domingo, 17 de outubro de 2021

 

“Destruidores” de Mentes

 

Existem espíritos, encarnados e desencarnados, que se esmeram no propósito de “destruir” as mentes daqueles que, com grande esforço, estão procurando se construir...

A sua única preocupação é a de tornar a estabelecer o caos intelectual na cabeça de quem já compreendeu que necessita se emancipar da ignorância secular em que viveu até agora...

Esses espíritos sem rosto e sem nome, que a literatura ficcionista, já chamou de “dementadores”, tão somente sabem espalhar a descrença, nunca tendo uma palavra edificante para quem esteja lutando pelo mundo melhor...

São, sem dúvida, obsessores dos mais tenazes, que nunca se cansam de projetar à sua volta a sombra em que se comprazem permanecer vivendo...

Recorrem aos mais diversificados sofismas para confundir as ideias que, durante séculos, o fanatismo e o preconceito mantiveram em regime de cruel cativeiro, e dos quais não desistirão facilmente...

Doutrinadores trevosos, valem-se dos momentos de invigilância daqueles que, sem o necessário discernimento, ainda não aprenderam, na gleba da Verdade, a separar o joio do trigo...

De sua pena e de sua boca originam-se textos e preleções que fragilizam quantos conseguem sugestionar, aparentando possuir a cultura que não têm e o amor de que trazem desprovido o coração...

Destruidores de mentes!... Jesus a eles se referiu quando disse que melhor seria que aqueles que fizessem tropeçar os pequeninos amarrassem uma mó de atafona ao pescoço e se lançassem ao mar...

Acautelemo-nos, pois, contra eles, incapazes que são de estender a mão para resgatar a quem se abeira do abismo do desalento, antes compelindo-os a mais depressa e mais profundamente nele se precipitarem...

Muitas vezes, tais espíritos, agem sorrateiramente através de teus instantes de desprendimento do corpo físico, submetendo-te à ação hipnótica, e, de outras, persistentemente, intentando fazer com que, em teus momentos de vigília, retrocedas no ideal de servir com Jesus e por Jesus!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 17 de Outubro de 2021.

 

sábado, 9 de outubro de 2021

 

Prece Ao Senhor

 

Senhor,

nesta prece singela,

venho pedir-Te para que

não me deixes trair

a esperança que depositas em mim

de que eu possa continuar

cooperando Contigo,

nas expectativas de que o mundo

venha a ser melhor

a começar de mim mesmo!...

Que militando na seara

do Teu Evangelho Restaurado,

eu jamais atraiçoe

a Tua confiança,

consentindo corromper-me

pela vaidade,

ou pelas ambições personalistas

de poder

e autopromoção,

iludindo-me e, ao mesmo tempo,

iludindo a tanta gente que,

em mim confia e,

em mim,

possa estar procurando

tão só

pela Tua presença!...

Não permitas que,

pelas minhas fraquezas

e imperfeições,

com a obrigação de ser

um instrumento de fé

para os meus semelhantes,

eu me transforme

em causa de incredulidade,

escandalizando aqueles

espíritos frágeis,

 que, sem discernimento necessário,

ainda não aprenderam

a separar o joio do trigo

nas atitudes e palavras

de todos aqueles

que, na Terra, valem-se de Teu nome

na condição de

falsos profetas!...

E caso,

nas lides do Espiritismo Cristão,

no anseio de ser Teu discípulo,

prevaleça, em mim,

a inclinação para Judas,

que, pelo menos,

eu tenha a coragem

que ao Teu infeliz apóstolo

não faltou,

ao procurar pela morte

nos galhos

de uma figueira!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 9 de Outubro de 2021.

 

 

 

 

 

domingo, 3 de outubro de 2021

 

49.

Importa Caminhar

 

“Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e depois...” – (Lucas, cap. 13 – v. 33)

 

Haja o que houver e suceda o que suceder, não nos detenhamos na caminhada.

Conforme nos exorta o Senhor, importa “caminhar hoje, amanhã e depois”!

Não admitamos que já tenhamos alcançado o objetivo proposto, justificando, assim a própria decisão de não mais seguirmos.

Obstáculos desafiadores surgirão, a cada momento, convidando-nos a desistir da jornada.

Injúrias e escárnios se farão ouvir à margem do caminho que percorremos, intentando levar-nos ao desânimo.

Vozes desalentadoras se levantarão, esforçando-se para convencer-nos de que já fomos longe demais...

