domingo, 18 de novembro de 2018


XXV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Na sequência, Gúbio esclarece, fazendo alusão à existência de inteligências sub-humanas que viviam na referida cidade: “Quem não cumpre aqui dolorosa penitência regenerativa, pode ser considerado inteligência sub-humana. Milhares de criaturas utilizadas nos serviços mais rudes da natureza, movimentam-se nestes sítios em posição infraterrestre.”
No livro “Roteiro”, editado pela FEB, cujo prefácio é de 1952, Emmanuel, no capítulo 9 – O Grande Educandário –, considera: “Mais de vinte bilhões de almas conscientes desencarnadas, sem nos reportarmos aos bilhões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de evolução.”
Comparemos os dois textos. As inteligências sub-humanas são os considerados seres “elementais”, entidades que se encontram em transição para maiores conquistas no campo do intelecto. Porém, mesmo entre os de inteligência sub-humana, já nos deparamos com aqueles que revelam as suas inclinações – como entre os animais, alguns de trato mais afável, e outros não. Entre os considerados sub-humanos, no que tange à evolução, nos deparamos com a questão hierárquica.
*
Em seguida, o Instrutor elucida: “Em desenvolvimento de tendências dignas, candidatam-se à humanidade que conhecemos na Crosta. Situam-se entre o raciocínio fragmentário do macacóide e a ideia simples do homem primitivo na floresta.”
Essas entidades, muitas vezes, são escravizadas por inteligências perversas que delas abusam, colocando-as, no Plano Espiritual ou no Plano Material, a seus serviços escusos.
Diz Gúbio: “Afeiçoam-se a personalidades encarnadas e obedecem, cegamente, aos espíritos prepotentes que dominam em paisagens como esta.” Eis aqui a explicação para a existência de entidades que servem aos propósitos daqueles que, não raro, desejam fazer mal às pessoas, vampirizando-as, interferindo, enfim, negativamente, em suas vidas.
Esclarece, porém, Gúbio: “O contacto com certos indivíduos inclina-os ao bem ou ao mal e somos responsabilizados pelas Forças Superiores que nos governam, quanto ao tipo de influência que exercemos sobre a mente infantil de semelhantes criaturas.”
*
Em “O Livro dos Espíritos”, na pergunta 549, encontramos: “Há alguma coisa de verdadeiro nos pactos com os maus espíritos?” Resposta: “Não, não há pactos, mas uma natureza má simpatiza com espíritos maus. Por exemplo: queres atormentar o teu vizinho, e não sabes como fazê-lo; chamas então a ti os espíritos inferiores, que, como tu, não querem senão o mal, e para te ajudar querem que também os sirvas nos seus maus desígnios. Mas disto não se segue que o teu vizinho não possa se livrar deles, por uma conjuração contrária ou pela sua própria vontade. Aquele que deseja cometer uma ação má, pelo simples fato de o querer, chama em seu auxílio os maus espíritos, ficando obrigado a servi-los como eles o auxiliam, pois eles também necessitam dele para o mal que desejam fazer. É nisso somente que consiste o pacto.”
*
Adiante, André Luiz faz curiosíssima observação: “Notei a existência de algumas organizações de serviços que nos pareceriam, na esfera carnal, ingênuas e infantis, reconhecendo que a ociosidade era, ali, a nota dominante. E porque não visse crianças, exceção feita das raças de anões, cuja existência percebia sem distinguir os pais dos filhos...” (destacamos)
Naquela dimensão espiritual das Trevas, as raças de anões se reproduziam – Reencarnação no Mundo Espiritual! André afirma que não conseguia distinguir os pais dos filhos – praticamente, reencarnavam em série!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de novembro de 2018.




segunda-feira, 12 de novembro de 2018


66... – Falta só mais um 6!...

