domingo, 16 de junho de 2019


LII – REFLEXOES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Neste capítulo, conta André Luiz que o esposo de Margarida, Gabriel, talvez em ato de desespero, e não de crença, delibera levá-la para uma consulta “com afamado professor de ciências psíquicas” – em suma, com um “profissional” de assuntos relacionados ao psiquismo.
Gúbio demonstrou profundo desagrado – ele entendia que a providência apenas seria profícua “através de autoridade diferente no assunto”... André, neste parágrafo, uma vez mais, coloca em destaque o livre arbítrio dos homens, sobre o qual, mesmo com o propósito de auxílio, os Espíritos Amigos quase nada podem fazer.
 - Fazer psiquismo – falou-me o Instrutor, em voz quase imperceptível – é atividade comum, tão comum quanto qualquer outra. O essencial é desenvolver trabalho santificante.
A advertência de Gúbio é atualíssima, de vez que, infelizmente, nos dias que correm, são muitos os médiuns que, se dizem espíritas que tangenciam a leviandade – completamente fascinados, muitos estão chegando mesmo a comercializar os seus dons!...
*
Todos estavam lá no vasto salão de espera do psiquista, inclusive Saldanha, o líder da falange de obsessores.
André teve a sua atenção chamada para um cavalheiro de idade madura, vampirizado por várias “formas ovóides”, “aderindo-lhe à organização perispirítica”.
Gúbio comentou em voz baixa:
- Vejamos a que calamidades fisiológicas podem os distúrbios da mente conduzir um homem. Temos sob nosso olhar um investigador da polícia em graves perturbações. Não soube deter o bastão da responsabilidade. Dele abusou para humilhar e ferir. Durante alguns anos, conseguiu manter o remorso à distância; todavia, cada pensamento de indignação das vítimas passou a circular-lhe na atmosfera psíquica, esperando ensejo de fazer-se sentir.
(...) Este amigo, no fundo, está perseguido por si mesmo, atormentado pelo que fez e pelo que tem sido. Só a extrema modificação mental para o bem poderá conservá-lo no vaso físico...
Realmente, com o tempo, o sentimento de culpa, o remorso, o arrependimento, enfim, a consciência em conflito termina por incidir negativamente sobre os corpos perispiritual e físico, podendo, inclusive, decretar a desencarnação precoce da criatura – antes, porém, ocasiona-lhe inúmeras torturas, através de doenças prolongadas e, não raro, mutilantes, com parte do seu próprio corpo sendo “arrancadas”, digamos, sem necessidade, em atos cirúrgicos.
(Uma vez mais, solicitamos permissão aos nossos internautas para indicar-lhes, de nossa lavra espiritual, a obra “Obsessão e Cura”.)
*
Em seguida, André, na companhia de Gúbio, aproxima-se de uma senhora com uma jovem, que estava sendo perturbada por dois espíritos de aspecto sinistro – deveriam ser avó e neta.
- (...) A jovem, que proferia disparates, não falava por si. Fios tênues de energia magnética ligavam-lhe o cérebro à cabeça do irmão infeliz que se lhe mantinha à esquerda. Achava-se absolutamente controlada pelos pensamentos dele, à maneira de magnetizado e magnetizador. A doente ria sem propósito e conversava a esmo, reportando-se a projetos de vingança, com todas as características de idiotia e inconsciência.
Imaginemos, irmãos e irmãs, como deve ser o cenário espiritual de muitos dos consultórios médicos em que vários pacientes são vítimas de doenças-fantasmas, sem que, infelizmente, a grande maioria dos profissionais consultados consiga atinar com a verdadeira origem de seus incômodos – por ignorância, por preconceito, por falta de sensibilidade, enfim, por ausência quase total de espiritualidade.
A jovem obsidiada, em vida pretérita, desencaminhara o esposo e o cunhado – o primeiro cometera suicídio, e o segundo asilara-se “no fundo vale da loucura”.
MEU DEUS, OS DRAMAS HUMANOS!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 16 de junho de 2019.








