segunda-feira, 19 de junho de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XIII

Ainda no capítulo 24, do livro “Nosso Lar”, André Luiz registra o apelo do locutor de “Moradia”, ante a iminência da guerra que estava prestes a estourar (a Segunda Grande Guerra Mundial):
“Emissora do Posto Dois, de Moradia. Continuamos a irradiar o apelo da colônia em benefício da paz na Terra. Companheiros e irmãos, invoquemos o amparo das poderosas Fraternidades da Luz, que presidem aos destinos da América! Cooperai conosco na salvação de milenários patrimônios da evolução terrestre. (...)
Vejamos que os espíritos, vinculados à evolução da Humanidade, contavam com a participação decisiva da América do Norte, no sentido de que a guerra fosse evitada – infelizmente, tal não aconteceu, porque a Alemanha, no dia 1 de setembro de 1939, invadiu a Polônia. Mesmo assim, com as bombas atômicas que foram lançadas, respectivamente, sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, a 6 e 9 de agosto de 1945, – a guerra que não cessara no Pacífico –, os EEUU, provocando a rendição do Japão, interferiram para que a Grande Guerra cessasse. No entanto, segundo dados estatísticos, cerca de 47 milhões de pessoas foram mortas no confronto, que arrasou diversas cidades: Londres, Varsóvia, Roterdã, Tókio, Osaka, Hambugo, Dresden, Berlin.
Com a guerra, segundo a palavra preocupada do locutor de “Moradia”, e qual não se é difícil inferir, vastos patrimônios culturais da Humanidade foram destruídos. Fato semelhante ao que foi praticado, no século XVIII, quando aconteceu a destruição da Biblioteca de Alexandria, considerado o maior patrimônio perdido da História, por ordem do governador provincial do Egito, Amir Ibne Alas.
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No final do capítulo 24, podem-se ler as palavras de Lísias, no diálogo mantido com André Luiz:
“... o Ministério da União Divina esclareceu que a humanidade carnal, como personalidade coletiva, está nas condições do homem insaciável que devorou excesso de substâncias no banquete comum. A crise orgânica é inevitável. Nutriram-se várias nações de orgulho criminoso, vaidade e egoísmo feroz. Experimentam, agora, a necessidade de expelir os venenos letais.”
Não estaria a Humanidade atual, quase oitenta anos depois, vivenciando a mesma situação, de vez que, infelizmente, a lição “estomacal” não tendo sendo aprendida, continuou ela a se alimentar do que, agora, parece ter necessidade de voltar a expelir?!
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No capítulo seguinte, o de número 25 de “Nosso Lar” – intitulado “Generoso Alvitre” –, André Luiz transcreve orientações transmitidas por D. Laura, que, então, o aconselha a agarrar a primeira oportunidade de trabalho que se lhe oferecesse:
“Ao invés de albergar a curiosidade, medite no trabalho e atire-se a ele na primeira ocasião que se ofereça. (...) não olvide que o espírito de investigação deve manifestar-se após o espírito de serviço. Pesquisar atividades alheias, sem testemunhos no bem, pode ser criminoso atrevimento.”
Têm-se a impressão de que a sábia advertência da genitora de Lísias aplica-se, claramente, a atitude de muitos, inclusive de muitos companheiros de Ideal, que vivem de pesquisar as atividades alheias... Incapazes de produzirem por si mesmos criticam os que estão produzindo. Nada escrevem eles de substancioso, sequer uma brochura, e, no entanto, querem atear fogo à “Biblioteca de Alexandria”, acreditando estarem prestando um grande serviço à Doutrina.
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Prosseguindo a incentivar André Luiz ao trabalho, a ele que fora sobre a Terra o célebre cientista brasileiro Dr. Carlos Chagas – Carlos Justiniano Ribeiro Chagas –, Dona Laura pontifica:
“A ciência de recomeçar é das mais nobres que nosso espírito pode aprender.”
O diálogo entre ambos, porém, necessitou ser interrompido, porque alguém batera à porta da residência. Tratava-se de Rafael, o amigo que fora buscar André Luiz – ele, simplesmente, bateu à porta, e não a atravessou como se fosse uma fumacinha que se esgueira pelo buraco da fechadura...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de junho de 2017.



segunda-feira, 12 de junho de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XII

