domingo, 2 de fevereiro de 2020


SENDO ASSIM

“Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam...” – Hebreus, 11:1

Ora, sendo assim, conforme Paulo escreve aos Hebreus, e tenho certeza que assim é, então, eu tenho fé, e, porque a tenho, espero...
Tenho fé, principalmente, de que, um dia, eu venha a ser melhor do que sou – e nisto é que coloco a minha maior capacidade de crer...
Tenho fé de que a Humanidade reconheça em Jesus Cristo o Caminho, a Verdade e a Vida, e que todos os povos celebrem uma paz que seja para sempre...
Que a Terra, deixe de ser um orbe de provas e expiações, e, finalmente, conquiste a tão sonhada condição de Mundo de Regeneração...
Que o Brasil, de fato, tornando real as nossas esperanças, venha a se transformar no Coração do Mundo e na Pátria do Evangelho...
Que o intercâmbio entre mortos e vivos se faça tão natural que a mediunidade, ao se generalizar, possa, em definitivo, promover a integração entre os Dois Mundos...
Que o Espiritismo, embora tantos obstáculos enfrentados, intra e extramuros, possa, sem dúvida, cumprir com a função de reviver o Cristianismo...
Que os espíritas acordem, de vez, para a responsabilidade de defenderem a integridade da Doutrina, sem se deixarem corromper por interesses de ordem pessoal...
Que fanatismo e preconceito, de qualquer ordem e espécie, no futuro – amanhã! – sequer venham a figurar em museus, suscitando tristes recordações...
Que não haja mais nenhum – nenhunzinho mesmo! – resquício de injustiça social...
Que corrupção na política seja considerada apenas um pesadelo, que, infelizmente, vem durando demais...
Que, caso esse ou àquele não consiga deixar de cometer erros, pelo menos ninguém aja mais com a intenção de prejudicar quem quer que seja...
Que a calúnia, ao se igualar a incompetência do caluniador, que, então, terá sido uma espécie extinta, seja uma palavra que não mais figure em qualquer dicionário...
Que todas as crianças possam cursar todas as escolas com base nos “bônus-hora” dos responsáveis por ela – que será toda a sociedade...
Que abnegação não mais seja uma virtude, difícil de ser conquistada, mas, sim, o modus vivendi de todas as criaturas, que somente assim haverão de se sentir felizes...
Ah, eu espero, sim!...
Creio que ao me fazer imortal, e, portanto, de certa maneira, Eterno quanto Ele – posto que eu sempre existisse em Seu ventre –, Deus não me criou senão para esperar...
Então, eu espero, e tenho fé num montão de coisas – de coisas boas, claro!...
De coisas cuja concretização é uma fatalidade, e que, se ainda não se concretizaram, é somente por mero capricho do Tempo, que gosta de lembrar as pessoas de que ele existe...
- Não tem nada, não, Tempo... Eu espero!...
Sobretudo, eu espero pelo Amor...
E enquanto espero, vou carpindo o meu quintal!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 2 de fevereiro de 2020.












domingo, 26 de janeiro de 2020


REENCARNAÇÃO NO MUNDO ESPIRITUAL
E
SEXO

Há quem não aceite a tese da Reencarnação no Mundo Espiritual por considerar o sexo algo pecaminoso.
Animalesco.
Abjeto.
Ignora, talvez, que tenha nascido através do contato sexual que aconteceu entre o seu pai e a sua mãe.
Ignora ainda que, sem José e Maria, não teríamos tido Jesus Cristo.
O Amor maior fruto de um amor humano.
Divino que, para divinizar a Humanidade se fez Homem – e não consigo me referir ao Cristo sem grafar a palavra “Homem” com “H” maiúsculo.
Mas, ignora também que a relação sexual, propriamente dita, não é a única forma existente de reprodução.
Para esse, ou esses, a reprodução acontece pelos órgãos masculino e feminino.
Eles são apenas “veículos”.
Em essência, são os gametas que copulam.
Nos vegetais, nada de androceu e gineceu – somente o pólen e o óvulo vegetal.
Polinização.
As abelhas podem participar dessa... Bem, desse “sarau”!...
Os beija-flores, tão delicados e inocentes.
Até o vento, de braços dados com a brisa.
Há quem, pois, não a aceite a realidade da Reencarnação no Mundo Espiritual, porque desconhece outros meios de reprodução.
Assexuada.
Um célula em “transa” consigo mesma – perdoem-me a expressão, mas, sabem como é, espírito chulo não resiste à tentação.
Até o “Word” quer me corrigir, escrevendo “relação amorosa”...
Quanto moralismo – até no computador!
Estou envergonhado – meu computador é mais moralizado que eu.
Pois é.
Vocês sabiam que o espírito nasceu no Mundo Espiritual?!
Não?!
Por favor, leiam, ou releiam o capítulo XI, de “A Gênese”, de Allan Kardec – a edição não adulterada, ou seja, a edição com a qual um adulterado chamado Leymarie praticou adultério.
Sim, o espírito nasceu no Mundo Espiritual!...
Não me perguntem como foi.
Posso falar o que não devo.
Venham vocês comigo para a fogueira!...
A Inquisição não acabou...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 26 de Janeiro de 2020.









