segunda-feira, 20 de setembro de 2021

 

Reencarnação Mais Comum

 

Em sua atual conjuntura evolutiva, a reencarnação mais comum, entre os espíritos, é a que acontece por ação mecânica da Lei, sem que, de tal processo, em maioria, eles tenham alguma consciência.

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Pouquíssimos são os espíritos que sabem da necessidade de reencarnar e, assim, concorram para a sua volta ao corpo, em nova romagem terrestre.

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Grande parcela dos que, pela desencarnação, deixam o envoltório físico, não conservam a sua lucidez deste Outro Lado da Vida, se lhes constituindo em fato naturalíssimo viverem em quase completa conexão com os encarnados como se encarnados continuassem a viver.

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Difícil que o espírito, mentalmente, consiga separar as “duas realidades”, logrando, espacialmente, situar-se e movimentar-se em apenas uma delas, consentindo que as duas coexistam, porém, sem se conflitarem...

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Observemos que, desde o surgimento do Homo Sapiens, cuja idade a Ciência humana ainda não pode precisar, o espírito reencarna e desencarna, com o homem, embora sob a milenar orientação de diversificadas crenças religiosas, prosseguindo, em seu desenlace, com vaga noção do que seja a vida além da morte.

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Assim como, algumas vezes, o homem, na Terra, pressente a chegada de sua desencarnação, o espírito, na Dimensão Espiritual, pressente a sua “morte”, ou a sua “segunda morte”, à semelhança de quem se submete ao destino inevitável que desconhece.

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Mesmo os adeptos do Espiritismo, ante a conquista de relativo despertar consciencial, esbarram, mentalmente, com sérias dificuldades para administrarem, estando encarnados ou não, o chamado binômio espaço-tempo.

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Realmente, para a esmagadora maioria dos espíritos que evolucionam vinculados à atmosfera psíquica do orbe, a Terra é o maior e quase único ponto de referência de sua existência, daí o seu quase completo cepticismo em torno da sobrevivência em outras Esferas, e, consequentemente, das vidas que se sucedem.

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Certa vez, referindo-se, de leve, sobre tão complexo assunto, o médium Chico Xavier afirmou que os que admitem a Reencarnação, sem maiores entraves à sua aceitação, podem ser considerados “extraterrestres”, porquanto experimentaram, em si mesmos, significativo “choque” da mudança de Plano existencial, que se lhes ficou registrado no psiquismo...

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A tese da Reencarnação não é, pois, oriunda dos espíritos propriamente terrestres, mas, sim, dos “capelinos” (extraterrestres) que a conceberam na forma de “metempsicose”, crendo que, equivocadamente, o espírito, retrogradando, pudesse reencarnar no corpo de um irracional.

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Lucidez no ato de desencarnar e/ou de reencarnar é conquista valiosa, que faz com que o espírito avance com mais segurança nas sendas da evolução.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 19 de Setembro de 2021.

 

 

 

 

     

 

 

  

 

 

 

domingo, 12 de setembro de 2021

 

Reencarnação e Aproveitamento

 

A reencarnação do espírito, na Terra ou em qualquer outro orbe, numa das muitas moradas da Casa do Pai, no que tange a aprendizado, diz respeito ao aproveitamento de cada um.

Somente através das vidas sucessivas, nas múltiplas experiências vivenciadas, nos desencontros e encontros que estabelece consigo, é que o espírito, gradativamente, consegue modificar ideias e concepções.

Não raro, para que modifique certa visão da vida, o espírito carece de inúmeras existências, porque, a rigor, essa mudança não acontece de fora para dentro, e sem que se alicerce na vontade individual.

Palavras e atitudes alheias não passam de material pedagógico para que o espírito, através de reiteradas reflexões, em seus erros e acertos, possa moldar-se, ajustando-se aos alvitres da consciência.

Muitas vezes, por orgulho, ou interesses outros, o espírito costuma demorar séculos na condição evolutiva que ocupa, simplesmente porque não admite capitular, insubordinando-se, inclusive, por tempo indefinido, diante da Lei.

