segunda-feira, 25 de setembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXVI

No capítulo 33 do livro “Nosso Lar”, André Luiz, basicamente, aborda quatro assuntos importantes: as saudades que sentia da família terrestre; o desdobramento – fornece notícias de dois espíritos encarnados que, no instante do desprendimento pelo repouso do corpo físico, estavam visitando “Nosso Lar”; a chegada da equipe de resgate denominada “Samaritanos”; e outra vez, referência aos animais no Mundo Espiritual.
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Comentemos, inicialmente, a sua observação daqueles “dois vultos enormes” dos quais, segundo ele, “dos pés e dos braços pendiam filamentos estranhos, e da cabeça como que se escapava um longo fio de singulares proporções.” Evidentemente, André está fazendo referências aos laços perispirituais que unem o espírito ao corpo carnal. O “fio de singulares proporções” que ele observa à altura da cabeça, é uma espécie de cordão umbilical, de natureza elástica, que tão somente, se desprende em definitivo quando do fenômeno da desencarnação.
No livro intitulado “Obreiros da Vida Eterna”, em seu capítulo XIII – “Companheiro Libertado” –, narrando a desencarnação de Dimas, o autor espiritual anota o que lhe disse Jerônimo: “Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma: o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos sediados no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.”
Os nossos irmãos internautas, certamente, haverão de pensar não apenas no cordão umbilical que, constituído por duas artérias liga o feto à placenta – quando o cordão umbilical é cortado, a criança, então, passa a respirar com autonomia – é o maravilhoso fenômeno do nascimento! Pensarão, igualmente, os nossos irmãos, naquele “cordão” que liga o astronauta à sua nave, e, através do qual, ele recebe suprimento de oxigênio. Se o cordão que liga o astronauta à nave espacial se romper, ele se perderá no espaço sideral. (Semelhantemente, os mergulhadores de grande profundidade – a Organização Internacional do Trabalho considera essa profissão a mais perigosa do mundo! – quando deixam os submarinos, que lhes abrem as escotilhas, ao caminharam sobre o piso dos oceanos, ou em suas proximidades, permanecem presos a eles por uma espécie de “cordão”.) Analogias interessantes, para que os nossos irmãos reflitam no chamado “cordão de prata”, dentro qual circulam energias de natureza atômica que promovem a união entre espírito-perispírito-corpo!...
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Nos espíritos menos evolvidos, os laços perispirituais, claro, se revelam mais grosseiros, e, portanto, menos elásticos, não permitindo que o espírito se ausente do corpo para longas distâncias. O “cordão umbilical” pode também, em sua existência, ser considerado subjetivamente, ou do ponto de vista psicológico, nas “imantações” que o espírito, estando encarnado ou desencarnado, experimenta, não logrando, na maioria das vezes, afastar-se muito do local em que respira, como, por exemplo: família, casa, cidade, país, etc.
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Em alguns episódios de desdobramento, ou da “saída” temporária do espírito do corpo físico, os filamentos perispirituais podem reunir-se em um único, que lhes parece terminar à altura das pernas, dos joelhos aos pés.
Quanto maior for a distância que o espírito, em estado de projeção, esteja de seu corpo físico, mais adelgaçado o “cordão de prata” se apresenta, podendo, quando assim esteja determinado que ocorra, romper-se em definitivo.
Em “Obreiros da Vida Eterna”, em seu capítulo XIX – “A Serva Fiel” –, falando sobre o desenlace de Adelaide Câmara, a nossa Aura Celeste, mais uma vez, André Luiz registrou a palavra de Jerônimo, o Instrutor: “A cooperação de nosso plano é indispensável no ato conclusivo da liberação; todavia, o serviço preliminar do desenlace no plexo solar e mesmo no coração, pode, em vários casos, ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a experiência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada.”
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Não obstante, a fim de não nos estendermos em demasia, o que André Luiz, no capítulo 33 de “Nosso Lar”, quis demonstrar é que, em circunstâncias especiais, espíritos encarnados na Terra podem, perfeitamente, visitarem outras Dimensões, porquanto, afinal, o espírito não se encontra “emparedado” no corpo carnal.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 25 de setembro de 2017.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXV

Prosseguindo a refletir sobre o capítulo 32 – “Notícias de Veneranda” –, da reveladora obra “Nosso Lar”, após a explanação inicial de Narcisa, André Luiz questiona sobre a natureza do mobiliário existente dos salões dos parques do Ministério do Esclarecimento... Notemos bem: m o b i l i á r i o! Em outras palavras, André se interessa em saber pelos “móveis” que compõem os salões, formados por “um verdadeiro castelo de vegetação”! Evidentemente, ele perguntava sobre mesas, cadeiras, possíveis estantes, etc. Perguntamos aos que consideram tudo o que existe no Mundo Espiritual como sendo fruto da mente: André Luiz teria sido iludido a tal ponto de não conseguir distinguir um objeto abstrato de um concreto?! Aos que vêm rotulando a sua obra de ficção, insistimos: por que, em nenhuma página de suas volumosas obras, sequer en passant, ele não se preocupa em esclarecer aos seus leitores, dizendo que estivesse fazendo literatura espírita de ficção?! Quando se refere à Natureza em “Nosso Lar”, mencionando o reino mineral, o vegetal e o animal, estaria ele apenas preocupado com literatura?! Se assim é, o que nos garante que, quando fala do reino hominal, além da morte, também não estivesse simplesmente compondo personagens imaginárias para as suas obras?! Eis algumas poucas perguntas que, respeitosamente, endereçamos aos nossos internautas, e aos adeptos da tese de que tudo, no Planeta Espiritual seja fruto de uma ilusão de natureza mental.
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Ainda digno de nota é o que Narcisa diz ao autor espiritual de “Nosso Lar”, quando se refere às comemorações do Natal – do Nascimento de Jesus –, no mês de Dezembro, demonstrando que certas tradições terrestres continuam sendo cultivadas pelos desencarnados – pelo menos, nas Dimensões mais próximas da Crosta, de vez que, com certeza, nas Superiores, apegos a eventos assinalados pelo calendário humano já devem ter sido superados, embora, de nossa parte, acreditemos que o Advento de Jesus, descendo a Terra, essa pobre Esfera de nosso Sistema Solar, seja motivo de reverência em todas as demais Esferas do Sistema.
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Falando, agora, um pouco mais sobre Veneranda, Narcisa afirma que ela “é a entidade com maior número de horas de serviço na colônia e a figura mais antiga do Governo e do Ministério, em geral. Permanece em tarefa ativa, nesta cidade, há mais de duzentos anos.”
Novamente: se tudo o que existe no Mundo, ou Planeta, Espiritual, é de “mentirinha”, poderosa alucinação que, desde a Codificação, e mesmo antes dela, tem acometido a cabeça de inúmeros autores espirituais – inclusive, a do Cristo, que fala na existência de muitas moradas na Casa do Pai! –, por que Veneranda haveria de se preocupar em trabalhar tanto na cidade de “Nosso Lar”, onde, há mais de dois séculos, se encontrava em serviço ativo?! Trabalhar, fazendo o quê?!...
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Para os chamados “puristas”, que vêm apregoando um “retorno” à Obra Kardeciana, rotulando a Obra Xavieriana de perturbação psíquica da parte do Médium, o Mundo Espiritual só serve como “estação de transição” para que o espírito possa, na primeira oportunidade, reencarnar – não serve para mais nada! Ora, até a Bíblia descreve o Éden, ou o Paraíso, com a sua exuberante Natureza, acolhendo, inclusive, a serpente, “mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito”...
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Para os “puristas”, considerados, por eles mesmos, “kardecistas da gema”, toda a Vida existe em função da matéria, e não do espírito, de vez que a Vida só tem utilidade quando o espírito está a pelejar nos campos da matéria grosseira! O Mundo Espiritual é apenas “trampolim” para uma nova existência terrena, de vez que, além da morte, nada se faz – não se estuda, não se trabalha, não se copula... Ops! Desculpem-me! De fato, para os “puristas”, o perispírito deve mesmo ser destituído de genitália, apenas não sabendo eu, nas culminâncias de minha ignorância, como é que, sendo o perispírito o MOB – “Modelo Organizador Biológico” –, através do qual o corpo carnal se organiza, ele, lisinho da silva, pode formar pênis e vulva, e, em alguns casos, anômalos, os dois de uma vez em um só corpo...
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Apenas para encerrar, ainda sobre Veneranda, Narcisa esclarece: “Intimamente, ela vive em zonas muito superiores à nossa e permanece em ‘Nosso Lar’ por espírito de amor e sacrifício. Soube que essa benfeitora sublime vem trabalhando, há mais de mil anos, pelo grupo de corações bem-amados que demoram na Terra, e espera com paciência.”
O Senhor, por certo, haverá de continuar esperando, com paciência, pelos “puristas” e, igualmente, por nós outros, impuros de corpo e alma!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 18 de setembro de 2017.