segunda-feira, 20 de janeiro de 2020


ANO NOVO... MENOS UM!...

Ano Novo!...
Menos um
Para que você,
Na presente encarnação,
Possa fazer o que deve –
Fazer o que deveria
Ter feito
Ontem!...
Não convém, pois,
Adiar mais
O que, tantas vezes,
Você já adiou...
Fôlego mais curto,
Músculos flácidos,
Pernas mais cansadas
E... cabeça também!...
Oportunidades?!
Quantas
Já perdidas?!...
O homem, quase sempre,
É um colecionador
De minutos vazios,
Horas inúteis,
Dias inexistentes!...
Não acha que
Já tenhamos
Excedido
O limite dos equívocos?!...
Ano Novo...
Renovar ilusões?!...
De novo,
Enganar e enganar-se?!...
De novo,
Em tantos senões,
Prometer e... não cumprir?!...
O tempo,
No seu relógio de areia,
Esgotou-se
Quase todo...
Se, antes, passou depressa,
Agora
Passará mais depressa
Ainda...
Tiago, 4:14, escreveu:
Vós não sabeis
O que sucederá
Amanhã.
Que é a vossa vida?
Sois apenas
Como neblina
Que aparece por instantes
E logo se dissipa.
Ano Novo...
Mais um, menos um!...
A contagem
É decrescente!...
Enfim,
Lamento,
Neste Janeiro,
20
De 2020,
Cumprimentá-lo assim!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 20 de Janeiro de 2020.







domingo, 22 de dezembro de 2019


JESUS

Natal!...
Jesus.
Luz.
Cruz.
Senhor.
Amor.
Sem cor.
Judeu?!
Muçulmano?!
Cristão?!
Trigo.
Pão.
Verbo.
Sem letra.
Caminho.
Único.
Sem traço.
Refugiado.
Ao mar.
Sem lar.
Do Ar.
Evangelho.
Poema.
Verdade.
Bondade.
Suprema.
Natal!...
Jesus.
No lenho.
Traído.
Hoje.
Iscariotes.
Novos.
Altares.
Púlpitos.
Tribunas.
Espíritas?!
Também.
Dois mil anos?!
Que tem?!...
Insanos.
Convém!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 21-12-19

Nota: A todos os nossos irmãos e irmãs formulamos votos de Feliz Natal, com Jesus sempre. Estaremos de volta com as postagens no Blog no dia 20 de janeiro de 2020. A nossa gratidão a todos internautas – que o Senhor os abençoe, com a saúde e com a paz).












domingo, 15 de dezembro de 2019


BRINCO

Brinco.
Sorrio.
Caçoo.
Melhor intenção.
Acontece.
Verdade incomoda.
Os ouvidos.
O espírito.
A ambição.
Fazer o quê?!
Calá-la?!
Não!...
Ela liberta.
Faz pensar.
Crescer.
Rever.
Também não gosto –
De ouvi-la.
Dizê-la.
Aborreço.
E me aborreço.
Peço desculpas.
Perdão.
Omissão?
Sem vocação.
Escrevo.
Não presta?!
Lata de lixo.
Fogueira.
Simples assim.
Erro?!...
Ah, sim!...
Quem não?!...
Perfeição?!
Loucura...
Brinco.
Amenizo.
Conciso.
Excedo?!
Talvez – uma vez,
Duas, ou três...
Sorrio.
Caçoo.
Leviano?!
Humano!...
Simplesmente.
Que bom!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de dezembro de 2019.