Carecemos, pois, quanto possível, não nos afligirmos em demasia pela renovação que, antes de a esperarmos de alguém, devemos tomar a iniciativa de promovê-la em nós mesmos, e seguirmos adiante, na certeza de que todos, invariavelmente todos, no seu devido tempo, haveremos de ter a destinação para a qual fomos criados, emergindo da treva para a luz.

Os Espíritos Superiores, evidentemente, não relegam os retardatários à sua própria sorte, todavia, compreendem que, para eles, a fim de que se despojem de suas ilusões, determinados e repetidos reveses são inevitáveis

Todos somos potencialmente bons, podendo, claro, estarmos transitoriamente equivocados, sem que, em absolutamente nada, nos demos conta disto.

Assim é que, em essência, a experiência reencarnatória, para milhões de espíritos, deixa de ser proveitosa quanto poderia vir a ser, caso o espírito, pelo menos, se revestisse da necessária humildade para, pelo menos, considerar a possibilidade de estar seguindo na contramão nesse ou naquele trecho de caminho...

Deveríamos, pois, livres de influências do pensamento alheio, de quando em vez, efetuar exercícios de introspecção, sustentando um diálogo sincero conosco, a fim de que, no corpo carnal ou fora dele, alegando cegueira, não prosseguíssemos caminhando às escuras, quando, àqueles que têm olhos de ver, há tanta claridade a ser vista.

Meditando sobre o assunto, fácil nos será chegar à conclusão de que uma ou duas, três ou quatro, cinco ou mais encarnações, para o espírito em evolução, realmente, é um espaço de tempo demasiadamente curto para que ele adquira o bom senso necessário para que, de uma vez por todas, alije de si o ranço herdado de suas vidas anteriores.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 12 de Setembro de 2021.

 

 

 

 

 

 

domingo, 5 de setembro de 2021

 

?!...

 

O que, até agora, um SUPOSTO conhecimento do Espiritismo tem feito por você?!...

 

Aumentado a vaidade intelectual?!

Sobrexcitado o personalismo?!

Elevado a ambição de poder?!

Convencido de que é o dono da Verdade?!

Transfigurado em moralista extremo?!

Servido de palco à necessidade de holofotes?!

Endossado na intolerância aos outros?!

Exasperado por tudo e por nada?!

Iludido quanto às limitações evidentes?!

Despertado as mazelas dormentes?!

Cumulado de aparentes privilégios?!

Colocado acima dos relés mortais?!

Tornado mais teórico que prático?!

Incrementado a autossuficiência?!

 

Se, porventura, em uma análise honesta, você sentir que se enquadra em qualquer uma das questões acima, melhor que você procure outro templo religioso mais próximo de sua casa e, ajoelhado em seus duros bancos de madeira, comece a orar para que Deus faça por você o que o Espiritismo não está conseguindo, e ninguém sabe quando conseguirá.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 5 de Setembro de 2021.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 29 de agosto de 2021

 

Como Tocamos?!

 

“Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou?]” – Lucas, 8-45

 

O episódio da cura da mulher hemorroísa, aqui narrado por Lucas, no enseja muitas reflexões, que apontaremos – algumas – sem efetuar maiores comentários a respeito.

 

- A pobre senhora sofria há doze anos, e gastara com os médicos da época tudo o que possuía...

- Jesus, como sempre, estava cercado pela multidão...

- Muitos, segundo a narrativa do Evangelista, o tocavam e... oprimiam...

- De repente, no entanto, o Divino Mestre sente que alguém lhe tocara de maneira singular...

- Dele, então, “saiu poder”, emanou virtude...

- Sem conseguir aproximar-se pela frente, ela viera pelas suas costas...

- Provavelmente, arrastando-se, inclusive, talvez, com as vestes manchadas de sangue...

- Quase certo, que o Cristo vivia cercado por pessoas possessivas, que lhe disputavam a presença, em mera curiosidade...

- Nem sempre, os doentes conseguiam dele se acercar...

- Qual ocorrera com o homem paralítico do Tanque de Betesda, que nunca lograva se atirar nas águas que, periodicamente, um anjo magnetizava...

- A mulher hemorroísa tocara apenas na orla de sua túnica inconsútil...

- Foi o máximo que pudera fazer...

- Ela e Jesus não permutaram palavra...

- Não há quem, com certeza, lhe saiba a identidade...

- No entanto, sim, deveria ser muito conhecida na cidade em que morava...