O livro “Nosso Lar”, de André Luiz, foi escrito em 1943, em pleno clima da Segunda Grande Guerra Mundial (1939-1945), porém os relatos do autor espiritual são datados de agosto de 1939. Na pacata cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, enquanto, principalmente, a Europa se conflitava, com a França, o berço do Espiritismo, sendo bombardeado, Chico Xavier, então com 33 de idade, trabalhava anonimamente, dando sequência ao plano da Espiritualidade Superior de desdobrar a Codificação Kardeciana.
*
No capítulo 24 de “Nosso Lar” – “O Impressionante Apelo” –, André Luiz noticia a preocupação dos habitantes da cidade, mormente de suas autoridades, com as consequências drásticas da guerra. Atentemos para o trecho: “Ligado o receptor, suave melodia derramou-se no ambiente, embalando-nos em harmoniosa sonoridade, vendo-se no espelho de televisão a figura do locutor, no gabinete de trabalho.”
Aparelho de TV, serviço de jornalismo, emissora, transmissão ao vivo, palavra de um locutor, ou apresentador... Inventada, praticamente, em 1927, somente em 1939, em Nova York, houve a primeira transmissão ao vivo – a Televisão na Terra, por assim dizer, ainda não passava de um experimento. A Televisão, no Brasil, só chegou em 1950, graças a Assis Chateaubriand! E André Luiz, em 1943, já falando de transmissões televisas no Mundo Espiritual...
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“Emissora do Posto Dois, de Moradia” – eis o nome da Emissora de TV, e o nome de outra cidade existente no Mundo Espiritual, certamente, nas vizinhanças de “Nosso Lar, embora, segundo Lísias, “velha colônia de serviços muito ligada às zonas inferiores.”
O apelo do locutor, feito numa “entonação de verdadeiro S.O.S”, era vazado no “idioma português, claro e correto.” Não se tratava, portanto, de uma comunicação telepática, mas sim verbalizada, captada pelo sentido auditivo de quantos se encontravam em sintonia com a Emissora, que, à época, já possuía relativo alcance. Admirado do fenômeno, André comenta em sua obra: “Julgava que todas as colônias espirituais se intercomunicassem pelas vibrações do pensamento.” Lísias esclareceu: “Estamos ainda muito longe das regiões ideais da mente pura. Tal como na Terra, os que se afinam perfeitamente entre si podem permutar pensamentos, sem as barreiras idiomáticas; mas, de modo geral, não podemos prescindir da forma, no lato sentido da expressão.”
Mais tarde, no livro “Evolução em Dois Mundos”, no capítulo II, da Segunda Parte, o mesmo André Luiz escreveria: “... não obstante reconhecermos que a imagem está na base de todo intercâmbio entre as criaturas encarnadas ou não, é forçoso observar que a linguagem articulada, no chamado espaço das nações, ainda possui fundamental importância nas regiões a que o homem comum será transferido imediatamente após desligar-se do corpo físico.” Então, não será por ter desencarnado, que você, meu caro internauta, logrará comunicar-se por via telepática com os demais habitantes do Mundo Espiritual – o que nos leva a concluir que aprender a falar noutro idioma continua sendo muito útil além da morte, principalmente se você desejar no “espaço das nações”, entrar em comunicação com habitantes de outros países. Não confie apenas na possibilidade do “conhecimento adormecido”, ou seja, que, por ter desencarnado, você começará a falar noutras línguas que jazam aprendidas em seu subconsciente.
*
Para quem imagina que os espíritos assistam, sem maior preocupação, o que, em termos de conflitos, acontece entre os homens, o locutor de “Moradia” elucida: “Há muito benfeitores devotados, lutando com sacrifícios em favor da concórdia internacional, nos gabinetes políticos. Alguns governos, no entanto, se encontram excessivamente centralizados, oferecendo escassas possibilidades (o destaque aqui é nosso) à colaboração de natureza espiritual.”
O único instrumento que possuímos para tentar, em todos os sentidos, influenciar os encarnados, é o do pensamento, através da inspiração! Não havendo sintonia e boa vontade em acolher as nossas sugestões positivas, infelizmente, de nossa parte, nada mais a ser feito a não ser lamentar.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 12 de junho de 2017.






segunda-feira, 5 de junho de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XI

Visto do Mundo Espiritual, como será o firmamento?! Você já se fez tal pergunta?! Os planetas e as estrelas materiais também possuem o seu duplo, ou seja, a sua contraparte etérica?! Haverá dia e noite no Mundo Espiritual?! Amanhecer, entardecer, crepúsculo e anoitecer?!
O que você, irmão, ou irmã, internauta nos responde?!...
No capítulo 23, de “Nosso Lar”, Lísias, ao chegar a casa e ainda encontrando André Luiz acordado, o convida:
- “Olá! Ainda não se recolheu? (...) Venha ao jardim, pois ainda não viu o luar destes sítios.”
Não será, portanto, lógico deduzir que se, do Outro Lado da Vida, existem noites enluaradas, devem, igualmente, existir, dias ensolarados?!
E o que você, ainda, teria a dizer a respeito do clima numa cidade espiritual, por exemplo, como “Nosso Lar”?! Sabemos que, sobre a Crosta, são quatro as estações do ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno?! Algumas regiões do Mundo Espiritual, qual acontece na Terra, serão mais quentes, ou frias, que outras?!
*
Parágrafos adiante, do mesmo capítulo 23, há um registro interessantíssimo. Lísias diz a André Luiz que, em determinada época, depois de mais de dois séculos de sua fundação, o Governador de “Nosso Lar” proibira o intercâmbio generalizado dos desencarnados com os encarnados! Opa! Aqui há um mundo de conjeturas a serem feitas... Como é?! O Governador proibira, a partir da iniciativa dos desencarnados, o seu contato com os encarnados?! Não nos parece algo semelhante feito por Moisés no Deuteronômio, capítulo 18, versículos 9 a 14?! A cidade de “Nosso Lar” foi fundada no século XVI, e a referida proibição, ao que se calcula, ocorreu no século XVIII... Curioso! Em meados do século XIX, a Terra, em vez de ser invadida pelos marcianos, é “invadida” pelos supostos mortos, em um novo Pentecostes, culminando com a Codificação Espírita.
*
Atentemos para o seguinte trecho do proveitoso diálogo de Lísias com André Luiz:
“Amparado pela União Divina, o Governador proibiu o intercâmbio generalizado. Houve luta. (destacamos) Mas o ministro generoso que incrementou a medida, valeu-se do ensinamento de Jesus que manda os mortos enterrarem seus mortos e a inovação se tornou vitoriosa em pouco tempo.”
“Nosso Lar” era uma cidade administrada por seis Ministérios, com doze Ministros em cada um deles. Ao que nos parece, apenas o Ministério da União Divina ficara, inicialmente, ao lado do Governador, que, para fazer cumprir o decreto, teve que sustentar muitas lutas – protestos, passeatas, greves, etc. Tudo muito semelhante ao que vem acontecendo na Terra, principalmente no Brasil, não acham?! Vejamos a responsabilidade do Governador que foi contra a maioria, fazendo prevalecer o bom senso. Discutam aqui os que defendem que o livre arbítrio do homem deve ser absoluto, e não relativo. De minha parte, sou contra o livre arbítrio humano absoluto – a gente não saberia o que fazer com tanta liberdade e complicaria horrores o próprio destino.
*
Não poderíamos deixar de registrar ainda que, no período da Idade Média, pelo contato estreito dos desencarnados com os homens, milhares de medianeiros foram parar na fogueira! A chamada “caça as bruxas”, atingiu o seu apogeu, justamente entre os séculos XVI e XVIII! Não é interessante tal informação?! O Governador de “Nosso Lar” deve ter evitado que um número muito maior de médiuns fosse parar na fogueira, na forca ou afogados! Segundo estimativas, mais de trinta mil médiuns (alguns falam em cinquenta mil!) acusados de feitiçaria – mulheres, em maior número – foram queimados, às vésperas da Idade das Luzes!...