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXIV

No capítulo 32 de “Nosso Lar”, André Luiz nos traz importantes informações a respeito da extraordinária figura de Veneranda, Ministra da Regeneração. Veneranda, em uma de suas últimas encarnações sobre o orbe terrestre, ficou conhecida como Isabel de Aragão, rainha de Portugal, e, com justiça, considerada na condição de Rainha Santa Isabel. Ela era um dos espíritos que integrava a Falange que oferecia retaguarda espiritual à tarefa do médium Chico Xavier.
Poderíamos aqui, evidentemente, tecer os mais diferentes comentários em torno de sua extraordinária personalidade, que, até hoje, se encontra, igualmente, nos Dois Planos da Vida, empenhada no progresso espiritual do povo lusitano, sendo ela, sem dúvida, um dos iluminados espíritos que, junto a Portugal, representa Jesus. Todavia, nos limitaremos, neste post, a destacar alguns tópicos do capítulo referido acima, endereçando-os, principalmente, àqueles nossos irmãos e irmãs de Ideal que insistem na equivocada tese de que tudo o que existe no Mundo Espiritual seja fruto da mente. Infelizmente, o objetivo de semelhante argumento, inspirado pelos espíritos adversários da Doutrina Espírita, é o de reduzir a Obra Mediúnica de Chico Xavier à mera obra de ficção!...
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“Aquelas árvores acolhedoras, aquelas virentes sementeiras, reclamavam-me a todo momento.”
- “No grande parque – dizia ela (Narcisa) – não há somente caminhos para o Umbral ou apenas cultura de vegetação destinada aos sucos alimentares.”
“Trata-se dos ‘salões verdes’ para serviço de educação. Entre as grandes fileiras das árvores (...). Periodicamente, as árvores eretas se cobrem de flores, dando-nos ideia de pequenas torres coloridas, cheias de encantos naturais. Temos assim, no firmamento, o teto acolhedor, com as bênçãos do Sol ou das estrelas distantes.”
“Todos os Ministérios pediram cooperação, inclusive o da União Divina, que solicitou o concurso de Veneranda na organização de recintos dessa ordem, no Bosque das Águas.”
Vejamos: em apenas sete parágrafos, inúmeras referências à Natureza em o Mundo, ou Planeta, Espiritual! Tudo seria simples projeção da mente de Veneranda, provocando ilusões na mente de André Luiz?! Alias, frequentemente, neste espaço mesmo temos indagado aos nossos leitores: o que, sobre a Crosta, não será construção da mente?! O Universo é plasmado pela Mente do Criador!...
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Na atualidade do mundo, alguns irmãos e irmãs, no Brasil e, também, em Portugal, têm se deixado levar por aqueles que, inclusive, andam dizendo que “Emmanuel” não passa de uma “invenção” de Chico Xavier, enquanto outros afirmam que André Luiz, escrevendo a série “Nosso Lar”, era um espírito obsessor de Chico! São eles, em maioria, a reencarnação de sacerdotes da Igreja de Roma, que admitiam que as comunicações mediúnicas pudessem ocorrer, mas que, então, somente o Demônio pudesse comunicar-se! O assunto, pois, é antigo, e Kardec, com autoridade, o contesta, em “O Livro dos Médiuns”. Os ataques ao Evangelho do Cristo, periodicamente, se travestem de modernidade, mas continuam os mesmos de outrora, conseguindo envolver os incautos.
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Por pensar assim, dias atrás, tivemos oportunidade de saber no Youtube, o depoimento de um confrade anunciando que não é mais espírita, qual se ele for, ou não, espírita, viesse a fazer alguma diferença para a Doutrina. Impressionante, a importância que o referido irmão se dá em seu depoimento, com o qual procura influenciar a opinião alheia. A sua ideia está tão fixa nos postulados espíritas, que, temos certeza, não conseguirá ele produzir filmes, para exibir em seu canal, sem buscar no Espiritismo a sua fonte de inspiração, nem que seja para escrachá-lo. Realmente, notamos que a porta, que já era estreita, anda se estreitando ainda mais – creio que o Senhor, devido à grande insanidade reinante entre os espíritos encarnados, e também desencarnados, deliberou encostá-la mais um tanto junto ao batente do portal em que ela se descerra.
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O que vocês acham, ou não acham, sobre o exposto?! Vocês acham que o Mundo, ou Planeta, Espiritual seja uma ilusão, qual o Budismo considera ser a existência do homem na Terra?! Em que sentido, a vida humana no orbe terrestre seria uma ilusória aventura?!...
Semana que vem voltaremos a nos encontrar, e, então, com um pouco mais de espaço, continuaremos no assunto.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 11 de setembro de 2017.










segunda-feira, 4 de setembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXIII
 
No capítulo 31, de “Nosso Lar”, André nos relata o episódio que envolve um “espírito-vampiro”, que – interessante –, ludibriando os “vigilantes das primeiras linhas”, fora bater ao grande portão da cidade, suplicando asilo.
E segue a nossa primeira pergunta: como seria possível que um espírito da tal natureza atravessasse as linhas de defesa da cidade, que, recordemos, era fortificada, construída à semelhança das antigas “cidades-estado”?! O que vocês acham?!
O fato – permitam-nos – nos leva a comparar o texto do autor espiritual com o que é descrito na Parábola das Bodas, em Mateus, capítulo 22, versículos 1 a 14, quando – vejamos – um convidado é descoberto na festa e colocado para fora da mesma, porque “não trazia a veste nupcial”... O que seria a “veste nupcial”, claro, numa interpretação transcendente, qual é o objetivo da Parábola contada por Jesus?!
O referido “espírito-vampiro” estava pedindo socorro, “no grande portão que dá para os campos de cultura”... Outra pergunta: que “campos de cultura” seriam tais?! O que neles se cultivava, e com que finalidade?! André Luiz estaria recorrendo apenas a mera figura literária?!...
André e Narcisa compadeceram-se daquela mulher, “coberta de andrajos, rosto horrendo e pernas em chaga viva”... Contudo, não dispondo de autoridade para acolhê-la, deliberaram chamar o Irmão Paulo, “orientador dos vigilantes”, ou, modernamente, dos seguranças. (Não nos esqueçamos de que, dias atrás, em abençoada Casa Espírita do grande Recife, o Centro Espírita “Amor ao Próximo”, ocorreu lamentável ato de violência, cometido por criminosos. Será que chegaremos ao ponto de, em nossos templos de fé, ter que revistar um por um de seus frequentadores eventuais?! Autoridades incompetentes – não generalizando – as que estão se responsabilidade pela segurança pública no Brasil!) O que vocês fariam, ou fazem, quando algum suspeito aparece na Casa Espírita          que frequentam, ou mesmo bate às portas de sua residência?! Compadecem-se, colocam-no para dentro, ou, prudentemente, redobram a vigilância?!
Sem rodeios, observando a situação espiritual da infeliz entidade, Irmão Paulo conclui: “Esta mulher, por enquanto, não pode receber nosso socorro. Trata-se de um dos mais fortes vampiros que tenho visto até hoje.
É preciso entregá-la à própria sorte.” 
Estando ela rodeada por cinquenta e oito “pontos escuros”, Irmão Paulo explicou que elas representavam as cinquenta e oito crianças que ela, profissional de ginecologia na Terra, havia assassinado ao nascerem!