Aparentemente preocupados conosco, muitos nos criarão oportunidades de descanso inútil, a fim de que lhes façamos companhia na ociosidade.

Embora seguindo vagarosamente, não paralisemos a marcha ao encalço do Cristo, que nos precede.

Se, porventura, claudicarmos na vigilância e, sob o assédio da tentação, viermos a cair, não nos consintamos permanecer no chão mais que o tempo necessário para reunirmos as forças remanescentes e continuar avançando.

O caminho é verdadeiramente longo, mas, a cada passo que damos adiante, ele se faz mais curto.

Não nos esqueçamos ainda que, mesmo ombreando a pesada cruz que conduzia ao Calvário, o Senhor não pensava exclusivamente em si – a sua imensa dor não foi pretexto para que olvidasse a dor das filhas de Jerusalém, que o acompanhavam em grande desconforto.

Sobretudo, analisando o exemplo de Jesus, estejamos preparados, porque o derradeiro trecho do caminho a ser percorrido, antes de atingirmos os Cimos, costuma ser o que mais exige de nós, em matéria de renúncia e sacrifício.

 

INÁCIO FERREIRA

 

(Página transcrita do livro “O Jugo Leve”, Inácio Ferreira/Carlos A. Baccelli, edição LEEPP – Uberaba – MG)

domingo, 26 de setembro de 2021

 

Conversa Bem Humorada

 

- Dr. Inácio, o senhor, por obséquio, poderia me dizer se estou encarnado, ou desencarnado?!... Encontro-me tão confuso a respeito...

- Depende...

- Depende do quê?!...

- De seu ponto de referência...

- Estou ficando pior, ou... pirado...

- Sim, depende de seu ponto de referência...

- Mas, eu não tenho nenhum... Que ponto de referência posso ter para saber se estou encarnado, ou não?!...

- A densidade de seu próprio corpo... A matéria existe em vários estados, ou não?!...

- Sim...

- E, em alguns, ainda completamente desconhecidos...

- Admito...

- Então, é simples... Em relação aos encarnados, aos que continuam envergando o corpo de “carne”...

- Huum...

- Você já bateu a caçutela, ou... as botas...

- Morri?!...

- Em sua expressão mais material, sim, você é uma caveira...

- Então, estou desencarnado?!...

- Continua a depender...

- Do quê?!... Meu Deus, que dificuldade para saber se estou encarnado, ou desencarnado...

- Em relação aos “encarnados”, habitando um corpo menos material que o seu, você continua encarnado também...

- Então, eu estou sempre encarnado, e essa estória de desencarnação não existe?!...

- Enquanto você não alcançar a condição de puro espírito...

- Puro espírito?!...

- Sem apêndice algum, entende?!...

- Não!...

- Sem nenhum corpo, por mais sutil, do qual necessite para você continuar sabendo que você é você, enfim, para que você tenha um CPF...

- Agora, pirei mesmo...

- Cogito, ergo sum... René Descartes...

- O quê?!...

- “Penso, logo existo”... Você, para saber que existe, não necessita de uma cara, mas de um pensamento...

- Quer dizer que não estou desencarnado?!...

- Continua a depender...

- De um atestado de óbito?!...

- Em relação a quem esteja mais encarnado, você está desencarnado, embora ainda encarnadíssimo...

- Eu já sei o que o senhor quer...

- Sabe?!...

- Clientes para o seu hospital... de loucos!...

- As vagas estão abertas... Atendemos por qualquer convênio...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 26 de Setembro de 2021.

 

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

 

Reencarnação Mais Comum

 

Em sua atual conjuntura evolutiva, a reencarnação mais comum, entre os espíritos, é a que acontece por ação mecânica da Lei, sem que, de tal processo, em maioria, eles tenham alguma consciência.

*

Pouquíssimos são os espíritos que sabem da necessidade de reencarnar e, assim, concorram para a sua volta ao corpo, em nova romagem terrestre.

*

Grande parcela dos que, pela desencarnação, deixam o envoltório físico, não conservam a sua lucidez deste Outro Lado da Vida, se lhes constituindo em fato naturalíssimo viverem em quase completa conexão com os encarnados como se encarnados continuassem a viver.

*

Difícil que o espírito, mentalmente, consiga separar as “duas realidades”, logrando, espacialmente, situar-se e movimentar-se em apenas uma delas, consentindo que as duas coexistam, porém, sem se conflitarem...