Uberaba – MG, 5 de junho de 2017.








segunda-feira, 29 de maio de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – X

Prosseguindo com as nossas reflexões, em forma de perguntas, sobre o livro “Nosso Lar”, no capítulo 22 – “O Bônus-Hora” –, nos deparamos com minuciosa elucidação de Laura a André Luiz em torno da remuneração ao trabalho no Mundo Espiritual. Vejamos que, além da morte, o trabalho, por alguma espécie de ganho, o ainda carece de “incentivo” nos espíritos – a ambição, sem dúvida, é uma das paixões (pergunta 907, de “O Livro dos Espíritos”) que mais impulsiona o homem ao progresso, embora, por outro lado, também seja uma das que mais o compromete perante a Lei de Causa e Efeito.
A certa altura de sua preleção, Laura esclarece: “Todo o ganho externo no mundo é lucro transitório.” Notemos o conceito extraordinário que, caso norteasse os encarnados, impediria que, dominados pela ambição desmedida, eles viessem a cometer tantos equívocos, nos quais, a fim de se redimirem, terminam por gastar séculos.
“O verdadeiro ganho da criatura é de natureza espiritual e o bônus-hora, em nossa organização, modifica-se em valor substancial, segundo a natureza dos nossos serviços.” – pontifica a lúcida personagem da obra em estudo.
Apenas com as duas considerações acima, concluímos que, de fato, quando o dinheiro deixar de ser o que, na atualidade, ele representa para a Humanidade, automaticamente, serão eliminadas certas mazelas que engendra: egoísmo, corrupção, poder, injustiça, apego, etc. Então, uma palavra muito em voga nos tempos modernos – propina – perderá toda a sua força de ação.
Em “Nosso Lar”, que não podemos considerar além de uma cidade espiritual de mediana evolução – ela localiza-se na Dimensão Umbralina – o idealismo, em suas primeiras letras, começa a ser aprendido pelos espíritos, sobrepondo-se ao sentimento de posse.
Laura, um pouco mais adiante, no mesmo capítulo, considera: “Compreendemos, aqui, que nada existe sem preço e que para receber é indispensável dar alguma coisa.”
“... nada existe sem preço...”, porém o dinheiro, como valor aquisitivo, em sua qualquer forma de expressão, é próprio dos mundos inferiores. Ele exerce tal fascínio sobre os espíritos que Râmakrishna evitava sequer tocá-lo, e, igualmente, não se tem notícia de que Jesus Cristo o tenha tocado – a moeda do imposto devida a César é examinada na mão de quem a apresentou a Ele.
Interpelada por André Luiz a respeito do problema da herança em “Nosso Lar” – sim, que fosse motivada pelos bens móveis (“bônus-hora”) e imóveis (propriedades em geral) –, Laura respondeu: “Tenho comigo três mil Bônus-Hora-Auxílio (ela era servidora do Ministério do Auxílio) no meu quadro de economia pessoal. Não posso legá-los a minha filha que está a chegar, porque esses valores serão revertidos ao patrimônio comum, permanecendo minha família apenas com o direito de herança ao lar; no entanto, minha ficha de serviço autoriza-me a interceder por ela e preparar-lhe aqui trabalho e concurso amigo (destaquei), assegurando-me, igualmente, o valioso auxílio das organizações de nossa colônia espiritual, durante minha permanência nos círculos carnais.”
Como o “dinheiro” de Laura seria revertido ao patrimônio comum?! Vocês já imaginaram se, na Terra, os pais não pudessem transferir os seus ganhos materiais para os filhos?! Seria maravilhoso, não?! Fazer reverter ao patrimônio comum, em forma de benefícios para a coletividade, os valores acumulados?! Inclusive, tal medida viria a ter enorme e benéfica influência na educação dos espíritos. Em certos países, alguns milionários já estão legando, em testamento, a sua grande fortuna a pesquisas de natureza científica ou a Fundações que trabalham pelo bem social da Humanidade – enquanto muitos estão tirando do patrimônio comum, como, infelizmente, no caso do Brasil, alguns raros estão começando a lhes destinar as suas economias.
Ao que nos parece, no entanto, as medidas econômicas que vigem em “Nosso Lar”, foram estabelecidas através de regras, ou de leis, que, com certeza, foram propostas e aceitas pelos moradores da cidade, desde a sua fundação no século XVI. Observemos que Laura, ao se referir à sua possível herança, disse: Não posso legá-los à minha filha...”
Quem aceitaria viver numa cidade, ou num país, em que as regras fossem tais?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de maio de 2017.














segunda-feira, 22 de maio de 2017

COM QUE “CARA” QUE EU VOU?!...

