domingo, 24 de novembro de 2019


PLÁGIOS E OUTRAS OBSCENIDADES

Não se trata de Concordância Universal do Ensino dos Espíritos.
É plágio mesmo.
Cópia barata.
Papel carbono.
Não apenas de médiuns psicógrafos.
Nem de articulistas outros.
Mas, de oradores também.
Xerocam tudo.
Não possuem originalidade.
Roubam ideias.
Apropriam-se de textos alheios.
Desonestos.
Não citam fontes.
Não possuem originalidade.
Alguns imitam até a dicção.
Outros, os gestos – a teatralidade.
Mentem descaradamente.
Nunca privaram com Chico Xavier.
Dezenas e dezenas.
Dizem-se, no entanto, orientados dele.
E por ele, pessoalmente, na mediunidade.
Falam que ouviram dele.
Mal o viram, uma ou duas vezes.
Eles são um perigo.
Antecipar ideias?!
Nem pensar.
Vivem de mutuca.
São ladrões.
Hábeis surrupiadores.
Antedatam páginas.
O próprio Chico Xavier denunciou.
Alguns afirmam que o grande Médium lhes efetuou revelações.
De vidas anteriores.
Nunca.
Caras de pau, no Brasil e no Exterior.
Querem fazer profissão no Espiritismo.
Não trabalham em nada.
Não varrem.
Apenas sujam.
Papagaios e mulatas.
No poleiro.
Alguns são ainda periquitos.
Estão se emplumando.
Mas, chegarão lá.
Estão bem mal encaminhados.
Borrarão tudo.
Fascinados.
São médiuns, sim – das sombras.
Que pretendem escandalizar.
Ridicularizar.
Diante deles, exclamo:
- Como tem gente ingênua na Doutrina?!...
Engole sapos enormes.
Bate palmas.
Pirueta.
Atrás-adiante.
Bate-queda.
Cantam o trecho acima, de “A Holandesa”.
Mas, não cantam os versos:
Ordem.
Seu lugar.
Sim, falta-lhes permanecer em seu lugar.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de novembro de 2019.













domingo, 17 de novembro de 2019


ESPÍRITO DAS TREVAS
(Encarnado, ou desencarnado)

Queixa-se.
Lamenta-se.
Dramatiza.
Faz-se de vítima.
Diz-se caluniado.
Perseguido.
Chora sem lágrimas.
Confidencia mentiras.
Esconde intenções.
Camufla sentimentos.
Disfarça paixões.
Um ator em cena.
Mente.
Ilude.
Mistifica.
Envolve.
Explora a fé alheia.
Falso profeta.
Sem rosto.
Palavra fria.
Abraço distante.
Provoca elogios.
Aplausos.
Bajulações.
Vaidosa humildade.
Falso saber.
Plágio.
Manobras sutis.
Maquiavélico.
Amor ao poder.
Ao dinheiro.
Muito dinheiro.
Implacável.
Sofista.
Não soma.
Apenas divide.
Tece intrigas.
Inconsequente.
Perigoso.
Covarde.
Sombrio.


INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 18 de novembro de 2019.




















segunda-feira, 11 de novembro de 2019


SOBRE O LIVRO “TRANSGÊNERO” Entrevista com o Dr. Inácio Ferreira

- Dr. Inácio, por que escreveu o livro “Transgênero”, recentemente lançado pela Editora LEEPP?
- Porque é um tema atual, ainda pouco estudado na Doutrina, e, principalmente, por tratar-se de um fenômeno psicológico que vem acontecendo dos Dois Lados da Vida. Além de espírita, sou um estudioso da psique, e, antes de escrever “Transgênero”, tivemos oportunidade de escrever uma trilogia sobre as questões relacionadas ao “ego”: “Egos em Conflito”, “Egos em Paz” e “Alma do Mundo”.

