segunda-feira, 9 de julho de 2018


VII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO”, ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Continuando com a sua profunda alocução, o Ministro Flácus considera no primeiro capítulo de “Libertação”:
“A mente infantil da Terra, embalada pela ternura paternal da Providência, através da teologia comum, nunca pode apreender, mais intensivamente, a realidade espiritual que nos governa os destinos”.
A verdade é que todas as religiões mais tradicionais da Humanidade se encontram ultrapassadas – pararam no espaço e no tempo, prosseguindo a pregar o que pregavam ao tempo de seus primeiros iniciados.
O Espiritismo, que é Fé Raciocinada, igualmente, corre o risco de estagnação, de vez que são muito poucos os seus adeptos, encarnados e desencarnados, que estão realizando perquirições sérias, procurando ampliar as informações que os Espíritos transmitiram a Kardec no século XIX. A Obra Xavieriana, propositalmente, tem sido rejeitada por espíritas que não aceitam que o Mundo Espiritual, através da mediunidade singular de Chico Xavier, desdobrou, a partir da Codificação.
As palestras, habitualmente, realizadas nos Centros Espíritas, e nos mais diversos Encontros sob a chancela da Doutrina, são demasiadamente superficiais e com base na chamada “filosofia de autoajuda”, que não deixa de ser recurso de imediatismo espiritual, ante a impossibilidade de apresentar-se algo doutrinariamente mais consistente.
Fala-se para agradar e ser aplaudido, e não para informar, esclarecer, libertar.
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Prosseguindo, considera Flácus:
“Raros compreendem na morte simples modificação de envoltório (destacamos), e escasso número de pessoas, ainda mesmo em se tratando dos religiosos mais avançados, guardaram a prudência de viver, no vaso físico, de conformidade com os princípios superiores que esposaram. Somos defrontados, agora, pela necessidade da proclamação de verdades velhas para os velhos ouvidos e novas para os ouvidos novos da inteligência juvenil situada no mundo”.
Flácus, elevado mentor da Vida Maior, considera que, em maioria, somos inteligências juvenis – espíritos imaturos, agindo levados por interesses pessoais, sem quase nenhuma preocupação com a vivência da Mensagem que veiculamos.
De fato, no Movimento Espírita atual, o que mais falta, mormente entre os que se arvoram em seus líderes, é a exemplificação da Doutrina, de vez que, semelhantemente ao que, no campo da política, vem acontecendo no Brasil, o exemplo de cima está faltando, porquanto sobra vaidade e personalismo, ambição de poder e mistificação mediúnica.
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Flácus ainda considera:
“E, se há uma corrente, brilhante e maravilhosa, de criaturas encarnadas e desencarnadas que se dirigem para o monte da sublimação, desferindo glorioso cântico de trabalho, imortalidade, beleza e esperança, exaltando a vida, outra corrente existe, escura e infeliz, nas mesmas condições, interessada em descer aos recôncavos das trevas...”
Por invigilância do Movimento Espirita atual, o futuro do Espiritismo no Brasil se encontra seriamente ameaçado, de vez que, em seus caminhos, ou descaminhos, o Movimento está a repetir os enganos cometidos pelas cadaverizadas religiões de massa. E o que pior: sob o incentivo e a orientação de seus pretensos líderes, médiuns encarnados e “orientadores” do Mundo Espiritual!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 9 de julho de 2018.