Amigo: Jesus nos abençoe.
Cremos que, a essa altura de nossos estudos, podemos, respeitosamente, lhe formular uma pergunta:
- Com que cara acha que você se apresentará no Mundo Espiritual?!...
Calma. Não estou me referindo à sua “cara moral”, porquanto, afinal de contas, isso é lá com você – embora, neste sentido, a cara da maioria dos defuntos que por aqui desfila é quase que um verdadeiro “circo de horrores”...
A minha pergunta é séria, e mesmo de caráter doutrinário:
- Qual, em geral, é a cara dos desencarnados?! Qual, enfim, a sua fisionomia, ou os seus traços fisionômicos para além da sepultura, que lhes encerra a máscara de cera?...
Sim, com que cara você acha que haverá de sobreviver ao fenômeno da morte, e permanecer vivo deste Outro Lado?! Com a mesma que você tenha desencarnado, repleta de cravos e rugas?! Qual será o seu aspecto exterior e a idade que imagina que possa vir aparentar?!...
Não sei se estou conseguindo ser claro.
Faço-lhe tais questionamentos, porque, no capítulo 26, do livro “Nosso Lar”, André Luiz conta que, no Ministério da Regeneração, achou-se “diante do respeitável Genésio, um velhinho simpático...”
Velhos, embora simpáticos, no Mundo Espiritual?!...
Qual a referência que André Luiz estaria tomando para categorizar Genésio de “velhinho”?! Com quantas primaveras ele estaria então: 70, 80, 90, 100 ou mais?!...
Será que deste Outro Lado, todos os espíritos, em seus traços exteriores, são iguais?! Que chato seria um mundo assim, não é, com todo mundo tendo a mesma idade e a mesma cara! Ô louco!...
Insisto: qual será, no Mundo Espiritual, a idade com um recém-nascido desencarnado se apresentará?! Um menino de 12 anos, por exemplo?! Uma jovem com os seus 15 de idade?! Um rapaz com pouco mais de 20, ou 25?! Um homem ou uma mulher madura, contando mais de 50 de vida no corpo físico?!...
Dentro do mesmo raciocínio, ainda ouso lhe perguntar:
- E questão racial?! Como é fica?! Um chinês desencarnado se apresentará com aqueles seus olhinhos puxados, e com eles ficará só Deus sabe até quando?! O que me diz de um esquimó?! De um índio?! De um africano?! Sim, qual será a cor de pele dos espíritos?!...
Nada venham me perguntar, por que, afinal, quem está fazendo as perguntas sou eu?!...
Deste Outro Lado da Vida, os espíritos continuam com as suas diferenças raciais, e até mesmo idiomáticas?!...
Confesso a vocês que nunca li nada a respeito, porque, infelizmente, a maioria dos espíritas vive discutindo se o passe, no Centro Espírita, deve ser dado de chaleira ou de calcanhar, e não atenta para questões de maior transcendência, que a Doutrina é chamada a responder.
Você que é orador e sabereta espírita, o que tem a me dizer?! Qual o motivo de seu mutismo neste sentido?! Chega de estar abordando com superficialidade a vida no Mundo Espiritual!...
90% das palestras que, hoje, são realizadas nos Centros Espíritas são de autoajuda – elas pouco acrescentam em termos de conhecimento doutrinário! Os oradores querem fazer sorrir, serem aplaudidos e irem para a galera...
Estudar Doutrina a fundo, pouca gente quer e pouca gente sabe.
Doeu?! Deixa doer, pois essa é a verdade, e a verdade dói mesmo, e muito!
Tem muito espírita fazendo “fama”, ou melhor, lama, em cima do trabalho alheio – querem se construir, destruindo o próximo!...
Ah, por favor, vocês não façam pouco caso da minha inteligência, que, como dizia o grande Chico Xavier, eu posso ser uma besta espírita, mas não sou um espírita besta!...
Até mais.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 22 de maio de 2017.










quinta-feira, 18 de maio de 2017

CONFIANÇA NO BRASIL

Embora, igualmente, não possamos falar por todos os desencarnados, vimos, em nome de muitos brasileiros já domiciliados no Mais Além, reafirmar, neste momento histórico delicado, a nossa confiança no futuro do Brasil, país fadado a ser Coração do Mundo e Pátria do Evangelho.
Mais do que nunca, as palavras do Cristo se fazem soar aos nossos ouvidos: “Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha.”
A Lei de Causa e Efeito é incorruptível, e, mais cedo ou tarde, todos haverão de serem, por ela, chamados à devida prestação de contas. E, nos tempos atuais da Humanidade, os acontecimentos vêm se precipitando, para que, deste mundo caótico, de provas e expiações, possa emergir o Mundo de Regeneração.
Carecemos, no entanto, de continuar pugnando pela ordem, para que, segundo alguns articulistas, o Brasil, a breve tempo, não venha a se transformar numa Venezuela, pois que nem mesmo a Venezuela de nossos irmãos venezuelanos há de ser sempre a Venezuela de seus ditadores.
O que nos preocupa, diante do cenário político brasileiro, é que venha a ocorrer derramamento de sangue inocente, e, assim, a balbúrdia se generalize no país sem comando.
Muitos, talvez, estejam se interrogando sobre o quê, afinal, teremos a ver com isto, nós, os considerados mortos. Simples. Aqueles que já conhecem algo da Vida além da morte sabem que, em consequência de nossos compromissos cármicos, prosseguimos, em maioria, vinculados à evolução do orbe, ao qual, um dia, haveremos de tornar – e de regressar, preferencialmente, renascendo no mesmo espaço geográfico dos deveres e obrigações que, outrora no corpo carnal, não conseguimos atender.
Interessa-nos, pois, renascer, de futuro, num país que nos possibilite avançar espiritualmente, dando-nos o ensejo de um ambiente favorável aos nossos ideais de progresso – interessa-nos, sim, renascer num trato de chão que não nos oponha tantos obstáculos ao indispensável aproveitamento da experiência reencarnatória. Foi por tal motivo, que imigrando de outros países, viemos para o Brasil, que, em todos os aspectos, mormente no campo da fraternidade, se nos mostra favorável – logo após a desencarnação de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo – um ano depois, em 1870 –, as trevas já começaram a trabalhar para que a Doutrina se erradicasse da Europa. O que, infelizmente, aconteceu, com o desserviço que os próprios espíritas também passaram a ela prestar.
Esperamos que, diante do grave cenário político brasileiro, que, a cada dia, parece mais se agravar, o povo, em geral, não desista de clamar pelas reformas necessárias, exigindo que os culpados – todos eles –, independente das questões partidárias, venham a pagar pelos seus erros de lesa-Pátria.
Nunca, em nossa opinião, o Brasil vivenciou experiência tão difícil quanto agora, em que, praticamente, não se sabe em quem depositar confiança para reger os seus destinos.
Aguardemos. No entanto, aguardemos agindo, efetuando protestos pacíficos, porém, persistentes, exigindo que todos os corruptos sejam afastados dos cargos que ocupam, solapando a esperança de milhões de espíritos no comprometimento de suas gerações.
Indispensável que uma nova eleição seja, imediatamente, convocada, para salvaguardar as nossas Instituições, que, em sua maioria, também se encontram minadas por atos de vandalismo moral.
Todos precisam colocar os interesses da coletividade brasileira acima de suas ambições pessoais.
Cremos, sinceramente, que qualquer homem que se deixa corromper, de crente que, talvez, fosse, passou a desacreditar da existência de Deus e da ação de sua Justiça – a religião para ele passou a ser mera convenção social, no descaratismo com que, interessado em angariar apoio, frequenta os mais diversos templos religiosos.
Somos pela “Ordem” e pelo “Progresso”, e o nosso coração, neste instante, com o sangue que não cessa de correr em nossas veias, é verde-amarelo.
Estamos não todos, mas estamos com vocês, brasileiros que amam o Brasil, e que não desacreditam de que ele realmente se torne um país digno, que possa servir de exemplo para o mundo, mas que, infelizmente, os espíritos trevosos, opositores da luz do Cristo, não desanimam de eclipsar em suas escaramuças.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 18 de maio de 2017.











