uma cidade “umbralina”?! O Umbral tem sido muito “caluniado” pelos espíritas na
Terra...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 13 de março de 2017.
segunda-feira, 6 de março de 2017
COMO VOCÊ
INTERPRETA?! – IV
Continuando com a nossa proposta de reflexão, transcrevemos
abaixo mais alguns textos da lavra de André Luiz, extraídos do livro “Nosso
Lar”, solicitando, evidentemente, a sua interpretação para eles. (textos
extraídos dos capítulos 3 a 8).
“Grandes árvores,
pomares fartos e jardins deliciosos.”
- Você concorda que, em “Nosso Lar”, existe flora, com a
presença de reprodução vegetal, na multiplicação das árvores, dos frutos e das
flores?!
“A pequena distância,
alteavam-se graciosos edifícios. Alinhavam-se a espaços regulares, exibindo
formas diversas.”
- Você concorda que a cidade de “Nosso Lar” foi construída
com o trabalho de engenheiros, arquitetos, pedreiros, etc, ou as construções a
que André Luiz se refere não passam de criações temporárias da mente dos
moradores da cidade?!
“Aves de plumagens
policromas cruzavam os ares e, de quando em quando, pousavam agrupadas em
torres muito alvas, a se erguerem retilíneas, lembrando lírios gigantescos, rumo
ao céu.”
- Como conciliar tal informação com o que os Espíritos, em “O
Livro dos Espíritos”, disseram a Kardec sobre a reencarnação quase imediata do princípio inteligente dos animais?! Você
concorda que, no Mundo Espiritual, existem espécies animais que lhe são
nativas?! Concorda também que tais animais, existentes no Mundo Espiritual,
qual possa ocorrer com o Reino Vegetal, têm a capacidade de se reproduzirem, ou
não?!
“- E onde está minha
mãe? – exclamei, por fim. – Se me é permitido, quero vê-la, abraçá-la,
ajoelhar-me a seus pés!
- Não vivem em ‘Nosso
Lar’ – esclareceu Lísias –, habita esferas mais altas, onde trabalha não
somente por você.”
- O que você entende por “habita esferas mais altas”, numa
das quais a mãe de André Luiz vivia?! Numa outra cidade, ou, realmente, numa
outra esfera, ou Dimensão?! Essa outra esfera, como a Esfera Terrestre, pode
ser considerada um Planeta espiritual?!
“Impressionou-me o
espetáculo das ruas. Vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro,
atmosfera de profunda tranquilidade espiritual. Não havia, porém, qualquer
sinal de inércia ou de ociosidade, porque as vias públicas estavam repletas.
Entidades numerosas iam e vinham.”
- Não lhe parece uma descrição familiar: ruas, vastas
avenidas, vias públicas... As “numerosas entidades que iam e vinham” estariam
volitando, ou caminhando?! Concorda que também pudessem estar se servindo de
veículos em sua movimentação?! Essas “entidades” seriam pessoas, criaturas
humanas desencarnadas, ou seres que nada têm em comum com a humanidade dos
homens?!
- “... a nossa cidade
espiritual é zona de transição.”
- Qual o motivo de ter sido empregado o termo “zona de
transição”?! A cidade em que você mora na Terra é também uma “zona de
transição”, ou você pretende ficar nela “para semente”?! Assim, o orbe
terrestre, para o seu espírito, cidadão do Universo, pode, igualmente, ser
considerado uma “zona de transição”?!
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 6 de março de 2017.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
COMO VOCÊ
INTERPRETA? – III
Prosseguindo com os nossos estudos e reflexões sobre as
revelações de André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, a respeito da
Vida no Mundo Espiritual próximo, apenas com o propósito de diversificar um
pouco a metodologia, pedimos a você que assinale se está certa ou errada
a nossa interpretação dos textos transcritos. E, claro, você tem ampla
liberdade para, concordando ou discordando, acrescentar o que desejar. (Os
textos pertencem aos dois primeiros capítulos do livro “Nosso Lar”).