domingo, 8 de dezembro de 2019


MEDIUNIDADE,
CALOS E GALOS

Mediunidade boa
Produz calos – e muitos –,
Nas mãos.
Calos da caridade.
Na cabeça também.
Calos do pensar.
Do refletir.
Calos benignos.
Frutíferos.
Porém, mediunidade,
Pode ainda
Ocasionar galos –
Uma coleção deles.
De toda espécie.
E gravidade.
Edematosos.
Malignos.
Purulentos.
Causados por quedas.
Atritos
Cabeçadas.
Personalismo.
Vaidade.
Obsessão.
Mediunidade
Não vem sozinha.
Surge e se acompanha –
De calos, ou galos...
Bendito, porém,
O médium calejado.
Surrado.
Humilhado.
Calado.
Cravos nas mãos.
Cravos nos pés.
Calos –
No corpo e na alma.
Calos da cruz.
Na traição.
Na ingratidão.
Na solidão.
No coração.
Calos de redenção.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de dezembro de 2019.


















domingo, 1 de dezembro de 2019


O PROBLEMA DO “EU”

O problema do “eu”.
Um problemão.
Culto do ego.
Autoidolatria.
“Eu” isso, “eu” aquilo.
“Eu” faço.
E aconteço.
Do “eu”, ao “meu”.
Posse.
O “meu” Centro.
A “minha” mediunidade.
A “minha” opinião.
Sim, é sua.
É “sua” visão.
“Seu” entendimento.
“Seu” interesse.
Concordo: é “seu”.
Inteiramente.
“Eu” tenho o “meu”.
Posso?!
Deixa?!
Permite?!...
Ou... “eu” sou “seu”?!
“Eu” – o seu inimigo.
Não “eu”.
Seu “eu”.
- “Eu”, uma estrela!...
Cadente.
- Espelho, espelho meu...
Narciso não via a fonte.
Morreu.
Afogou-se.
Abraçado a si mesmo.
Cuidado.
Egoísmo mata espírito.
Ovoidização.
Pluralize-se.
D+”eu”+s.
Menos “eu”.
Mais “nós”.
- “Já não sou eu quem vive...”
Sábio, o Apóstolo.
Não quis ser.
Abdicou de si.
Negou-se.
..............................................
“Eu” – personalismo.
Cadeia.
Algema.
Prisão.
Corrija-se.
No singular?!
Só para o “mea culpa”.
“Mea máxima culpa”.
Ou comparar-se a um pé de capim.
Quando um morre...
Nasce outro no lugar.
Disse um “cisco”.
Que virou luz.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 1 de dezembro de 2019.































domingo, 24 de novembro de 2019


PLÁGIOS E OUTRAS OBSCENIDADES

Não se trata de Concordância Universal do Ensino dos Espíritos.
É plágio mesmo.
Cópia barata.
Papel carbono.
Não apenas de médiuns psicógrafos.
Nem de articulistas outros.
Mas, de oradores também.
Xerocam tudo.
Não possuem originalidade.
Roubam ideias.
Apropriam-se de textos alheios.
Desonestos.
Não citam fontes.
Não possuem originalidade.
Alguns imitam até a dicção.
Outros, os gestos – a teatralidade.
Mentem descaradamente.
Nunca privaram com Chico Xavier.
Dezenas e dezenas.
Dizem-se, no entanto, orientados dele.
E por ele, pessoalmente, na mediunidade.
Falam que ouviram dele.
Mal o viram, uma ou duas vezes.
Eles são um perigo.
Antecipar ideias?!
Nem pensar.
Vivem de mutuca.
São ladrões.
Hábeis surrupiadores.
Antedatam páginas.
O próprio Chico Xavier denunciou.
Alguns afirmam que o grande Médium lhes efetuou revelações.
De vidas anteriores.
Nunca.
Caras de pau, no Brasil e no Exterior.
Querem fazer profissão no Espiritismo.
Não trabalham em nada.
Não varrem.
Apenas sujam.
Papagaios e mulatas.
No poleiro.
Alguns são ainda periquitos.
Estão se emplumando.
Mas, chegarão lá.
Estão bem mal encaminhados.
Borrarão tudo.
Fascinados.
São médiuns, sim – das sombras.
Que pretendem escandalizar.
Ridicularizar.
Diante deles, exclamo:
- Como tem gente ingênua na Doutrina?!...
Engole sapos enormes.
Bate palmas.
Pirueta.
Atrás-adiante.
Bate-queda.
Cantam o trecho acima, de “A Holandesa”.
Mas, não cantam os versos:
Ordem.
Seu lugar.
Sim, falta-lhes permanecer em seu lugar.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de novembro de 2019.