- Cafarnaum?!...

- Não importa a localidade...

- Importa que, no mesmo instante, ela ficara curada...

- NO MESMO INSTANTE, deixara de verter sangue...

- De definhar, esgotando-se...

- Jesus, virando-se, a chama de “filha”, e diz que ela fora salva pela sua própria fé...

- Pelo seu toque de fé, se lhe operara a cura do mal que a atormentava...

 

Assim meditando, uma questão se nos impõe sobre as demais que o maravilhoso texto nos possibilita:

- Ante as nossas carências de cura, no corpo e na alma, como temos tocado na orla das vestes do Senhor?!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 29 de Agosto de 2021.

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

 

Por Uma Questão

De Humanidade

 

Ninguém deve ser bom esperando por recompensa pelo seu gesto de bondade...

Por recompensa social...

Nem espiritual...

Mas, sim, por simples questão de humanidade...

Solidário como os animais são entre si...

Como a fonte é com o riacho...

E o riacho é com o rio...

Sem esperar ter as suas águas de volta...

Elas, naturalmente, chegarão... das nuvens...

Não é para ganhar o Céu

Que o homem deve procurar ser bom...

Ou, pelo menos, algo generoso com o próximo...

Mas, sim, para justificar a sua humanidade,

Ou o seu grau de humanização...

Não com propósito de ser iluminado...

Mas, pelo menos, para que

Às trevas do mundo, não acrescente mais treva...

Deve ser bom, porque o seu Pai é Bom

E a sua Mãe, a Natureza, também o é...

Deve ser bom pela bondade

De ser bom...

Como disse Francisco, o de Assis:

- Como é bom ser bom...

O homem deve ser bom, até por egoísmo,

Porque o outro é a metade de si...

E sendo bom para o outro

Estará, mesmo que não queira,

Sendo bom para ele mesmo...

Ser bom para sentir

Que o seu existir vale a pena,

Para retribuir o oxigênio que, de graça,

Aspira por suas narinas...

Para que o mundo seja melhor,

O homem deve ser bom,

Sem que necessite sê-lo totalmente...

Um pouco de bondade

É muita luz –

Já será muita bondade

Para quem ainda não descobriu

Que a maior recompensa de ser bom

Por fora,

Está na alegria de saber

O que é Bondade...

Por dentro!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 20 de Agosto de 2021.

 

 

 

 

 

 

domingo, 15 de agosto de 2021

 

Lamentável

 

Lamentável que alguns companheiros espíritas, ou, pelo menos, que já o foram e continuam sendo apenas por conveniência social e/ou financeira, estejam, claramente, se desviando do Ideal que, um dia, abraçaram, ou por ele foram abraçados.

Acompanhando, à certa distância, a trajetória que se lhes complica na presente encarnação, concluímos que, infelizmente, eles foram alcançados pela pandemia de descrença, que o vírus da vaidade e do personalismo, da ambição e da autossuficiência, costuma disseminar entre os espíritos que não se vacinam adquirindo imunização através da virtude da humildade.

Fragilizados pela incoerência de suas próprias atitudes, ou contaminados pela fragilidade dos que haviam erigido por ídolos humanos de suas convicções, consentiram-se desmoronar moralmente, também sob a influência perniciosa dos espíritos que lhes tramaram a queda, e que, transfigurando-os em motivo de escândalo, pretendem fazer tropeçar os mais pequeninos, esquecidos da dura advertência do Mestre:

“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.”

Colocando-se à frente do denominado Movimento Espírita, tais confrades, a pouco e pouco, estão, verdadeiramente, revelando a serviço do quê e de quem se colocam, ficando claro para quantos possuem olhos de ver e ouvidos de ouvir que a serviço da Causa é que não estão, e não permanecem.

Triste, pois, ver o suicídio espiritual que estão cometendo, engendrando estranhos sofismas para se justificarem em suas ambições pessoais, envolvendo, com as suas falácias e mentiras, irmãos e irmãs que ainda não conquistaram suficiente discernimento para separarem o joio do trigo.

Lamentável, posto que, inclusive, parecem que se esqueceram que logo, logo haverão de se haver, na Vida de Além-Túmulo, com as consequências de suas escolhas, diante da desencarnação que que, depressa, se avizinha para todos os que mourejam no corpo perecível.

