domingo, 25 de setembro de 2022

SUBLIME APELO

 

“Corria já em meio a festa, e Jesus subiu ao templo e ensinava.” – João, cap. 7. – v. 14

 

Em meio à tradicional festa dos tabernáculos, que se realizava em Jerusalém, evidenciando que não tinha tempo a perder, enquanto os homens, distraídos, se regalavam, Jesus subiu ao templo e começou a ensinar.

A Humanidade, desde sempre, como quem procura afogar a própria mágoa numa taça de vinho, na ilusão de que, assim agindo, fugirá à realidade, em meio à grande algazarra que promove, vive alheia à palavra do Senhor.

É que, de prazer em prazer, embriagando-se na carne, o espírito não se concede qualquer pausa para refletir em suas necessidades essenciais; todavia, incansavelmente subindo ao templo de sua consciência, no intuito de chamá-lo de volta à lucidez, a voz do Divino Amigo, alteando-se quanto possível, não se cala...

Raros, certamente, são os que, atordoados pela balbúrdia reinante em torno, têm a sua atenção despertada para a solitária preleção de quem, insistentemente, há quase dois mil anos, os convida para a festa que nada tem em comum com as festas do mundo.

Jesus que, no recinto das sinagogas ou na via pública, não perdia oportunidade alguma para ensinar a Verdade, ainda hoje se prevalece da menor chance que entrevê para difundi-la entre as criaturas que prosseguem tentando não ouvi-lo.

Mas ao ruído estrondoso do progresso material, brindando aos sucessos efêmeros que haverão de passar, o ser humano insiste na tática do entorpecimento dos sentidos, para não assumir, perante as Leis da Vida, a sua condição de espírito imortal e autor do próprio destino.

Não há, porém, festa na carne que dure para sempre... Um dia, triste e enfastiado de sua condição, o homem lançará fora a taça vazia e, esquivando-se ao vozerio da multidão que, sem saber, celebra a própria miséria, atenderá o Sublime Apelo que, seja na consciência de quem for, não ecoa inutilmente.

 

INÁCIO FERREIRA

 

(Página extraída do livro “Saúde Mental à Luz do Evangelho”, psicografado pelo médium Carlos A. Baccelli – edição LEEPP, Uberaba – MG)

 

 

 

domingo, 18 de setembro de 2022

Há Quem Pense

 

Há quem pense que, pelo simples ato de desencarnar, o espírito arrependa de seus erros.

Não é verdade.

Enquanto não sofre o suficiente, espírito algum se predispõe à justa renovação.

Depois da morte, os espíritos ainda formam quadrilhas, persistindo, muitos deles, nos caminhos da marginalidade.

Espíritos existem que, mesmo deste Outro Lado, continuam se opondo à existência de Deus.

Satanás era um “anjo de luz” que rebelou-se contra o Criador.

Muita gente consome várias encarnações, para que comece a se arrepender de suas injustiças.

Feliz do espírito que não fica à espera da morte para empreender em si as mudanças de que necessita.

Toda ideia fixa é difícil de ser removida, porque, em muitos, ela se transforma em doença crônica.

O rancor que o homem traz no coração, infelizmente, não fica no órgão cardíaco do corpo que se putrefaz sob a terra.

A Vida continua, e o espírito, além da morte, prossegue sendo o que deseja ser.

Convém, pois, que não esperemos por maior cota de dor para vencermos o orgulho que não nos permite ser melhores do que somos.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 18 de Setembro de 2022.

 

 

 

 

domingo, 11 de setembro de 2022

“Nosso Lar”, Comunista?!...

 

Lemos, em nosso Blog, com distorção de interpretação, que a cidade de “Nosso Lar”, à qual se refere André Luiz, em sua obra do mesmo nome, vige, no Mais Além, sob regime político comunista.

Há um flagrante engano da parte de quem assim se interpretou, ou interpreta, o que escreve o respeitado Autor espiritual.

“Nosso Lar”, situada na Dimensão conhecida por Umbral Fino, é uma cidade ecumênica, onde todos, ou quase todos, cultivam o hábito da oração, o que é contestado pelo Comunismo inspirado em Karl Marx e Engels.

A cidade, que, sem dúvida, é uma antecipação do que há de ser o mundo de regeneração na Terra, respira fraternidade, com dois de seus mais iminentes governantes, o Governador e a Ministra Veneranda, já logrado a oportunidade de se entender com Jesus nas Esferas Mais Altas.

Convém, aliás, que um estudo sociológico, detalhado, seja feito da obra referida, porquanto os equívocos dos que a leem apressadamente são muitos.

Por exemplo: referem-se alguns ao “Bônus Hora” como sendo o “Cartão de Crédito” que circula na economia da cidade, apenas dando destaque ao número de horas trabalhadas, não atentos para a importância do serviço e para a qualidade com que o mesmo seja executado.

Dona Laura, mãe de Lísias, deixa claro na obra que, quando recebe crianças em sua casa, as horas de serviço são remuneradas em dobro...

André Luiz, quando vai visitar o Campo da Música, não dispondo de “dinheiro” para pagar o seu ingresso, o toma emprestado de Lísias, ou aceita que o amigo lhe empreste recursos para tanto...

Claro que, em “Nosso Lar” não há mais espaço para o egoísmo humano, a não ser para alguns de seus resquícios, porque, embora o direito de propriedade não tenha sido abolido, não há quem possa continuar na condição de latifundiário.

Lá, os que trabalham, se possuem deveres, igualmente desfrutam de direitos, podendo, com o “Bônus Hora” adquirir o que desejam, enquanto os ociosos, cuidados pelo Estado, ou, no caso, pela Cidade-Estado, recebem apenas o necessário à sobrevivência...

Em todo o livro não nos deparamos com a descrição de uma criança abandonada ou de um sem-teto, como também de nenhum delinquente – em “Nosso Lar”, cada Ministério, na justa descentralização do poder, conta com 12 Ministros, sendo, no total, 72 a decidirem sobre os destinos da cidade, que, aliás, segundo nos informa o seu lúcido Autor, copia outra cidade existente em Plano mais alto.

Querer dizer que em “Nosso Lar” impera o regime comunista, é desconhecer totalmente o regime socialista-cristão que, desde os pródromos do Cristianismo, fora implantado na “Casa do Caminho”, ou na “Casa dos Apóstolos”, em Jerusalém, conforme se pode ler em “Atos dos Apóstolos”.

Portanto, neste rápido registro, fica o nosso convite para que a Obra Luiziana seja conhecida por inteira, de vez que em uma outra de tão magna importância quanto “Nosso Lar”, o livro “E a Vida Continua...”, recebemos a informação de que existem na cidade templos religiosos consagrados às mais diversificadas religiões cristãs, quando Evelina Serpa solicita audiência com um sacerdote católico.

Em “Nosso Lar” os templos religiosos não são fechados, não são incendiados e os religiosos não são expulsos da cidade, porque, felizmente, nela a liberdade de pensamento continua por inalienável bem do espírito imortal.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 11 de Setembro de 2022.

 

Nota: Tomamos a liberdade de indicar para os interessados a obra “Estudando ‘Nosso Lar’”, editada pela LEEPP, de Uberaba – MG.