- Não teme as críticas, por ser o autor de uma obra que, até certo ponto, aborda tema polêmico?
- Em absoluto. Nada escrevo para obter elogio. Toda opinião séria me interessa, mas não me deixo afetar pelos críticos de plantão. Desde que escrevemos “Sob as Cinzas do Tempo”, eles nos elegeram por um de seus alvos preferenciais. Sou um homem fora do corpo, e, sendo assim, tenho o direito de me expressar. Os espíritas de pequeno conhecimento acham que todo espírito que entra em contato com os médiuns na Terra são criaturas angelicais, e não nos dão, a nós, os desencarnados comuns, o direito de ser o que somos – o espírita quer “santificar” os seus Mentores.

- Então, o Dr. Inácio Ferreira?...
- Sou um homem desencarnado, um espírito em trânsito, estudando e aprendendo sempre. Tive, quando encarnado, na condição de médico no “Sanatório Espírita”, de Uberaba, oportunidade de lidar com os intrincados temas da sexualidade humana. Aliás, quase todos os nossos internos faceavam problemas dessa natureza. Creio mesmo que, sobre a Terra, poucos são aqueles que não os faceiam. Ou estarei enganado?! Pode ser que, neste momento, algum anjo esteja lendo estas minhas palavras, e, com certeza, já tenha superado os seus conflitos sexuais – que Deus seja louvado!

- Não obstante, o livro, por tratar de assunto tão delicado, não deixa, inclusive, de expor o instrumento mediúnico, não acha?!
- Exporia, talvez, um instrumento mediúnico intimidado, mas não o nosso amigo que conheço de longa data, e que, juntos, já escrevemos cerca de cinquenta obras. Claro que a maledicência não perde oportunidade alguma para enlamear aqueles que inveja. Os mais ou menos bons – os Espíritos nô-lo disseram em “O Livro dos Espíritos” – carecem de ser um pouco mais ousados – o espírita que não dá cara a tapa não testemunha a fé! Infelizmente, muitos irmãos e irmãs de Ideal são os que chamamos de “taipeiros” – estimam ficar “em cima do muro”, por interesses exclusivamente pessoais.

- Percebe-se que tratou o assunto de maneira muito extrovertida, não?!
- Um pouco, talvez. O tema, por não deixar de ser, digamos, inabitual, na literatura espírita, carecia de ser abordado com certa leveza e descontração. Escrever um volume, de quase trezentas páginas, sobre transgeneridade, sem caçoar um pouco mais do Manoel Roberto, seria tornar o livro intragável. E, depois, o nosso propósito, foi o de apenas abrir espaço para que outras opiniões venham à baila. Embora psiquiatra, e continue estudando na Vida Espiritual, não sou o que se denomina, propriamente, de expert no assunto. Que outras vozes, mais abalizadas, não se omitam. Kardec, praticamente, não teve oportunidade de tratar do tema, como não tratou de outros que se acentuaram, ou surgiram, após a Codificação.

- Crê que a transgeneridade seja mesmo um fenômeno psíquico?
- A nível mundial, e precisar-se-ia ser cego, ou extremamente preconceituoso, para não admiti-lo. E, repito: fenômeno que se observa dos Dois Lados da Vida! O espírito carece de vivenciar múltiplas experiências em sua jornada evolutiva, e, se do ponto de vista biológico, o homem é macho e fêmea, do ponto de vista psíquico, ele é uma “multidão”. Tal fenômeno não sofrerá regressão – há de se acentuar cada vez mais, levando a Humanidade a muitas reflexões, revisão de conceitos, e, sobretudo, preconceitos.

- O livro foi revisado pela Editora?
- Foi, e não me agradou muito, não. Todavia, entendo que, em maioria, estamos nos dirigindo a mentes ainda um tanto infantilizadas, apegadas a dogmas e preconceitos, e que se revelam incapazes de compreender simples brincadeira, feita com o propósito de amenizar o peso da Verdade. A Editora ficou com receio de que, mais uma vez, eu fosse chamado de “mistificador”, e até de gay, junto com o médium. Ora, esse risco foi calculado. E, tanto a mim quanto a ele, não molestou nem um pouco.