Tremenda decepção consigo os aguarda a um passo, não mais que a um passo do lugar onde se encontram, e, então, sim, haverá choro e ranger de dentes, não importando a qualidade das lágrimas que derramem de seus olhos nem o número de incrustações a ouro que possam ter em sua boca...

Que o Senhor possa nos abençoar e nos proteger para que, igualmente, não venhamos a cair vítimas dessa pandemia que, na atualidade, vem assolando os que passaram a viver sob a hipnose das trevas, desnorteando aqueles que deveriam conduzir nos caminhos ao Mais Alto.

Digo-lhes que, neste sentido, a muitos que temos visto chegar da Terra, não há palavra que lhes pacifique a consciência culpada, rogando, muitos deles, a misericórdia de uma rápida volta ao corpo com o propósito de olvidarem o desastre em que transformaram a existência promissora.

No entanto, sem que, antes, possam ajuizar toda a extensão dos prejuízos que causaram ao Evangelho Redivivo, não lhes convém a reencarnação imediata, porque, infelizmente, a tendência que demonstram é a de prosseguirem sob a custódia dos espíritos que, no Espiritismo, vêm se opondo, de maneira sistemática, a Jesus Cristo.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de Agosto de 2021.

 

domingo, 8 de agosto de 2021

 

Esforça-te Agora


Quase sempre, os espíritos, em sua jornada evolutiva, cometem um equívoco que, sem dúvida, muito lhes retarda os passos em sua experiência reencarnatória:

Esperar pela desencarnação, ou pela sua próxima encarnação, a fim de esforçar-se nas conquistas que deve realizar e que, desde muito, vêm sendo sucessivamente adiadas.

A rigor, conforme, inúmeras vezes, já tivemos oportunidade de dizer, entre os Dois Planos da Vida não existe diferença substancial que facilite, ou dificulte, para o espírito, o aprendizado de que necessita.
Estar no corpo carnal, ou fora dele, é tão somente um detalhe dentro das lutas que o espírito deve enfrentar para que, à custa de transpiração, e, por vezes, de lágrimas, avançar na direção da Luz.
A ideia de que tudo há de lhe ser mais fácil, quando deixar o invólucro material, ou, então, quando voltar à Terra, em novo corpo, talvez seja um dos maiores entraves ao despertar do espírito.
Vida e morte, ou seja, encarnação e desencarnação, não passam de verso e reverso da página de um livro constituído por múltiplas páginas, em seus inúmeros capítulos.
O que acontece, na esmagadora maioria das vezes, é que o espírito, em sua imortalidade, entra e sai do corpo físico sem que nada faça acontecer, porque, sem que façamos acontecer, coisa alguma acontecerá.
Basicamente, por este motivo, é que, quando desencarna, o espírito continua a orbitar ao redor do que lhe tem ocupado o pensamento, como um balão que, embora cheio de gás, podendo ganhar altura, prossegue “amarrado” ao chão...
Vida Espiritual não é garantia de expansão das faculdades intelectivas e morais para aquele que não as faz expandidas dentro de si, porque o perispírito, de maneira relativa, igualmente é limitante para o espírito.
Os espíritos, em geral, após o fenômeno do desenlace, não saem do corpo volitando, mas, sim, caminhando, e, não raro, caminhando sem maior desembaraço.
Não deixes, pois, para amanhã o que tenhas oportunidade de fazer agora, não esperando por melhor tempo para cultivar a gleba do teu mundo interior.
Não acredites que, pulando degraus, lograrás atingir o topo da escada do progresso espiritual, à semelhança de quem, dentro de uma nave, vencendo a Lei da Gravidade, possa se impulsionar ao espaço infinito.
Aproveita, assim, a ensancha que a Lei Divina te concede na presente encarnação, tomando consciência de que o que deixares para depois, há de ficar, onde estiveres, realmente para depois, e, às vezes, para muito depois.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de Agosto de 2021.


domingo, 1 de agosto de 2021

 

Se és Espírita

 

Se és espírita, não te esqueças de que, sobretudo, no Ideal que abraças, assumes um compromisso com a tua própria consciência de te esforçares para que, a fim de que o mundo se torne melhor, a tua renovação íntima seja o principal objetivo em tua atual encarnação.