Meu filho, 66...
Falta só mais um 6, para o número da “besta” do Apocalipse...
Mas, você está indo bem...
Ainda há de chegar lá...
A verdade é que, por muitos, você já é considerado um “tsunami”...
Perigoso maremoto...
Invasor de praias e cidades...
Conflita-se com os doutores da lei...
Põe-se contra os modernos escribas e fariseus...
Ousa opinar...
Dizer o que pensa...
Não pode...
Contrariar o status quo do Movimento?!
Um absurdo...
Desafiar os velhos “caciques”...
O que você está querendo, se não apanhar, e muito?!...
Masoquista...
Depois reclama...
Como Eça disse a Fernando, provoca discussão e não quer ser discutido?!...
Ora, não tem jeito...
Seja a reencarnação de um avestruz e... estará tudo certo...
Faça como muita gente, que esconde a cabeça e mostra o traseiro...
Não o estou incentivando ao nudismo...
Para tanto, procure a Cap d’agde Pueblo Naturista, ao sul da França...
Sim, na pátria do Codificador...
Mas, mudemos de assunto...
9 de novembro...
18 de Brumário do ano VIII...
Golpe de Estado...
Terá sido influência da data – novo regime na França, liderado pelo jovem general Napoleão Bonaparte?!...
Não sei, talvez, quem sabe...
O certo é que o tempo avança...
O Carlim das quadras de futebol-de-salão – um tremendo perna de pau! – é o Baccelli dos tablados de MMA...
Não sei como ainda não foi a nocaute...
É cada coice...
Ainda bem que, de mim, além de meus pensamentos, você, na condição de médium, tem assimilado a alegria – ou o deboche, sei lá...
Sabe, desde que me tornei espírita, plantei um bananal...
Tenho sempre bananas para distribuir...
Verdes e maduras...
Grandes e pequenas...
Sempre cantarolo aquela canção “O Vendedor de Bananas”...
Conhece?!...
Pesquisei – de Jorge Ben Jor...
Ele ainda está na carcaça...
“Eu vendo banana, mãe, mas eu sou honrado, mãe...”
No meu caso, eu não vendo – distribuo de graça... É tanto bananão no fundo do meu quintal!...
Continue firme, viu?!...
Você conhece aquele ditado que a gente deve fingir de morto?!... Continue fingindo...
Fingir de morto... Como é mesmo o ditado?!...
Ai, meu Deus, até aqui a minha “consciência exterior” me cerceia...
A Modesta me vigia de longe...
O Odilon me enquadra...
Já o Manoel Roberto me inspira...
Mas, em contrapartida, eu não lhe dou sossego...
Sim, a você...
Um jovem, aos 66...
Fumando feito uma chaminé, eu fui aos 84...
Você, que não fuma, tem obrigação de ir a mais – pelo menos, mais uns quatro lustros...
Em 20 anos, talvez, possamos rabiscar um tanto mais...
Incomodar mais gente...
Provocar...
Enfurecer...
Parabéns, viu!...
Não tenho aqui, para a gente comemorar, um daqueles sucos de caju que tomávamos juntos, em nossa casa, com os meus gatos passeando sobre a mesa...
Nem uma bela taça de vinho do Porto...
Ou uma Malzbier geladinha, igual à que sua mãe, Dona Odette, degustava aos domingos...
Dizia que era para aumentar o leite...
E o ”epicurismo”...
Mas, tenho um grande abraço para lhe dar – de toda a turma!...
Continue firme na trincheira...
Se não morreu até agora, é porque, de fato, é imortal!...
Não da Academia de Letras...
Mas, da Academia da Teimosia elevada ao quadrado, porque é a minha somada à sua!...
Abraços.
Desculpe a informalidade...
O seu presente?! A sua viagem de graça a Portugal, e o lançamento de um livro editado lá...
Polêmico, mas verdadeiro...
Eu gosto é de médium assim...
Bem haja!...
Se o seu avião despencar, estou lhe esperando...
Com uma vassoura novinha...
Tem muita sujeira a varrer por aqui também...
Eu não sei, mas tem espírita que, mesmo depois de morto, parece que vive com diarreia...
Deus meu!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 9 de novembro de 2018.