- Podemos esperar o “Transgênero 2”?
- Por mim, o 2, o 3... Não sei, contudo, se contaremos com oportunidade mediúnica para tanto. Eu tinha vontade de efetuar uma visita àquele padre pedófilo que mora na barranca do Rio Tietê, em São Paulo... Estudar uma mente em transitório estado de insanidade é um aprendizado e tanto. Freud que o diga. Neste sentido, infelizmente, quando eu me encontrava encarnado, os meus estudos foram muito superficiais – sei que fiquei a dever. Hoje, os tempos são outros, e a minha visão também.

- O senhor acha o espírita moralista?
- Não, com exceções, eu acho o espírita bobo – bobo e vaidoso. Mas, isso é com cada um, não é?! Cada qual é bobo à sua maneira. Espírita, meu caro, quando vai para a “mídia”, e “mídia” entre aspas, porque a mídia espírita praticamente inexiste, costuma ficar encantado com a própria figura – é Narciso reencarnado! Dias atrás, eu perdi um pouco do meu tempo ouvindo um orador na carcaça – ele ficava embevecido com o som da própria voz, provocava pausas requisitando aplausos... Saí no meio da palestra e, para não fazer o número 2, fui fazer o número 1.

- Deseja acrescentar algo?
- Não. Está de bom tamanho. Apenas desejo cumprimentar o médium que agora, no último dia 9, completou 67... Somando com os meus 84 terrestres, eu e ele formamos uma dupla de 151 anos, e, portanto, não temos que dar satisfações a ninguém. Graças a Deus, somos libertos – não temos o rabo preso! Você não imagina que felicidade seja essa! Agradeço aos amigos e amigas que nos incentivam e encorajam – gente boa, que não se esconde atrás do anonimato covarde de gente que não tem cara – acho que não apenas cara! – para mostrar.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba - MG, 11 de novembro de 2019.








segunda-feira, 4 de novembro de 2019


MUITAS MORADAS

“Na Casa de meu Pai há muitas moradas.” – João, 14-2

Há muitas moradas físicas no Universo Físico.
Muitas moradas extrafísicas no Universo Extrafísico.
Muitos Mundos ditos Espirituais.
Mundos Espirituais de Mundos Espirituais.
O Universo Físico não tem teto.
O Universo Extrafísico não tem fronteira.
Muitos são os corpos espirituais – os perispíritos.
O corpo físico, ou material, é tão somente um deles.
Longe ou perto é questão de ponto de referência – apenas.
Alto ou baixo, igualmente.
Lá é aqui.
O Reino de Deus não está alhures.
Mas, sim, “dentro em vós”...
Não há maior universo do que a mente.
A mente do espírito é repleta de mundos.
O chamado “Big-Bang” é mais fenômeno interior que exterior.
Universo mental em expansão.
O Cristo é o “universo” para o qual as mentes humanas devem se expandir.
O “Buraco Negro” é o “buraco de minhoca” do Universo Físico.
Ele também existe no Extrafísico.
Reencarnar ou desencarnar – atravessar Dimensões.
Revestir-se ou desvestir-se de matéria.
É viajar no Tempo e no Espaço.
A “morte” é fenômeno de periferia.
Inacessível à essência do ser.
À nossa volta aqui, no Mundo Espiritual, formas etéreas que não vemos.
Que apenas em rocio podemos sentir.
Formas sem forma.
Sem cor, tamanho.
Sem sexo.
Sem nexo, talvez.
Luzes pulsantes.
Cérebro e coração, coração e cérebro.
Dois em um só.
Amor e Sabedoria em fusão.
Mundos Paralelos?!
Mundos Circulares – por todos os lados, sem lados.
O Mundo Espiritual espírita?!
Apenas um passo de criança fora do berço.
Mundo pequeno que se crê grande.
Mundo limitado – ultralimitado.
Mundo do “ego”.
Ainda, infelizmente.
A Casa do Pai é um “queijo suíço”.
O rato, ou melhor, o “gato de Schrödinger”...
A Terra – uma pequena pedra...
O homem – um sapo debaixo da pedra.
Fui generoso - um girino num pingo de lama.
Quanta inutilidade na vaidade.
Quanta briga pelo poder de “não-ser”.
Gigantes pigmeus.
O homem! Ah, que coisinha tola...
Tanta polêmica à toa.
Exercício da mente analfabeta.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba - MG, 4 de novembro de 2019.
















