segunda-feira, 22 de abril de 2019


XLIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo ora em análise, Gregório prossegue em seu debate com Gúbio, tentando justificar a sua equivocada postura como necessária:
- Os filhos do Cordeiro poderão ajudar e resgatar a muitos. No entanto, milhões de criaturas, como sucede a mim mesmo, não pedem auxílio nem liberação. Afirma-se que não passamos de transviados morais. Seja. Seremos, então, criminosos, vigiando-nos uns aos outros.
A argumentação de Gregório pertence a um espírito astuto, e, semelhante a ele, e ainda em nível intelectual mais alto, existem muitos no Universo – espíritos que anseiam por tomar a justiça em suas mãos, alegando que os maus carecem de quem os punam sem complacência.
- Se é nosso destino joeirar o trigo do mundo, nossa peneira não se fará complacente.
Quando tem oportunidade de falar, Gúbio considera, com humildade:
- Grande sacerdote, eu sei que o Senhor Supremo nos aproveita em sua obra divina, segundo as nossas tendências e possibilidades de satisfazer-lhe os desígnios. (...) Respeito, assim, o teu poder, porque se a Sabedoria Celeste conhece a existência das folhas tenras das árvores, sabe também a razão de teu extenso domínio...
Que espírito será Gúbio que, anonimamente, desce às Trevas, para opor-se, em seu próprio terreno, a um de seus maiores líderes?!
Que cena maravilhosa de ver-se na tela cinematográfica, caso Hollywood pudesse reproduzi-la em todos os seus detalhes, tão bem retratados por André Luiz!
A impressão que nos fica é quase a mesma do Cristo diante de Pôncio Pilatos, ou de Paulo perante Agripa.
Agripa, magnetizado pela palavra do Campeão do Evangelho, escuta o rei a lhe dizer: “Por pouco me persuades a me fazer cristão”.
Gregório, envolvido pelas inspiradas palavra de Gúbio, sentencia: - Como pude escutar-te, calado, tanto tempo? (...) Os Dragões são os gênios conservadores do mundo físico e se esmeram em preservar a aglutinação dos elementos planetários.
Gúbio, com simplicidade, tornou a considerar:
- Ouso lembrar, todavia, que, se nos lançássemos todos a socorrer os miseráveis, a miséria se extinguiria; se educássemos os ignorantes, a treva não teria razão de ser; se amparássemos os delinquentes, oferecendo-lhes estímulos à luta regenerativa, o crime seria varrido da face da Terra.
Neste instante, praticamente vencido pelos lógicos argumentos de Gúbio, Gregório, fazendo vibrar uma campainha, gritou colérico:
- Cala-te! Insolente! Sabes que te posso punir!...
Impressionante a resposta de Gúbio:
- Sim (...), suponho conhecer a extensão de tuas possibilidades. Eu e meus companheiros, à leve ordem de tua boca, podemos receber prisão e tortura...
E aqui estacamos, a fim de indagar de nossos irmãos e irmãs internautas:
- Que tipo de prisão e tortura, Gúbio, André e Elói poderiam sofrer?! Não estavam eles em seu corpo espiritual?! Não permaneciam ali, naquela região trevosa, à feição de “agêneres”?! (Vide “Revista Espírita”, Fevereiro de 1859, e, igualmente, “Por Amor ao Ideal”, de Inácio Ferreira – indicamos ainda aos nossos leitores o livro “O Rosário de Coral”, de Dr. A. Wylm, este último editado pela FEB)
- Afinal, um espírito materializado, ou em estado de desdobramento, pode ser ferido?! Pode ser preso?! Torturado?!...
A discussão está lançada.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 22 de abril de 2019.






