domingo, 21 de julho de 2024

 

Do Livro “Dr. Inácio em Gotas” e Outros

 

Mérito do Trabalho

Em qualquer circunstância, o mérito do trabalho pertence ao trabalhador. Numa Casa Espírita ninguém se encontra trabalhando para fulano ou beltrano.

 

Posição Política

Em Política, e melhor ideologia é aquela que Jesus nos preconiza: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

 

Em Cima da Muro

Em um campeonato de que ganha por ficar mais em cima de muro, não tenho dúvida de que o campeão será algum espírita.

 

Egoísmo

O seu grau de egoísmo pode ser medido pelo seu grau de desprendimento, não na doação das coisas velhas que você destinaria ao lixo, mas das coisas que, não lhe tendo mais utilidade alguma você considera que ainda poderiam lhe ser úteis.

 

Maldade

Quem mais faz maldade aos outros não é que mais age no mal de alguém, mas, sim, quase todos os dias, torce para que apareça alguém que faça ao seu próximo a maldade que ele mesmo gostaria de fazer.

 

Falsa Bondade

Realmente, “O Livro dos Espíritos” tem razão quando diz que o mal prevalece no mundo porque os considerados bons são tímidos, e os maus são ousados, no entanto, eu diria que os que se consideram bons são mais covardes que tímidos.

 

Em Nome da Caridade

Em nome de uma falsa caridade, temendo consequências, tem muita gente que se acovarda e não denuncia um crime. Corajoso é quem, mesmo sabendo que vai para a fogueira, não tem medo de dizer a Verdade.

 

Não é Espírita

Só porque frequenta regularmente um Centro Espírita, faça palestras e seja médium, e até dirigente espírita, você não pode se dizer espírita.

 

Auto Obsessão

Atribui-se aos espíritos obsessores, o que, na maioria das vezes, não passa de auto obsessão.

 

Loucura

O problema não é o de saber se você é louco, mas, sim, o de definir o seu grau de loucura, porque a imperfeição espiritual é uma patologia de ordem mental que acomete os espíritos.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de julho de 2024.

 

 

domingo, 14 de julho de 2024

 

Chico Xavier - 

A Reencarnação de Allan Kardec

Significado e Importância

 

Alguns confrades dizem carecer de significado e importância doutrinária que Chico Xavier tenha sido a reencarnação de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo.

Respeitamos suas opiniões, não obstante, pensamos de maneira diferente, principalmente porque não nos cabe colocar em xeque a palavra do Espírito de Verdade, que anunciou a ele mesmo, a sua próxima encarnação, que, segundo cálculos efetuados por Kardec, ocorreria no final daquele século XIX, ou no começo do século XX.

Alguns, inclusive, dizem que os registros citados foram publicados em “Obra Póstumas”, que saiu à lume após a desencarnação do Codificador, e, portanto, não teriam recebido o seu aval, o que, convenhamos, a se raciocinar assim, invalidaria todo o excelente material de que o referido livro se constitui e. no mínimo, teria merecido um desmentido de sua esposa, D. Amèlie Boudet, que ainda estava encarnada. (*)

Enfim, são diversas as questões levantadas por alguns confrades que não admitem que Allan Kardec possa ter voltado à Terra na personalidade de Chico Xavier.

Não obstante, há algo que fala mais alto por si mesmo, corroborando a tese que, igualmente, defendemos, de que Chico Xavier, foi, sim, a reencarnação do Codificador.

A Obra Mediúnica de Chico Xavier é a única que desdobra e atualiza o Pentateuco Kardeciano, dando sequência à Revelação que se iniciou com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1857.

Ao longo do tempo, desde o desenlace de Kardec, surgiram muitos que foram apontados como sendo ele mesmo de volta ao corpo, mas que, através de suas obras, não deram provas da autenticidade das suposições aventadas – sendo que, tais provas, não vieram em nenhum sentido, seja do ponto de vista filosófico-doutrinário quanto da vida pessoal.

Chico, ao contrário, tendo reencarnado no começo do século XX, no dia 2 de abril de 1910, durante 75 anos exerceu de maneira exemplar o seu Mandato Mediúnico, e, em nossa opinião, teve a sua Obra referendada, não pelos Espíritos que por ele se manifestavam, mas pela sua vida apostolar.

A tarefa de Kardec, convenhamos, necessitou se limitar ao campo intelectual, porque, com o pouco tempo que teve para tanto – 15 anos! –, não lhe possibilitou imortalizar-se em França como um dos expoentes de sua história, tendo, assim, a sua memória reconhecida pelo povo francês, que hoje, praticamente, o ignora.

Chico, tendo começado muito cedo o seu labor no campo da Doutrina, tendo desencarnado em 2002, portanto, há 22 anos, vem sendo cada vez mais lembrado pelo povo brasileiro, e, talvez, mais pelos não-espíritas que propriamente por alguns adeptos que vêm desrespeitando o seu trabalho, minimizando-o, inclusive, através de ofensas pessoais ao médium. Aliás, ofensas pessoais não têm faltado, da parte de alguns, até ao próprio Kardec, com os que, insanamente, tentam reescrever as suas Obras, acusando-as de racistas.