segunda-feira, 10 de junho de 2019


LI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – CHICO XAVIER/ANDRÉ LUIZ

Concluindo o capítulo em exame, descreve André que o médico encarnado, que estava cuidando de Margarida, enfrentava grande luta doméstica, envolvendo uma jovem que desposara em virtude de sua viuvez – jovem “que lhe exige pesado tributo à maturidade respeitável”. Além do mais, o psiquiatra era pai de dois filhos que, constantemente, entravam em conflito com ele e a madrasta, que não aceitavam.
- O duelo mental nesta casa é enorme. Ninguém cede, ninguém desculpa e o combate espiritual permanente transforma o recinto numa arena das trevas.
*
Maurício, assim, não encontrava facilidade para influenciar positivamente o médico, a fim de que ele melhor atinasse com a situação de Margarida.
- Tenho trabalhado tanto quanto me é possível – explicou o novo companheiro – a fim de ambientar aqui o espiritualismo de ordem superior. Achamo-nos, entretanto, num campo imensamente refratário.
Os irmãos internautas podem formar ideia do quanto é complexa a nossa tentativa (dos desencarnados) de procurar influenciar positivamente os encarnados, quando o campo nos é adverso – porquanto, as nossas possibilidades de auxílio intervencionista permanecem, quase exclusivamente, afetas à esfera mental, já que do ponto de vista propriamente físico quase nada podemos.
*
André ainda observa que, tornando a situação mais difícil, a esposa desencarnada não aceitava a nova união do companheiro – considerava a organização doméstica “sua propriedade exclusiva”.
*
Neste cenário, estabeleceu-se uma discussão minutos antes do almoço – o pai com um dos filhos, e ele, perdendo o controle emocional, resmungou palavras que o induziram à total quebra de sintonia com Maurício, que tentava inspirá-lo.
Disse, então, o enfermeiro:
- É sempre assim. Muito difícil aproximarmo-nos, na esfera física, daqueles a quem nos propomos auxiliar.
A segunda esposa do médico em questão, espiritualmente, se revelava muito aquém de sua condição espiritual – apresentava-se muito bem por fora, mas, por dentro...
André percebeu que o espírito da jovem, ao deixar o corpo, “estampava no semblante os sinais das bruxas dos velhos contos infantis. A boca, os olhos, o nariz e os ouvidos revelavam algo de monstruoso.”
*
Em muitas ocasiões, com o intuito de auxiliar os seus protegidos, os benfeitores desencarnados não possuem alternativa que  seja causar-lhes algum “incomodo”, psíquico ou físico, a fim de tentar evitar maiores desastres em sua jornada reencarnatória.
É assim, por exemplo, que muitos familiares fora do corpo, à primeira análise, dão a impressão de prejudicar os seus afetos, quando, em verdade, estão procurando fazer com que eles se movimentem por novos caminhos – avós atuando sobre netos, pais sobre filhos, cônjuges sobre cônjuges, irmãos sobre irmãos, amigos sobre amigos, etc. É o que denominamos de “obsessão benfazeja”...
*
No encerramento da experiência, André ouve de Maurício, a respeito da jovem esposa do psiquiatra, que acompanhava o caso de Margarida:
- Acreditamos que ela, sem fé renovadora, sem ideais santificantes e sem conduta digna, não se precatará tão cedo dos perigos que corre e somente se lembrará de chorar, aprender e transformar-se para o bem, quando se afastar, em definitivo, do vaso de carne, na condição de autêntica bruxa.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de junho de 2019.


segunda-feira, 3 de junho de 2019


L – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – CHICO XAVIER/ANDRÉ LUIZ