segunda-feira, 28 de outubro de 2019


ESPÍRITA DE “CENTRO”

Não sou espírita de direita.
Nem de esquerda.
Não estou com Dimas.
Nem com Gestas.
Não sou espírita do alto.
Nem de baixo.
Graças a Deus, nem de salto.
Talvez, de chinelo.
Ou, quem sabe, descalço.
Sim, como Chico, o Médium dos Pés Descalços.
Mas... não sou espírita de partido.
De partido nenhum.
Nem de qualquer ala.
Ou bloco.
Sou espírita de “Centro”.
De Centro Espírita.
Pequeno.
Humilde.
Sem filiação alguma.
Onde não se use.
Nem abuse.
Não se federe, nem se confedere.
Centro Espírita de Mesa.
Não de Mesa Branca.
Mesa de todas as cores.
Centro de periferia.
De sopa para os pobres.
Centro que tem terreiro.
Tem quintal.
Tem jardim.
Tem um frondoso abacateiro.
Centro Espírita do Povo.
De guia anônimo.
De mediunidade arroz com feijão.
De crianças e jovens.
Evangelização.
Passe sem diploma.
Centro com alegria.
Fraternidade.
Se possível, luz de lampião.
Ninho de pardal no telhado.
De telha “francesa”.
Kardeciana – faço questão.
Centro de Chico.
Muito chique.
Sem obsessão por limpeza.
Pureza, a do coração.
Principalmente.
Centro com Diretoria.
Presidente – Jesus Cristo.
Secretário – Allan Kardec.
Tesoureiro – a Caridade.
Conselho Fiscal – as Boas Obras.
Orador Oficial – o Exemplo.
Sou espírita de “Centro”.
De Belém.
De Assis.
De Pedro Leopoldo.
Centro Espírita da roça.
Lá do “Capão da Onça”.
De Santa Maria.
E adjacências.
Lá aonde “doutor” não vai.
Tem terra, tem lama.
Tem buraco.
Mas, tem muita fé.
E é o que me basta.
Para que eu não me perca.
Do “centro”...
De mim mesmo.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 28 de outubro de 2019.

















segunda-feira, 21 de outubro de 2019

FICA ASSIM!