Narcisa, em sua condição de mulher, chega a insistir com o “orientador dos vigilantes” para que aquela entidade fosse recebida. – “Reconheço, minha amiga – respondeu o diretor da vigilância, impressionando pela sinceridade –, que todos somos espíritos endividados; entretanto, temos a nosso favor o reconhecimento das próprias fraquezas e a boa vontade de resgatar nossos débitos; mas esta criatura, por agora, nada deseja senão perturbar quem trabalha.”
Concordam com a atitude de Irmão Paulo?! Parece-nos – não acham?! – que as Leis Divinas, embora sendo a expressão do Amor de Deus, funcionam alicerçadas na Justiça. Ainda em Mateus, no capítulo 25, na Parábola dos Talentos, Jesus é claro ao dizer: “E o servo inútil lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” 
Tais elucubrações, em nosso post desta semana, levam-nos a deduzir que, realmente, em todos os setores da Vida, de acordo com a palavra de nossos Maiores “a disciplina deve anteceder a espontaneidade”!
Assim que teve negada a sua entrada em “Nosso Lar”, a pobre entidade revolta-se e começa a ofender a Irmão Paulo, que, então, lhe responde com severidade fraternal: “Faça, então, o favor de retirar-se. Não temos aqui o céu que deseja. Estamos numa casa de trabalho, onde os doentes reconhecem o seu mal e tentam curar-se, junto de servidores de boa vontade.”
E ele próprio concluiu, falando com André e Narcisa: “Observaram o Vampiro? Exibe a condição de criminosa e declara-se inocente; é profundamente má e afirma-se boa e pura; sofre desesperadamente e alega tranquilidade; criou um inferno para si própria e assevera que está procurando o céu.”
A infeliz, naturalmente, como esclarece o orientador, seria atendida alhures pela Bondade Divina, mas, naquele momento, a caridade legítima mandava que as portas de “Nosso Lar” não lhe fossem abertas.
Dura realidade, não é?!
Segundo a legenda grafada na Bandeira do Brasil, sem ordem não há progresso. O que nos leva a pensar que, infelizmente, a falta de Progresso existente no Brasil, basicamente, é falta de Ordem, a começar pela imoralidade de alguns que lhe orientam o serviço de vigilância.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 4 de setembro de 2017.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXII

No capítulo 30, de “Nosso Lar”, André Luiz traz à baila o palpitante assunto “Herança e Eutanásia”, contando sobre a situação familiar de uma jovem que, do Outro Lado, prestava assistência ao seu pai, vítima da eutanásia, aplicada a ele pelo seu próprio filho médico.
O pai agonizava no leito, quando o filho, de nome Edelberto, administra-lhe a chamada “morte suave”, interessado que estava, rapidamente, em receber a herança do genitor.
O fato nos faz recordar da resposta que os Espíritos Superiores transmitiram a Kardec, na questão de número 808-a, de “O Livro dos Espíritos”: - A riqueza hereditária, entretanto, não é fruto das más paixões? R – Que sabes disso? Remonta à origem e verás se é sempre pura. Sabes se no princípio ela não foi o fruto de uma espoliação ou de uma injustiça? Mas sem falar em origem que pode ser má, crês que a cobiça de bens, mesmo os melhores adquiridos, e os desejos secretos que se concebem de os possuir o mais cedo possível, sejam sentimentos louváveis? Isso é o que Deus julga, e te asseguro que o seu julgamento é mais severo que o dos homens.”
Sabemos de caso recente, acontecido a uma amiga nossa, em cidade do interior do Estado de São Paulo, que, aos noventa de idade, um pouco mais, foi pressionada psicologicamente por alguns de seus familiares, interessados em sua morte rápida, para que se apropriarem do que lhe pertencia – ela não foi envenenada como no caso descrito por André Luiz, mas, cotidianamente, recebia sucessivos abalos emocionais, provocados pelos familiares referidos, até que veio a sucumbir.
Em “Nosso Lar”, a filha, chamada Paulina, se desdobrava junto ao pai para que ele esquecesse o episódio e procurasse perdoar o filho criminoso, libertando-se daquela situação que criara uma obsessão em grupo. – “Perdoe Edelberto, papai! – apelava ela. – Procure sentir nele, não o filho leviano, mas o irmão necessitado de esclarecimento. Estive em nossa casa, ainda hoje, lá observando extremas perturbações. Daqui desse leito, o senhor envolve todos os nossos em fluidos de amargura e incompreensão, e eles lhe fazem o mesmo por idêntico modo. O pensamento, em vibrações sutis, alcança o alvo, por mais distante que esteja. A permuta de ódio e desentendimento causa ruína e sofrimento nas almas. Mamãe recolheu-se, faz alguns dias, ao hospício, ralada de angústia. Amália e Cacilda, entraram em luta judicial com Edelberto e Agenor, em virtude dos grandes patrimônios materiais que o senhor ajuntou nas esferas da carne.”
Quantos casos semelhantes espalhados no mundo?! Famílias inteiras em desagregação pela ambição desmedida!...
Notemos que, mesmo do leito hospitalar, ao qual se encontrava recolhido, certamente por méritos pessoais não mencionados, o genitor, envolto em sentimento de ódio, afetava a família na Terra.
Comentando o assunto com André Luiz, Narcisa esclarece: “Os casos de herança, em regra, são extremamente complicados. Com raras exceções, acarretam enorme peso a legadores e legatários. Neste caso, porém, vemos não só isso, mas também a eutanásia. A ambição do dinheiro criou, em toda a família de Paulina, esquisitices e desavenças. Pais avarentos possuem filhos esbanjadores. Fui a casa de nossa amiga, quando o irmão, o Edelberto, médico de aparência distinta, empregou, no genitor quase moribundo, a chamada ‘morte suave’. Esforçamo-nos por o evitar, mas foi tudo em vão. O pobre rapaz desejava, de fato, apressar o desenlace, por questões de ordem financeira, e aí temos agora a imprevidência e o resultado – o ódio e a moléstia.”
E arremata:
“Deus criou seres e céus, mas nós costumamos transformar-nos em espíritos diabólicos, criando nossos infernos individuais.”
Vejamos, ainda, a preocupação de Narcisa em dizer a André que, pelo Mundo Espiritual, tudo havia sido feito para demover o filho infeliz de seu intento de assassinar o próprio pai. Sempre, sim, na condição de desencarnados, procuramos interceder em favor de nossos irmãos ainda na carne, no entanto, na maioria das vezes, eles nos fazem “ouvidos de mercador”, e, então, em respeito ao seu livre arbítrio, nada mais nos compete fazer.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 28 de agosto de 2017