“Estava convicto de não
mais pertencer ao número dos encarnados no mundo, e, no entanto, meus pulmões
respiravam a longos haustos.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, é também
dotado de um Sistema Respiratório.
“Enfim, como a flor de
estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas. Não desenvolvera os
germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minhalma. Sufocara-os,
criminosamente, no desejo incontido de bem-estar. Não adestrara órgãos para a
vida nova.”
- Significa que a plena consciência da desencarnação e de que
se está numa outra Dimensão, depende, igualmente, de se desenvolver
determinadas ligações neuronais (sinapses), que facilite ao espírito tal
conscientização, em exercício de espiritualização quando ele se encontra
encarnado.
“Comezinhos fenômenos
da experiência material patenteavam-se-me aos olhos. Crescera-me a barba, a
roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região
desconhecida.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, também
produz hormônios que, no caso específico, lhe faziam crescer a barba. Quanto à
roupa, ser-nos-á lícito deduzir que, na Vida de além-túmulo, ele se encontrava
trajado com o duplo da roupa com que
fora sepultado.
“Persistiam as necessidades
fisiológicas, sem modificação.”
- Significa que ele continuava realmente experimentando as
mais comuns necessidades fisiológicas dos encarnados: necessidade de alimento,
de água, de excreção, de sono e repouso, de atividade, de abrigo e temperatura
adequada, etc.
“Castigava-me a fome
todas as fibras, e, nada obstante, o abatimento progressivo não me fazia cair
definitivamente em absoluta exaustão. De quando em quando, deparavam-se-me
verduras que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes d’água a que me
atirava sequioso. Devorava as folhas desconhecidas, colava os lábios à nascente
turva, enquanto mo permitiam as forças irresistíveis, a impelirem-me para
frente. Muita vez suguei a lama da estrada...”
- Significa que as suas necessidades não eram ilusórias –
eram reais – e que, na Dimensão espiritual em que ele se encontrava, existem “nascentes” d’água, ou seja, existe água
para atender as necessidades do corpo espiritual que são similares às do corpo
físico.
“Alvo lençol foi
estendido ali mesmo, a guisa de maca improvisada, aprestando-se ambos os
cooperadores a transportarem-me, generosamente.”
- Significa que o seu resgate daquela região umbralina se deu
à semelhança do resgate que se efetua de um doente que mal consegue manter-se
em pé, com a possível utilização de veículo apropriado para tanto, até aos
portões de “Nosso Lar”.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 27 de fevereiro de 2017.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
COMO VOCÊ INTERPRETA?!
– II
Sem o propósito de estar aqui como quem sabe e como quem pode
ensinar alguma coisa a quem seja, tomo, novamente, a liberdade de apresentar
aos nossos irmãos internautas o texto abaixo para a sua devida apreciação, em
algumas rápidas questões que formularemos.
Trata-se de texto de autoria de André Luiz, constante da obra
“Nosso Lar”, em seu capítulo 9, intitulado “Problema de Alimentação”.
“Tudo isso provocou
enormes cisões nos órgãos coletivos de ‘Nosso Lar’, dando ensejo a perigoso
assalto das multidões obscuras do Umbral, que tentaram invadir a cidade,
aproveitando brechas nos serviços de Regeneração, onde grande número de
colaboradores entretinha certo intercâmbio clandestino, em virtude dos vícios
de alimentação.”
Questões:
1 – De que maneira as multidões obscuras do Umbral poderiam
invadir “Nosso Lar”?
2 – “Nosso Lar”, então, igualmente, é uma cidade “Umbralina”?
3 – Caso a referida cidade espiritual fosse invadida pelos
vândalos desencarnados, o que poderia ocorrer?
4 – Que tipo de intercâmbio clandestino era mantido por
grande número de colaboradores do Ministério da Regeneração?
5 – Na Terra, o que se interpreta por “intercâmbio
clandestino”?
6 – Você concorda que o “intercâmbio clandestino” feito era
de alimento considerado essencialmente proteico? Seria contrabando de carne?
7 – De onde estava sendo contrabandeado esse alimento para
“Nosso Lar”?