Testemunhar a Verdade é para espíritos que, em geral, já se sintam descompromissados com os homens, mas, cada vez mais comprometidos com o Cristo.
Conheço muitos espíritas, encarnados e desencarnados, que adoram ficar em cima do muro – são “taipeiros” profissionais.
Sabem onde está o erro, todavia, não querem se expor.
Ficam calados, coniventes.
Estão acostumados a tanto, desde o terceiro século do Cristianismo, quando, lamentavelmente, fracassaram na hora de defender a pureza do Evangelho.
Estão repetindo os seus equívocos.
Amam, em demasia, o poder, para baterem de frente com establishment.
Possuem muitos interesses em jogo.
Até financeiros.
Querem se colocar ao lado de uma suposta maioria – talvez, sejam os mesmos que ficaram contra Jesus, ficando ao lado de Barrabás.
Não são capazes de se apequenarem, e cumprirem as suas tarefas no anonimato.
Adoram aplausos e bajulações.
Desculpem o termo – masturbação do ego!...
Essa gente, encarnada e desencarnada, em conluio, quer tomar as rédeas do Espiritismo – o que, absolutamente, o Espiritismo não tem.
Disputam cargos, e não encargos.
Imitam os ditadores que não abrem mão do poder – trabalham, politicamente, nos bastidores, para que sejam reeleitos, ou se tornem vitalícios.
Incrível.
Fogem da periferia da cidade, onde moram os mais pobres – desacostumaram-se de transpirar.
Para não terem que praticar a Caridade, eles a menoscabam – o seu discurso doutrinário, dizem, é da modernidade, pois, afinal, sustentam que os tempos são outros.
Opõem-se, declarada ou veladamente, aos exemplos de vida de Chico Xavier – e ao do próprio Kardec, que era desapegado de tudo – até do próprio nome!
Essa turminha vai arder – alguns já se encontram ardendo – na fornalha mais quente que é a da consciência culpada – ela é de fazer inveja aos fornos de Satanás!
Fica assim.
Fazer o quê?!
Aliás, por que time de futebol só tem 11 jogadores, e não 12?! Deve ser por conta de Judas, não é?! Eu não acredito que culpa seja da bola...
Como se costumava dizer na Maçonaria tem muito “quinta-coluna” por aí – traidores da Causa, que ADORAM UM ANONIMATO. (Os anônimos irônicos não sabem onde têm a cara – na hora de nascer, ela trocou de lugar com as nádegas – simples erro genético! Então, quando eles falam soltam pum, e quando soltam pum, falam...)
Vendem a alma por uma tapinha nas costas...
Por elogio falso.
Triste.
Vamos ficando por aqui.
Eu vou procurar a D. Maria, uma pobre lavadeira de roupas, que conheci às margens do córrego do Barro Preto, em Uberaba, quando, evidentemente, as águas eram claras e cristalinas, para tomar um passe.
Ela fuma um cigarro de palha que mal lhe cabe na boca.
Recomendo que vocês façam o mesmo por aí, onde moram.
Eu quero um passe de médium analfabeto e pobre – um passe de médium de mãos calosas, sem diploma.
Para mim, é o melhor que existe.
Tenho direito, não tenho?!...
Um passe (ops!), um abraço.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 21 de outubro de 2019.

domingo, 13 de outubro de 2019


ENTÃO, É ISSO!

Não estamos saindo em defesa desse ou daquele médium – muito menos deste nosso amigo aqui, que aprendemos a ter em alta estima e consideração.
Ele sabe se defender por si mesmo.
Mas, realmente, na gleba mediúnica, vem crescendo muito joio, que contém, em sua genética, o DNA do trigo – não sei que “mutação” os acometeu, ou vem acometendo, à determinada altura de seu desabrochar.
Sinceramente, não sei que espécie de “alucinação” ataca a cabeça de tantos médiuns promissores para que, de repente, eles passem a se sentir, inclusive, maiores que Chico Xavier – mais capacitados, mediúnicamente, que o maior fenômeno mediúnico de todos os tempos, à exceção, claro, de Jesus Cristo, que era Médium de Deus.
Creio que cada médium, no exercício de faculdade mediúnica qualquer, deveria ter a preocupação de se colocar em seu próprio lugar, ou seja: na mediocridade espiritual de que todos eles são portadores – todos!
Humaníssimos que são, deveriam deixar de criar a expectativa que tão somente os deuses da mitologia grega criavam naqueles que neles acreditavam – e, por eles, procriavam! Impressionante como esses deuses reproduziam entre si, e, não contidos em seu erotismo, sequer poupavam os pobres mortais...
Convém que os médiuns, notadamente os de psicografia, de cura e de “vidência”, procurassem ficar menos em evidência – menos, menos! –, e deixassem de rebolar feito a vedetes no palco, e parassem com essa tolice de que estão no cumprimento de um mandato – até onde sei o único médium com real mandato entre os homens foi Chico, que se dizia ser uma formiguinha, das menores, que andava pela Terra cumprindo com a sua obrigação.
Ora, meus amigos, vocês estão dando muito crédito aos médiuns, consequentemente, os sobrecarregando – eles não dão conta do recado, não! Honestamente, não! E tem mais: atualmente, aqui da Vida Maior, não conhecemos nenhum médium encarnado capacitado a se submeter à perícia de natureza científica para a comprovação inequívoca da imortalidade – e nem pesquisador habilitado para tanto, dado à sutileza com que o fenômeno de ordem intelectual, não raro, se processa.
Vocês querem a comprovação inequívoca da imortalidade da alma?! Estudem a Doutrina, pois, quem se dispuser a estudá-la com afinco, sequer necessitará de enxergar espíritos, inclusive o seu, para saber que eles, ou que nós existimos. Não há saída filosófica para a compreensão da Vida que não seja a que, através da Fé Raciocinada, o Espiritismo nos oferece – sem a Reencarnação, a Vida, no Universo inteiro, passa a ser um “acidente” que melhor fora – muito melhor – não tivesse acontecido.
Então, os nossos irmãos médiuns precisam parar de ser bajulados, e de aceitarem bajulação – e, sobretudo, ostensivamente, ou em surdina, de se colocarem uns contra os outros, como se estivessem disputando prestígio, quando, em verdade, agindo assim, estão apenas disputando um lugar um pouco mais sujo no lamaçal!
Tem muito médium que, ao lado do tratamento espiritual que lhes enseja o trabalho no Bem, necessita de um tratamento psiquiátrico, mas com um psiquiatra que também esteja aceitando tratamento, como eu estou, e muito espírita, com título acadêmico ou não, com urgência, também precisava aceitar.
Então, é isso.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 13 de outubro de 2019.