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXI
 
No início do capítulo 29 – “A Visão de Francisco” –, de “Nosso Lar”, André Luiz, conforme dissemos, recebe uma ligação ao aparelho de “comunicações urbanas”, ou, em outras palavras, ao nosso velho e útil telefone com fio. Era Laura, a mãezinha de Lísias, que desejava as suas notícias, já que ele não voltara para casa – voltamos a frisar que a comunicação entre ambos não aconteceu telepaticamente, mas sim através da palavra articulada.
Ao telefone, a simpática matrona lhe diz: “Muito bem, meu filho! apaixone-se pelo seu trabalho, embriague-se de serviço útil. Somente assim, atenderemos à nossa edificação eterna. Lembre-se, porém, que esta casa também lhe pertence.”
Reflitamos sobre como, em obediência aos Desígnios Superiores, as coisas acontecem: muito provavelmente, André Luiz não fora parar na casa de Lísias e sua mãe por obra do acaso, posto o acaso não existe nem mesmo aqui, ou muito menos aqui, na Vida além da morte. Chico Xavier, quando encarnado, ao informar sobre a reencarnação de Emmanuel – ele sempre se referia ao fato com muita discrição –, dizia que Emmanuel haveria de descender da família de Laura e Ricardo, que, segundo ele, seriam seus avós. Claro, igualmente, está que, André Luiz, através da mediunidade de Chico, não se ligaria à Obra de Emmanuel por mero acidente de percurso.
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Bem, vamos lá.
Um rapaz, internado num dos Pavilhões das “Câmaras de Retificação”, começara a gritar, e Narcisa se mobilizara para atendê-lo. Era Francisco, que, alucinado, se referia à visão que estava tendo de um “monstro”, assim dizendo: “Irmã Narcisa, lá vem ‘ele!’, o ‘monstro! Sinto os vermes novamente! ‘Ele!’ ‘Ele!...’ Livre-me ‘dele’, irmã! não quero, não quero!...” O “monstro”, referido por Francisco, era a visão de seu próprio corpo já em adiantado estado de decomposição...
Narcisa, então, assim explica o fenômeno a André: “O pobrezinho era excessivamente apegado ao corpo físico e veio para a esfera espiritual após um desastre, oriundo de pura imprudência. Esteve, durante muitos dias, ao lado dos despojos, em pleno sepulcro, sem se conformar com situação diversa. Queria firmemente levantar o corpo hirto, tal o império da ilusão em que vivera e, nesse triste esforço, gastou muito tempo.” 
Antes de prosseguir, permitam-me narrar o que, em certa ocasião, Chico contou aos amigos.
Chico tinha o hábito de orar no cemitério – sempre que podia, a fim, talvez, de não ser incomodado em suas preces e reflexões, Chico se dirigia ao chamado “campo santo”. Numa dessas visitas ao cemitério, em tarde muito chuvosa, Chico se deparou com a figura de um homem ao pé de um túmulo. Ele estava de chapéu, envergando uma capa escura que lhe caía, praticamente, até aos tornozelos – usava botinas pesadas, próprias para quem trabalha em terreno lamacento. O médium, contudo, percebeu que aquele homem, um espírito fora do corpo, estava cheirando à bebida – estava alcoolizado! Ambos, então, começaram a conversar com naturalidade, pois Chico sempre dialogava com os “mortos” com a mesma espontaneidade que conversava com os “vivos”.
- Meu irmão – perguntou-lhe Chico, no rápido diálogo que se desdobrou –, o quê está fazendo aqui, debaixo dessa chuva?...
- Eu trabalho aqui! – respondeu apontando para uma das covas.
- O senhor é coveiro?! – tornou o médium com simplicidade.
- Não! – replicou o espírito daquele homem que, segundo Chico, era muito alto e robusto. – Eu pulo aí dentro para tirar quem não quer sair... É por esse motivo que eu bebo! O mau cheiro é muito forte! Se eu não beber, eu não aguento!...
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Quanta coisa, para os espíritos, existe no primeiro “ensaio de movimento”, além da matéria densa, que os homens encarnados desconhecem, não é mesmo?! Quem poderia imaginar a existência de coveiros “às avessas”, trabalhando no Mundo Espiritual, “desenterrando os espíritos” excessivamente apegados à forma que se deteriora?!...
Francisco, o personagem de André Luiz no capítulo em estudo, havia deixado o corpo num desastre – certamente, quando ainda contava viver mais longamente na Terra, sem qualquer preocupação de ordem transcendente. Narcisa, em sua preciosa elucidação, acrescentou que o rapaz “amedrontava-se com a ideia de enfrentar o desconhecido e não conseguia acumular nem mesmo alguns átomos de desapego às sensações físicas.”
Acreditem: para a esmagadora maioria dos que deixam o corpo físico, pelo fenômeno da desencarnação, morrer representa o mesmo que, em trajes menores, alguém ver-se numa praia, diante do mar infinito que se sente impelido a enfrentar, mas que, sem saber nadar ou nadando mal, sequer ousa tirar os pés da areia!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 21 de agosto de 2017. 