André narra que um médico chegara para consultar Margarida, equivocadamente, diagnosticando que a paciente sofria de “epilepsia secundária” – doença neurológica que pode ser causada por tumores, traumas na cabeça, etc. O médico chegara a aventar a possibilidade de uma intervenção cirúrgica no cérebro, o que, com certeza, ocasionará o desenlace de Margarida. (Tomamos a liberdade de indicar aos nossos internautas a leitura do livro de nossa lavra espiritual: “Obsessão e Cura”)
*
Todavia, sob a influência de uma entidade espiritual que se fizera presente, o médico, vencendo preconceitos, sugeriu a Gabriel, esposo da paciente, que tentasse o Espiritismo:
- Porque não tenta o Espiritismo? Conheço ultimamente alguns casos intrincados que vão sendo resolvidos, com êxito, pela psicoterapia...
O espírito amigo que inspirara o médico tinha o nome de Maurício e fora seu enfermeiro, recebendo, ao desencarnar, a tarefa de ampará-lo.
- Todos os médicos – asseverou-me, convicto –, ainda mesmo quando materialistas de mente impermeável à fé religiosa, contam com amigos espirituais que os auxiliam.
Exclamando, em seguida, com justa razão:
- Ah, se os médicos orassem!
*
Desejamos, no entanto, esclarecer que todos os homens, com menor ou maior responsabilidade no cumprimento de suas tarefas e deveres, contam, sobre a Terra, com o amparo de devotados amigos que, do Mais Além, procuram auxiliá-los, e não apenas àqueles que escolhem a Medicina por profissão.
*
Percebam os nossos leitores que anotação interessante da palavra de Maurício a André, que, por sugestão de Gúbio, acompanhara o médico até a sua residência:
- Estamos sumamente interessados em que o nosso amigo se enfronhe no trato com as magnas questões da alma, a fim de aperfeiçoar-se na tarefa junto à mente enferma, por isso encaminhamos até aqui, por vias indiretas, livros e publicações acerca do assunto; entretanto, contra o nosso desejo, não somente preponderam os preconceitos da classe médica, mas também a influência perniciosa que a segunda esposa exerce sobre ele.”
*
Aqui, pedimos vênia aos nossos irmãos e irmãs para dizer que, de fato, o preconceito da classe médica contra o Espiritismo era tremendo – era e, de certa maneira, continua sendo –, ao ponto de certa vez, termos o nosso nome vetado para lecionar na Faculdade de Medicina, em Uberaba. Quando da sugestão de nosso nome, até por falta de outros profissionais especialistas na área, vários membros da Sociedade Médica se levantaram contrariamente, contando, claro, com o aval da Igreja, através de sua maior autoridade religiosa na cidade na época, um Bispo, depois Arcebispo, ferrenho adversário da Doutrina.
Mas, são águas passadas...
Hoje, depois de grande luta sustentada, por vários colegas adeptos do Espiritismo, entre os quais destacamos o nome do Dr. Bezerra de Menezes, existe já certa mudança de opinião, e não são poucos os médicos que aconselham aos seus pacientes, notadamente os que se constituem em enigma para os conhecimentos científicos atuais, buscarem auxílio espiritual para os seus casos.
Pena que, infelizmente – repetimos, infelizmente! –, muitos medianeiros, sem o devido discernimento, alguns, inclusive, valendo-se do nome da Doutrina, não estejam espiritualmente aptos para tão sério cometimento.
E, portanto, parafraseando o espírito de Maurício, ousamos, igualmente, exclamar:
- Ah, se os médiuns verdadeiramente orassem!... (E fossem menos personalistas e vaidosos, e, alguns, até não fossem tão mercenários!...)

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 3 de junho de 2019.

   

domingo, 26 de maio de 2019


XLIX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo X – “Em Aprendizado” –, André relata que os obsessores retomaram o trabalho obsessivo de aniquilamento sobre Margarida:
“Percebi a facilidade com que os seres perversos das sombras hipnotizam as suas vítimas, impondo-lhes os tormentos psíquicos que desejam.”
André Luiz ressalta que o trabalho da falange de Gregório, sob a coordenação de Saldanha, agia sobre outras vítimas na cidade. Na residência de Margarida, apenas haviam ficado Saldanha, dois magnetizadores, os três amigos – André, Elói e Gúbio – “e a coleção de mentes, em ‘formas ovóides’, ligadas ao cérebro da senhora flagelada”.
Aquela era a oportunidade esperada por Gúbio, que, então, passa a dialogar com Saldanha.
Gúbio, ouvindo o obsessor, fica sabendo que o pai de Margarida, um “juiz sem alma” lhe havia devastado o lar: “Faz onze anos, precisamente, que a sentença cruel de um magistrado caiu sobre os meus descendentes, exterminando-os...”
Quase sempre, quem prejudica alguém ignora que está causando prejuízo a um grupo de corações... Por exemplo: quem tira a vida de um pai de família, está ocasionando grave prejuízo não apenas ao espírito que constrangeu a deixar o corpo, mas, praticamente, a todos os seus familiares...
*
Saldanha tivera o filho, Jorge, condenado injustamente – por um crime de que não havia sido o autor! Ele, na condição de pai desencarnado, tentara interceder inutilmente...
“O magistrado, porém, longe de aceitar-me a inspiração, que o convidava à justiça e à piedade, preferiu ouvir pareceres de amigos influentes na política dominante, que vivamente se interessavam pela indébita condenação, na ânsia de exculpar o verdadeiro criminoso.”
Não é difícil de imaginar a situação espiritual de quantos, atravessando as fronteiras do túmulo, deparam-se com as injustiças praticadas – os atos de desonestidade, de corrupção, de grandes prejuízos, não raro, causados a gerações inteiras de almas, que, assim, têm a bendita oportunidade de aprendizado na reencarnação praticamente anulada!...
*
Em consequência do que estava sofrido pelo marido, Jorge, a nora de Saldanha, Irene, cometera suicídio... A esposa de Saldanha, Iracema, desencarnara num “catre de indigência”... A sua neta, ainda quase menina, trabalhava como serviçal no lar de Margarida, onde um seu irmão tentava seduzi-la...
Complexa a situação, não obstante, não difícil de encontrar em muitos dos lares terrestres.
*
Jorge, filho de Saldanha, condenado sem culpa, da prisão se transferira para um hospício...
E o obsessor pergunta a Gúbio: “Acredita possa meu cérebro dispor de recursos para meditar em compaixão que não recebi de pessoa alguma. (...) Foi nesse estado que o sacerdote Gregório me encontrou e agradou-se de minhas disposições íntimas. Necessitava de alguém, de alma suficientemente endurecida, para presidir à retirada técnica desta moça que ele deseja arrebatar, devagarinho, à existência terrestre, e louvou-me o ânimo firme.”
Diz André que Gúbio tudo escutava em completo silêncio, imperturbável.
*
Irmãos e irmãs, notemos como, por vezes, um simples ato de perdão pode interromper um drama obsessivo que acomete incalculável número de pessoas – drama suficiente para se arrastar por vários lustros, décadas, ou séculos...
Não dá nem para imaginar no que, ao longo de nossas existências sucessivas, temos nos envolvido, não é?! E, sendo assim, reclamarmos de quê?!...