domingo, 6 de outubro de 2019


POIS É!...

León Denis, em seu livro “No Invisível” escreveu: “O Espiritismo será o que dele fizerem os homens.” Creio que, parafraseando o discípulo de Allan Kardec, podemos afirmar: Os espíritas serão o que a si mesmos fizerem com o conhecimento do Espiritismo!...
Quando escrevemos, do Mais Além, externando preocupação com os rumos do Movimento Espírita, igualmente estamos preocupados com os irmãos e irmãs de Ideal, que, infelizmente, não estão se valendo desse “processo libertador de consciências”, que é o Espiritismo, para melhor cuidarem, na atual experiência terrestre, de seu progresso espiritual.
O nosso intuito não é o de criticar os confrades que imaginam estar acertando, quando, deste Outro Lado, percebemos os equívocos em que estão incorrendo – por excesso de personalismo, por vaidade, por espírito de contradição, por falta de introjetarem as lições do Evangelho...
O Espiritismo, sem a vivência prática de suas lições morais, não pode ser verdadeiramente praticado – ele não resulta no que objetiva resultar para quantos o abraçarem!
O Espiritismo prático não é o da mediunidade, mas, sim, o da vivência do amor aos semelhantes – o do empenho incansável do adepto em seu processo de renovação íntima.
A minha luta pessoal sempre foi, e continua sendo, não pela aquisição de mais amplos conhecimentos, digamos, doutrinários, mas, sim, para ajustar à minha conduta ao pouco que já sei.
Como é duro ser menos orgulhoso! – menos cabeça dura! Como é difícil a libertação de nós mesmos!...
Meu Deus, que luta titânica para sermos um pouco mais humildes, no entanto, sem ser “bobos”! E aqui, uma vez mais, recordo Chico Xavier dizendo: “Jesus quer que a gente seja bom, bonzinho não, porque o bonzinho é bobo...”
A falsa humildade é tão fácil de encenar – qualquer ator amador representa o seu papel, às vezes, com excelência. Mas, a verdadeira humildade, que se traduz pela vontade sincera de acertar, é muito difícil...
Então, meus caros internautas, que Deus nos auxilie a fazer do Espiritismo em nossas vidas o melhor que pudermos – o Espiritismo, acreditem, triunfará em sua pureza original – por mais que hoje possa ser desvirtuado, ele triunfará conforme a Lei Divina determina.
Toda essa “bagunça” que os homens, encarnados e desencarnados, aprontam com o corpo doutrinário do Espiritismo, é pura perda de tempo – o ortodoxo teórico de hoje, o fundamentalista da fé espírita, amanhã, numa nova existência, há de voltar, por exemplo, fazendo sopa para os pobres, pedindo esmola na rua para manter uma Instituição... E será chamado de “missionário”...
A questão toda é a seguinte: se a gente errar, vamos errar com a intenção de acertar, porque quem erra com a intenção de errar, ai dele!...
Vocês se recordam do que Jesus disse a respeito da blasfêmia contra o Espírito?! “Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.”
Pois é!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 6 de outubro de 2019.