segunda-feira, 15 de abril de 2019


XLIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo VIII – “Inesperada Intercessão” –, André Luiz, Gúbio e Elói são, finalmente, recebidos por Gregório, que “rodeava-se de mais de cem entidades em atitude adorativa”.
Qual seria o poder que Gregório exercia sobre tais espíritos?! Hipnótico?! Que espécie de dependência, por certo, continuavam a ter dele?! O próprio André questiona: “Quem seria Gregório naquele recinto? Um chefe tirânico ou um ídolo vivo, saturado de misterioso poder?”
Gregório era ali adorado como se fosse um deus, à feição dos antigos imperadores romanos... E o mais incompreensível é que ele tinha perfeita noção de que se encontrava desencarnado, mas continuava em seu “jogo ilusório”, submetendo aos seus caprichos tantos espíritos que se lhe obedeciam...
O sacerdote, então, passa a arguir Gúbio, que confirma ali estar em nome de “Matilde”, e, ao simples enunciar de seu nome, experimenta certo abalo.
Gúbio lhe diz:
- Asseverou-nos querer-te com desvelado amor materno.
Então, o sacerdote esclarece que ambos, ele e sua mãe, estavam separados há alguns séculos, sentenciando:
- (...) Ela serve ao Cordeiro, eu sirvo aos Dragões. (*)
(*) Aqui solicitamos a permissão de nossos irmãos e irmãs internautas para indicarmos a leitura da obra de nossa lavra espiritual, “Do Outro Lado do Espelho” – edição Didier.
*
Esclarecendo sobre os “Dragões”, André Luiz acrescenta uma nota de rodapé:
“Espíritos caídos no mal, desde eras primevas da Criação Planetária, e que operam em zonas inferiores da vida, personificando líderes de rebelião, ódio, vaidade e egoísmo; não são, todavia, demônios eternos, porque individualmente se transformam para o bem, no curso dos séculos, qual acontece aos próprios homens.”
Duas observações de nossa parte:
1 – “... desde épocas primevas da Criação Planetária...”, portanto, muitos deles, são espíritos rebelados há séculos e milênios.
2 – “... não são, todavia, demônios eternos...”, mas, dentro da relatividade do tempo, podem ser considerados “demônios”, espíritos que se colocam a serviço de inteligências que buscam “a perversão dos processos divinos que orientam a evolução planetária.” (Cap. I, de “Libertação” – “Ouvindo Elucidações”)
*
Aduzimos que os denominados “Dragões” possuem numerosos “agentes”, no corpo e fora do corpo, que, ao longo dos séculos, têm procurado entravar o avanço da Humanidade – nem mesmo a própria Doutrina Espírita lhes têm escapado à perniciosa influência, na tentativa de lhe deturpar os Princípios.
*
Entre Gregório e Gúbio, estabelece-se, então, quase um confronto de ordem intelectual, como se passassem a duelar com invisíveis floretes – Gúbio, evidentemente, procurava terçar com as armas do amor, que outras não poderiam ser as que ele portava.
- Criticas, porventura, os Dragões, que se incumbem da Justiça? – perguntou Gregório, duramente.
- Quem sou para julgar? – comentou Gúbio com simplicidade – não passo dum servidor na escola da vida.
- Sem eles – prosseguiu o hierofante, algo colérico, que seria da conservação da Terra?
*
Sim, existem espíritos que se arvoram em tomar uma suposta justiça em suas mãos, e, no caso dos “Dragões”, a Justiça, escrita com J, querendo significar a Justiça Divina!
Esses espíritos, que conhecemos, repetindo, no corpo e fora do corpo, valem-se de sofismas que, não raro, chegam a convencer aqueles que não estejam fortemente amparados pelos seus propósitos no Bem.
São eles que, com falsos milagres e prodígios, quase chegam a enganar os próprios “escolhidos”...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de abril de 2019.