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 26 de maio de 2019.






segunda-feira, 20 de maio de 2019


XLVIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Na sequência do capítulo, André Luiz relata que Margarida e o esposo, que não tinha “a menor noção de vida moral”, tomavam um táxi para ir à missa, e, não obstante, se faziam acompanhar “por extensa súcia de perseguidores”:
“O veículo, a meu ver, transformara-se como que num carro de festa carnavalesca. Entidades diversas aboletavam-se dentro e em torno dele, desde os paralamas até o teto luzente.”
André ainda esclarece que, no próprio culto religioso, o número de desencarnados era, talvez, “cinco vezes maior que a assembleia de crentes em carne e osso. Compreendi, logo, que em maior parte ali se achavam com o propósito deliberado de perturbar e iludir.”
A situação era difícil e, claro, semelhante, muitas vezes, àquela com a qual nos deparamos numa Casa Espírita.
“A algazarra dos desencarnados ignorantes e perturbadores era de ensurdecer. A atmosfera pesava. A respiração fizera-se-me difícil pela condensação dos fluidos semi carnais ali reinantes...”
O autor espiritual ressalva, no entanto, que “dos adornos e objetos de culto emanava doce luz...”
Estranhando “a formosa claridade dos nichos”, André ouve a elucidação de Gúbio:
“Quantas vezes, meu amigo, a criança acalenta bibelôs, a fim de preparar-se convenientemente para as responsabilidades da Terra? (...) Nesta casa de oração, os altares recebem as projeções de matéria mental sublimada dos crentes. Há quase um século, as preces fervorosas de milhares deles aqui envolvem os nichos e apetrechos de luz. (...) A luz que oferecemos ao Céu serve sempre de base às manifestações do Céu para a Terra.”  (destacamos)
Numa simples frase – “A luz que oferecemos ao Céu serve sempre de base às manifestações do Céu para a Terra” –, magnífica explicação para o fenômeno mediúnico!
*
Aqui solicitamos vênia aos nossos internautas para dizer que a vida de Chico Xavier, desde o seu nascimento, foi permeada de experiências e fatos que lhe secundaram o mandato mediúnico – absolutamente tudo, inclusive ter ele renascido numa família de formação católica – os seus ascendentes genéticos, advindos de seu pai e de sua mãe, também concorreram para que as suas excepcionais faculdades mediúnicas se apresentassem. E, neste sentido, notadamente os ascendentes espirituais de sua mãe, Maria de São João de Deus!...
*
Descrevendo acontecimentos espirituais durante a realização da missa, André se refere a três entidades “de sublime posição hierárquica”, contrastando com o lamentável cenário em torno, que se “fizeram visíveis à santa mesa (altar), com o evidente propósito de ali semearem os benefícios divinos. Magnetizaram as águas expostas, saturando-as de princípios salutares e vitalizantes, como acontece nas sessões de Espiritismo Cristão, e, em seguida, passaram a fluidificar as hóstias, transmitindo-lhes energias sagradas à fina textura.”
Percebamos que, nesse ou naquele ofício religioso, quando há mérito, a Espiritualidade Amiga, dessa ou daquela maneira, se faz presente a fim de socorrer os que, realmente, confiam na intercessão da Bondade Divina.
Segundo André, muitos malfeitores desencarnados procuravam se postar ao lado daqueles que ali compareciam com propósitos de renovação íntima, “buscando conturbá-los.” É o que, frequentemente, ocorre com os que comparecem às Casas Espíritas, que, não raro, em plena reunião, são envolvidos por entidades que os induzem ao sono, ou a dispersarem a atenção dos temas em estudo, chegando mesmo a lhes sussurrem palavras aos ouvidos para que se entreguem a outros pensamentos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 20 de maio de 2019.