Assim sendo, mãos à obra, não dando ouvidos àqueles que intentam paralisar-te na ação que se recusam a empreender.

De mil maneiras diferentes, eles, os teus confrades acomodados, procurarão atrair-te para o campo estéril da discussão sem proveito...

Provocar-te-ão para que, uma vez mais, permaneças teorizando, fazendo-lhes companhia na ociosidade da “figueira”, que, quando solicitada, não possuía fruto algum para oferecer...

Desafiar-te-ão a debates sobre questões doutrinárias que, sem dúvida, poderão fazer com que percas precioso tempo no labirinto das hipóteses...

Infelizmente, muitos são os adeptos do Espiritismo que, sem que tenham, primeiro, aprendido a conjugar no presente o verbo “servir”, querem, em todos os seus modos, conjugar o verbo “saber”...

Nunca te dês à leitura de uma obra espírita sem que, ao fechar as suas páginas, reflita sobre o que ela possa ter acrescentado ao teu coração, e não apenas ao teu cérebro...

Se és espírita não deves tão somente cogitar do que a Doutrina, na revivescência do Evangelho, possa fazer em teu benefício, sem jamais te perguntares o que possas fazer em favor da Causa...

O egoísmo espírita é aquele que, sem perceberes, se situa na esfera de teus lábios, dando-te a impressão de que pelo muito falar já estejas fazendo alguma cousa...

O mundo, agora e sempre, para que as lágrimas escasseiem, sempre esteve mais necessitado de suor que de saliva, e o Cristo anda à procura de quem possa transpirar com ele na Obra do Evangelho.

Caso estejas disposto a semelhante tentame, está passando da hora de dar trabalho às tuas mãos, que, aliás, para um espírita que se preza, andam supostamente mais limpas que as mãos de Pôncio Pilatos.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 1 de Agosto de 2021.

 

 

 

domingo, 25 de julho de 2021

 

JESUS

e a

Sobrevivência Espiritual da Humanidade

 

Pelo curso dos acontecimentos, mormente na atualidade, podemos afirmar que, sem Jesus Cristo, a Humanidade não conseguirá sobreviver a si mesma.

Jesus que, infelizmente, em vez de ser mais aceito, vem sendo, sistematicamente, mais enjeitado pela pseudocultura humana, que nunca soube separar o joio do trigo, e, portanto, não separa o Cristo das religiões que Dele sempre quiseram se apropriar.

O Cristo nunca foi, e jamais será, propriedade de nenhuma religião, que todas elas representam tão somente o “jardim da infância” para o homem interessado no conhecimento da Verdade que não comporta nenhum rótulo.

O Espiritismo, na revivescência do Evangelho, é doutrina libertadora, libertando-nos, inclusive, de seus próprios esboços filosóficos, porque tais esboços não se constituem em revelações definitivas, e, sim, gradativas ao infinito.

A insana pretensão humana de uma propalada Nova Ordem Mundial não subsistirá à sua loucura, porque uma Humanidade sem ética de ordem superior, com base no “amai-vos uns aos outros”, mais cedo ou tarde, estará fadada a desaparecer.

Lamentamos ver que, a passos firmes, o homem de agora vem se encaminhando para o abismo, ou sendo encaminhado para o abismo pelas suas lideranças inescrupulosas, embora, de nossa parte, devamos permanecer esperançosos de que ocorra uma reviravolta no cenário, e, por fim, o cepticismo humano se curve perante a Sabedoria do Criador.

Cremos mesmo que a Humanidade, não em seu todo, mas em parte significativa dela, esteja vivenciando uma experiência evolutiva que, à custa de maiores padecimentos, lhe ensinará qual é o verdadeiro Caminho a ser seguido.

Repetimos, porém, que, sem Jesus Cristo, do que o homem vem procurando edificar, não restará pedra sobre pedra...

É mera questão de tempo que, uma pandemia como a do Coronavírus, que dizima corpos perecíveis, se transfigure em pandemia de natureza ética, acometendo o organismo social que, espiritualmente, se revela debilitado.