segunda-feira, 8 de abril de 2019


XLII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Encerrando o capítulo VII, Gúbio esclarece que “existem, ainda, nos setores da luta humana, milhões de renascimentos de almas criminosas que tornam ao mergulho da carne premidas pela compulsória do Plano Superior, de modo a expiarem delitos graves”.
A assertiva acima impõe certas reflexões:
- “... almas criminosas que tornam ao mergulho da carne premidas pela compulsória do Plano Superior...” – Como funcionaria, neste caso, a denominada “compulsória”?! Como, afinal, se dará a reencarnação dessas almas criminosas, que, evidentemente, são contrariadas em sua vontade?!
- Sabemos que, para reencarnar, o espírito carece de passar pelo “restringimento” de seu corpo espiritual... A palavra, dentre outros, tem como sinônimo: declínio, encolhimento, abate, apoucamento, minguamento... Para essas almas criminosas, o restringimento aconteceria de forma natural, ou sob alguma espécie de constrangimento?! O que pensam os nossos internautas?!...
*
André, que havia estranhado que os três “ovóides” renasceriam na condição de filhos do casal de fazendeiros, registra a palavra esclarecedora de Gúbio:
- Em ocorrências dessa ordem, a individualidade responsável pela desarmonia reinante converte-se em centro de gravitação das consciências desequilibradas por sua culpa (destacamos) e assume o comando dos trabalhos de reajustamento, sempre longos e complicados, de acordo com os ditames da Lei.
(...) Os princípios de atração governam o Universo inteiro. Nos sistemas planetários e nos sistemas atômicos vemos o núcleo e os satélites. Na vida espiritual, os ascendentes essenciais não diferem(destacamos). Se os bons representam centro de atenção dos espíritos que se lhes afinam pelos ideais e tendências, os grandes delinquentes se transformam em núcleos magnéticos das mentes que se extraviaram da senda reta, em obediência a eles.
Que maravilha!...
Eis a metafísica da Lei de Causa e Efeito!...
Algozes e vítimas se imantam por compromissos de ordem moral que, em essência, se expressam por fenômeno de natureza física.
Assim como os planetas (e não apenas os planetas, mas também todos os corpos menores) do Sistema “descendem” do Sol, por sua vez, o Sol guarda a obrigação de sustentá-los e iluminá-los, até que, por assim dizer, se lhe reintegrem à “massa”.
O Sistema Solar nos leva a inferir sobre o nosso “relacionamento” com Deus, ou o Criador. “Pois nele vivemos e nos movemos, e existimos...” – disse Paulo, em Atos dos Apóstolos, capítulo 17, versículo 28.
A Missão de Jesus, Sol das Almas, Luz da Vida, é a de fazer com que passemos a orbitar ao Seu redor, para que, com Ele passemos a nos reintegrar à “Massa Divina”, seja lá a terminologia que os nossos internautas queiram empregar.
*
Quase no derradeiro parágrafo do capítulo, o Instrutor, acariciando a fronte do espírito daquela mulher desventurada, diz em prece:
- Transportará consigo três centros vitais desarmônicos e, até que os reajuste na forja do sacrifício, recambiando-os à estrada certa, será, na condição de mãe, um imã atormentado ou a sede obscura e triste de uma constelação de dor.
Assim, quantos de nós, pela culpa adquirida no pretérito, ou no presente, nos transformamos em “sedes” obscuras e tristes “de uma constelação de dor”?! Claro, não apenas na condição de mãe, mas também de pai, de filho, de neto, enfim, de irmão!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de abril de 2019.










segunda-feira, 1 de abril de 2019

XLI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Continuando, André Luiz narra o encontro com pobre espírito de mulher, sendo vampirizada por três “formas ovóides”, que se lhe justapunham ao perispírito.
Eram entidades infortunadas, que se imantavam àquela irmã através do ódio que por ela nutriam – “irmã esta que, por sua vez, ainda não descobriu que a ciência de amar é a ciência de libertar, iluminar e redimir”.
Registrando a presença dos três amigos, ela passou a gritar: - Joaquim! onde está Joaquim? Digam-me, por piedade! para onde o levaram? ajudem-me! ajudem-me!
André diz que, em seguida, tocou a primeira “forma” e passou a auscultá-la:
- Vingança! vingança! Não descansarei até ao fim... Esta mulher infame me pagará...
Dos dois outros, André registrou as exclamações que “transbordavam de cada um”: - “Assassina! assassina!...”
Vejamos a maneira com que o ódio, o rancor, enfim, a falta de perdão acorrenta os espíritos!
Resumidas explicações de Gúbio:
- Joaquim era o antigo companheiro daquela mulher, que já a precedera na reencarnação...
- Ela fora “tirana senhora de escravos no século que findou...”
*
(A escravidão, no Brasil, foi abolida em 13 de Maio de 1888, portanto, há exatos 131 anos – calculemos, assim, quanto drama cármico ainda está para ser equacionado... Os estudiosos dizem que os navios brasileiros e portugueses fizeram mais de nove mil viagens transportando escravos! Consideram os historiadores que o “Holocausto Negro” – com 150 milhões de mortos – foi o maior crime da História!...)
*
- Joaquim fora pai de dois filhos com uma escrava, que a esposa, assim que descobriu o relacionamento, vendeu “para uma região palustre onde em breve encontrou a morte pela febre maligna” (malária)...
Os dois rapazes (filhos do fazendeiro com a escrava), metidos no tronco, padeceram vexames e flagelações em frente da senzala. Acusados de ladrões, pelo capataz, a instâncias da senhora dominada de egoísmo terrificante, passaram a exibir pesada corrente ao pescoço ferido. Viveram, no passado, sob humilhações incessantes. No curso de reduzidos meses, caíram sem remissão, minados pela tuberculose que ninguém socorreu.
- Quando desencarnaram, os três se reuniram e passaram a perseguir a esposa do fazendeiro – eles foram instados ao perdão pelos amigos espirituais, “mas nunca cederam um til nos planos sombrios em que penhoraram o coração”.
- Esclarece Gúbio que a mulher também possuía amigos dispostos a lhes estenderem a mão, “contudo, quando nos enceguecemos no mal, inabilitamo-nos, por nós mesmos, à recepção de qualquer recurso do bem.”
*
O drama, como se percebe, era terrível, e, com certeza, até hoje os seus protagonistas devem estar envolvidos em sua solução, que só Deus sabe quando há de cessar...
*
Gúbio pontifica com sabedoria:
- A perturbação vem de inesperado, instala-se à pressa; entretanto, retira-se muito devagar.
*
A infeliz irmã reencarnaria e, na companhia do esposo de outrora, receberia o trio na condição de filhos.
Eis, abaixo, o curto diálogo entre Gúbio e André:
- Os inimigos ser-lhe-ão filhos? – indaguei, ansioso, quebrando-lhe as reticências.
- Como não? Certamente, o caso já se encontra sob a jurisdição superior.
*
Reflitamos juntos nos dramas cármicos que envolveram as Cruzadas, a Inquisição, as duas Grandes Guerras Mundiais, os conflitos religiosos – só na chamada “Noite de São Bartolomeu”, milhares foram mortos... Na Guerra Civil da Síria, ainda em andamento, cerca de 500.000 pessoas, entre mulheres e crianças, já foram eliminados...   