*

Observemos que, desde o surgimento do Homo Sapiens, cuja idade a Ciência humana ainda não pode precisar, o espírito reencarna e desencarna, com o homem, embora sob a milenar orientação de diversificadas crenças religiosas, prosseguindo, em seu desenlace, com vaga noção do que seja a vida além da morte.

*

Assim como, algumas vezes, o homem, na Terra, pressente a chegada de sua desencarnação, o espírito, na Dimensão Espiritual, pressente a sua “morte”, ou a sua “segunda morte”, à semelhança de quem se submete ao destino inevitável que desconhece.

*

Mesmo os adeptos do Espiritismo, ante a conquista de relativo despertar consciencial, esbarram, mentalmente, com sérias dificuldades para administrarem, estando encarnados ou não, o chamado binômio espaço-tempo.

*

Realmente, para a esmagadora maioria dos espíritos que evolucionam vinculados à atmosfera psíquica do orbe, a Terra é o maior e quase único ponto de referência de sua existência, daí o seu quase completo cepticismo em torno da sobrevivência em outras Esferas, e, consequentemente, das vidas que se sucedem.

*

Certa vez, referindo-se, de leve, sobre tão complexo assunto, o médium Chico Xavier afirmou que os que admitem a Reencarnação, sem maiores entraves à sua aceitação, podem ser considerados “extraterrestres”, porquanto experimentaram, em si mesmos, significativo “choque” da mudança de Plano existencial, que se lhes ficou registrado no psiquismo...

*

A tese da Reencarnação não é, pois, oriunda dos espíritos propriamente terrestres, mas, sim, dos “capelinos” (extraterrestres) que a conceberam na forma de “metempsicose”, crendo que, equivocadamente, o espírito, retrogradando, pudesse reencarnar no corpo de um irracional.

*

Lucidez no ato de desencarnar e/ou de reencarnar é conquista valiosa, que faz com que o espírito avance com mais segurança nas sendas da evolução.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 19 de Setembro de 2021.

 

 

 

 

     

 

 

  

 

 

 

domingo, 12 de setembro de 2021

 

Reencarnação e Aproveitamento

 

A reencarnação do espírito, na Terra ou em qualquer outro orbe, numa das muitas moradas da Casa do Pai, no que tange a aprendizado, diz respeito ao aproveitamento de cada um.

Somente através das vidas sucessivas, nas múltiplas experiências vivenciadas, nos desencontros e encontros que estabelece consigo, é que o espírito, gradativamente, consegue modificar ideias e concepções.

Não raro, para que modifique certa visão da vida, o espírito carece de inúmeras existências, porque, a rigor, essa mudança não acontece de fora para dentro, e sem que se alicerce na vontade individual.

Palavras e atitudes alheias não passam de material pedagógico para que o espírito, através de reiteradas reflexões, em seus erros e acertos, possa moldar-se, ajustando-se aos alvitres da consciência.

Muitas vezes, por orgulho, ou interesses outros, o espírito costuma demorar séculos na condição evolutiva que ocupa, simplesmente porque não admite capitular, insubordinando-se, inclusive, por tempo indefinido, diante da Lei.

Carecemos, pois, quanto possível, não nos afligirmos em demasia pela renovação que, antes de a esperarmos de alguém, devemos tomar a iniciativa de promovê-la em nós mesmos, e seguirmos adiante, na certeza de que todos, invariavelmente todos, no seu devido tempo, haveremos de ter a destinação para a qual fomos criados, emergindo da treva para a luz.

Os Espíritos Superiores, evidentemente, não relegam os retardatários à sua própria sorte, todavia, compreendem que, para eles, a fim de que se despojem de suas ilusões, determinados e repetidos reveses são inevitáveis

Todos somos potencialmente bons, podendo, claro, estarmos transitoriamente equivocados, sem que, em absolutamente nada, nos demos conta disto.

Assim é que, em essência, a experiência reencarnatória, para milhões de espíritos, deixa de ser proveitosa quanto poderia vir a ser, caso o espírito, pelo menos, se revestisse da necessária humildade para, pelo menos, considerar a possibilidade de estar seguindo na contramão nesse ou naquele trecho de caminho...