domingo, 13 de agosto de 2017

10º ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE JESUS CRISTO COM CHICO XAVIER E SUA OBRA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP.

Agora, no próximo final de semana, nos dias 19 e 20, estará sendo realizado em São José dos Campos, o 10º ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE JESUS CRISTO COM CHICO XAVIER E SUA OBRA, iniciativa, sem dúvida, das mais louváveis, que, há dez anos, foi começada na cidade de Uberaba, Minas Gerais.
Vale ressaltar, e com letras em maiúsculo, que O ENCONTRO SERÁ TOTALMENTE GRATUITO, com os irmãos e irmãs de Ideal de São José dos Campos, e vizinhanças, no Estado de São Paulo, arcando com as despesas que um conclave dessa natureza proporciona – embora, saibamos, nunca existe real necessidade de se provocar gastos além das possibilidades dos colaboradores de cada uma das cidades-sede.
Quando do I ENCONTRO, realizado em Uberaba, as críticas, partindo de alguns integrantes do próprio Movimento Espírita choveram, na tentativa de fazer com que a ideia morresse em seu próprio berço. Essas vozes dissonantes calaram-se, ou baixaram o tom, e o ENCONTRO continuou, como haverá de continuar enquanto, naturalmente, tal for possível aos seus organizadores. Nesse ínterim, inclusive, o ENCONTRO foi realizado em Portugal, na cidade de Lisboa, com a presença de grande público.
O objetivo do ENCONTRO, como se sabe, é o que colocar em destaque a OBRA MEDIÚNICA DE CHICO XAVIER como complemento da OBRA KARDECIANA, ainda enfocando os exemplos que o inesquecível MÉDIUM sempre nos transmitiu na VIVÊNCIA da Doutrina.
Infelizmente, porém, temos constatado que, em outros setores, o interesse pessoal, visando ganho financeiro, vem imperando no Movimento Espírita, sob o olhar muito complacente dos espíritas que, com as exceções de praxe, se posicionam “em cima do muro”, fazendo vistas grossas para o que, em verdade, envergonha e enlameia o nosso Movimento.
Parece que o mercantilismo, entre médiuns e oradores menos vigilantes e comprometidos com o amor à Causa, vem se generalizando cada vez mais, sob o pretexto de se gerar divisas para obras assistenciais, que, pelo arrecadado em uma só noite, ou em um só final de semana, devem ter uma despesa astronômica, e que deveriam, a nosso ver, serem submetidas a uma operação semelhante à da “LAVA-JATO”.
A verdade é que a gleba do Movimento Espírita encontra-se repleto de joio, semeado entre trigo. O que é não é novidade, visto que o próprio Cristo nos advertira a respeito, em Mateus, 13, 24-30.
A MENSAGEM ESPÍRITA NÃO DEVE SER VENDIDA PARA SUSTENTAR OBRAS DE CARIDADE, PORQUE A MENSAGEM ESPÍRITA, EM SI, É A MAIOR CARIDADE QUE PODE SER PRATICADA.
Somos de opinião que, entre se vender a Mensagem Espírita, em Congressos, Simpósios, Seminários, Encontros, etc, com o fito de se manter obras ditas de Caridade, e não manter essas mesmas obras, melhor é que elas não sejam levadas adiante.
Neste sentido, gostaríamos de apelar aos irmãos e irmãs de Ideal para que não apoiem e não compareçam a EVENTOS ESPÍRITAS PAGOS – e, não raro, regiamente pagos! –, QUE NÃO OS PRESTIGIASSEM E NEM OS PROMOVESSEM, porque a sua simples presença será um endosso a esse crime que está a se cometer contra o ESPIRITISMO.
Mesmo no que tange às OBRAS ESPÍRITAS, necessário se torna que, economicamente, elas se tornem de mais fácil acesso ao bolso dos que por elas se interessem, evitando-se os preços exorbitantes, que, por vezes, proporcionam, em cada título, um ganho de até 500%.
Não participem, pois, de PALESTRAS PAGAS – seja o espetáculo qual for: de cura, de pintura mediúnica, de psicografia, de oratória, etc. Esses tais não merecem ser vistos e, tampouco, ouvidos.
Portanto, aproveitamos aqui o ensejo para convidá-los a comparecerem nos próximos dias 19 e 20 de Agosto, em São José dos Campos, para o 10º ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE JESUS CRISTO COM CHICO XAVIER E SUA OBRA, provando, há 10 anos, que, com um pouco de desapego e ideal, é-se possível continuar DANDO DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA SE RECEBE.
Deus abençoe o nosso ENCONTRO, ao qual, sim, compareceremos com os Amigos de Jesus e de Chico Xavier que mourejam fora do corpo carnal, agradecendo, de nossa parte, aos espíritas de São José dos Campos pelo amor com que organizam o Evento.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 13 de Agosto de 2017.



