domingo, 21 de setembro de 2025

 

O Brasil de Amanhã
 
 
 
O Brasil de amanhã será, sim, o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho.
 
A escuridão precede o romper de novo dia.
 
As tormentas de agora haverão de passar.
 
São transitórias.
 
Ninguém deterá a força da nova geração.
 
Espíritos comprometidos com o Cristo estão, muitos, ainda na adolescência, mas outros já estão quase prontos.
 
Nada haverá de detê-los.
 
O Brasil não será loteado.
 
A determinação é do Cristo.
 
Provável, no entanto, que qual a imagem do Senhor no Corcovado, o Brasil tenha que abrir os braços para receber os inúmeros refugiados.
 
As chamas que hoje se acendem em quase todos os países da Europa ainda são fogueiras tímidas, perto do fogaréu...
 
Os insanos não abdicarão do poder, ceifados que serão pela morte, sem que apertem “botões” – imaginam que reinarão para sempre...
 
É de sua insanidade – olhos esgazeados, postura de semideuses, palavras destilando fel, sorrisos sarcásticos, carnes fétidas...
 
Não consideram tumores malignos, leucemias e AVCs a caminho, e demências...
 
No tabuleiro, as peças mudarão de lugar – as que estão dentro e as que estão fora...
 
Não há de demorar.
 
Daqui em diante, tudo haverá de se alterar.
 
Não sem certa resistência, é verdade.
 
O povo brasileiro – nós! – carece de aprender a reivindicar o que seja correto para toda a coletividade.
 
Nada de pessimismo.
 
“Ajuda-te e o Céu te ajudará.”
 
O Brasil de amanhã – não daqui a dez ou vinte anos –, será grande e livre.
 
A Lei fará o seu trabalho.
 
Forças imponderáveis já se desencadearam.
 
Sem retrocesso.
 
Mas, convém ao lavrador erguer a enxada e cavar a terra, a fim de que a semente floresça e a colheita seja farta.
 
O Brasil de amanhã será um exemplo de autossuperação – Brasil de paz e solidariedade.
 
Suporta, pois, Brasil o cinzel que te fere, mas que, de ti, fará nascer uma obra-prima.
 
O teu organismo social está na fase de criar anticorpos para que, com 500 anos, deixes de ser a frágil criança que ainda és perante o mundo que te ironiza e não te respeita.
 
 
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 21 de setembro de 2025.

domingo, 14 de setembro de 2025

 Reeencarnação – Transplante Completo

 
 
 
Dias atrás, a mídia noticiou que três ditadores, ao se encontrarem, conversaram, informalmente, sobre a imortalidade, comentando que, com os avanços da Ciência, o homem lograria viver, no corpo, 150 e mais anos...
 
Não cogitavam como, certamente, não cogitam da imortalidade do espírito, mas de sua “imortalidade” biológica, tão imensa é o seu desejo de continuarem no poder, oprimindo a “plebe”, qual, aliás, é do feitio de todos os ditadores.
 
Chegaram a falar ao “indiscreto” microfone que lhes captou que, na atualidade, quase todos os órgãos já podem, ou poderão, ser transplantados – com certeza, mandando executar um de seus subalternos mais dotados de vigor.
 
Coitados, não passarão de múmias fora dos sarcófagos...
 
São eles dos principais articuladores da Nova Ordem Mundial, que, inconscientemente, temem o Julgamento Divino e... pretendem ficar por aqui mesmo.
 
Eles estavam como que se consolando uns aos outros, ignorando que, provavelmente, células rebeldes já estarão preparando a sua própria libertação do cativeiro do corpo, promovendo um “motim” silencioso...
 
Entrando na conversa dos três, eu que ainda só não fui chamado de ditador ou tirano, dir-lhes-ia que estão muito atrasados, porque, através da reencarnação, eles poderão ganhar um corpo novinho em folha, sem garantia, porém, de que continuem a serem os machões poderosos que se supõem ser – talvez, o corpo para o qual haverão de ser transplantados seja o de... não sei, não, e nem quero saber. Mas, que vai ser interessante, e muito engraçado, vai.
 
Convém, pois, que eles se preparem para, quem sabe, serem atração no “Bataclan”.
 
 
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 14 de setembro de 2025.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Por motivo de viagem doutrinária do médium, estaremos de volta com o BLOG dentro de duas semanas.