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 1 de abril de 2019.

domingo, 24 de março de 2019


XL – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Na sequência do capítulo VII – imaginemos –, André Luiz se refere a labirintos que foram conduzi-los a “extensa edificação que, com boa vontade, nomearemos por asilo dos espíritos desamparados.
(...)
A gritaria, em torno, era de espantar.”
Pela palavra de André Luiz, entre os espíritos alienados, habitantes da nomeada “cidade estranha”, outros existiam ainda em piores condições! Espíritos enlouquecidos que isolavam, numa espécie de “asilo”, ou “hospício”, outros que eles próprios consideravam loucos... Realmente, muito difícil, para os encarnados, conceberem uma situação assim tão lastimável que, não obstante, existe!...
Reflitamos juntos sobre o próximo parágrafo:
- À frente, numa distância de dezenas de quilômetros (destacamos), sucediam-se furnas e abismos, qual se nos situássemos perante imensa cratera de vulcão vivo, alimentado pela dor humana, porque, lá dentro, turbilhões de vozes explodiam, ininterruptos, parecendo estranha mistura de lamentos de homens e animais.
Eis o “inferno” (do latim infernum – Seol, Hades, Geena...) concebido pela teologia católica e por inúmeras culturas mitológicas! André Luiz, com a sua narrativa, desmistifica o termo, apresentando-o como região natural que congrega, além da morte, espíritos em grande expiação, mas não condenados eternamente.
Atentemos para a palavra de Gúbio:
- Amontoam-se aqui, como se fossem lenhos secos, milhares de criaturas que abusaram de sagrados dons da vida. São réus da própria consciência, personalidades que alcançaram a sobrevivência sobre as ruínas do próprio “eu”, confinados em escuro setor de alienação mental. (...).
Em certos pontos, as narrativas de André Luiz coincidem com as de Dante Alighieri, poeta florentino, na obra “Divina Comédia”, escrita no início do século XIV.
Para maior espanto de André e Elói, o Instrutor Gúbio pontifica:
- Não estamos contemplando senão a superfície de trevosos cárceres a se confundirem com os precipícios subcrostais.
Acrescentamos: “precipícios subcrostais” renteando o Abismo, “esfera” que, em passant, André Luiz se refere em “Obreiros da Vida Eterna”.
*
Carecemos ainda enfatizar que entre tais entidades enlouquecidas, muitas quase animalizadas, não se contavam apenas seres embrutecidos ou de primária evolução, mas, principalmente, grandes inteligências que caíram pela crueldade, espíritos religiosos que se equivocaram tremendamente no campo da fé, deturpando os dons da crença...
Gúbio pondera:
- E se eles mesmos, senhores de preciosos dons de inteligência, com todo o acervo de revelações religiosas de que dispõem para solucionar os problemas da alma, se confiam voluntariamente a semelhante atraso, que nos resta fazer senão seguir nas linhas de paciência por onde se regula a influenciação dos nossos benfeitores? Sem dúvida, esta paisagem é inquietante e angustiosa, mas compreensível e necessária. (destacamos)
*
O Instrutor, encerrando o assunto, diz a André e a Elói que aquela imensa coletividade, no entanto, não estava esquecida pela Misericórdia Divina, que, aliás, não olvida sequer a existência do verme que se arrasta no subsolo.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 25 de março de 2019.  