domingo, 4 de novembro de 2018


XXIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

As preciosas elucidações de Gúbio a André Luiz e Elói prosseguiam sem interrupção.
André, surpreso, com a decadência da forma naqueles seres (espíritos), que se lhes expressava no corpo espiritual, indaga sobre a causa de tais aberrações.
“Milhões de pessoas – informou, calmo –, depois da morte, encontram perigosos inimigos no medo e na vergonha de si mesmas. (...) O espírito, em qualquer parte, move-se no centro das criações que desenvolveu.”
Afinal, aquele era o mundo dos “draconianos” – daqueles espíritos de consciência culpada, ainda não beneficiada pelo arrependimento! Aquela “cidade estranha” era a exteriorização da condição mental dos espíritos que a haviam edificado, com o intuito de “pararem” no tempo, para que a Lei de Causa e Efeito não funcionasse para eles...
Prestemos atenção: “para que a Lei de Causa e Efeito não funcionasse para eles”! É como se tais entidades vivessem em constante fuga de si mesmos, a fim de que a consciência não os constrangesse à introspecção – organizavam-se em defensiva para se eternizarem naquela situação, mantendo-se consciencialmente impenetráveis...
*
André, na sequência, indaga: “... não há recursos de soerguer semelhantes comunidades?”
Gúbio responde: “A mesma lei de esforço próprio funciona igualmente aqui. Não faltam apelos santificantes de Cima; contudo, com a ausência da íntima adesão dos interessados ao ideal da melhoria própria, é impraticável qualquer iniciativa legítima, em matéria de reajustamento geral.”
Interessante que os nossos irmãos e irmãs internautas façam a leitura do capítulo X – “Fogo Purificador” –, de “Obreiros da Vida Eterna”, também da lavra de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier.
Espíritos existem tão ociosos que, a fim de que consigam sair de seu secular comodismo, necessitam ser instigados pela Lei Divina, que, então, ao seu redor, promove, inclusive, fenômenos naturais que os constrangem à indispensável mudança.
A Lei não os força a mudar por dentro, mas faz com que se “desalojem” por fora, para que novas circunstâncias possam beneficiá-los no campo da redenção de si mesmos.
*
Interessantíssima observação do Instrutor: “E até que resolva atirar-se ao empreendimento da própria ascensão, vai sendo aproveitando pelas leis universais no que possa ser útil à Obra Divina. A minhoca, enquanto é minhoca, é compelida a trabalhar o solo; o peixe, enquanto é peixe, não viverá fora d’água...”
Tudo serve aos Propósitos do Criador! Quem se julga o espírito mais independente, de maneira inconsciente, é o que mais se submete aos Desígnios Divinos.
Conforme tantos já escreveram, o mal está a serviço do bem – é necessário o escândalo, mas ai daquele por quem o escândalo venha – ensinou-nos Jesus.
*
De repente, André Luiz começa a se perguntar se aqueles seres não eram sub-humanos...
“... vestiam-se de roupagem francamente imunda...”
“Lombroso e Freud encontrariam aí extenso material de observação. Incontáveis tipos que interessariam, de perto, à criminologia e à psicanálise vagueavam absortos, sem rumo.”
André, sem dúvida, descreve um imenso hospício, ou uma enorme penitenciária a céu aberto!
Na imperfeição da forma, começou ele a observar a existência de muitos pigmeus (anões), que, certamente, contrastavam com outras figuras quase humanas, de “animais em cópia abundante, embora monstruosos” que se movimentassem “a esmo, dando-me a ideia de seres acabrunhados que pesada mão transformara em duendes.”
Quando André diz “dando-me a ideia”, pode-se, sem receio, crer que essa era a realidade – o Autor espiritual apenas pretendeu amenizar o impacto de suas descrições.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de novembro de 2018.



segunda-feira, 29 de outubro de 2018


XXIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Na sequência de nossas reflexões sobre o capítulo IV de “Libertação”, Gúbio, elucidando dúvidas de André Luiz e Elói, afirma:
“Já perambulamos por estes sítios sombrios e inquietantes, mas os choques biológicos do renascimento e da desencarnação, mais ou menos recentes, não te permitem, nem a Elói, o desabrocho de reminiscências completas do passado.”
Quantos de nós outros não teremos, igualmente, perambulado pelas regiões inferiores do Mundo Espiritual, emergindo, lentamente, do pântano de nossos erros?! Quantos de nós, talvez, não tenhamos, por ação da Divina Misericórdia, delas saído para a Terra, ou para outra Dimensão, e, quem sabe, após a experiência vivenciada, haveremos de para elas regressar?! Quantos não são os que, escondidos sob a forma humana, ainda não passam de seres capazes de cometer despautérios que os nivelam aos “draconianos”, descritos por André Luiz?!
*
De repente, segundo o autor espiritual, eles começaram a ouvir uma música exótica...
Vejam: até o gosto musical com o qual ainda nos identificamos não deixa de nos manifestar a evolução do espírito... Naqueles “sítios” a música era primitiva – exótica, quanto exóticos são os sons de diversas expressões musicais no orbe terrestre, que, por vezes, levam as multidões ao delírio e à insanidade, induzindo ao consumo de drogas e à devassidão...
*
Gúbio recorda a André e Elói que deveriam permanecer em atitude de vigilância e oração, esclarecendo:
“Em qualquer constrangimento íntimo, não nos esqueçamos da prece. É, de ora em diante, o único recurso de que dispomos a fim de mobilizar nossas reservas mentais superiores, em nossas necessidades de reabastecimento psíquico. Qualquer precipitação pode arrojar-nos a estados primitivistas, lançando-nos em nível inferior, análogo ao dos espíritos infelizes que desejamos auxiliar.”
Sim! Quantas vezes o homem se deixa encolerizar com facilidade, permitindo-se influenciar pelas circunstâncias adversas, em vez de lograr influenciá-las?! Uma simples discussão pode degenerar em agressão, e, não raro, culminar com a prática de um crime... É que a linha divisória que nos separa da “fera” que, ainda ontem, fomos, é muito frágil, e com facilidade pode ser ultrapassada... Se Gúbio, elevado Instrutor mantinha-se vigilante neste sentido, o que podemos dizer de nós outros, encarnados e desencarnados, que ainda não nos encontramos enraizados em nossas convicções de ordem superior?!...
*
- “Em minutos breves – narra André – penetramos vastíssima aglomeração de vielas, reunindo casario decadente e sórdido.”
Construções típicas da Alta Idade Média...
Insalubridade...
Esgoto correndo a céu aberto...
- “Rostos horrendos, contemplavam-nos furtivamente, a princípio, mas, à medida que varávamos o terreno, éramos observados, com atitude agressiva, por transeuntes de miserável aspecto.”
Com certeza, embora materializados, Gúbio, André e Elói exibiam uma fisionomia diferente, com traços que chamavam a atenção daqueles espíritos, que os espreitavam movidos por intenções diversas...
- “Mutilados às centenas, aleijados de todos os matizes, entidades visceralmente desequilibradas, ofereciam-nos paisagens de arrepiar.”
Quanto mais inferior a Dimensão em que a Vida se manifesta, mais sofre a forma em que ela se expressa.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de outubro de 2018.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018