segunda-feira, 15 de maio de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA – IX

Sem dúvida, o capítulo 21 – “Continuando a Palestra” –, do livro “Nosso Lar”, é um dos que, talvez, ofereçam maiores dificuldades de aceitação por parte de quantos se mostram excessivamente apegados aos valores transitórios da existência.
No referido capítulo, ainda em conversa com a senhora Laura, André Luiz recebe alguns esclarecimentos sobre a questão da propriedade em “Nosso Lar”:
“As construções em geral representam patrimônio comum, sob o controle da Governadoria; cada família, porém, pode conquistar um lar (nunca mais que um), apresentando trinta mil bônus-hora...”
Com base no texto acima, tomamos a liberdade de perguntar aos que queiram estudar conosco:
1 – O que quer dizer: “As construções em geral representam patrimônio comum...”?!
2 – Assim sendo, qual o regime político humano que mais se aproxima do regime político que parece imperar em “Nosso Lar”?!
3 – Em “Nosso Lar” existem latifundiários, ou grandes proprietários de bens imóveis?!
4 – Por que André Luiz utiliza o verbo “conquistar”, e não “comprar”, ou “possuir” um lar?!
5 – Acha que existe alguma semelhança em “Nosso Lar” com o que acontecia na comunidade dos cristãos primitivos, na “Casa do Caminho”, em Jerusalém, quando Lucas, no capítulo 4, versículo 32, de “Atos dos Apóstolos”, registra: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das cousas que possuía; tudo, porém, lhes era comum.”?!
6 – Em todas as cidades existentes no Mundo, ou Planeta Espiritual, ao redor de todo o orbe terrestre, o sistema, principalmente, relativo à velha questão da posse será o mesmo?!
7 – Quais as outras perguntas que, a partir do resumido texto de André Luiz, que acima foi transcrito, você consegue nos propor?!

No capítulo 22, André Luiz recebe esclarecimentos do “bônus-hora”: “Não é propriamente moeda, mas ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisitivo.”
Uma vez mais, tomamos a liberdade de questionar aos interessados:
1 – Em “Nosso Lar”, localizada no chamado “Umbral Fino”, o dinheiro tendo, praticamente, desaparecido, estará fazendo desaparecer com ele as subalternas paixões que movimenta no mundo dos encarnados?!
2 – Pode-se, grosso modo, comparar o “bônus-hora”, a avançado sistema de “cartão de crédito”?!

André Luiz ainda anotou de seu precioso diálogo com Laura: “... o bônus-hora, em nossa organização, modifica-se em valor substancial, segundo a natureza dos nossos serviços.”
Dentro dessa linha de raciocínio, indagamos:
1 – Todo serviço é igualmente “remunerado”, em “Nosso Lar”?!
2 – Na cidade espiritual mencionada, a “quantidade” é também remunerada pela “qualidade”, ou o número de horas dos serviços prestados nada tem a ver com a “qualidade” do esforço despendido pelo trabalhador?!
3 – Lícito concluir-se que todos os serviços em “Nosso Lar” são voltados, essencialmente, para a comunidade?!

Apenas mais um adendo para reflexão. Em “Nosso Lar”, “o celeiro fundamental é propriedade coletiva.” Estará, na Terra, um país preparado para viver assim?! Um Estado?! Uma cidade?! Uma família?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de maio de 2017.








segunda-feira, 8 de maio de 2017

CHICO XAVIER, MÉDIUM E PROFETA

“Atribui-se comumente aos profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte que as palavras profecia e predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida espiritual.” – De “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. XXI.

Chico Xavier, sem dúvida, além de ter sido extraordinário medianeiro, intercambiando do Mais Além para a Terra, inúmeras revelações em torno da Vida Espiritual, também possuía o dom de predizer o futuro.
Na condição de médium, Chico se fazia intérprete da palavra dos Imortais, porém, na de profeta, ele transmitia instruções pertinentes ao seu próprio espírito, em sua grande capacidade psíquica.
Como médium – digamos assim –, ele intermediava o saber alheio, mas, como profeta, expressava o seu próprio saber. A faculdade de profetizar é mais de natureza anímica que mediúnica.
*
No livro intitulado “Chico Xavier, o Santo de Nossos Dias”, de R. A. Ranieri, autor que, durante algum tempo, na cidade de Pedro Leopoldo, conviveu com Chico Xavier, encontramos um capítulo intitulado “As Grandes Reencarnações”.
Após tecer comentário em torno da reencarnação de grandes espíritos, que se daria na Terra a partir da década de 80, a fim de impulsionar o progresso da Humanidade, Ranieri escreveu:
Ainda pensávamos nisso. Chico ria para todos naquela sua alegria espiritual de sempre, quando de súbito, alguém voltou a falar em limitações de filhos. Parece que uma mulher.
- Olha Chico, dizia ela, você não acha que a mulher sofre muito para ter filhos?
- Sofre, minha irmã, no entanto, quando o filho nasce, ela esquece tudo. Só tem olhos e sorrisos para ele. Há uma grande compensação.
Disse outro:
- E essa notícia de que estão desenvolvendo o ser humano no laboratório? Eles conseguirão alguma coisa?
Chico ficou sério e confirmou:
- Olha gente, a Ciência vai desenvolver o ser humano no laboratório. Eles (os cientistas) vão fabricar um enorme útero no laboratório e aí dentro vão gerar o ser. Levarão talvez de duzentos a quatrocentos anos até conseguirem realizar. Mas vão realizar. Aí libertarão a mulher do parto.
E tem outra coisa. Nesse útero, os espíritos vão reencarnar, tudo direitinho, sem problema. Esse fato não vai alterar coisa alguma, a ciência vai conseguir isso. Ora, o avanço da Ciência é obra da Espiritualidade através dos missionários. (grifamos)
*
Pois bem. A referida profecia de Chico Xavier, em torno de um útero artificial, foi feita na segunda metade da década de 50, portanto há cerca de 60 anos atrás!
Recentemente, o jornal “A Folha de São Paulo”, do dia 25 de abril, publicou auspiciosa notícia com a seguinte manchete:
“Cientistas desenvolvem útero artificial para ajudar bebês prematuros.”
A iniciativa partiu de cientistas nos Estados Unidos que “desenvolveram um útero artificial a partir de uma bolsa preenchida por fluido, conhecida como um suporte extrauterino. O dispositivo pode transformar o tratamento de bebês que nascem extremamente prematuros, aumentando significativamente as chances de sobrevivência.”
A reportagem completa poderá ser acessada através da Internet.