Enfim, o imbróglio portas a dentro do Movimento Espírita é grande, devido, sem dúvida, ao personalismo de alguns de seus adeptos que se creem detentores de algum poder, ou, então, de serem eles próprios, a reencarnação de espíritos de considerável elevação.

A verdade é que, no fundo, o que se pretende, combatendo em Chico Xavier a reencarnação de Allan Kardec, é “tirar Jesus do Espiritismo”, negando, sub-repticiamente, por inspiração das trevas, ser o Espiritismo o Consolador Prometido...

O embate doutrinário travado não é, especificamente, contra Chico Xavier, mas, sim, contra o Cristo, que, principalmente, a Obra Mediúnica dos Espíritos por Chico revive, e de Quem ele deu testemunho pessoal a existência inteira.

Convém pensarmos mais maduramente sobre o tema que enfatizamos nestas linhas, porque, sem a Obra Mediúnica de Chico Xavier, o Espiritismo, que é uma doutrina dinâmica, permaneceria estática no século XIX, em absolutamente nada tendo conseguido avançar desde então.

(*) Embora "Obras Póstumas" tenha sido publicado em 1890, e Amèlie desencarnado em 1883, muito material, que consta do referido livro, já havia sido divulgado antes nas páginas da "Revista Espírita", qua ela auxiliava Kardec a revisar.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de julho de 2024.

 

 

domingo, 7 de julho de 2024

 

A Varonilidade de Chico Xavier

 

Há quem diga, com escusas intenções, que Chico Xavier, não pode ser a reencarnação de Allan Kardec porque Chico era uma alma feminina, ao passo que o Codificador pertencia ao gênero masculino.

Sinceramente, não sei como se atrevem a analisar a psicologia de outrem, conhecendo-a com tal profundidade, quando ainda não conhecemos sequer a nós mesmos...

Alegam, alguns, que Chico era extremamente resignado, afetuoso, maternal, e que Kardec, que casou-se com Dona Amèlie, que já estava com quase quarenta anos, era um espírito viril, ativo, forte...

Provavelmente, tais irmãos de crença, com a ideia obsedante de que Chico não pode ter sido a reencarnação de Kardec, desconhecem, a fundo, as lutas que o inesquecível médium enfrentou desde os 5 de idade, quando ficou órfão.

Para começar, Chico trabalhou na Doutrina por um tempo cinco vezes a mais que Kardec, que, quando se interessou pelos fenômenos já estava com quase 50 de idade.

Sozinho, sem cultura quase, Chico, em Pedro Leopoldo, teve que enfrentar, inclusive, a oposição da família, e excomunhão da Igreja, que se deu publicamente, durante a realização de um ofício religioso.

Após a publicação de “Parnaso de Além-Túmulo”, em 1932, virou alvo da imprensa leiga que o acusava de mistificador, chegando a pedir a sua prisão às autoridades competentes.

Durante o dia, trabalhava na “Fazenda Modelo” para ajudar a sustentar a numerosa prole de seu pai, que se consorciara duas vezes, e, à noite, entregava-se à tarefa da mediunidade até à madrugada do dia seguinte, com pouco tempo disponível para o descanso.

Kardec, em “Obras Póstumas”, escreveu que teve a saúde abalada pelas traições recebidas na “Sociedade Espírita de Paris”, com os Espíritos dizendo a ele que, não fosse por tais abalos sofridos e a saúde já periclitante, ele poderia ter se demorado no corpo por mais tempo.

Em 1944, Chico enfrenta, sem se deter na tarefa por um minuto sequer, o rumoroso processo movido pela família do escritor Humberto de Campos, assunto que ocupou as páginas dos periódicos da época por longo período.

Em 1958, suporta as acusações de um sobrinho alcoólatra, que, igualmente, o acusa de mistificação, com o assunto, novamente, virando manchetes dos jornais de maior circulação.

Os ataques a Chico provinham de todos os lados, e ele, sustentado pelo Mundo Espiritual, sempre firme e inabalável, aguentando o que muitos “machões” não aguentariam, como, aliás, não têm aguentando se declarando ex-espíritas.

Vivendo em situação de grande carência material, Chico nunca auferiu qualquer recurso da venda de seus livros, à semelhança de Kardec que, a certa altura, teve que se valer dos recursos pecuniários da esposa, com a qual não teve filhos, de vez que os livros da Codificação deveriam ser os seus rebentos.

Para que Chico não seja a reencarnação de Kardec, já lemos de um médico que se dizia espírita, e que já se transferiu para o Outro lado, que, enquanto Kardec era um europeu da gema, pele e olhos claro, Chico era analfabeto, caboclo e cego de um olho!...

O preconceito dessa gente que vive querendo saber da sexualidade alheia é tão grande que eles nos dão a impressão de não saber, em sua atual encarnação, a que gênero pertencem, para além, claro, dos órgãos genitais que trazem entre as pernas.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 7 de Julho de 2024 (*)

(*) Véspera da missionária tarefa mediúnica que Chico iniciou a 8 de Julho de 1927.