XXII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Continuando a descrever a “metamorfose” a qual se submeteram, a fim de que fossem percebidos naquela Dimensão Subcrostal, André Luiz anotou:
“Reparei, confundido, que a voluntária integração com os elementos inferiores do plano nos desfigurava enormemente (destacamos). Pouco a pouco, sentimo-nos pesados e tive a ideia de que fora, de improviso, religado, de novo, ao corpo de carne, porque, embora me sentisse dono da própria individualidade, me via revestido de matéria densa, como se fosse obrigado a envergar inesperada armadura.”
Notemos que interessante, e, mais uma vez, chamamos a atenção do leitor para a questão da Reencarnação no Mundo Espiritual, que nada mais é que um processo de materialização mais demorada em cada Plano que o espírito seja chamado a viver.
Curioso o que diz Gúbio a seguir:
“Nesta cidade sombria, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nos achamos.”
Mas também, de nossa parte, aproveitamos para esclarecer que, mesmo em tais Dimensões sombrias costumam reencarnar espíritos de certo grau evolutivo com a finalidade de instruírem os que lá estejam domiciliados. Afinal, Cristo não veio a Terra?! E, antes Dele, tantos outros, como Sócrates, por exemplo?! E, depois Dele, Francisco de Assis, Teresa d’Ávila, Chico Xavier?!...
*
Gúbio alerta na sequência:
“Se erguermos bandeira provocante, nestes campos, nos quais noventa e cinco per cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será estraçalhado em alguns instantes. Centenas de milhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados.”
A cidade dos “gregorianos” era uma cidade de loucos... E salientemos que ela não era, qual não é, a única existente em tal Plano, ou Dimensão, ou Planeta Espiritual – milhões e milhões de espíritos, mentalmente, ainda vivem no passado, e se organizam como se organizavam os homens nos séculos transatos.
*
Chico Xavier psicografou o livro “Libertação” em 1949. Posteriormente, em conversa reservada com alguns amigos – conversa que, infelizmente, vazou –, ele disse que, a conselho de Emmanuel, André Luiz acabou por retirar muitas páginas da obra, com a finalidade de não criar induções excessivamente negativas na mente dos leitores.
Chico, mais tarde, contou-nos pessoalmente que na cidade dos “gregorianos” eram realizadas verdadeiras orgias, bacanais, com os seus moradores idolatrando como deuses os símbolos fálicos, que carregavam em andores, nas procissões que realizavam...
As explicações de Chico, tendo sido vazadas – um dos amigos aos quais ele havia narrado o fato fora ao conhecido tribuno Newton Boechat, que, inadvertidamente, passara-a adiante, em palestra –, foram, ainda recentemente, plagiados por outro “médium”, que, como de hábito costuma fazer, apresentou em livro a “revelação” como sendo de sua lavra.
*
Em seguida, André pergunta a Gúbio:
“E há governo estabelecido num reino estranho e sinistro como este?”
A resposta do Instrutor, naturalmente, foi afirmativa, pois, afinal, em qual reino – mesmo no reino animal – não existe governo?! Não obstante, Gúbio esclarece: “Qual ocorre na esfera carnal, a direção neste domínio, é concedida pelos Poderes Superiores, a título precário.” Quer dizer: tudo com o Consentimento Divino, pois nada – absolutamente nada – acontece fora da Vontade de Deus.


INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 22 de outubro de 2018.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018


XXI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

André Luiz faz questão de descrever de maneira pormenorizada o cenário com o qual se depara, assim que atravessa a “fronteira” das Dimensões – ele, Gúbio e Elói haviam “descido” abaixo da Crosta Terrestre. Haviam concluído uma verdadeira “viagem no tempo” – sem dúvida, poderiam ser considerados na condição de “agêneres” na Dimensão visitada, quase mesmo que na condição de extraterrestres!
*
“Lembrando a ‘selva oscura’, a que Alighieri se reporta no imortal poema, eu trazia o coração premido de interrogativas inquietantes.
Aquelas árvores estranhas, de frondes ressecadas, mas vivas, seriam almas convertidas em silenciosas sentinelas de dor, qual a mulher de Lot, transformada simbolicamente em estátua de sal? E aquelas grandes corujas diferentes, cujos olhos brilhavam desagradavelmente nas sombras seriam homens desencarnados sob tremendo castigo da forma? Quem chorava nos vales extensos de lama? criaturas que houvessem vivido na Terra que recordávamos, ou duendes desconhecidos para nós?”
No texto acima, sem dúvida, André Luiz nos leva a refletir nos fenômenos denominados zoantropia, licantropia e cinantropia.
*
 Chico Xavier contava que um filho sempre costumava a espancar a mãe... Um dia, cansada de tanto dele apanhar, a mãe começou a maldizer o filho, dizendo que as suas mãos ainda haveriam de secar... Com o tempo, de fato, os braços do rapaz foram secando, assumindo a forma retorcida dos galhos de árvores ressequidas ao Sol... E ele, o filho agressivo – segundo Chico – haveria de renascer assim – com os braços e as mãos retorcidos, à semelhança dos galhos mortos de uma árvore.
*
Até então – segundo o impressionante relato do autor espiritual –, eles não se faziam notar pelos grupos hostis com os quais se defrontavam...
“...indiferentes, incapazes de registrar-nos a presença. Falavam em alta voz, em português degradado (destacamos), mas inteligível, evidenciando, pelas gargalhadas, deploráveis condições de ignorância. Apresentavam-se em trajes bisonhos e conduziam apetrechos de lutar e ferir.”
Notemos: eles poderiam lutar e ferir... Sim, em seus organismos perispirituais, os três amigos poderiam ser feridos – recomendamos aqui, para maiores esclarecimentos, a leitura do livro “O Rosário de Coral”, escrito pelo Dr.Wylm, editado pela FEB.
*
Gúbio, em seguida, fala com André e Elói sobre a necessidade de se materializarem – na verdade, auto-materilizarem-se!
“Finda a nossa transformação transitória, seremos vistos por qualquer dos habitantes desta região menos feliz.”
*
Então, eles passaram a inalar “as substâncias espessas que pairavam em derredor, como se o ar fosse constituído de fluidos viscosos.
Elói estirou-se, ofegante, e não obstante experimentar, por minha vez, asfixiante opressão, busquei padronizar atitudes pela conduta do Instrutor, que tolerava a metamorfose, silencioso e palidíssimo.”
Percebamos que nem o próprio Gúbio deixou de algo sofrer com a “metamorfose”...
*
Pelo exposto, podem os nossos irmãos encarnados imaginar o sacrifício relativo a que se expõem os desencarnados que sempre estão em contato com a Crosta...
Quando o contato é muito longo, sem indispensáveis intervalos de refazimento, o corpo espiritual, inclusive, pode ser afetado por doenças.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de outubro de 2018.
 