*
Agora, evidentemente, com a palavra os “teólogos espíritas” que julgam tudo saber sobre o processo reencarnatório, baseando-se exclusivamente nos pioneiros apontamentos de Allan Kardec – permaneceremos na expectativa que eles venham explicar como se dará a reencarnação através de um útero artificial, que, ao que nos parece, apenas não demorará tanto tempo a ocorrer quanto foi predito pelo Chico.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de maio de 2017.








segunda-feira, 1 de maio de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – VIII
 
Sem desejar ser repetitivo, no capítulo 18 – “Amor, Alimento das Almas” –, de “Nosso Lar”, André Luiz informa que foi convidado à mesa por Dona Laura, que lhes serviu um “caldo reconfortante e frutas perfumadas, que mais pareciam concentrados de fluidos deliciosos”.
Perguntas sobre o texto acima: os alimentos que os homens ingerem na Terra podem, igualmente, ser considerados “concentrados de fluidos”?! O que, por exemplo, é um prato de arroz com feijão, ou um prato de sopa de legumes, por exemplo?!
 
Noutro parágrafo, do mesmo capítulo, André transcreve uma informação de Lísias: “De quando a quando, recebemos em ‘Nosso Lar’ grandes comissões de instrutores, que ministram ensinamentos relativos à nutrição espiritual.”
Pergunta sobre o texto acima: atualmente, na Terra, não vem acontecendo o mesmo, com um número cada vez maior de vegetarianos, ou, ainda, de pessoas têm procurado se alimentar com o mínimo, praticamente ingerindo mais alimento líquido do que sólido?! Gandhi, ao que estamos informados, nos últimos anos de sua vida, alimentava-se apenas de poucas frutas e o leite cru de uma cabra...
 
Meditemos neste maravilhoso texto, anotado por André Luiz no capítulo já mencionado: “O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse fraternal – patrimônios que se derivam naturalmente do amor profundo – constituem sólidos alimentos para a vida em si.”
Pergunta: concorda que, à medida que o espírito evolve, a sua nutrição vai passando a ser, basicamente, espiritual, e que, um dia, de fato, alimentar-se-á, exclusivamente, de amor?!
 
No último parágrafo do capítulo 18, Dona Laura, referindo-se à excursão de Lísias, e de seus amigos, ao “Campo da Música”, elucida: “Vão em busca do alimento a que nos referíamos. Os laços afetivos, aqui, são mais belos e mais fortes. O amor, meu amigo, é o pão divino das almas,  o pábulo sublime dos corações.”
Perguntas: Lísias que, inclusive, buscava ir ao encontro de Lascínia, sua noiva, com a qual pretendia se casar em “Nosso Lar”, estava indo, com os amigos, ao “Campo da Música”, apenas para entretenimento, ou também para namorar?! Os espíritos enamorados podem se abraçar, acariciar, beijar e unir-se em matrimônio?! E, no caso de se unirem em matrimônio, como Lísias com Lascínia, podem constituir família no considerado Mundo Espiritual?!
 
No capítulo 19 – “A Jovem Desencarnada” –, ao referir-se à neta desencarnada, Dona Laura informa a André que ela permanecera no chamado “Umbral” por quinze dias – quinze dias apenas! Ora, André Luiz permanecera por lá por mais de oito anos... Esse tempo de permanência no “Umbral”, de um e outro, significa que a neta de Dona Laura fosse mais evoluída que André?! Como você explica essa situação?! Você concorda que o “Umbral” começa à sua volta, sobre a face mesma da Terra, e que, sendo assim, muitos espíritos, em deixando o corpo, permanecem mais ou menos inconscientes de sua nova condição?! Concorda em que muitos espíritos desencarnam e tornam a reencarnar sem sequer se darem conta do duplo fenômeno que os acometem?!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 1º de maio de 2017.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

VERDADES QUE, TALVEZ, VOCÊ IGNORE SOBRE O PERISPÍRITO, OU CORPO ESPIRITUAL (*)

Ele cresce e envelhece.
Ele se desgasta e morre.
Ele está sujeito a aperfeiçoamento.
Ele sente sede, fome e frio.
Ele precisa dormir.
Ele sente dor.
Ele se reproduz.
Ele possui genitália.
Ele é constituído por órgãos.
Ele se submete a cirurgias.
Ele é corpo material.
Ele tem peso específico.
Ele se sujeita à Lei da Gravidade.
Ele necessita cobrir-se em sua nudez.
Ele é grosseira exteriorização de corpos mais sutis.
Ele expressa os traços característicos dessa ou daquela raça.
Ele confere identidade ao espírito.
Ele pode apresentar mutilações.
Ele possui genética.
Ele, como o corpo carnal, é química.
Ele nem sempre pode volitar.
Ele nem sempre pode se transfigurar.
Ele não é sobrenatural, nem mágico.
Ele ainda é humano.
Ele é assim em diferentes Dimensões Espirituais.
Ele apenas se sutiliza com a evolução do espírito.
Ele pode ser autoexterminado.
Ele modela o corpo físico, que é a sua expressão externa.
Ele pode ser tratado e curado na reencarnação.
Ele, ainda, sofre repercussões de tudo o que acontece ao corpo físico.
Ele é sempre medianeiro entre o mundo exterior e o mundo interior.
Ele está presente em todas as espécies – do reino mineral ao animal.
Ele, na Parábola contada por Jesus, é a “veste nupcial” para o banquete das Bodas do Filho do Rei.
Ele, etc...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de Abril de 2017.