Gratidão.

domingo, 24 de agosto de 2025

 

 

Desencarnação e Frustração

 

(Síntese de um Diálogo)

 

 

 

- Dr. Inácio, estou decepcionado comigo mesmo... Fui espírita...

 

- Foi espírita?!...

 

- Fui, sou ou serei... Não sei...

 

- Humm...

 

- Eu não acreditava muito... Deixei o tempo passar quase em vão...

 

- Desperdício de tempo na encarnação é queixa comum aos que, pelo menos, têm consciência de que não estão mais na Terra de baixo...

 

- Nunca presenciei um fenômeno mediúnico que poderia classificar como autêntico...

 

- Eles são raros...

 

- Nunca vi um espírito, nunca ouvi...

 

- Não se olhava no espelho, não escutava a sua voz interior?!... Espírita não precisa ver espírito para ser espírita – basta ver a Doutrina com a sua lógica irrefutável...

 

- Sim, mas eu...

 

- Balançava na fé?!...

 

- Como espírita, eu tinha tudo para que a minha encarnação fosse mais proveitosa...

 

- Concordo e digo: eu também...

 

- Mas... Até onde sei, o senhor fez...

 

- Pouco, muito pouco, quase nada, zero...

 

- Se o senhor pensa assim, então eu...

 

- A Doutrina sempre nos dá mais do que damos a ela...

 

- Doutor, vivi no corpo quase 80 de idade... Praticamente, nasci em berço espírita... A minha avó era médium, uma tia, uma cunhada...

 

- O que posso fazer por você?!...

 

- Eu queria que o senhor me consolasse... Estou muito triste comigo... E agora?!...

 

- Reencarnação, meu amigo...

 

- Temo falhar de novo...

 

- É possível... Se não tomarmos cuidado, se não levarmos o Cristo conosco para a carne... Conheço um montão de gente...

 

- Como?!...

 

- Que está lá embaixo sendo como você diz que foi...

 

- Doutor, não deixa, não... Sei que o senhor escreve para a Terra...

 

- Conhece a Parábola de Lázaro e o rico avarento, anotada por Lucas, o Evangelista?!...

 

- Sim, sim, mais ou menos...

 

- Pois é... Eu não sou Abraão e eles têm um monte gente lá embaixo...

 

- Reencarnação, e essa questão do esquecimento do passado...

 

- O problema, meu caro, não é propriamente de esquecimento do passado, mas, sim, de esquecimento do dever...

 

- É... Entendo o que o senhor, sem dizer, está querendo dizer...

 

- Muitos querem ter a certeza de que ser bom vale a pena, caso contrário...

 

- (Silêncio)...

 

- Infelizmente, tem muito espírita que continua sendo médium sem crer em nada...

 

- (Lágrimas)...

 

- Continua, por que, sem Jesus, como perguntou Simão Pedro, para onde iremos?! – para onde e para quem?!...

 

- (Soluços)...

 

- Tenha calma...

 

- Doutor, mesmo deste Outro Lado, continuo perdendo tempo... O que fazer?!...  

 

- Uma vassoura faz milagres... A minha eu não posso lhe dar, mas posso lhe conseguir uma...

 

- Vassoura?!...

 

- Sim, convém que sempre reencarnemos, ou desencarnemos, com uma vassoura nas mãos... Em vez de flores, vassoura no caixão... Assim, a possível frustração que experimentarmos será sempre menor...  

 

- (Reflexão)...

 

- Com uma boa piaçava nas mãos, você não se perderá... Conheço muita gente lá embaixo perdida na tribuna, perdida na mediunidade, perdida em tanta vaidade e personalismo, mas não conheço ninguém que, de vassoura nas mãos, esteja perdido!...

 

(O interpelador olhou para as próprias mãos, lisas como papel de seda, sem um calo sequer que o salvasse e... retirou-se.)

 

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de agosto de 2025.

 

 

 

domingo, 17 de agosto de 2025

 

Continua Trabalhando!

 

 

 

Minha irmã, você me escreve dizendo-se desanimada ante tantos problemas que a Humanidade está faceando na atualidade, com o materialismo ameaçando as melhores conquistas da civilização – diz-se, inclusive, entristecida com os conflitos que observa entre os próprios adeptos da Doutrina, com a vaidade e o personalismo fragilizando o nosso Movimento, já tão fragilizado depois da desencarnação de Chico Xavier, ocorrida em 2002.