segunda-feira, 8 de outubro de 2018


XX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

O capítulo IV do livro “Libertação” – “Numa Cidade Estranha” –, sem dúvida, é um dos mais interessantes e reveladores do livro, pois, na companhia de Gúbio e Elói, André Luiz visita a Dimensão das Trevas, que é uma Dimensão Subcrostal.
Chico Xavier dizia que quando tinha oportunidade de “enxergar” os diferentes Mundos, era como se ele “enxergasse” uma bola dentro de outra – uma bola de gude dentro de uma de beisebol, uma de beisebol dentro de uma de futebol de salão, uma bola de futebol de salão dentro de outra de futebol de campo, e, assim, sucessivamente.
*
Estudando os livros de André Luiz – repetimos –, percebemos que ele leva o leitor a realizar uma “viagem no tempo” – quando, por exemplo, escreve “Nosso Lar”, ele conduz a mente do leitor ao futuro, mas quando escreve “Libertação”, conduz a mente do leitor ao passado... Claro que a referida “viagem no tempo” é realizada tomando a Terra como ponto de referência – a Terra é o tempo presente, onde o leitor das obras de André Luiz se encontra situado.
Inclusive, já tivemos oportunidade de afirmar, necessitamos de pluralizar o Mundo Espiritual – são Mundos Espirituais, sendo que a Terra não passa de ser mais um deles! Assim como o corpo físico nada mais é que um de nossos inúmeros corpos espirituais, ou perispíritos!...
Simples assim.
*
André relata: “Após a travessia de várias regiões ‘em descida’, com escalas por diversos postos e instituições socorristas, penetramos vasto domínio de sombras”.
A descrição que é feita a seguir nos transmite a impressão de que os três amigos – André, Gúbio e Elói – estão voltando à Terra da Idade Média – exceção feita à Natureza, que o autor espiritual fará questão de retratar com detalhes.
Esse “em descida”, colocado entre aspas, é muito interessante, porquanto, a rigor, quem saberá dizer o que fica em cima e o que ficam abaixo, o que fica a direita ou o que fica à esquerda... Mais uma vez, notemos um dos principais postulados da Física Quântica confirmado: o objeto observado depende do observador... Tal constatação do Mundo da Física vale, igualmente, para o Mundo Moral.
*
Descrevendo a paisagem desoladora com que eles se deparam, logo após atingirem a meta e “pisarem chão firme”, André registra:
“A claridade solar jazia diferenciada.
Fumo cinzento cobria o céu em toda a sua extensão.
A volitação fácil se fizera impossível.
A vegetação exibia aspecto sinistro e angustiado. As árvores não se vestiam de folhagem farta e os galhos, quase secos, davam a ideia de braços erguidos em súplicas dolorosas.”
Tentemos interpretar o texto acima: o Sol era o mesmo, porém quase encoberto por nuvens escuras – certamente, de acentuada poluição física (incêndios) e psíquica – das formas-pensamento que pairavam na psicosfera...
Natureza sofrida.
Com certeza, pouca água.
Entre espíritos sofredores, até a Natureza sofre.
Notemos, ainda, que, em quase tudo, a Dimensão é semelhante à da Crosta – Sol, vegetação, árvores, aves agoureiras, répteis (como haveremos de ver no próximo estudo)...
Um ambiente de desolação.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de outubro de 2018.






segunda-feira, 1 de outubro de 2018


XIX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No diálogo que mantém com o Instrutor, Matilde considera: “... compete-me trabalhar muito e sem desanimo, com incessante aproveitamento das horas. Moverei as cordas da intercessão, mobilizarei meus amigos, rogarei a Jesus fortaleza e serenidade. Iniciaremos a liberação com o teu abnegado concurso na zona abismal.”.
Notemos que não há quem alguma coisa faça sozinho... Matilde, embora a sua elevação espiritual, a fim de lograr a libertação de Gregório, necessitaria mover “as cordas da intercessão”. Gúbio, inicialmente, socorreria a Margarida, que, no passado, fora sua filha e que se encontrava imantada ao verdugo. A dolorosa trama, sem dúvida, também envolvia a Gúbio afetivamente. Margarida, que se encontrava encarnada, vítima de insidiosa obsessão, havia sido sua filha, e Gúbio, ao que tudo indica, igualmente, tinha responsabilidade sobre os desvios de Gregório. O Instrutor não havia sido “escolhido” aleatoriamente para a tarefa da libertação daquele que, um dia, chefiara os destinos da Igreja de Roma.
*
Em resposta à solicitação de Matilde, Gúbio lhe diz: “Socorreste-me com a tua intercessão, amparando-me o zelo afetivo, perante as necessidades de Margarida. Um coração paternal é sempre venturoso, em se humilhando pelos filhos que ama. Sou simplesmente teu devedor, e, se Gregório me flagelasse nos círculos em que domina, semelhante aflição se converteria igualmente em júbilo, dentro de mim.”.
*
Quem realmente ama é capaz de empreender qualquer sacrifício em prol do coração amado.
Não há quem, de fato, consiga avançar, nas sendas da evolução, esquecendo entes amados na retaguarda.
Gúbio desceria até os limites do abismo – “atravessaria” a Dimensão da Crosta, chegando às Trevas, descendo, praticamente, até o limiar do Abismo.
*
Matilde, então, promete que, em momento aprazado, iria à determinada região, nos “campos de saída”, encontrar-se, pessoalmente, com Gregório. (“A expressão “campos de saída” define lugares-limites entre as esferas inferiores e superiores.” – Nota de André Luiz).
Entre as Dimensões diferentes existem vários “pontos de contato”, ou “portais magnéticos”, semelhantes às “passagens” às quais, modernamente, a Física denomina “buracos de minhoca”, que são considerados um “atalho” através do espaço e do tempo.
O termo “buraco de minhoca”, criado por um físico estadunidense, John A. Wheller, em 1957 – um século após o lançamento de “O Livro dos Espíritos” –, é antecipado por André Luiz, em 1949!...
*
Ainda materializada, Matilde considera, em despedida: “Seguir-te-ei a ação e aproximar-me-ei no instante oportuno. Creio na vitória do amor, logo resplandeça o minuto do reencontro. Nesse dia abençoado, Gregório e os companheiros que mais se afinarem com ele serão trazidos por nós a círculos regeneradores e, dessas esferas de reajustamento, conto reorganizar elementos ante o futuro promissor, sonhando em companhia dele as realizações que nos competem alcançar.”.
 A expedição socorrista, em direção às Trevas, estava prestes a partir, com Gúbio, Elói e André.
Não seria fácil a tarefa da “descida”, pois que os três deveriam promover o adensamento de seu próprio corpo espiritual, passando a viver na situação de “agêneres” por tempo mais ou menos longo – caso tal não acontecesse, eles não teriam condições ser “vistos” e “ouvidos” pelos espíritos daquela “cidade estranha”, e, consequentemente, de se entenderem com eles diretamente, através da palavra articulada.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 1 de outubro de 2018.




