domingo, 27 de novembro de 2022

Jesus Cristo – Vítima do “Sistema”

 

Quando Jesus foi (veio) à Terra, o Império Romano dominava boa parte do mundo conhecido, com planos para sempre maior expansão de seus domínios.

Na Judeia, onde Cristo nasceria, César possuía, entre os próprios judeus, os que lhe submetiam à vontade e, de certa maneira, se compraziam com a escravidão.

Herodes e Pilatos, com alguns dos doutores da lei, enquanto se locupletavam em seus palácios, faziam vistas grossas para as necessidades do povo, que passava fome.

Spartacus, o gladiador trácio, antes de Cristo, fora crucificado, com milhares de seus companheiros, na luta empreendida contra o “Sistema”.

O “Sistema”, a bem dizer, qual o que acontece hoje, reclamava a propriedade do mundo e de seus habitantes, que, incondicionalmente, deveriam servi-lo.

Não tinham qualquer direito à expressão do pensamento, e mesmo à liberdade de crença.

Desde o Egito, séculos antes, os israelitas haviam sido perseguidos e, durante quatrocentos anos, mantidos sob cruel cativeiro, até que surge a figura de Moisés e os lidera à Terra da Promissão.

João, o Evangelista, escreve, a respeito de Jesus, nos primeiros versículos de seu Evangelho: “Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.”

Ainda no ventre de sua Mãe, Jesus começa a ser perseguido por alguns representantes do “Sistema”, cuja vontade era encarnada por Herodes, o Grande.

Sem a Divina Intervenção, por certo, Ele teria sido morto quando recém-nascido, pois que o “Sistema” Lhe pressentia o poder espiritual e a condição de liderança – a “conversa” era a de que um rei, emanado do povo, haveria de destronar a Herodes...

O “Sistema”, então, começou a se sentir ameaçado.

Os subservientes doutores da lei deram início, talvez, à mais famosa caçada de todos os tempos – durante três anos, como ensinava Chico Xavier, Jesus pregou o Evangelho em fuga...

Suborno e corrupção...

Infelizmente, um dos Doze, Judas Iscariotes, vendeu-se por trinta moedas! – qualquer semelhança com os dias atuais é mera coincidência.

 João Batista, o Precursor, que ousara pregar publicamente contra o “Sistema” fora degolado...

Traído e preso, com os seus direitos cassados, Jesus, em dia nefasto, é levado a julgamento público, com o povo tendo que escolher entre Ele e Barrabás, conhecido malfeitor.

O próprio Pôncio Pilatos hesita em ordenar a sua execução, Nele não encontrando qualquer culpa, embora as muitas acusações que sobre Ele pesavam.

Todavia, sobretudo, era preciso ser leal ao “Sistema”, ao Império Romano, que, naquele exato momento, começava a cair.

O povo havia recebido grande benefícios do Cristo – que lhes curara as feridas, lhes matara a fome, lhes dera esperança em dias melhores...

Mas, os “infiltrados” são de todos os tempos...

Anás e Caifás haviam subornado alguns em meio à populaça, que, de inesperado, começa a clamar pela libertação de Barrabás, e, consequentemente, pela morte do Cristo.

Durante trezentos anos, os “homens do Caminho” morreriam nas arenas romanas, sucumbindo à crueldade do “Sistema” que, não satisfeito com a morte de Jesus, pretendia varrer as suas Ideias da face da Terra...

O resto, todos sabem como aconteceu...

Não obstante, o “Sistema” até hoje vige na Terra, tendo, inclusive, em muitos de suas autoridades eclesiásticas, dominado a Igreja Católica, que jaz condenada por si mesma.

Infiltrado em todos os segmentos humanos, sempre buscando posição de comando, o “Sistema” ainda não desistiu de escravizar a Humanidade.

Os seus dias, porém, estão contados, pois acontece que a Lei Divina não se submete aos rasteiros caprichos dos homens.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 27 de Novembro de 2022.

 

 

 

 

domingo, 20 de novembro de 2022

Os ESPÍRITOS

e a Política

 

Existe um STF “doutrinário” que deseja fazer com que a voz dos supostamente mortos silencie em torno de certos assuntos que, segundo dizem, são mais pertinentes aos vivos da Terra.

Tamanha ignorância.

Já tentou-se, inclusive, e tenta-se até hoje, fazer um Espiritismo sem espíritos, reeditando o que fez a Igreja Católica quando desencadeou perseguição contra os médiuns, mandando-os para as fogueiras da Inquisição.

Aliás, tenta-se até o absurdo de alijar Jesus Cristo do Espiritismo, o que faria com que, segundo Chico Xavier, o Espiritismo virasse uma comédia...

No “Antigo Testamento”, vemos que, a cada passo, os profetas se pronunciavam à respeito da direção que o povo judeu deveria tomar – a Torá nasceu da união entre vivos e mortos, com Moisés se reunindo com setenta anciãos na Taba do Deserto.

Moisés era profeta e legislador.

Davi era rei e, ao mesmo tempo, profeta.