domingo, 17 de março de 2019


XXXIX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo VII – “Quadro Doloroso” –, André Luiz e Elói prosseguem estudando, através das elucidações de Gúbio, a questão dos corpos “ovóides”. Notemos que já é o segundo capítulo do livro que André, praticamente, dedica ao estudo dos espíritos que, no Mundo Espiritual, “perderam” a forma humana, não sendo, pois, um registro eventual do autor de “Libertação”.
*
Nos primeiros parágrafos do referido capítulo, André se detém a descrever o cenário que tanto o impressionara naquela “cidade estranha”:
- Aleijados de todos os matizes, idiotas de máscaras variadas, homens e mulheres de fisionomia torturada, iam e vinham. Ofereciam a perfeita impressão de alienados mentais. Exceção de alguns que nos fixavam de olhar suspeitoso e cruel, com manifesta expressão de maldade, a maior parte, a meu ver, situava-se entre a ignorância e o primitivismo, entre a amnésia e o desespero.
André ainda diz que a cidade apresentava-se em desmantelo, com “detritos a transparecerem de toda parte”, o que leva o leitor a supor que tais entidades, inclusive, fizessem as suas necessidades em plena rua – e que o lixo, igualmente, fosse abundante em quase todos os lugares – a cidade, por assim dizer, era/é um “lixão” a céu aberto!...
Imaginemos, assim, as condições sanitárias em que viviam, e vivem, a população da referida urbe, contraindo as mais diversificadas moléstias em seu corpo espiritual.  Não nos espantemos, porquanto sabemos que, sobre a Terra, num país, por exemplo, como o Brasil, as condições sanitárias de várias cidades ainda deixam muito a desejar. Inúmeras doenças entre os encarnados são oriundas da falta de higiene e de limpeza nas casas e nos logradouros públicos!...
*
Por mencionarmos o assunto, segue outra questão aos nossos internautas:
- No Mundo Espiritual, principalmente nas Dimensões mais próximas, o perispírito é passível de contrair determinadas enfermidades, que passam a requerer tratamento médico especializado no Além?!...
E, com a sua permissão, mais outra:
- O carma... Esgotar-se-ia para o espírito com a morte do corpo físico, no qual, não raro, ele costuma se imprimir?!...
*
Sei não! Está faltando muito estudo a respeito, não é?!... Mas, sigamos adiante.
*
André Luiz informa em determinado parágrafo do capítulo em exame que “as mentes extraviadas, de modo geral, lutam com ideias fixas, implacáveis e obcecantes, gastando muito tempo a fim de se reajustarem.”
Ideias fixas – elas podem perdurar séculos! Acontece de o espírito reencarnar inúmeras vezes, sem, no entanto, conseguir a completa liberação dos pensamentos cristalizados, que, apenas gradativamente, vão se desfazendo... Daí a necessidade do “choque biológico” do fenômeno reencarnação/desencarnação/, que, para o espírito, não deixa de funcionar quase como o chamado “eletrochoque”, ou eletroconvulsoterapia, método terapêutico, sem dúvida, sujeito a muitas discussões acadêmicas, em cujo mérito não entraremos agora.
*
André, um pouco adiante, considera:
- Fossem poucos os transeuntes infelizes e poder-se-ia pensar num serviço metódico de assistência individual; mas, que dizer e uma cidade constituída por milhares de loucos declarados?
A “cidade estranha” era uma cidade de “zumbis”, sob o domínio de mentes cruéis que os mantinham em cativeiro, que películas cinematográficas quase conseguem retratar com perfeição na atualidade. Porém, caso não vivessem ali, onde é que haveriam de viver?! Vagando por que caminhos, ou estradas?! O que haveriam de comer e beber?! Ou será que tais entidades não carecem ter os seus envoltórios alimentados, e de se protegerem das intempéries?!...
Chega de perguntas, não é?!

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 17 de março de 2019.




segunda-feira, 11 de março de 2019


XXXVIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Os últimos parágrafos do capítulo VI, do livro “Libertação”, são repletos de ensinamentos reveladores.
André, dirigindo-se a Gúbio, pergunta-lhe se aqueles “esferoides vivos”, ou seja, se os corpos “ovóides” seriam capazes de ouvi-los, ou com eles estabelecer sintonia. O Instrutor lhe responde que “sim”, esclarecendo sem seguida: “... a maioria das criaturas, em semelhante posição nos sítios inferiores quanto este, dormitam em estranhos pesadelos.”