8 – No Mundo Espiritual mais próximo ainda existe criação de
animais para abate?
9 – Lícito concluir-se que, à época, em “Nosso Lar”, havia
corrupção, e, naturalmente, espíritos corruptos, embora infiltrados no
Ministério da Regeneração?
10 – Assim, o Mundo Espiritual mais próximo é povoado por
homens fora do corpo carnal, mas cujo corpo espiritual ainda conserva certa
identidade com ele, inclusive carecendo de alimentação similar?
Acredito que outras questões poderão ser propostas pelos
nossos irmãos internautas.
Aqui, simplesmente, quisemos fazer uma pequena inversão: em
vez de vocês perguntarem aos espíritos, os espíritos agora é que estão
perguntando a vocês.
Afinal, por que esperarem de nós, os mortos, todas as
respostas?!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 20 de fevereiro de 2017.
domingo, 12 de fevereiro de 2017
COMO VOCÊ INTERPRETA?! – I
No livro “Os Mensageiros”, o segundo da série de André Luiz,
o talentoso autor espiritual narra a sua visita, na companhia de Aniceto, a um
Posto de Socorro, situado nas proximidades da Crosta. As observações feitas por
ele são interessantíssimas – todas elas –, mas, de nossa parte, gostaríamos de
destacar, no capítulo 20: “Impressionavam-me,
sobretudo, as fortificações. Via a torre de mensagem, consagrada, por certo, ao
serviço de resistência; o baluarte agudo, elevando-se acima dos fossos que
deixavam transbordar a água corrente; a torre de vigia, esbelta e alterosa.
Observei o caminho da ronda, a cisterna, as seteiras e, em seguida, as
paliçadas e barbacãs, refletindo na complexidade de todo aquele aparelhamento
defensivo. E as armas? Identificava-lhes a presença na maquinaria
instalada ao longo dos muros, copiando os pequenos canhões conhecidos na
Terra. Entretanto, vi com emoção, no cume da torre de vigia, a enorme bandeira
de paz, muito alva, tremulando ao vento como largo penacho de neve...”
Em seguida, leitor amigo, pedimos licença para pergunta a
você como interpreta, no mesmo capítulo 20, a essência do diálogo que se segue
entre André Luiz e Alfredo:
“- Mas... e as armas? –
perguntei – acaso são utilizadas?
- Como não? – disse
Alfredo, pressuroso – não temos balas de aço, mas temos projetis elétricos.
Naturalmente, a ninguém atacaremos. Nossa tarefa é de socorro e não de
extermínio.
- No entanto – aduzi,
sob forte impressão –, qual o efeito desses projetis?
- Assustam
terrivelmente – respondeu ele, sorrindo – e, sobretudo, demonstram as
possibilidades de uma defesa que ultrapassa a ofensiva.
- Mas apenas
assustam? – tornei a interrogar.
Alfredo sorriu mais
significativamente e acrescentou:
- Poderiam causar a
impressão da morte.
- Que diz! – exclamei com
insofreável espanto.
O administrador meditou
alguns instantes, e, ponderando, talvez, a gravidade dos esclarecimentos,
obtemperou:
- Meu amigo! meu amigo!
se já não estamos na carne, busquemos desencarnar também os nossos pensamentos.
As criaturas que se agarram, aqui, às impressões físicas, estão sempre criando
densidade para os seus veículos de manifestação, da mesma forma que os
espíritos dedicados à região superior estão sempre purificando e elevando esses
mesmos veículos. Nosso projetis, portanto, expulsam os inimigos do bem através
de vibrações do medo, mas poderiam causar a ilusão da morte, atuando
sobre o corpo denso dos nossos semelhantes menos adiantados no caminho da vida.
A morte física, na Terra, não é igualmente pura impressão? Ninguém desaparece.
O fenômeno é apenas de invisibilidade ou, por vezes, de ausência. Quanto á
responsabilidade dos que matam, isso é outra coisa.” (os destaques são nossos)
Estimaríamos, assim, ouvir as impressões de nossos
internautas a respeito das anotações acima, efetuadas por André Luiz, através
da lavra mediúnica de Chico Xavier.