(*) É só estudar um pouco mais.





segunda-feira, 17 de abril de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – VII

Dando sequência aos nossos estudos, no capítulo 17, do livro “Nosso Lar”, conhecendo a casa de Lísias, o autor espiritual da obra descreve: “Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, demonstrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções, descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas.”
Você, estimado (a) internauta, seria capaz de nos auxiliar a responder as questões propostas abaixo:
a)    De que material seriam feitos os móveis existentes na casa de Lísias?! Você admite que possam, à época em que foram construídos, terem sido feitos de madeira?!
b)    Os quadros, ou as telas, que enfeitavam as paredes da casa, eram originais, concebidos por artistas do Mundo Espiritual?!
c)     E o piano?! O que você poderia nos dizer a respeito?! Porventura, tratar-se-ia de um piano “desencarnado”, ou fabricado mesmo no Mais Além?!
d)    E a harpa?! O que você tem a dizer sobre ela?! A presença de um piano e de uma harpa pode nos levar a pensar na existência de músicos e compositores no Mundo Espiritual, que lá mesmo tiveram oportunidade de estudar e aprender a tocar os referidos instrumentos?!

Em seguida, no mesmo capítulo 17, André escreve em certo parágrafo: “... Iolanda exibiu-me livros maravilhosos.” Que livros seriam tais?! Escritos na Terra, por autores encarnados, ou escritos lá, em “Nosso Lar”, igualmente nos induzindo a pensar na existência de todo um trabalho de editoração dos referidos volumes?! Escrevem-se livros no Mais Além?! Ou toda a cultura que possa existir no Mundo Espiritual é procedente da cultura do Mundo Material?!...

Ainda em visita à casa de Lísias, André Luiz conta que se demorou na “Sala de Banho, cujas instalações interessantes me maravilharam. Tudo simples, mas confortável” Se você puder, e estiver interessado, por favor, tente responder conosco:
a)    “Nosso Lar” é uma cidade fundada por “distintos portugueses” desencarnados – em Portugal, “Casa de Banho”, ou “Sala de Banho”, é sinônimo de Banheiro, Lavabo, etc. Qual seria a utilidade prática de um Banheiro na casa de um espírito desencarnado?!
b)    Você admite que o corpo espiritual, ou perispírito, ainda tendo que se alimentar, tem, igualmente, necessidade de excretar resíduos, recorrendo, por exemplo, a um vaso sanitário?!
c)     Em consequência, como recomenda os princípios da boa higiene, teria que lavar as mãos, e até outras partes consideradas “menos nobres” do corpo? Eu, particularmente, quando não encontro uma ducha higiênica num banheiro – apetrecho tão simples e tão barato – acho um absurdo.
d)    O perispírito precisa ser banhar, ou seja: o espírito, nas Dimensões Espirituais mais próximas ao orbe, ainda carece de tomar banho, para lavar o seu corpo?! Tomar “banho na soda”, eu ainda continuo mandando muita gente, encarnada e desencarnada, mas eu quero saber é na água?!
e)    Se o espírito toma banho, a fim de higienizar o perispírito, convém concluir que ele transpira, suja-se na execução de determinados trabalhos que o colocam em contato com alguma espécie de poeira?!
Na semana que vem, voltaremos a incomodar. Por hora, o nosso fraternal abraço, lembrando a você que o espírita não deve engolir “comida” que os outros mastigam – ele deve mastigar e engolir a sua própria “comida”.
Abraços.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 17 de abril de 2017.






segunda-feira, 10 de abril de 2017

“ESPÍRITAS MATERIALISTAS”

- Doutor, por favor... – chamou-me um irmão de Doutrina, que reencontrei caminhando pelo centro da cidade, ou seja, da Uberaba que, presentemente, habito além da morte. – O senhor poderia me conceder um minuto de sua atenção?! Sei que o senhor é um homem muito ocupado...
- Pois não, meu amigo – anui, detendo o passo. – Podemos, sim, falar um pouco... Tenho um compromisso, mas sei que você não tomará muito o meu tempo, como também eu me preocupo em não tomar o seu.
- Doutor, eu sei que o senhor escreve para a Terra...
- Tenho postado, sim, alguns rabiscos numa “agência dos correios” entre as Duas Vidas... Tive a felicidade de conhecer um “carteiro” de boa vontade e...
- Então, Doutor, eu quero lhe pedir... O senhor precisa escrever um alerta fraterno a alguns companheiros espíritas, que, a meu ver, estão perdendo a fé!...
- Mas como – perguntei –, se a nossa fé é raciocinada... A fé, quando verdadeiramente fruto da razão, é algo que não se perde, mas, ao contrário, acha-se cada vez mais! Em que sentindo você está dizendo que alguns confrades estão perdendo a fé?!...
- Perdendo a fé, Doutor, em si mesmos! – respondeu ele, visivelmente acabrunhado.
- Em si mesmos?! – indaguei, solicitando confirmação.
- Sim, Doutor! Estão colocando os pés pelas mãos... Começaram bem – muitos deles tiveram um início extremamente promissor, mas agora, infelizmente...
- O que está acontecendo?!...
- Estão trabalhando em causa própria, promovendo-se em sua própria vaidade e personalismo...
Fez pequeno intervalo e voltou a falar:
- Estão completamente desacreditados da Lei de Causa e Efeito, apenas e tão somente pensando em aparecer e ganhar...,
- Ganhar o quê?! – insisti.
- Ora, ganhar dinheiro, Doutor?! Dinheiro e prestígio pessoal... Alguns deles estão chegando a se anunciar como grandes missionários reencarnados...
- Talvez sejam... Quem sabe?! Realmente, existe muito missionário falido na Terra – de mamando a caducando, eu conheço um monte!...
- Eu sei que o senhor sabe do que estou falando – considerou o interlocutor com acerto. – Doutor, esses nossos irmãos, inclusive alguns que se dizem médiuns, não acreditam mais na mediunidade – eles estão agindo como uma nova modalidade de descrentes: espíritas materialistas!...
- Meu caro, você está coberto de razão – considerei. – De há muito, eu também sei disso... Estão transformando o Espiritismo em empresa, ou, em outras palavras, em negócio extremamente lucrativo. Mas...
- Mas o quê, Doutor?!...
- A desencarnação está aí para todo mundo... Você sabe: largar a carcaça e encarar a realidade?! Querer voltar atrás sem poder?! Arrepender-se amargamente e dar-se ao esforço do recomeço, esperando que uma nova oportunidade apareça?!...
- Não, Doutor, não fala nisso, não, porque é a coisa mais dura que tem – eu sei, porque eu também cometi certos erros, e agora não sei quando terei oportunidade de repará-los...
- Então, não fica assim, não! – falei, dando a conversa por encerrada. – O seu propósito em relação aos nossos confrades e confreiras que se encontram encarnados é o melhor, mas, como você mesmo disse, se eles são espíritas materialistas, eles não irão acreditar em mim... A desencarnação, a qualquer hora do dia ou da noite, repito, está aí para todo mundo, e, antes dela, a queda no profundo abismo da desilusão, onde haverá pranto e ranger de dentes!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de abril de 2017.