Conclusões a serem tiradas:
1 – Sítios inferiores existem à semelhança daquele que estava sendo visitado, na “cidade dos gregorianos”.
2 – A Dimensão Espiritual denominada “Trevas”, portanto, é um planeta de tamanho considerável, como que “abraçada” pela Crosta, que, por sua vez, é “abraçada” pela Dimensão Umbralina.
3 – A loucura, ou insanidade, conduz o espírito a estado de perturbação tal que ele “perde” o domínio sobre si mesmo.

Adiante, esclarece Gúbio:
“Registram-nos os apelos, mas respondem-nos, de modo vago, dentro da nova forma em que se segregam, incapazes que são, provisoriamente, de se exteriorizarem de maneira completa, sem os veículos mais densos que perderam, com agravo de responsabilidade, na inércia ou na prática do mal. Em verdade, agora se categorizam em conta de fetos ou amebas mentais, mobilizáveis, contudo, por entidades perversas ou rebeladas.” (destacamos)
Deduções lógicas:
1 – Os “ovóides” regrediram na forma – perderam os seus “veículos”, ou corpos espirituais”, mais densos... Quanto à inteligência, porém, eles a conservam de maneira embotada... Não significa regressão moral, que não pode haver – a chamada “involução”... Tais espíritos tão somente não lograram sustentar-se nos patamares evolutivos que atingiram – não criaram “raízes” morais e intelectuais suficientemente fortes para não tombarem... Jesus nos adverte, dizendo que a casa necessita ser construída sobre a rocha, e não sobre a areia!... Nossas conquistas espirituais carecem de ser “fixadas”, ou, em outras palavras, alicerçadas, pois, caso contrário, seremos induzidos a recomeçar.
2 – Vejamos que tristeza: “fetos ou amebas espirituais mobilizáveis (...) por entidades perversas”... Tais espíritos são “escravizados” por mentes poderosas que os utilizam a seu bel prazer... O homem não está, por exemplo, aprendendo a se valer de determinados “predadores” de pragas que atacam a lavoura?! Bactérias consideradas “boas” não têm sido utilizadas para combaterem as “más” na flora intestinal?! No corpo físico, como também no extrafísico, o que fazem os leucócitos, ou glóbulos brancos, que não seja fagocitar bactérias e outros microorganismos?! Reflitamos no universo de ideias que André Luiz, registrando as instruções de Gúbio nos descortina.

Encerremos este substancioso capítulo VI, de “Libertação”, com a palavra lúcida e surpreendente do elevado Instrutor:
“O caminho de semelhantes companheiros é a reencarnação na Crosta da Terra ou em setores outros de vida congênere, qual ocorre à semente destinada à cova escura para trabalhos de produção, seleção e aprimoramento.” (destaquei)

Desculpem-nos os irmãos/irmãs internautas, mas não consigo sofrear a pergunta:
- Ora, se o corpo espiritual é o modelo organizador biológico, como, por exemplo, esses “esferoides vivos” poderão reencarnar com forma humana?! O que vocês têm a nos dizer?! Não seria racional que reencarnassem disformes, ou simplesmente nascendo na condição de primitiva “massa” celular?!...
Aguardamos as suas respostas.
Pensem bem.
Vale 10, na prova!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 11 de março de 2019.






  