 





sexta-feira, 11 de agosto de 2017

AOS COMENTARISTAS DO BLOG DO DR. INÁCIO FERREIRA

Solicitamos a compreensão de todos, mas, doravante, por motivos óbvios, os comentários anônimos ao Blog semanal do Dr. Inácio Ferreira, não serão mais publicados.
Certos da compreensão de todos os amigos internautas, rogamos a Jesus que a todos nos abençoe e guarde.

Uberaba, 11 de agosto de 2017.



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA – XX

No capítulo 28, de “Nosso Lar”, ainda colhemos precioso apontamento em torno da questão do tempo, ou do fuso horário, além da morte, nas Esferas mais próximas da Crosta. Você, porventura, já teria tido oportunidade de pensar em semelhante questão?!
Ao despedir-se de André Luiz, que, junto a Narcisa, havia se oferecido para dar plantão à noite, nas “Câmaras de Retificação”, Tobias lhes diz: “Desejo a vocês muita paz de Jesus, boa noite e serviço útil. Amanhã, às oito horas (grifamos), você poderá descansar. O máximo de trabalho, cada dia, é de doze horas, mas estamos em circunstâncias especiais.” Desta simples frase, você, amigo (a) internauta, poderá tirar muitas deduções, como, por exemplo, em “Nosso Lar”, cidade situada no “Umbral Fino”, o dia ser, igualmente, de vinte e quatro horas. Concorda?! Se não concordar, é simples: propõe uma teoria! Não faça como os críticos estéreis que se limitam a discordar e... pronto! – imaginam estar prestando um grande serviço à Doutrina! Eu não vou fazer isso, mas quase que os chamo de teólogos “dermatologistas”! Não, eu não posso fazer isso, e, como não posso fazer isso, por clara ofensa aos meus colegas “dermatologistas”, chamá-los-ei apenas e tão somente de rasos de entendimento. – Um espírito de elevada estirpe, igual do Dr. Inácio Ferreira, servindo-se de uma linguagem tão provocativa?! – eis que os imagino dizendo. Agradeço-lhes a consideração ao meu nome, mas, principalmente agora, desencarnado, eu me sinto muito longe de tal condição espiritual.
Ainda nos interessando a questão do tempo no Planeta Espiritual, que “abraça” a Crosta, Narcisa, dedicada enfermeira, esclarece a André: “... permaneço nas ‘Câmaras de Retificação’, em serviço ativo, há seis anos e alguns meses; entretanto, ainda me faltam mais de três anos para realizar meus desejos.” Outra lógica constatação: no Umbral, seja Grosso ou Fino, o ano é de doze meses! Será que o correr no tempo, no Planeta Espiritual, também não faz com que as coisas envelheçam?! O que vocês acham?! Não é dedução plausível?! Ora, André Luiz, no primeiro parágrafo do primeiro capítulo da Obra em análise, escreve: “Eu guardava a impressão de haver perdido a ideia de tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito.” Tratava-se, evidentemente, de mera impressão, ou de fenômeno mental imediato que acomete o espírito em seu desenlace do corpo. Assemelha-se, em muitos casos, a alguém que, ao sair de um estado comatoso, necessita ser informado a respeito do quadro da existência física para a qual volta a despertar. Digamos que, em muitos desenlaces do corpo, o espírito pode ser acometido por transitório processo de Alzheimer...
Mas, gostaríamos de insistir, perguntando: se o tempo continua a passar na Dimensão Espiritual, a criança que lá se encontra domiciliada pode crescer, o jovem pode envelhecer e o idoso, “morrer”?! Eu perguntei primeiro – portanto, vocês é que devem responder. Estou, contudo, muito interessado nas respostas dos ortodoxos. Será que me dariam a honra dessa contradança doutrinária?!...
Narcisa, continuando a dialogar com André Luiz, elucida ao ilustre cientista, Dr. Carlos Chagas, que a Ministra Veneranda, a fim de lhe dispensar determinado endosso à futura existência na Terra, “exigiu-lhe” “dez anos consecutivos” de trabalho nas “Câmaras”! Não foi um pedido, ou um aconselhamento, mas, sim, uma exigência! Narcisa afirmou que, no primeiro instante, quis recusar, mas, depois, reconheceu que a Ministra estava com a razão. Claro que estava com a razão, pois determinadas concessões a quem não sabe o que fazer com elas é extremamente contraproducente, e, em vez de ser um benefício, podem ser prejudiciais àqueles que as recebem, pelo natural agravamento da responsabilidade.
Em nosso próximo post analisaremos o capítulo 29 – “A Visão de Francisco”, porque, agora, Narcisa estava sendo chamada ao “aparelho de comunicações urbanas”! – “Aparelho de comunicações urbanas”?! Podemos, então, pensar em “aparelho de comunicações interurbanas” no Além?! Que acham?! Que espíritos atrasados, que não conseguiam se comunicar pela telepatia?! Ora, que coisa! Vocês não acham, queridos (as) amigos (as)?! Espírito saiu do corpo que seja já tem que sair volitando e “telepatando”, ou não?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 7 de agosto de 2017. 






