sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Trabalhar Pela Causa

 

Poucos são os que, na Doutrina, se dispõem a verdadeiramente trabalhar pela Causa...

Não estamos nos referindo àqueles que, à pretexto de trabalhar por ela, trabalham em causa própria, no campo da autopromoção...

Reportamo-nos aos que, dentro de suas mínimas possibilidades, pensam e agem para que a Terceira Revelação se propague...

Não com o intuito de proselitismo, mas, sim, de ofertar as suas bênçãos aos estejam na expectativa de maiores conhecimentos a respeito da Vida...

Certos adeptos espíritas apenas aparecem no Censo, e, às vezes, nem pela época do Censo se encorajam ao testemunho da fé...

Muitos e muitos permanecem na expectativa do que o Espiritismo por eles possa fazer, sempre mais, sem a menor contraparte pessoal...

Desejam receber intercessões do Mais Além, em suas mais variadas possibilidades – um passe que cura, uma orientação precisa, uma mensagem reveladora...

Poucos, infelizmente, os que abraçam a Causa e se preocupam no sentido de algo fazer por ela...

Não se contentam em ser meros frequentadores do Centro Espírita...

Querem, de alguma maneira, serem fiéis ao Cristo, cuja Mensagem é revivida na Doutrina...

Tais confrades não esperam ser convidados a servir, porque, naturalmente, já se sentem a tanto e tomam a iniciativa de serem úteis...

O espírita que ama a Causa procura serviço, sem esperar que por ele seja procurado...

E não impõe condições...

Nem formula exigências...

Não ambiciona cargos, mas, sim, encargos...

Visita doentes...

Coopera com as obras assistenciais...

Doa livros...

Redige um e-mail...

Divulga uma página edificante...

Enfim, exemplifica...

Neste sentido, o que somos?! – espíritas com os quais o Mundo Espiritual pode contar na Terra, ou que apenas são contados, sem que a quantidade faça a menor diferença na qualidade?!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 19 de Agosto (*) de 2022.

(*) Por motivo de viagem, publicado antecipadamente.

 

 

 

domingo, 14 de agosto de 2022

Prestigiem o BLOG DO FORMIGA

Polêmicas

 

“Agora vos digo: Dai de mão a estes homens, deixai-os; porque se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los...” – Atos, cap. 5 – vv 38 e 39

 

Polêmicas são úteis e inúteis...

Úteis para que se exercite a capacidade de pensar...

Inúteis, porque, contrariando opiniões contrárias, a Verdade termina por prevalecer...

Gandhi dizia que, quando estava a ponto de desanimar em sua luta, ele pensava que, no fim, o Amor e a Verdade sempre triunfam...

Não há quem seja capaz de retirar o brilho do Sol do firmamento – a noite pode ser longa e o dia amanhecer brumoso, todavia, eternamente de sentinela, o Sol esplenderá...

Interessante, pois, que polemizemos, mas sem extrapolarmos na paixão pelo ponto de vista que defendemos...

Escreveu Emmanuel que cada pessoa vê a paisagem do local em que se coloca...

Amanhã ou depois, mudando o seu ângulo de visão, as opiniões haverão de se reformularem, ou aperfeiçoarem...

A razão não se coloca ao lado de quem grita mais alto...

Silenciosamente, sob o endosso do tempo, ela se impõe...

Assim, é de bom alvitre que, externando o que pensamos, mantenhamos a mente aberta para novas luzes que venham a nos favorecer o discernimento...

Muitos opinam segundo a Bolsa de Valores, ou de acordo com o prejuízo ou o lucro causado ao seu bolso...

Outros defendem ideologias ligadas aos seus interesses pessoais, e não aos da coletividade...

Muito difícil que nos apartemos de nós mesmos para sopesar, com maior acerto, situações nas quais nos encontramos diretamente implicados.

Polemizemos sem gládio nas mãos...

E sem ódio no coração...

Polemizemos, conscientes da relatividade de nossas opiniões e rogando ao Senhor para que, em qualquer debate, o nosso interesse pela Verdade supere os interesses egoísticos que nos deformam o espírito.

Feliz de quem consegue desencarnar sem trazer para o Mundo Espiritual as ilusões que sustentava na Terra, e que, sem dúvida, podem acompanhar o homem por muitas e muitas existências.

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de Agosto de 2022

 

 

 

 

 

domingo, 7 de agosto de 2022

Concordância Universal?!...

 

Quando se fala em Concordância Universal do Ensino dos Espíritas, sabiamente preconizada por Allan Kardec, no século XIX, necessário se faz que se pergunte: na atualidade, onde estão os médiuns franceses, belgas, portugueses, espanhóis, alemães, norte-americanos, argentinos, chilenos, etc., com trabalho regular na mediunidade?!...

Infelizmente, medianeiros, fora do Brasil, com trabalho doutrinário no campo literário, inexistem – a não ser que, em um caso ou outro, recorramos à existência de sensitivos espiritualistas, não comprometidos com a Terceira Revelação, na revivescência do Evangelho do Cristo.

Carecemos, ainda, ponderar que, na organização de “O Livro dos Espíritos”, e demais livros do Pentateuco, Kardec contou quase que exclusivamente com médiuns franceses, sendo que muitos, pertencentes a outras “escolas”, como a de Louis Alfonse Cahagneth, não endossavam a tese da Reencarnação – pilar filosófico em que todo o edifício doutrinário do Espiritismo se levanta...

Em verdade, o Codificador, embora tenha falado em Controle Universal, não pode contar senão com um Controle Nacional...

O Controle Universal do Ensino dos Espíritos, enfatizado por Kardec, referia-se, basicamente, à Reencarnação e à Lei de Causa e Efeito, que, desde todos os tempos, os Espíritos ensinaram, e, neste sentido, mais os encarnados que os desencarnados, justamente por falta de intérpretes mediúnicos em condições para tanto.

E no que tange à Reencarnação e à Lei de Causa e Efeito, com direta implicação na Evolução do Ser, foi o Espiritismo que concordou, e não as doutrinas ancestrais que com ele concordaram.

Assim, sobre o assunto em pauta – a Concordância –, carecemos de nos limitar ao que Kardec se viu constrangido, ou seja, à Concordância Nacional dos médiuns que mourejam no Brasil, e assim mesmo se, por exemplo, não estiverem sob a tutela ortodoxa das Instituições, como muitos excelentes médiuns, estando sob a tutela da Federação Espírita Brasileira, permitiram, no passado, que, por seu intermédio, a tese do Corpo Fluídico de Jesus fosse endossada.

Este pequeno arrazoado é destinado apenas aos que possuem liberdade para pensar no assunto, sem o cabresto doutrinário que, infelizmente, lhes tenha sido aposto.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 7 de Agosto de 2022.