sexta-feira, 1 de março de 2019


XXXVII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Estudando sem pressa, qual convém se quer aprender, ainda no capítulo VI – “Observações e Novidades” – de “Libertação”, destacamos da palavra do Instrutor Gúbio:
“Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em derredor das paixões absorventes que por muitos anos elegeram em centro de interesses fundamentais.”
Possíveis deduções:
1 – Assim como o perispírito é causa para o corpo físico, o corpo mental é causa para o corpo perispiritual.
2 – O que determina a posição do espírito na escala evolutiva é a sua condição mental.
3 – A Lei da Gravidade funciona tanto para o corpo físico quanto para os diversos corpos espirituais, do mais denso ao mais sutil.
4 – Ao desencarnar, o endereço do espírito no vasto Condomínio Espiritual é o de seu grau de consciência.
5 – A rigor, ninguém “pede” para se elevar às Esferas Superiores – esse acontecimento se dá naturalmente, pois que não existe alguém cuidado de uma “cancela” no Mundo Espiritual, abrindo-a a alguns e cerrando-a a outras.
*
“Enriquecer a mente de conhecimentos novos, aperfeiçoar-lhe as faculdades de expressão, purificá-la nas correntes iluminativas do bem e engrandecê-la com a incorporação definitiva de princípios nobres é desenvolver nosso corpo glorioso, na expressão do apóstolo Paulo, estruturando-o em matéria sublimada e divina.”
Possíveis deduções:
1 – Semelhantes, embora, na aparência, nem todos os corpos físicos são iguais – em sua estrutura íntima cada qual possui certa característica que lhe permite uma existência mais ou menos saudável e, intelectualmente, ativa.
2 – Os corpos do espírito são suscetíveis de se aperfeiçoarem com as conquistas que ele efetue – tanto no campo intelectual e, principalmente, no campo moral. Notamos que, sobre a Terra, tal acontece, mormente com o corpo físico.
3 – O trabalho da perfeição é de dentro para fora, mas, também, pode funcionar de fora para dentro, dependendo das reações do espírito aos estímulos que receba.
4 – O perispírito, enfim, é a “túnica nupcial” à qual Jesus se refere em “A Parábola das Bodas” – o homem que entrara em palácio sem a “túnica nupcial”, por ordem do Rei, foi lançado para fora... O homem é o espírito, a “túnica nupcial” é a veste perispirítica, o Rei é a Lei. Aquele “penetra”, embora, por certo, estivesse bem “produzido”, não se trajava com uma veste da qualidade dos demais convidados... A condição íntima do espírito acaba por traí-lo exteriormente.
*
“Imergimo-nos dentro dos fluidos carnais e deles nos libertamos, em vicioso vaivém, através de existências numerosas, até que acordemos a vida mental para expressões santificadoras.”
Possíveis deduções:
1 – O fenômeno da reencarnação, para a maioria, é um círculo vicioso, que pode durar por séculos e séculos, com pequeno, ou quase nenhum aproveitamento do espírito.
2 – Acordar “a vida mental” é tarefa de cada um, dentro de sua capacidade de maturação psíquica, no aproveitamento das lições cotidianas da existência.
3 – Existem espíritos – em grande número – que “dormem” em sua atual encarnação, sem que se deem ao trabalho de pensar, expandindo a sua capacidade de raciocinar com a Verdade e de se doar através da mínima atitude de amor aos semelhantes.
*
Em síntese, afirma o Instrutor:
“Cada criatura nasce na Crosta da Terra para enriquecer-se através do serviço à coletividade. Sacrificar-se é superar-se, conquistando a vida maior.”
Dedução:
O maior adversário do espírito na tarefa da evolução chama-se “egoísmo”, em suas múltiplas formas de manifestação, até mesmo quando se caricatura de bondade.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 4 de março de 2019.




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019


XXXVI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Deixamos para os nossos estudos desta semana, o seguinte parágrafo da palavra de Gúbio a André Luiz, que, repetimos, pouco ou quase nenhum destaque vem merecendo dos estudiosos do Espiritismo.
Ei-lo:
- Sabes, assim, que o vaso perispirítico é também transformável e perecível, embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita.
Em síntese, eis algumas conclusões a serem tiradas:
1 – O perispírito é corpo constituído de matéria.
2 – “Transformável”, quer dizer: assim como o corpo físico, está sujeito à evolução.
3 – “Perecível”: o perispírito, ou corpo espiritual, também se submete ao fenômeno da “morte”.
4 – Deve ele, portanto, estar sujeito a naturais desgastes impostos pelo tempo e/ou doenças que o acometem.
5 – Assim, existe “morte” no Mundo Espiritual.
Salientamos que o assunto, anteriormente, já havia sido abordado por André Luiz no livro “Missionários da Luz”.
No mencionado livro, o terceiro da série “Andreluizina”, no capítulo 13 – “Reencarnação” –, o Autor espiritual registra a palavra de Alexandre:
...todavia, com o curso do tempo, em vista de nova alimentação e novos hábitos em meio muito diverso, incorporou (o perispírito) determinados elementos de nossos círculos de vida, dos quais é necessário se desfaça a fim de poder penetrar, com êxito, a corrente da vida carnal.
Conclusões:
1 – Com o decorrer do tempo, no Mundo Espiritual, o perispírito envelhece, inclusive, devido à “nova alimentação”.
2 – O perispírito, evidentemente, carece de ser alimentado para que possa sobreviver.
3 - Até mesmo o clima diferente na Vida além da morte influi nos traços gerais do perispírito, com consequências para a sua integridade “física”.
4 – Assim, um espírito desencarnado, por exemplo, há 20, 30, 40 anos, ou mais, pode, depois, não ser reconhecido de imediato pelos seus familiares e amigos, de vez que apresenta alterações em sua fisionomia. Quem aos 60, 70 ou 80 de idade, reconhece-se, com facilidade numa fotografia sua tirada aos 10, 15, ou 20 anos?!
*
No livro “Missionários da Luz”, ante determinada pergunta de André Luiz, Alexandre define a morte:
... desde que consideremos a morte do corpo carnal como simples abandono de envoltórios atômicos terrestres.
Eis, assim, o que significa “morrer” em qualquer parte.
*
Gúbio ainda esclarece a André:
- Viste companheiros (...), que se desfizeram dele (do perispírito), rumo a esferas sublimes, cuja grandeza por enquanto não nos é dado sondar, e observaste irmãos que se submeteram a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perispiríticos para renascerem na carne terrestre.
Portanto, conforme temos afirmado em mais de uma oportunidade:
“Morre-se” para cima e para baixo...
Em boa lógica, à luz da Fé Raciocinada:
Desencarna-se, e reencarna-se, para cima e para baixo...
Tal assunto também está inserido nas páginas do livro “Nosso Lar”, que é mera “cidade de transição” – como a cidade que você habita na Terra, para você e todos os demais, igualmente, é de transição. Aliás, a Terra é planeta de transição, e qualquer outro que o espírito venha a habitar no vasto Universo, ou em uma das muitas Moradas da Casa do Pai.
Quanto ao assunto nas páginas de “Nosso Lar”, pedimos a você que realize um trabalho de pesquisa.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 25 de fevereiro de 2019.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019