Necessário, pois, que aqueles possuidores de fé não vacilem em seus testemunhos, vacinando-se, cotidianamente, contra as agressões da incredulidade ao seu psiquismo e fortalecendo-se em suas defesas morais.

Cristo, na condição de Verbo Encarnado, é patrimônio espiritual da Humanidade inteira, e, tendo sido uma expressão do Pensamento Divino que ao homem se revelou, é atemporal e não-espacial, não pertencendo a nenhuma ideologia de qualquer natureza existente, ou que venha a existir.

Ele é Vivificador de Espíritos, sopro do Sopro Divino que o Criador soprou nas narinas de Adão para que ele deixasse de ser um simples pedaço de lama.

Desde todos os tempos, a Humanidade Terrestre não vivenciou um momento idêntico ao que agora está sendo vivenciado pelos espíritos que a ela pertencem – momento, sem dúvida, decisivo em relação ao seu futuro melhor, que, embora, pela Vontade de Deus, sempre venha a se concretizar na hora certa, não dispensa a participação da vontade humana para que, por fim, se concretize.

Convictos, pois, de que, sem Jesus Cristo, tão somente aprenderemos a capitular, reencarnando, aqui e alhures, apenas para recomeçar, capitulemos agora e, de uma vez por todas, entendamos que Ele é a Luz do Mundo e o Sol das Almas, sem os quais nos candidataremos a viver em eterna escuridão.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 25 de Julho de 2021.

 

 

  

domingo, 4 de julho de 2021

 

A Mediunidade

E o

Mito de Prometeu

 

O assunto é complexo, e demanda continuados estudos.

Tema delicado que, no entanto, necessita ser abordado.

A mediunidade, sem dúvida, é o “canal” de comunicação com o qual os espíritos desencarnados nos deparamos para entrar em contato com os encarnados, e vice-versa.

No entanto, quanto mais a faculdade mediúnica se caracteriza pela sua intelectualidade, maiores os entraves intelectuais que carecem ser superados.

Neste sentido, a faculdade de efeitos físicos exprime-se com maior espontaneidade na produção dos fenômenos que lhe são pertinentes.

Contudo, nem mesmo, por exemplo, na materialização, os espíritos que se tangibilizam, através das emanações do ectoplasma, conseguem fazê-lo sem que sofram alguma intercorrência anímica de seu principal doador.

Detendo-nos, porém, na apreciação dos fenômenos de ordem intelectual, não raro, o “canal” de que nos valemos, à semelhança do leito de uma fonte a jorrar, se nos apresenta com determinados obstáculos a serem vencidos.

Imaginemos uma pedra colocada sobre o leito da fonte que pretende alcançar o rio, sentindo-se ela constrangida a contorná-la por seus lados, ou a transpô-la em pequena cascata, ou ainda estancar-se para que, elevando a suas águas de nível, consiga, assim, suplantá-la...

Por mais nos esforcemos, do ponto de vista intelectual, em qualquer contato que busquemos estabelecer com os encarnados, carecemos de nos sujeitar às condições, muitas vezes precárias, que se nos oferece ao referido mister.

É da Lei que não consigamos, nós, os desencarnados, refletir para a Terra a claridade da luz da revelação que os olhos humanos não logram suportar.

Situação idêntica é a nossa, deste Outro Lado, que não estamos em condições de receber, advindas do Plano Superior, reflexos mais potentes da luz da Verdade, sem que esses mesmos reflexos sejam filtrados com o propósito de não nos afetarem.

Por este motivo, por mais nos esforcemos, junto a esse ou àquele medianeiro, sempre nos submetemos, na esfera do pensamento, a certos limites que não podem ser ultrapassados.

O próprio cérebro humano ainda não contém todas as sinapses pelas quais, mais tarde, poderão transitar informações mais detalhadas que os homens almejam a respeito da Vida de além-túmulo.

Até que a evolução, mutuamente, nos favoreça, continuemos trabalhando e tentando seguir o exemplo de Prometeu que, pela sua ousadia de levar à Terra o fogo dos deuses que habitavam o Olimpo, pagou alto preço ao ser acorrentando a um rochedo, onde, todos os dias, padecia o escárnio dos abutres que lhe vinham devorar o fígado.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 4 de Julho de 2021.

 

Nota: Este Blog voltará com as suas publicações no dia 25 de Julho.