domingo, 12 de maio de 2019


XLVII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No início do capítulo IX – “Perseguidores Invisíveis” –, André descreve a situação do lar de Margarida, que estava tomado por uma falange de espíritos obsessores, a serviço de Gregório.
Curioso ele se referir ao fenômeno de transfiguração de Gúbio, cujo corpo espiritual se fizera tão opaco, a fim de que não fosse reconhecido pelas entidades infelizes, que era comandada por Saldanha.
Interessante notar pela narrativa do autor espiritual a lamentável situação em que, por vezes, um lar terrestre pode se encontrar, quando não se cuida de sua assepsia espiritual – o corredor estava “atulhado de substâncias fluídicas detestáveis”.
Margarida estava deitada, sob a ação inclemente, e constante, de dois “desencarnados, de horrível aspecto fisionômico”, que a submetiam “a complicada ação magnética”.
Realmente, sem a intercessão espiritual decisiva, o quadro era irreversível, quantos se mostram entre os encarnados, subjugados pelos obsessores.
*
Diz André:
- (...) No entanto, meu assombro foi muito mais longe, quando concentrei todo o meu potencial de atenção na cabeça da jovem singularmente abatida. Interpenetrando a matéria espessa da cabeceira em que descansava, surgiam algumas dezenas de “corpos ovóides”, de vários tamanhos e de cor plúmbea...
Tais “corpos ovóides”, evidentemente, eram “usados” pelos espíritos obsessores, à semelhança de sanguessugas, às avessas, utilizadas em determinados processos terapêuticos.
A libertação de Margarida, pois, implicava também na libertação de dezenas de espíritos mantidos em cativeiro psíquico por seus cruéis dominadores.
Segundo André, o quadro havia sido “tecnicamente organizado”...
Quanta coisa se passa no mundo sem o conhecimento dos homens encarnados!...
Muitas vezes, pensa-se, por exemplo, que numa reunião dita de desobsessão, uma situação obsessiva, de cujos meandros não se sabe, possa ser desfeita com meia dúzia de palavras do “doutrinador”...
*
Gúbio, André e Elói haviam se apresentado a Saldanha como “reforço”, para que o cerco a Margarida fosse maior e o seu desenlace se abreviasse quanto possível.
Como dizia Chico Xavier, notemos que, às vezes, a verdade carece de ser adiada...
Como “agentes” da luz, os três amigos não tinham outra maneira de chegar à Margarida, a não ser infiltrando-se entre os seus perseguidores.
*
As “formas ovóides” se alimentavam das energias do corpo de Margarida – “num indefinível movimento de sucção”...
Com certeza, em seus corpos espirituais primitivos, ou reduzidos à situação primitiva, os “ovóides” careciam de se alimentar...
Perguntamos aos nossos irmãos e irmãs internautas: o que seria passível de ocorrer, caso eles não se alimentassem?! Provavelmente, estavam se alimentando de energias vitais, extraídas do sangue, induzindo o mundo celular ao caos – e também de energias que “sugavam” de seu combalido corpo perispiritual...
- Esforçava-se Gúbio por não trair a imensa piedade que o senhoreava, diante da enferma conduzida para a morte.
André afirma que, se a doente lhe fosse cara, não teria o equilíbrio do Instrutor, e partiria para o confronto direto, lutando “contra os perseguidores, um a um”... Mas, a tática de Gúbio era outra, porque não envolvia apenas e tão somente a libertação de Margarida, que amava por filha querida do coração.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 12 de maio de 2019.