Deveríamos, pois, livres de influências do pensamento alheio, de quando em vez, efetuar exercícios de introspecção, sustentando um diálogo sincero conosco, a fim de que, no corpo carnal ou fora dele, alegando cegueira, não prosseguíssemos caminhando às escuras, quando, àqueles que têm olhos de ver, há tanta claridade a ser vista.

Meditando sobre o assunto, fácil nos será chegar à conclusão de que uma ou duas, três ou quatro, cinco ou mais encarnações, para o espírito em evolução, realmente, é um espaço de tempo demasiadamente curto para que ele adquira o bom senso necessário para que, de uma vez por todas, alije de si o ranço herdado de suas vidas anteriores.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 12 de Setembro de 2021.

 

 

 

 

 

 

domingo, 5 de setembro de 2021

 

?!...

 

O que, até agora, um SUPOSTO conhecimento do Espiritismo tem feito por você?!...

 

Aumentado a vaidade intelectual?!

Sobrexcitado o personalismo?!

Elevado a ambição de poder?!

Convencido de que é o dono da Verdade?!

Transfigurado em moralista extremo?!

Servido de palco à necessidade de holofotes?!

Endossado na intolerância aos outros?!

Exasperado por tudo e por nada?!

Iludido quanto às limitações evidentes?!

Despertado as mazelas dormentes?!

Cumulado de aparentes privilégios?!

Colocado acima dos relés mortais?!

Tornado mais teórico que prático?!

Incrementado a autossuficiência?!

 

Se, porventura, em uma análise honesta, você sentir que se enquadra em qualquer uma das questões acima, melhor que você procure outro templo religioso mais próximo de sua casa e, ajoelhado em seus duros bancos de madeira, comece a orar para que Deus faça por você o que o Espiritismo não está conseguindo, e ninguém sabe quando conseguirá.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 5 de Setembro de 2021.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 29 de agosto de 2021

 

Como Tocamos?!

 

“Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?]” – Lucas, 8-45

 

O episódio da cura da mulher hemorroísa, aqui narrado por Lucas, no enseja muitas reflexões, que apontaremos – algumas – sem efetuar maiores comentários a respeito.

 

- A pobre senhora sofria há doze anos, e gastara com os médicos da época tudo o que possuía...

- Jesus, como sempre, estava cercado pela multidão...

- Muitos, segundo a narrativa do Evangelista, o tocavam e... oprimiam...

- De repente, no entanto, o Divino Mestre sente que alguém lhe tocara de maneira singular...

- Dele, então, “saiu poder”, emanou virtude...

- Sem conseguir aproximar-se pela frente, ela viera pelas suas costas...

- Provavelmente, arrastando-se, inclusive, talvez, com as vestes manchadas de sangue...

- Quase certo, que o Cristo vivia cercado por pessoas possessivas, que lhe disputavam a presença, em mera curiosidade...

- Nem sempre, os doentes conseguiam dele se acercar...

- Qual ocorrera com o homem paralítico do Tanque de Betesda, que nunca lograva se atirar nas águas que, periodicamente, um anjo magnetizava...

- A mulher hemorroísa tocara apenas na orla de sua túnica inconsútil...

- Foi o máximo que pudera fazer...

- Ela e Jesus não permutaram palavra...

- Não há quem, com certeza, lhe saiba a identidade...

- No entanto, sim, deveria ser muito conhecida na cidade em que morava...

- Cafarnaum?!...

- Não importa a localidade...

- Importa que, no mesmo instante, ela ficara curada...

- NO MESMO INSTANTE, deixara de verter sangue...

- De definhar, esgotando-se...

- Jesus, virando-se, a chama de “filha”, e diz que ela fora salva pela sua própria fé...

- Pelo seu toque de fé, se lhe operara a cura do mal que a atormentava...

 

Assim meditando, uma questão se nos impõe sobre as demais que o maravilhoso texto nos possibilita:

- Ante as nossas carências de cura, no corpo e na alma, como temos tocado na orla das vestes do Senhor?!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 29 de Agosto de 2021.

 

 

 

 

 

-

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

 

Por Uma Questão

De Humanidade

 

Ninguém deve ser bom esperando por recompensa pelo seu gesto de bondade...

Por recompensa social...

Nem espiritual...

Mas, sim, por simples questão de humanidade...

Solidário como os animais são entre si...

Como a fonte é com o riacho...

E o riacho é com o rio...

Sem esperar ter as suas águas de volta...

Elas, naturalmente, chegarão... das nuvens...

Não é para ganhar o Céu

Que o homem deve procurar ser bom...