domingo, 17 de novembro de 2019


ESPÍRITO DAS TREVAS
(Encarnado, ou desencarnado)

Queixa-se.
Lamenta-se.
Dramatiza.
Faz-se de vítima.
Diz-se caluniado.
Perseguido.
Chora sem lágrimas.
Confidencia mentiras.
Esconde intenções.
Camufla sentimentos.
Disfarça paixões.
Um ator em cena.
Mente.
Ilude.
Mistifica.
Envolve.
Explora a fé alheia.
Falso profeta.
Sem rosto.
Palavra fria.
Abraço distante.
Provoca elogios.
Aplausos.
Bajulações.
Vaidosa humildade.
Falso saber.
Plágio.
Manobras sutis.
Maquiavélico.
Amor ao poder.
Ao dinheiro.
Muito dinheiro.
Implacável.
Sofista.
Não soma.
Apenas divide.
Tece intrigas.
Inconsequente.
Perigoso.
Covarde.
Sombrio.


INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 18 de novembro de 2019.




















segunda-feira, 11 de novembro de 2019


SOBRE O LIVRO “TRANSGÊNERO” Entrevista com o Dr. Inácio Ferreira

- Dr. Inácio, por que escreveu o livro “Transgênero”, recentemente lançado pela Editora LEEPP?
- Porque é um tema atual, ainda pouco estudado na Doutrina, e, principalmente, por tratar-se de um fenômeno psicológico que vem acontecendo dos Dois Lados da Vida. Além de espírita, sou um estudioso da psique, e, antes de escrever “Transgênero”, tivemos oportunidade de escrever uma trilogia sobre as questões relacionadas ao “ego”: “Egos em Conflito”, “Egos em Paz” e “Alma do Mundo”.

- Não teme as críticas, por ser o autor de uma obra que, até certo ponto, aborda tema polêmico?
- Em absoluto. Nada escrevo para obter elogio. Toda opinião séria me interessa, mas não me deixo afetar pelos críticos de plantão. Desde que escrevemos “Sob as Cinzas do Tempo”, eles nos elegeram por um de seus alvos preferenciais. Sou um homem fora do corpo, e, sendo assim, tenho o direito de me expressar. Os espíritas de pequeno conhecimento acham que todo espírito que entra em contato com os médiuns na Terra são criaturas angelicais, e não nos dão, a nós, os desencarnados comuns, o direito de ser o que somos – o espírita quer “santificar” os seus Mentores.

- Então, o Dr. Inácio Ferreira?...
- Sou um homem desencarnado, um espírito em trânsito, estudando e aprendendo sempre. Tive, quando encarnado, na condição de médico no “Sanatório Espírita”, de Uberaba, oportunidade de lidar com os intrincados temas da sexualidade humana. Aliás, quase todos os nossos internos faceavam problemas dessa natureza. Creio mesmo que, sobre a Terra, poucos são aqueles que não os faceiam. Ou estarei enganado?! Pode ser que, neste momento, algum anjo esteja lendo estas minhas palavras, e, com certeza, já tenha superado os seus conflitos sexuais – que Deus seja louvado!

- Não obstante, o livro, por tratar de assunto tão delicado, não deixa, inclusive, de expor o instrumento mediúnico, não acha?!
- Exporia, talvez, um instrumento mediúnico intimidado, mas não o nosso amigo que conheço de longa data, e que, juntos, já escrevemos cerca de cinquenta obras. Claro que a maledicência não perde oportunidade alguma para enlamear aqueles que inveja. Os mais ou menos bons – os Espíritos nô-lo disseram em “O Livro dos Espíritos” – carecem de ser um pouco mais ousados – o espírita que não dá cara a tapa não testemunha a fé! Infelizmente, muitos irmãos e irmãs de Ideal são os que chamamos de “taipeiros” – estimam ficar “em cima do muro”, por interesses exclusivamente pessoais.