domingo, 5 de maio de 2019


XLVI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Depois de dizer que tinha “necessidade” do alimento psíquico de Margarida – Tenho necessidade do alimento psíquico que só a mente de Margarida me pode proporcionar –, Gregório começa a ceder aos argumentos de Gúbio.
Que espécie de “necessidade” seria a de Gregório?! Convidamos os nossos irmãos e irmãs internautas para que meditem conosco... Os processos de “simbiose mental”, ainda inabordáveis em sua complexidade, realmente podem fazer com que um espírito crie certa dependência de outro...
No capítulo XXIII, de “O Livro dos Médiuns”, estudando a questão da Obsessão, Kardec, ao abordar as suas causas, transcreve o que lhe disse um espírito que “subjugava um moço de inteligência muito limitada”: “Tenho grande necessidade de atormentar alguém; uma pessoa que raciocina, me repeliria; agarro-me a um idiota que não me opõe nenhuma virtude.”
Margarida era a “fraqueza” de Gregório – através de espíritos que lhe eram submissos, ele a mantinha cativa, presa ao seu destino.
*
Na sequência do diálogo, Gúbio, percebendo uma “brecha” no coração de Gregório, tornou a evocar o espírito de Matilde, que, talvez, fosse o único por quem ele nutria respeito e veneração:
- E se reencontrasses o doce reconforto da ternura materna, sustentando-te a alma, até que Margarida te pudesse fornecer, redimida e feliz, o sublimado pão do espírito?
O amor de mãe evocado em benefício de outro amor, que, no coração de Gregório, se transformara em ódio! – certamente, Margarida, a quem ele nunca deixara de amar, o induzira a indefiníveis padecimentos.
Quantos dramas semelhantes esconde a reencarnação?!...
Quanto amor doente, manifestando-se em desejo de vingança, em loucura?! – crimes passionais?!...
*
Um pouco mais adiante, Gregório responde a Gúbio que já era muito tarde, porque o caso de Margarida estava “definitivamente entregue a uma falange de sessenta servidores de meu serviço, sob a chefia de duro perseguidor que lhe odeia a família.”
Margarida encarnada estava enlouquecendo, e caminhava para a desencarnação.
Era o que Gregório desejava – que ela voltasse aos seus braços, rendendo-se aos seus afetos, que, outrora, desprezara.
Quem poderá entender o espírito em seus móveis sentimentais?! Tudo o que Gregório fazia parecia ser para, de maneira enviesada, reconquistar o amor de Margarida...
*
Gúbio lhe propõe:
- E se nos confundíssemos com a tua falange, tentando o serviço a que nos propomos? Compareceríamos, junto à enferma, como amigos teus e, sem te desrespeitarmos a autoridade, procuraríamos a execução do programa que nos trouxe até aqui, testemunhando a humildade e o amor que o Cordeiro nos ensina.
Gregório se entrega à reflexão e, então, Gúbio intervém decisivo:
- Concede!... concede!... Dá-nos a tua palavra de sacerdote! Lembra-te de que, um dia, ainda que não creias, enfrentarás, de novo, o olhar de tua mãe!
Por fim, responde o sacerdote:
- Não creio nas possibilidades do tentame; todavia, concordo com a providência a que recorres. Não interferirei.
Com certeza, Gregório estava cansado daquela situação, pois o espírito termina por se exaurir no próprio mal que pratica.
*
Como deve ter sido difícil para André Luiz, sintetizar o que se seguiu narrado no capítulo ora findo! – sem dúvida, trata-se de um desafio à capacidade de compreensão dos leitores mais habituados à reflexão.
Quantas vezes, os companheiros de Ideal espírita imaginam que, com meia dúzia de palavras, ditas numa reunião mediúnica de desobsessão possam solucionar dramas, que, secularmente, se arrastam!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de maio de 2019.





segunda-feira, 29 de abril de 2019


XLV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

O diálogo de Gúbio com Gregório desdobra-se no capítulo VIII, com o elevado Instrutor, em nome de Matilde, tentando sensibilizar o chefe dos “Dragões”, solicitando auxílio para libertar Margarida de insidioso processo obsessivo que a estava aniquilando.
Gúbio argumenta:
- Se ainda não consegues ouvir os recursos interpostos pela Lei do Cordeiro Divino que nos recomenda o amor recíproco e santificante, não te ensurdeças aos apelos do coração materno. Ajuda-nos a liberar Margarida, salvando-a da destrutiva perseguição. Não se faz imperioso o teu concurso pessoal. Bastar-nos-á tua indiferença, a fim de que nos orientemos com a precisa liberdade.
Meditemos sobre o grave pedido de intercessão... Como veremos adiante, Margarida estava sob o domínio de obsessores cruéis, que pretendiam fazer justiça pelas próprias mãos. Indispensável obter-se o perdão, ou, pelo menos, uma trégua de suas vítimas de outrora, para que ela pudesse se reerguer em espírito, colocando ponto final naquele drama de ódio que, sem dúvida, poderia arrastar-se por muito tempo.
*
Gúbio, em suas palavras, ousa dizer a Gregório:
- (...) Auxilia-nos a conservar aquela existência valiosa e frutífera. Ajudando-nos, quem sabe? Talvez pelos braços carinhosos da vítima de hoje poderias, tu mesmo, voltar ao banho lustral da experiência humana, renovando caminhos para glorioso futuro.
Ao que Gregório responde:
- Qualquer ideia de volta à carne me é intolerável!
*
Indispensável muita sensibilidade de espírito para compreender a narrativa de André Luiz, que, há muitos, é possível que soe algo fantasiosa...
Margarida, por certo, em termos psicológicos, e mesmo genéticos, talvez representasse, com o aval de Matilde, que lhe fora mãe no pretérito, uma das poucas possibilidades de renascimento para Gregório, que vinha relutando em cuidar da própria redenção, conservando-se na Dimensão Espiritual em que se aquartelara.
Notemos como, não raro, se torna complexa a tentativa de se desfazer determinados “nós cármicos”, notadamente quando os envolvidos não se mostram dispostos a perdoar...
*
Gúbio, porém, não desanima:
- Sabemos, grande sacerdote – continuou Gúbio, muito calmo –, que sem a tua permissão, em vista dos laços que Margarida criou com a tua mente, poderosa e ativa, ser-nos-ia difícil qualquer atividade libertadora. Promete-nos independência de ação! Não te pedimos sustar a sentença, nem pretendemos inocentar Margarida. Quem assume compromissos diante das Leis Eternas é obrigado a encará-los, de frente, agora ou mais tarde, para resgate justo. Rogar-te-íamos, contudo, adiamento na execução de teus propósitos. Concede à tua devedora um intervalo benéfico, em homenagem aos desvelos de tua mãe e, possivelmente, os dias se encarregarão de modificar este processo doloroso.
Emocionante, confesso!...
Volto a dizer que, sem o mínimo de sensibilidade e de compreensão da transcendência da Vida, difícil admitir-se a autenticidade de tão doloroso caso de obsessão...
Os espíritos, desde os que se situam nas faixas primárias da evolução aos que atingiram a sua plenitude, são os “agentes” das Leis Divinas – alguns se fazem duros executores da Justiça, e outros os ternos intérpretes do Amor!...
JESUS, sobre a Terra, foi o INTÉRPRETE DO AMOR DIVINO!...
Nisto se constitui o Bem e o mal, a luta milenar travada entre os Cordeiros e os Dragões!...
Você, querido/a internauta, consegue APREENDER isto?!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de abril de 2019.