segunda-feira, 24 de setembro de 2018


XVIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo III, de “Libertação”, após descrever a materialização de Matilde, espírito domiciliado em Dimensões de transcendência, André descreve o diálogo que travado entre ela e Gúbio, que haveriam de se empenhar no resgate de Gregório.
Gregório, habitando uma Dimensão Subcrostal, denominada “Trevas”, despencara de grande altura, pois que, de Papa que houvera sido, segundo Matilde, passara a desempenhar “a detestável função de grande sacerdote em mistérios ocultos”, e chefiava “condenável falange de centenas de outros espíritos desditosos, cristalizados no mal...”.
Matilde ainda afirma que, por séculos, esperava pela renovação de Gregório.
Veja-se como, nas sendas da evolução, os espíritos, em certas circunstâncias, podem se afastar uns dos outros – alguns continuam “ganhando altura”, enquanto muitos se lançam a profundos desfiladeiros...
Não obstante, os espíritos que avançam prosseguem se sentindo no dever de estender as mãos àqueles da retaguarda, qual a Divina Exemplificação do Senhor, que não hesitou em tomar corpo na Terra para socorrer as desgarradas ovelhas de Seu rebanho.
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Matilde, em conversa com Gúbio, esclarece a respeito de Gregório: “Há cinquenta anos, porém, já consigo aproximar-me dele, mentalmente. Recalcitrante e duro, a princípio, Gregório agora experimenta algum tédio, o que constitui uma bênção nos corações infiéis ao Senhor.”.
É da Lei Divina que os espíritos, por mais empedernidos, se “cansem” do mal, porque contrário à sua natureza... À espera desse “momento psicológico”, os Espíritos Benfeitores que os espreitam à distância, agem com presteza. Em respeito ao seu livre arbítrio, deixam-nos com as suas decisões e escolhas, mas, ao seu mais leve desejo de renovação, eles se apresentam, e, então, organizam missões de resgate como as que André Luiz descreve em “Libertação”.
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Lindas e profundas estas palavras de Matilde: “Irmão Gúbio, perdoa-me o pranto que não significa mágoa ou esmorecimento... Na pauta do julgamento humano comum, meu filho espiritual será talvez um monstro... Para mim, contudo, é a joia primorosa do coração ansioso e enternecido. Penso nele qual se houvera perdido a pérola mais linda num mar de lama e tremo de alegria ao considerar que vou reencontrá-lo... Não é paixão doentia que vibra em minhas palavras. É o amor que o Senhor acendeu em nós, desde o princípio. Estamos presos, diante de Deus, pelo magnetismo divino, tanto quanto as estrelas que se imantam umas às outras, no império universal.”.
Não olvidemos, nas palavras de Matilde, que até os “monstros” têm mães... Sim, o que seria de nós outros, espíritos recalcitrantes no mal, sem o amor de nossas mães, que a tudo renunciam para aconchegar-nos ao seu peito?!...
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Gúbio, simplesmente responde: “Nobre Matilde! estamos prontos. Dita ordens! Por mais que fizéssemos por tua alegria, nosso esforço seria pobre e pequenino, diante dos sacrifícios em que te empenhas por nós todos.”.
Matilde se fizera Benfeitora de muitos, e, agora, solicitava a alguns deles que a auxiliassem na libertação do espírito pelo qual se sentia responsável – Gregório!
Para obtermos intercessão em favor dos que amamos, carecemos de interceder em benefício daqueles que são amados por outros.
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Em seguida, Matilde anuncia a sua volta ao corpo para breve, principalmente com o intuito de receber Gregório na condição de filho... Ela ainda esclarece que Gregório, com o passar do tempo, haveria de receber muitos daqueles que integravam as falanges do mal sob o seu comando. Certamente, haveria de permanecer à frente de alguma Instituição assistencial de amparo aos mais desvalidos.
Notemos assim que, na maioria das vezes, fazer o Bem não é uma missão, mas um resgate.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de setembro de 2018.