Nas próximas semanas, estaremos apresentando uma série de
textos semelhantes, sob a mesma indagação: COMO
VOCÊ INTERPRETA?!
Um abraço fraterno e boa reflexão a todos.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 13 de fevereiro de 2017.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
O PLANETA IDEAL
Ouvindo sucinto diálogo entre um espírito candidato à
reencarnação e devotado Instrutor da Vida Maior, anotei a conversa que considerei,
deveras, curiosa:
- Estou interessado em
evoluir mais depressa – dizia o espírito ao experiente interlocutor –, e, por tal motivo, gostaria de reencarnar num planeta que me
oferecesse reais oportunidades para tanto...
Anseio por praticar o
Bem a quem seja como alguém que, olhando à sua volta, encontra o necessitado ao
alcance da mão para auxiliar – seja com um pedaço de pão, seja com uma palavra,
um aceno...
Quero me expor às
tentações, a fim de alicerçar em mim virtudes que, sinceramente, me façam digno
de habitar as Esferas mais altas – refiro-me às virtudes da paciência e do
perdão, da renúncia e do devotamento, mas, principalmente, da honestidade...
Quero viver de “enxada”
nas mãos, à feição de quem dispõe de imensa gleba para lavrar, a fim de
defender a boa semente, combatendo a tiririca que tencione a invadir a
lavoura...
Reencarnar num mundo em
que, realmente, eu possa cooperar com Jesus Cristo, em seus apelos de
fraternidade e de amor, e que, para mim, seja um constante desafio à
sinceridade de propósitos que pretendo demonstrar ao nosso Mestre e Senhor...
Num mundo no qual nem
que eu queira viver de braços cruzados, eu não possa, de vez que furtar-me nele
à possibilidade de ser útil, de mil formas diferentes, me seja absolutamente
impossível...
Num mundo em que os
próprios religiosos não se entendam para que, com os meus exemplos de
tolerância e de não fanatismo, eu consiga colocar em prática o ensinamento do
“amai-vos uns aos outros”...
E após efetuar breve pausa em sua palavra, que o Benfeitor
escutava em silêncio, prosseguiu:
- Eu sei que o senhor
está me entendendo, porque, certamente, já se viu possuído por sentimentos
semelhantes aos meus, que estou cansado de marcar passo na senda da Evolução,
e, por isto, estou pedindo a sua intercessão...
Auxilie-me a renascer
num orbe no qual, praticamente, desde o berço, eu me veja compelido a lutar pelo
pão de cada dia, em meio a tentações que ensejaram a espíritos praticamente
comuns alcançar, um dia, a coroa da santidade...
Preciso sair desse
marasmo espiritual em que estou vivendo há séculos e séculos...
Quero e preciso
renascer – repetiu – num orbe fértil de oportunidades de
ascensão moral, no qual, inclusive, no que tange às descobertas e invenções
para facilitar a vida de seus habitantes, eu possa colaborar com alguma
coisa...
Devem existir mundos
nos quais tudo ainda esteja para ser feito, não?! – ou quase tudo?!...
Como eu haveria de
crescer, por exemplo, num planeta em que eu não precisasse fazer calos nas
mãos?! Num planeta em que a paz já esteja consolidada e no qual as leis sejam
respeitadas por todos?!...
Eu quero lutar e quero
sofrer pelo Ideal de servir!...
O Mestre não nos
recomenda entrar pela porta estreita?! Pois, então?! Eu não quero a facilidade
da porta larga, porque a porta larga também está no comodismo...
Posso contar com o seu
auxílio?! – inquiriu
ao Instrutor. – O senhor conhece um
planeta assim, ao qual, através da reencarnação, eu possa me encaminhar, com o
fito de integral aproveitamento dela?!...