segunda-feira, 22 de abril de 2019


XLIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo ora em análise, Gregório prossegue em seu debate com Gúbio, tentando justificar a sua equivocada postura como necessária:
- Os filhos do Cordeiro poderão ajudar e resgatar a muitos. No entanto, milhões de criaturas, como sucede a mim mesmo, não pedem auxílio nem liberação. Afirma-se que não passamos de transviados morais. Seja. Seremos, então, criminosos, vigiando-nos uns aos outros.
A argumentação de Gregório pertence a um espírito astuto, e, semelhante a ele, e ainda em nível intelectual mais alto, existem muitos no Universo – espíritos que anseiam por tomar a justiça em suas mãos, alegando que os maus carecem de quem os punam sem complacência.
- Se é nosso destino joeirar o trigo do mundo, nossa peneira não se fará complacente.
Quando tem oportunidade de falar, Gúbio considera, com humildade:
- Grande sacerdote, eu sei que o Senhor Supremo nos aproveita em sua obra divina, segundo as nossas tendências e possibilidades de satisfazer-lhe os desígnios. (...) Respeito, assim, o teu poder, porque se a Sabedoria Celeste conhece a existência das folhas tenras das árvores, sabe também a razão de teu extenso domínio...
Que espírito será Gúbio que, anonimamente, desce às Trevas, para opor-se, em seu próprio terreno, a um de seus maiores líderes?!
Que cena maravilhosa de ver-se na tela cinematográfica, caso Hollywood pudesse reproduzi-la em todos os seus detalhes, tão bem retratados por André Luiz!
A impressão que nos fica é quase a mesma do Cristo diante de Pôncio Pilatos, ou de Paulo perante Agripa.
Agripa, magnetizado pela palavra do Campeão do Evangelho, escuta o rei a lhe dizer: “Por pouco me persuades a me fazer cristão”.
Gregório, envolvido pelas inspiradas palavra de Gúbio, sentencia: - Como pude escutar-te, calado, tanto tempo? (...) Os Dragões são os gênios conservadores do mundo físico e se esmeram em preservar a aglutinação dos elementos planetários.
Gúbio, com simplicidade, tornou a considerar:
- Ouso lembrar, todavia, que, se nos lançássemos todos a socorrer os miseráveis, a miséria se extinguiria; se educássemos os ignorantes, a treva não teria razão de ser; se amparássemos os delinquentes, oferecendo-lhes estímulos à luta regenerativa, o crime seria varrido da face da Terra.
Neste instante, praticamente vencido pelos lógicos argumentos de Gúbio, Gregório, fazendo vibrar uma campainha, gritou colérico:
- Cala-te! Insolente! Sabes que te posso punir!...
Impressionante a resposta de Gúbio:
- Sim (...), suponho conhecer a extensão de tuas possibilidades. Eu e meus companheiros, à leve ordem de tua boca, podemos receber prisão e tortura...
E aqui estacamos, a fim de indagar de nossos irmãos e irmãs internautas:
- Que tipo de prisão e tortura, Gúbio, André e Elói poderiam sofrer?! Não estavam eles em seu corpo espiritual?! Não permaneciam ali, naquela região trevosa, à feição de “agêneres”?! (Vide “Revista Espírita”, Fevereiro de 1859, e, igualmente, “Por Amor ao Ideal”, de Inácio Ferreira – indicamos ainda aos nossos leitores o livro “O Rosário de Coral”, de Dr. A. Wylm, este último editado pela FEB)
- Afinal, um espírito materializado, ou em estado de desdobramento, pode ser ferido?! Pode ser preso?! Torturado?!...
A discussão está lançada.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 22 de abril de 2019.