segunda-feira, 3 de abril de 2017

NEM NOS TEMPLOS, NEM NOS MONTES
 
“Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.” – João, 4:21
 
Estou convicto de que chegará o tempo em que Deus, realmente, será adorado em espírito e verdade.
Não mais necessitaremos de religiões para tanto.
Não mais construções de natureza material.
Não mais qualquer tipo de sacerdócio organizado.
Não mais hierarquia e formalidade.
Não mais patrulhamento ideológico.
Não mais ortodoxia.
Não mais fanatismo.
Não mais adeptos dessa ou daquela crença.
Não mais propósito de unificação de ideias.
Não mais perseguição declarada ou sob disfarce.
Não mais cruzadas e inquisições.
Não mais poder espiritual em disputa.
Não mais vendilhões nos templos.
Não mais preconceito na fé.
Não mais exploração da ingenuidade.
Não mais falsos cristos e profetas.
Não mais imagens ou símbolos.
Não mais velas e incensos.
Não mais bandeiras hasteadas.
Não mais vaidade e personalismo.
Não mais Inferno, nem Céu.
Não mais povos eleitos.
Não mais supostos privilégios concedidos.
Não mais personalismo.
Não mais vaidade nas pregações.
Não mais idólatras e idolatrados.
Não mais judeus e samaritanos, hindus e muçulmanos, católicos e protestantes, espíritas e umbandistas. 
Não mais templos e sinagogas, igrejas e terreiros.
Não mais nenhum “ismo”.
Não mais disputas pela primazia da Verdade.
Somente FÉ e RAZÃO, e acima delas, o AMOR, em qualquer canto da Terra, sob a cúpula, estrelada ou ensolarada, do firmamento.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 3 de abril de 2017.  

segunda-feira, 27 de março de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – VI

No capítulo 15 do livro “Nosso Lar”, André Luiz recebe a visita de sua mãe que se encontrava habitando uma Dimensão Superior. Você seria capaz de dizer como ela o visita?! Estaria ela materializada?! Concorda que, talvez, materializada, fosse ela um “agênere”, em “Nosso Lar”?! Ou, quem sabe, ela se tenha feito visível apenas à clarividência de André Luiz?!

No caso de a mãe de André Luiz ter se apresentado a ele materializada, você concorda que, no Mundo, ou Planeta, Espiritual, os espíritos que lá residem vivem rodeados de espíritos que também não conseguem enxergar em condições normais?!

No capítulo 16, intitulado “Confidências”, a mãe de André Luiz diz a ele que o seu pai, Laerte, há doze anos, se encontrava “numa zona de trevas compactas do Umbral”. Ora, se André Luiz, igualmente, demorou-se na chamada região umbralina, por que ele não teria logrado encontrar o seu pai por lá?! Tudo indica que ambos estiveram no Umbral, um ao mesmo tempo em que o outro – André Luiz por quase nove anos, e seu pai, por doze! De novo: por que André Luiz não esteve com o seu pai no Umbral?!...

Como se bastasse, a mãe de André Luiz informa a ele que as suas duas irmãs, Clara e Priscila, também desencarnadas, viviam no Umbral, “agarradas à crosta da Terra”. Por que nem elas duas se avistavam com o pai que ainda permanecia no Umbral?! Você concorda em que o Umbral, igualmente, se divide em Subdimensões, como, por exemplo, a Terra em diferentes países e regiões, algumas habitáveis e outras inóspitas?!

Ao despedir-se de André, que tenta acompanhá-la, a sua mãezinha lhe diz: “Não venhas, meu filho. Esperam-me com urgência no Ministério da Comunicação, onde serei munida de recursos fluídicos para a jornada de regresso, nos gabinetes transformatórios.” Você teria ideia do que ela quis dizer?! Que “recursos fluídicos” seriam esses?! Concorda em que nos “gabinetes transformatórios” o seu processo de materialização iria desfazer-se?!...

No capítulo 17, “Em Casa de Lísias”, André que, em “Nosso Lar”, não tinha onde morar, com Clarêncio dizendo-lhe que, talvez, viesse albergá-lo em alguma Instituição, recebeu de Lísias convite para morar em sua casa, onde a sua mãe teria muita alegria em recebê-lo... Você concorda que a situação de André Luiz, no Mundo Espiritual, possa ser comparada à de um imigrante, ou de um refugiado, na atualidade da Terra, onde existe cerca de sessenta milhões de refugiados, inclusive crianças e adolescentes?! Concorda em que, um dia, com a desencarnação, todos os homens haverão de ser imigrantes no Mundo Espiritual, de vez que, na condição de espíritos errantes, ou filhos pródigos, todos estamos viajando de volta à Casa Paterna?!...

André Luiz ao chegar com Lísias à sua casa, observa que o amigo faz acionar a campainha para que a porta da residência lhe seja aberta... Ora, por que ele simplesmente não atravessou a parede da casa?! Espírito atravessa paredes no Mundo Espiritual que habita, ou apenas consegue fazê-lo nas Dimensões de matéria com diferente frequência vibratória da que constitui o seu corpo espiritual, ou perispírito?!...

Cremos que por esta semana já possuímos, acima, suficiente material para as nossas reflexões, não?!

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de março de 2017.