segunda-feira, 31 de julho de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XIX
 
Nas obras de André Luiz, pelas lavra de Chico Xavier, especialmente em “Nosso Lar”, existem detalhes que necessitam ser mais bem apreciados pelos estudiosos da Vida além da morte – detalhes de suma importância para uma compreensão mais ampla do Planeta Espiritual, que chamamos de Verdadeira Pátria, mas que ainda está longe de nos ser a Moradia Ideal.
No capítulo 28 – “Em Serviço” –, André Luiz, logo no terceiro parágrafo informa que Tobias, ligando o “receptor”, entrou em contato com “os Samaritanos em atividade no Umbral”“Estabelecido o contato elétrico, o pequenino aparelho, sob os meus olhos, começou a transmitir o recado...” Vejamos que a energia de natureza “elétrica” continua tendo o seu lugar no Mundo Espiritual, e, certamente, toda e qualquer espécie de energia, inclusive ainda desconhecidas dos homens na Terra.
“aparelho”, sem dúvida, deveria ser um transmissor e receptor de voz, precursor da telefonia celular. Tais aparelhos, muito utilizados durante a Segunda Guerra Mundial, surgiram nos anos 40 – a obra de André Luiz é de 1943, porém, relatando episódios de 1938. Durante a denominada Primeira Grande Guerra (1914-1918), o meio de comunicação mais comum era o pombo-correio. Vejamos que salto gigantesco! 
Adiante, no capítulo 28, o Grupo dos “Samaritanos” informa que haviam logrado sequestrar às trevas espirituais “vinte e nove irmãos” – o verbo “sequestrar” nos leva a inferir que eles estivessem sendo mantidos prisioneiros. Estranhando o fato, André Luiz questiona: “- Como assim? Porque esse transporte em massa? Não são todos espíritos?” A que se devia a estranheza de André Luiz?! Por que motivo os vinte e nove se encontravam retidos nas zonas mais obscuras do Umbral?! Por que não tiveram condições de seguir adiante, alcançando, por exemplo, as portas de “Nosso Lar”?! E mais: a Segunda Grande Guerra, conforme se sabe se desenvolveu mais nos campos da Europa – ora, “Nosso Lar”, localizada nos céus do Brasil, que, geograficamente, se manteve muito afastado do palco das lutas, enviou missões socorristas ao mundo europeu. Seriam vítimas pertencentes à “Força Expedicionária Brasileira”?!
Respondendo a André, Tobias lembra-lhe que ele mesmo não havia chegado a “Nosso Lar” de outro modo, ou seja: André havia sido “sequestrado” às regiões umbralinas, de onde fora transportado com o auxílio de uma maca. E explica: “... a Natureza não dá saltos, e que, na Terra, ou nos círculos do Umbral, estamos revestidos de fluidos pesadíssimos. São aves e têm asas, tanto o avestruz como a andorinha; entretanto, o primeiro apenas subirá às alturas se transportado, enquanto a segunda corta, célere, as vastas regiões do céu.” A Lei Gravitacional também funciona para os corpos espirituais?! Será a “Gravidade” que impede que os espíritos, após o seu desenlace do corpo carnal, atinjam as Esferas Superiores, demorando-se ao redor da Terra?! São questões que, fraternalmente, enviamos aos nossos internautas. O que vocês acham?! Como interpretam?!
Interessante, ainda, é que Tobias, conversando com Narcisa, lamentou o reduzido número de atendentes no Hospital para assistir, ao mesmo tempo, tantas vítimas – aqui, no Mais Além, em determinados setores de atividades espirituais, igualmente, é pequeno o número de companheiros dispostos a colaborar. Com o Cristo, continuamos a rogar ao Senhor da seara por maior número de trabalhadores: “A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara.” (Mateus, cap. 9 – vv. 37 e 38). Com o propósito de colaborar, André Luiz, então, ofereceu-se para permanecer de plantão! O seu esforço, ao lado de Narcisa e alguns outros, foi tamanho naquela noite que lhe ocasionou a “fadiga dos braços”... Então, meu caro internauta, os móveis e utensílios outros não foram movimentados por eles valendo-se do poder da mente?! O perispírito, ou corpo espiritual, é suscetível de experimentar cansaço?! – desgaste pelo esforço físico despendido?!...
Sinceramente, eu não sei se alguns espíritas andam mesmo lendo e refletindo sobre o livro “Nosso Lar”! O que vocês me dizem?! Estão lendo e não estão estendendo, ou estão lendo, entendendo e silenciando por não concordarem, ou por conveniência?!...
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 31 de julho de 2017.