domingo, 29 de setembro de 2019


“PASSEATA” ESPÍRITA

Estamos no tempo das “passeatas”, das reivindicações nas ruas e praças públicas. Liberdade de expressão do pensamento. Democracia. A prática, porém, não é nova. Gandhi, em sua luta pela independência da Índia, convocava o povo indiano para longas caminhadas – a mais famosa delas, a Marcha do Sal, de quatrocentos quilômetros, que durou vinte e cinco dias, na qual ele apanhou prá burro.
No Movimento Espírita, creio, sinceramente, que estamos carecendo de uma “passeata” (ou de várias) – sempre pacífica, claro, protestando contra o mercantilismo, que vem ensejando o Elitismo.
“Passeata” contra os Congressos pagos – aliás, contra toda atividade doutrinária de palestras que seja paga, não importa se cobrando 1 ou 1.000 reais, ou até mais, como vem acontecendo, ante o mutismo dos Órgãos Unificadores, e o aval explícito dos oradores que participam das programações.
Sim, os oradores e médiuns que concordam em participar de Congressos e Encontros Espíritas pagos também são responsáveis – são coniventes com o Elitismo que vem desviando o Movimento de sua nobre finalidade.
Muitos desses convidados dos Congressos pagos, dizem: - Não sou eu quem organiza... Compareço em nome da Doutrina... Sofisma! Se agissem em nome da Doutrina não haveriam de dar o seu endosso a tamanho descalabro.
Os Congressos pagos, que, infelizmente, estão se multiplicando no Movimento, são verdadeiros cânceres doutrináriostumores malignos altamente comprometedores da saúde do Movimento, e, para eles, não há a menor justificativa.
Arrecadar dinheiro para obras sociais?! Melhor, então, que elas não existam.
A Doutrina, em si, é a maior contribuição que pode ser dada ao mundo descrente da atualidade.
Chico Xavier, toda semana, realizava trabalho assistencial na periferia da cidade – com doações espontâneas! Não cobrava entrada no “Grupo Espírita da Prece”...
As obras assistenciais podem, e devem, organizar promoções beneficentes com a finalidade de sustentá-las – cafés, chás, almoços, jantares, etc.
Então, seria interessante, sim, que “passeatas” espíritas fossem levadas a efeito para combater esse estado de coisas, que, infelizmente, tem os seus incentivadores – determinados Congressos – você é bom em aritmética?! – têm rendido, por vezes, em dois, três dias, a bagatela de 500 mil reais, ou mais! Haja Instituição Assistencial com tamanha despesa, não é?! A verdade verdadeira, como dizia a minha mãe, é que a coisa virou comércio – a preocupação é mais com $$$, que com a divulgação da Mensagem Espírita.
Insistiram comigo para que voltasse com estas crônicas no Blog – não deveriam. Agora, terão que me aguentar nesta tribuna... E não me venham dizer que, estando “morto”, não tenho direito a opinião. Tenho. E sabem por que tenho?! Porque, infelizmente, a covardia de opinião, entre muitos encarnados que se dizem espíritas, vem imperando...
 Ah! Em tempo: se essa gente tivesse que morrer na fogueira como os cristãos de outrora, o que haveria de ser de nossa Causa?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de setembro de 2019.



segunda-feira, 12 de novembro de 2018


66... – Falta só mais um 6!...