- Percebe-se que tratou o assunto de maneira muito extrovertida, não?!
- Um pouco, talvez. O tema, por não deixar de ser, digamos, inabitual, na literatura espírita, carecia de ser abordado com certa leveza e descontração. Escrever um volume, de quase trezentas páginas, sobre transgeneridade, sem caçoar um pouco mais do Manoel Roberto, seria tornar o livro intragável. E, depois, o nosso propósito, foi o de apenas abrir espaço para que outras opiniões venham à baila. Embora psiquiatra, e continue estudando na Vida Espiritual, não sou o que se denomina, propriamente, de expert no assunto. Que outras vozes, mais abalizadas, não se omitam. Kardec, praticamente, não teve oportunidade de tratar do tema, como não tratou de outros que se acentuaram, ou surgiram, após a Codificação.

- Crê que a transgeneridade seja mesmo um fenômeno psíquico?
- A nível mundial, e precisar-se-ia ser cego, ou extremamente preconceituoso, para não admiti-lo. E, repito: fenômeno que se observa dos Dois Lados da Vida! O espírito carece de vivenciar múltiplas experiências em sua jornada evolutiva, e, se do ponto de vista biológico, o homem é macho e fêmea, do ponto de vista psíquico, ele é uma “multidão”. Tal fenômeno não sofrerá regressão – há de se acentuar cada vez mais, levando a Humanidade a muitas reflexões, revisão de conceitos, e, sobretudo, preconceitos.

- O livro foi revisado pela Editora?
- Foi, e não me agradou muito, não. Todavia, entendo que, em maioria, estamos nos dirigindo a mentes ainda um tanto infantilizadas, apegadas a dogmas e preconceitos, e que se revelam incapazes de compreender simples brincadeira, feita com o propósito de amenizar o peso da Verdade. A Editora ficou com receio de que, mais uma vez, eu fosse chamado de “mistificador”, e até de gay, junto com o médium. Ora, esse risco foi calculado. E, tanto a mim quanto a ele, não molestou nem um pouco.

- Podemos esperar o “Transgênero 2”?
- Por mim, o 2, o 3... Não sei, contudo, se contaremos com oportunidade mediúnica para tanto. Eu tinha vontade de efetuar uma visita àquele padre pedófilo que mora na barranca do Rio Tietê, em São Paulo... Estudar uma mente em transitório estado de insanidade é um aprendizado e tanto. Freud que o diga. Neste sentido, infelizmente, quando eu me encontrava encarnado, os meus estudos foram muito superficiais – sei que fiquei a dever. Hoje, os tempos são outros, e a minha visão também.

- O senhor acha o espírita moralista?
- Não, com exceções, eu acho o espírita bobo – bobo e vaidoso. Mas, isso é com cada um, não é?! Cada qual é bobo à sua maneira. Espírita, meu caro, quando vai para a “mídia”, e “mídia” entre aspas, porque a mídia espírita praticamente inexiste, costuma ficar encantado com a própria figura – é Narciso reencarnado! Dias atrás, eu perdi um pouco do meu tempo ouvindo um orador na carcaça – ele ficava embevecido com o som da própria voz, provocava pausas requisitando aplausos... Saí no meio da palestra e, para não fazer o número 2, fui fazer o número 1.

- Deseja acrescentar algo?
- Não. Está de bom tamanho. Apenas desejo cumprimentar o médium que agora, no último dia 9, completou 67... Somando com os meus 84 terrestres, eu e ele formamos uma dupla de 151 anos, e, portanto, não temos que dar satisfações a ninguém. Graças a Deus, somos libertos – não temos o rabo preso! Você não imagina que felicidade seja essa! Agradeço aos amigos e amigas que nos incentivam e encorajam – gente boa, que não se esconde atrás do anonimato covarde de gente que não tem cara – acho que não apenas cara! – para mostrar.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba - MG, 11 de novembro de 2019.