Antes dele, Saul procura uma pitonisa, em En-Dor, para tentar dialogar com o espírito de Samuel – Saul que já havia desterrado todos os adivinhos e encantadores.

Antes deles, Zoroastro, ou Zaratustra, o rei persa, acumulava, junto ao povo, a função de profeta e líder político, influenciando, posteriormente, as ditas religiões abraâmicas e, inclusive, o budismo.

Ora, como dissemos no texto anteriormente publicado, nós, os desencarnados, candidatos, em maioria, a novo corpo na Terra, desejamos, ao fazê-lo, encontrar um mundo que nos facilite o trabalho da evolução, e não o dificulte – não desejamos renascer, por exemplo, como renascem, os espíritos que, em determinados países, são “obrigados” a aceitarem determinadas doutrinas religiosas desde quando crianças, tendo a sua liberdade de pensar e de ser completamente cassada.

Lamentamos, neste sentido, o silêncio covarde que determinados órgãos denominados de unificadores vêm adotando no grave momento que o Brasil atravessa, sendo ameaçado pela implantação do Comunismo, que fará como uma de suas primeiras providências que as religiões se extingam. Os exemplos aí estão, com os cristãos sendo perseguidos na China, e em outros países, alguns fazendo fronteira com o Brasil.

Perdoem-me, mas, sinceramente, eu não tolero a hipocrisia de muitos que se dizem espíritas e sobem em cima do muro, tentando agradar a Deus e ao diabo.

Os considerados “espíritas de esquerda” são mais transparentes do que os espíritas que não possuem lado algum, porque esses sem lado são omissos e covardes, deixando que a coletividade brasileira lute sozinha contra um sistema cruel que pretende reduzi-los a números, e que, talvez, seja, de fato, o que merecem ser.

De minha parte, continuarei emitindo, sim, a minha opinião, porque não devo satisfações se não à minha consciência, e ela me diz que preciso lutar por um Mundo Melhor, para os que nela já encontram, e que, amanhã, serão os meus avós, meus pais e meus irmãos.

Eu não pretendo reencarnar sob o domínio do fanatismo, na condição de escravo de quem ocupa o poder, sem a liberdade de ir e vir, que não possibilitará até mesmo que o Espiritismo continue a sobreviver como doutrina.

Querem um conselho: vão rezar a Deus, transferindo para Ele o esforço que deve caber aos homens de boa vontade em solucionar, na Terra, os problemas que eles mesmos criam, sabendo, no entanto, que tais problemas não serão resolvidos com joelhos ao chão, e, sim, com mãos em ação.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 20 de Novembro de 2022.

 

 

 

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Aos Confrades

E Confreiras

 

932. Por que, neste mundo, os maus exercem geralmente maior influência sobre os bons?

- Pela fraqueza dos bons; os maus são intrigantes e audaciosos; os bons são tímidos. Estes, quando quiserem, assumirão a preponderância.

(De “O Livro dos Espíritos”)

 

Apenas transcreveremos, abaixo, texto extraído do livro “Nosso Lar”, de André Luiz, capítulo 9: “Problema de Alimentação”.

Depois, em seguida, formularemos duas ou três perguntinhas que esperamos sejam respondidas pelos nossos confrades e confreiras, porém, de modo explícito e sem os subterfúgios de sempre. (Qualquer semelhança com o que se está vivenciado no Brasil de hoje é mera coincidência.)

 

“(...)Dado o alarme, o Governador não se perturbou. Terríveis ameaças pairavam sobre todos. Ele, porém, solicitou audiência ao Ministério da União Divina e, depois de ouvir o nosso mais alto Conselho, mandou fechar provisoriamente o Ministério da Comunicação, determinou funcionassem os calabouços da Regeneração, para isolamento dos recalcitrantes, advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências suportou mais de trinta anos consecutivos, proibiu temporariamente os auxílios às regiões inferiores, e, pela primeira vez na sua administração, mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade para emissão de dardos magnéticos a serviço da defesa comum.”

 

Perguntas:

 

1 – A qual ou quais Ministérios o “Ministério da Comunicação”, que, provisoriamente, o Governador mandou fechar, poderia ser comparado na atualidade?!...

 

2 – Os calabouços, em “Nosso Lar”, teriam sido reabertos apenas para visitação pública?!...

 

3 – Que “baterias elétricas” o Governador de “Nosso Lar”, que já estivera com o Cristo na Esferas Mais Altas, mandou acionar, ou ligar, nas muralhas da cidade?!...

 

Outras questões, evidentemente, estudando-se todo o capítulo, poderiam ser formuladas, inclusive o trecho a que se refere ao tráfico de “alimentos”, mas, por agora, para não comprometê-los muito, ficamos apenas com estas.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de Novembro de 2020.

(Véspera da “Proclamação da República”, que deu-se em 15 de Novembro de 1889.)

 

Nota: Perdoem-me a intromissão, antidoutrinária, de relés defunto, mas a memória dos que se consideram não-defuntos está muito curta, ou excessivamente tímida.