Ou, pelo menos, algo generoso com o próximo...

Mas, sim, para justificar a sua humanidade,

Ou o seu grau de humanização...

Não com propósito de ser iluminado...

Mas, pelo menos, para que

Às trevas do mundo, não acrescente mais treva...

Deve ser bom, porque o seu Pai é Bom

E a sua Mãe, a Natureza, também o é...

Deve ser bom pela bondade

De ser bom...

Como disse Francisco, o de Assis:

- Como é bom ser bom...

O homem deve ser bom, até por egoísmo,

Porque o outro é a metade de si...

E sendo bom para o outro

Estará, mesmo que não queira,

Sendo bom para ele mesmo...

Ser bom para sentir

Que o seu existir vale a pena,

Para retribuir o oxigênio que, de graça,

Aspira por suas narinas...

Para que o mundo seja melhor,

O homem deve ser bom,

Sem que necessite sê-lo totalmente...

Um pouco de bondade

É muita luz –

Já será muita bondade

Para quem ainda não descobriu

Que a maior recompensa de ser bom

Por fora,

Está na alegria de saber

O que é Bondade...

Por dentro!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 20 de Agosto de 2021.

 

 

 

 

 

 

domingo, 15 de agosto de 2021

 

Lamentável

 

Lamentável que alguns companheiros espíritas, ou, pelo menos, que já o foram e continuam sendo apenas por conveniência social e/ou financeira, estejam, claramente, se desviando do Ideal que, um dia, abraçaram, ou por ele foram abraçados.

Acompanhando, à certa distância, a trajetória que se lhes complica na presente encarnação, concluímos que, infelizmente, eles foram alcançados pela pandemia de descrença, que o vírus da vaidade e do personalismo, da ambição e da autossuficiência, costuma disseminar entre os espíritos que não se vacinam adquirindo imunização através da virtude da humildade.

Fragilizados pela incoerência de suas próprias atitudes, ou contaminados pela fragilidade dos que haviam erigido por ídolos humanos de suas convicções, consentiram-se desmoronar moralmente, também sob a influência perniciosa dos espíritos que lhes tramaram a queda, e que, transfigurando-os em motivo de escândalo, pretendem fazer tropeçar os mais pequeninos, esquecidos da dura advertência do Mestre:

“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.”

Colocando-se à frente do denominado Movimento Espírita, tais confrades, a pouco e pouco, estão, verdadeiramente, revelando a serviço do quê e de quem se colocam, ficando claro para quantos possuem olhos de ver e ouvidos de ouvir que a serviço da Causa é que não estão, e não permanecem.

Triste, pois, ver o suicídio espiritual que estão cometendo, engendrando estranhos sofismas para se justificarem em suas ambições pessoais, envolvendo, com as suas falácias e mentiras, irmãos e irmãs que ainda não conquistaram suficiente discernimento para separarem o joio do trigo.

Lamentável, posto que, inclusive, parecem que se esqueceram que logo, logo haverão de se haver, na Vida de Além-Túmulo, com as consequências de suas escolhas, diante da desencarnação que que, depressa, se avizinha para todos os que mourejam no corpo perecível.

Tremenda decepção consigo os aguarda a um passo, não mais que a um passo do lugar onde se encontram, e, então, sim, haverá choro e ranger de dentes, não importando a qualidade das lágrimas que derramem de seus olhos nem o número de incrustações a ouro que possam ter em sua boca...

Que o Senhor possa nos abençoar e nos proteger para que, igualmente, não venhamos a cair vítimas dessa pandemia que, na atualidade, vem assolando os que passaram a viver sob a hipnose das trevas, desnorteando aqueles que deveriam conduzir nos caminhos ao Mais Alto.

Digo-lhes que, neste sentido, a muitos que temos visto chegar da Terra, não há palavra que lhes pacifique a consciência culpada, rogando, muitos deles, a misericórdia de uma rápida volta ao corpo com o propósito de olvidarem o desastre em que transformaram a existência promissora.

No entanto, sem que, antes, possam ajuizar toda a extensão dos prejuízos que causaram ao Evangelho Redivivo, não lhes convém a reencarnação imediata, porque, infelizmente, a tendência que demonstram é a de prosseguirem sob a custódia dos espíritos que, no Espiritismo, vêm se opondo, de maneira sistemática, a Jesus Cristo.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de Agosto de 2021.