segunda-feira, 15 de abril de 2019


XLIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo VIII – “Inesperada Intercessão” –, André Luiz, Gúbio e Elói são, finalmente, recebidos por Gregório, que “rodeava-se de mais de cem entidades em atitude adorativa”.
Qual seria o poder que Gregório exercia sobre tais espíritos?! Hipnótico?! Que espécie de dependência, por certo, continuavam a ter dele?! O próprio André questiona: “Quem seria Gregório naquele recinto? Um chefe tirânico ou um ídolo vivo, saturado de misterioso poder?”
Gregório era ali adorado como se fosse um deus, à feição dos antigos imperadores romanos... E o mais incompreensível é que ele tinha perfeita noção de que se encontrava desencarnado, mas continuava em seu “jogo ilusório”, submetendo aos seus caprichos tantos espíritos que se lhe obedeciam...
O sacerdote, então, passa a arguir Gúbio, que confirma ali estar em nome de “Matilde”, e, ao simples enunciar de seu nome, experimenta certo abalo.
Gúbio lhe diz:
- Asseverou-nos querer-te com desvelado amor materno.
Então, o sacerdote esclarece que ambos, ele e sua mãe, estavam separados há alguns séculos, sentenciando:
- (...) Ela serve ao Cordeiro, eu sirvo aos Dragões. (*)
(*) Aqui solicitamos a permissão de nossos irmãos e irmãs internautas para indicarmos a leitura da obra de nossa lavra espiritual, “Do Outro Lado do Espelho” – edição Didier.
*
Esclarecendo sobre os “Dragões”, André Luiz acrescenta uma nota de rodapé:
“Espíritos caídos no mal, desde eras primevas da Criação Planetária, e que operam em zonas inferiores da vida, personificando líderes de rebelião, ódio, vaidade e egoísmo; não são, todavia, demônios eternos, porque individualmente se transformam para o bem, no curso dos séculos, qual acontece aos próprios homens.”
Duas observações de nossa parte:
1 – “... desde épocas primevas da Criação Planetária...”, portanto, muitos deles, são espíritos rebelados há séculos e milênios.
2 – “... não são, todavia, demônios eternos...”, mas, dentro da relatividade do tempo, podem ser considerados “demônios”, espíritos que se colocam a serviço de inteligências que buscam “a perversão dos processos divinos que orientam a evolução planetária.” (Cap. I, de “Libertação” – “Ouvindo Elucidações”)
*
Aduzimos que os denominados “Dragões” possuem numerosos “agentes”, no corpo e fora do corpo, que, ao longo dos séculos, têm procurado entravar o avanço da Humanidade – nem mesmo a própria Doutrina Espírita lhes têm escapado à perniciosa influência, na tentativa de lhe deturpar os Princípios.
*
Entre Gregório e Gúbio, estabelece-se, então, quase um confronto de ordem intelectual, como se passassem a duelar com invisíveis floretes – Gúbio, evidentemente, procurava terçar com as armas do amor, que outras não poderiam ser as que ele portava.
- Criticas, porventura, os Dragões, que se incumbem da Justiça? – perguntou Gregório, duramente.
- Quem sou para julgar? – comentou Gúbio com simplicidade – não passo dum servidor na escola da vida.
- Sem eles – prosseguiu o hierofante, algo colérico, que seria da conservação da Terra?
*
Sim, existem espíritos que se arvoram em tomar uma suposta justiça em suas mãos, e, no caso dos “Dragões”, a Justiça, escrita com J, querendo significar a Justiça Divina!
Esses espíritos, que conhecemos, repetindo, no corpo e fora do corpo, valem-se de sofismas que, não raro, chegam a convencer aqueles que não estejam fortemente amparados pelos seus propósitos no Bem.
São eles que, com falsos milagres e prodígios, quase chegam a enganar os próprios “escolhidos”...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de abril de 2019.