 

Solicita-me uma palavra, não de orientação (que me reconheço incapaz de orientar quem seja), mas de irmão que, igualmente, quando no corpo, deve ter vivenciado muitas lutas e nunca ter se entregado ao desalento.

 

Sim, é verdade, minha irmã... Quando mais encarnado que hoje eu me encontro, as lutas não eram assim tão menores – veja que, quando estive por aí, a Terra enfrentou duas Grandes Guerras, a de 1914 a 1918 e a de 1939 a 1945, como também a pandemia da “gripe espanhola”, que começou em 1918, logo ao término da Primeira Guerra... No Brasil e no mundo, o clima político sempre foi instável – se, em relação à situação de agora, havia diferença, é que a gente não ficava sabendo de muita coisa que, atualmente, com a velocidade de um relâmpago, é colocado à mostra na Internet, como as vísceras de um cadáver em uma sala de anatomia.

 

Quanto ao Espiritismo, minha cara, as lutas se desdobravam em dois campos: sofríamos a perseguição dos adeptos de outras religiões e, intramuros, não satisfeitos com a oposição externa, nos desentendíamos quase como nos desentendemos agora. Surgiu até o denominado “Pacto Áureo”, em 5 de outubro de 1949, com o intuito de pacificar os exaltados ânimos espíritas, na incessante peleja pelo poder doutrinário (científicos versus místicos), “Pacto” que, em essência, poucos colocaram e colocam em prática em face das ingerências do Movimento Unificacionista, que tem à frente, através de seus órgãos, um punhado de padres e freiras reencarnados, e, quiçá, bispos, arcebispos, cardeais e madres ou abadessas, quase todos, como dizia João, o Batista, fugindo da “ira vindoura”...

 

Você, ainda na carta que me escreveu, afirma que, em sua opinião, estão tentando fazer agora com o Espiritismo o mesmo que foi feito com o Cristianismo – opinião da qual partilho completamente.

 

Bem, a orientação que eu posso lhe transmitir é a que sempre elegi para mim mesmo sob a inspiração da Abençoada Doutrina que nos acolhe e dos exemplos vivos que Chico Xavier nos transmitia em sua própria vivência: Continuar trabalhando, deixando que o trabalho, em sua silenciosa eloquência, diga por você tudo o que, se pudesse, estimaria dizer do alto de uma pirâmide qualquer, que pudesse ser mais alta que o Evereste...

 

Eu não sei se você sabe, mas, aproveitando, digo-lhe que Chico, depois que se aposentou de seu serviço na “Fazenda Modelo”, passava a maior parte do dia, em suas vinte e quatro horas, trabalhando em silêncio, e praticamente sozinho, dentro de casa – psicografava, escrevia cartas, endereçava impressos espíritas pelos Correios, tratava de seus bichanos, ou de seus cães de estimação, enfim, não parava de se ocupar com algo útil – claro, saía para ir ao Grupo Espírita da Prece, comparecia a lançamentos de livros, atendia a periódicos convites para, em nome da Doutrina, receber títulos de “cidadania”, e quando, de táxi, descia ao centro de Uberaba, era para um rápido cafezinho, adquirir jornais em uma banca e passar pela Livraria Católica onde tinha amizade com as irmãs que a dirigiam e que sempre se alegravam com a sua presença...

 

Então, minha irmã, não se deixe deprimir pela situação geral do mundo que, neste 2025, está cumprindo o primeiro quartel do primeiro século do Terceiro Milênio – este século promete, e promete coisas boas, porque, nos 75 anos que faltam para que ele se complete, não mais estará sobre a Terra nenhum tirano como também nenhum líder religioso personalista – os espíritas atuais, inclusive você – desculpe-me –, já terão batido as botas... Não é maravilhoso?!... O tempo, que não cessa de transpirar e nem pensa em aposentadoria, continuará fazendo o seu trabalho, silenciosamente!...

 

Imitemo-lo, perseverando, em silêncio, no cumprimento do dever, sem consentir que nada e ninguém nos derrubem o ânimo de seguir sob as bênçãos misericordiosas do Cristo.

 

Abraços cordiais.

 

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 17 de agosto de 2025.