segunda-feira, 17 de setembro de 2018


XVII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No desdobramento do capítulo III – “Entendimento” –, André Luiz nos traz impressionantes revelações, qual, por exemplo, a materialização de espíritos no Plano Espiritual (destacamos). Realmente, apenas semelhante detalhe faz uma enorme diferença, de vez que, por dedução, podemos concluir que o Mundo Espiritual é constituído por múltiplas Dimensões, e que os espíritos desencarnados, habitantes do Plano imediato à Crosta Terrestre, também estão rodeados por uma “população” invisível aos seus sentidos.
Os mais diversos Planos Espirituais, ou Planetas Espirituais, se interpenetram, ou, caso prefiram, conectam-se, com a matéria mais rarefeita de uns permeando a matéria mais concreta de outros.
André narra, com minúcias, uma sessão de materialização ocorrida em “gracioso templo” do Mundo Espiritual, com a presença de “doadores de fluidos”, ou seja, de médiuns de ectoplasmia – sim, de ectoplasmia no Além!...
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Permitam-nos a indagação: o fenômeno de ectoplasmia no Mundo Espiritual, ou de materialização temporária de espíritos habitantes de superior Dimensão, não lhes parece endossar a tese da Reencarnação no Mundo Espiritual?! Se os espíritos, habitantes de Dimensão Mais Alta, para fazerem-se perceber nas Dimensões Espirituais inferiores, carecem de se materializar temporariamente, não careceriam de reencarnar, caso “descessem” para a execução de uma tarefa que nelas lhes exigisse um tempo de permanência mais longo?!...
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A narrativa de André Luiz não deixa margem a qualquer dúvida: “Os doadores de energia radiante, médiuns de materialização em nosso plano, se alinhavam, não longe, em número de vinte.”
Em seguida, ele descreve a liberação do ectoplasma e a materialização do espírito de uma mulher: “Esbranquiçada nuvem de substância leitosa-brilhante adensa-se em derredor e, pouco a pouco, desse bloco de neve translúcida, emerge a figura viva e respeitável de veneranda mulher.”
Voltamos a insistir: como os espíritas estudiosos podem aceitar o fenômeno da materialização no Mundo Espiritual descrito por André Luiz, e negar a reencarnação no Mundo Espiritual, quando, conforme sabemos, a reencarnação nada mais é que uma materialização do espírito sobre a Terra, em tempo de maior duração?!...
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Após a materialização da referida senhora que viera de encontro a duas filhas, encorajando-as nas lutas da evolução, André começa a narrar a materialização de Matilde, mãe de Gregório, personagens centrais do livro “Libertação”.
Matilde dirigindo-se, particularmente, a Gúbio, lhe diz: “Irmão Gúbio, agradeço-te o concurso dadivoso. Creio haver chegado, efetivamente, o instante de aceitar-te a ajuda fraterna, em favor da libertação de meu infortunado Gregório. Espero, há séculos, pela renovação e penitência dele.”
Quantas lições preciosas! Sim, por vezes, necessitamos de esperar séculos pela oportunidade de aproximação daqueles que mais amamos, com o intuito de libertá-los... Gregório havia sido o Papa Gregório IX, nascido em 1145, em Anagni, Itália. Chamava-se, então, Ugolino Conti. Fora ele o organizador da Inquisição Pontifícia, e, por ironia, um grande admirador de Francisco de Assis, que ele próprio canonizara dois anos após a desencarnação do Poverello.
Quanto se desviara!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 17 de setembro de 2018.