Olhando para o candidato a retomar o corpo carnal, o Espírito
amigo, sem pestanejar, respondeu:
- Meu irmão, na atualidade, dentro do Sistema Solar, e mesmo fora dele,
e a uma boa distância, o planeta que preenche todos os seus requisitos de mais
rápida evolução pessoal é a Terra mesmo!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 6 de fevereiro de 2017.
domingo, 29 de janeiro de 2017
BRASIL, REFÉM DAS
TREVAS
Os recentes acontecimentos na política brasileira, com a
corrupção generalizada sob investigação na Operação “Lava Jato”, a situação
alarmante nas mais diversas penitenciárias do país e, agora, com a desencarnação,
em suspeito acidente aéreo, de um juiz do STF, nos induzem a crer que, de fato,
infelizmente, o Brasil permanece como refém das trevas que intentam impedir o
seu progresso.
O descalabro tem se mostrado tão grande que delitos
considerados menores, não devidamente combatidos pela polícia e pela justiça,
multiplicam-se assustadoramente, ao ponto de numa cidade de médio porte, como
Uberaba, quase dez carros terem sido roubados, de seus proprietários, em um só
dia.
A questão, analisada mais profundamente, revela, claramente,
o intuito das forças espirituais
negativas que, no corpo e fora dele, não querem que o Brasil se firme no
cenário internacional como uma grande potência, e não venha a corresponder à
expectativa do Mundo Espiritual na condição de Pátria do Evangelho.
A tudo o que, infelizmente, percebe-se por artimanha das
trevas, junte-se, inquestionavelmente, o crescimento das religiões ditas neopentecostais,
através de suas lideranças, que, igualmente, infiltrando-se na política, vêm
lutando para ocupar o poder com o propósito de exercer uma suposta hegemonia
espiritual, em versão atualizada dos mercadores que Jesus, há cerca de vinte
séculos, expulsou do templo a chibatadas.
O quê – pergunta-se, com frequência – o Mundo Espiritual,
através dos espíritos bem intencionados, poderia fazer para auxiliar na
libertação do país, que, sequentemente, por obra e graça dos que o corrompem,
vem perdendo “o bonde da história”?...
Confesso-lhes, de minha parte, sinceramente, que muito pouco,
de vez que sequer temos encontrado indispensável campo receptivo nas mentes que
procuramos sensibilizar, principalmente entre aqueles que, do ponto de vista
administrativo, ocupam posições estratégicas em decisões a serem tomadas em
favor da coletividade.
O que, em geral, podemos fazer, por exemplo, é o que estamos
fazendo agora, rascunhando, do Mais Além, uma página como esta, conclamando aos
espíritos encarnados a que aprendam oporem-se, veementemente, a tal estado de
coisas que objetiva conduzir o país ao abismo institucional.
Tentou-se fazer que o Brasil se transformasse numa Cuba de
Fidel, mas frustrado o plano inicial, tenta-se agora fazê-lo ser uma Venezuela
de Chaves e Maduro, com todo o respeito que nos merecem os irmãos cubanos e
venezuelanos, que, há tempos, padecem nas mãos de ditadores sem escrúpulos.
Não olvidemos que, pacificamente, Jesus sempre se opôs à
ortodoxia dos judeus e ao domínio dos romanos, não hesitando em externar os
seus pensamentos, e, com indômita coragem, enfrentou-os com base em suas
palavras e exemplos.
Os espíritos reencarnados no Brasil não devem continuar
esperando por soluções milagrosas e sobrenaturais para os seus problemas de
ordem social, acionando todos os mecanismos à sua disposição para exigir que o
país deixe de ser roubado por aqueles que são chamados a gerir o patrimônio
público.
Não se espere bom senso da maioria dos governantes atuais,
seja de que partido for, porquanto está passando da hora de que eles tenham
brio na cara e de que não se devotem à política pensando em enriquecimento de
natureza ilícita.
Os espíritos atualmente reencarnados no Brasil, que amam a
pátria, e querem um futuro melhor para todos, devem, sim, em nossa opinião,
voltar às ruas e lutar para que ele não permaneça manietado, à mercê das trevas,
que, a partir de Brasília, sobre ele se concentram.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 30 de janeiro de 2017.
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