Meu filho, 66...
Falta só mais um 6, para o número da “besta” do Apocalipse...
Mas, você está indo bem...
Ainda há de chegar lá...
A verdade é que, por muitos, você já é considerado um “tsunami”...
Perigoso maremoto...
Invasor de praias e cidades...
Conflita-se com os doutores da lei...
Põe-se contra os modernos escribas e fariseus...
Ousa opinar...
Dizer o que pensa...
Não pode...
Contrariar o status quo do Movimento?!
Um absurdo...
Desafiar os velhos “caciques”...
O que você está querendo, se não apanhar, e muito?!...
Masoquista...
Depois reclama...
Como Eça disse a Fernando, provoca discussão e não quer ser discutido?!...
Ora, não tem jeito...
Seja a reencarnação de um avestruz e... estará tudo certo...
Faça como muita gente, que esconde a cabeça e mostra o traseiro...
Não o estou incentivando ao nudismo...
Para tanto, procure a Cap d’agde Pueblo Naturista, ao sul da França...
Sim, na pátria do Codificador...
Mas, mudemos de assunto...
9 de novembro...
18 de Brumário do ano VIII...
Golpe de Estado...
Terá sido influência da data – novo regime na França, liderado pelo jovem general Napoleão Bonaparte?!...
Não sei, talvez, quem sabe...
O certo é que o tempo avança...
O Carlim das quadras de futebol-de-salão – um tremendo perna de pau! – é o Baccelli dos tablados de MMA...
Não sei como ainda não foi a nocaute...
É cada coice...
Ainda bem que, de mim, além de meus pensamentos, você, na condição de médium, tem assimilado a alegria – ou o deboche, sei lá...
Sabe, desde que me tornei espírita, plantei um bananal...
Tenho sempre bananas para distribuir...
Verdes e maduras...
Grandes e pequenas...
Sempre cantarolo aquela canção “O Vendedor de Bananas”...
Conhece?!...
Pesquisei – de Jorge Ben Jor...
Ele ainda está na carcaça...
“Eu vendo banana, mãe, mas eu sou honrado, mãe...”
No meu caso, eu não vendo – distribuo de graça... É tanto bananão no fundo do meu quintal!...
Continue firme, viu?!...
Você conhece aquele ditado que a gente deve fingir de morto?!... Continue fingindo...
Fingir de morto... Como é mesmo o ditado?!...
Ai, meu Deus, até aqui a minha “consciência exterior” me cerceia...
A Modesta me vigia de longe...
O Odilon me enquadra...
Já o Manoel Roberto me inspira...
Mas, em contrapartida, eu não lhe dou sossego...
Sim, a você...
Um jovem, aos 66...
Fumando feito uma chaminé, eu fui aos 84...
Você, que não fuma, tem obrigação de ir a mais – pelo menos, mais uns quatro lustros...
Em 20 anos, talvez, possamos rabiscar um tanto mais...
Incomodar mais gente...
Provocar...
Enfurecer...
Parabéns, viu!...
Não tenho aqui, para a gente comemorar, um daqueles sucos de caju que tomávamos juntos, em nossa casa, com os meus gatos passeando sobre a mesa...
Nem uma bela taça de vinho do Porto...
Ou uma Malzbier geladinha, igual à que sua mãe, Dona Odette, degustava aos domingos...
Dizia que era para aumentar o leite...
E o ”epicurismo”...
Mas, tenho um grande abraço para lhe dar – de toda a turma!...
Continue firme na trincheira...
Se não morreu até agora, é porque, de fato, é imortal!...
Não da Academia de Letras...
Mas, da Academia da Teimosia elevada ao quadrado, porque é a minha somada à sua!...
Abraços.
Desculpe a informalidade...
O seu presente?! A sua viagem de graça a Portugal, e o lançamento de um livro editado lá...
Polêmico, mas verdadeiro...
Eu gosto é de médium assim...
Bem haja!...
Se o seu avião despencar, estou lhe esperando...
Com uma vassoura novinha...
Tem muita sujeira a varrer por aqui também...
Eu não sei, mas tem espírita que, mesmo depois de morto, parece que vive com diarreia...
Deus meu!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 9 de novembro de 2018.