XXXV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

O tema dos “ovóides”, que alguns espíritas relutam em aceitar, contestando a autoridade espiritual de André Luiz, e, porque não dizer, a idoneidade mediúnica de Chico Xavier, levou o autor de “Libertação” a efetuar questionamentos diversos a Gúbio.
André estava assustado, observando, através da grade da janela do aposento em que se encontrava com os amigos, que várias entidades “transportavam” essas “esferas vivas”, “como que imantadas às irradiações que lhes eram próprias”. Com certeza, André, para observá-las, estaria se servindo de sua clarividência espiritual, de vez que seria ilógico, irracional mesmo, que aqueles espíritos estivessem “andando” pela cidade arrastando “ovóides” materializados – presos à sua cabeça, aos seus ombros, enfim, ao seu corpo... Os “ovóides”, que haviam “perdido” o corpo espiritual grosseiro, assim se apresentavam transfigurados em corpo espiritual mais etéreo – sem significar, evidentemente, que pudessem estar num patamar evolutivo de ordem superior... Eles haviam “regredido” à sua condição de “mônada” – de “mônada” que, ainda em “Evolução em Dois Mundos”, André Luiz afirma  que “através do nascimento e morte da forma, sofre constantes modificações nos dois planos em que se manifesta...” (destacamos)
Repetimos: nascimento e morte nos dois planos, deixando evidente, uma vez mais, a questão da Reencarnação no Mundo Espiritual, cuja tese, até o presente momento, não houve quem pudesse rebater com argumentos lógicos e racionais.
*
A tese da Reencarnação no Mundo Espiritual, que sustentamos, tem sido simplesmente tratada com ignorância e ironia, porquanto a sua fonte espiritual e mediúnica não é do agrado de tais confrades e confreiras, que, em vez de defenderem a Verdade, defendem seus interesses pessoais, que vão se tornando cada vez mais claros, envolvendo questões ligadas ao poder e ao dinheiro.
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O assunto dos “ovóides” possibilitou, ainda, que Gúbio e André Luiz enfocassem outra questão: a SEGUNDA MORTE.
Transcrevemos abaixo pequeno trecho:
- André – respondeu ele, circunspecto, evidenciando a gravidade do assunto –, compreendo-te o espanto. Vê-se, de pronto, que és novo em serviços de auxílio. Já ouviste falar, de certo, numa “segunda morte”...
- Sim – acentuei –, tenho acompanhado vários amigos à tarefa reencarnacionista, quando, atraídos por imperativos de evolução e redenção, tornam ao corpo de carne. De outras vezes, raras, aliás, tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual (1), conquistando planos mais altos. A esses missionários, distinguidos por elevados títulos na vida superior, não me foi possível seguir de perto.
(1) O perispírito, mais tarde, será objeto de mais amplos estudos das escolas espiritistas cristãs. – Nota do Autor espiritual.
*
 “Mais tarde”, quando?! Se o livro “Libertação” está a completar, em 2019, neste mês de fevereiro, 70 anos de sua publicação, e, até agora, ninguém se dispôs a estudar o assunto com o interesse devido?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 18 de fevereiro de 2019.