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domingo, 29 de março de 2020


PANDEMIA – “CORONAVÍRUS”
PERGUNTAS E RESPOSTAS

- Dr. Inácio, o que teria a nos dizer sobre a pandemia do chamado “Coronavírus”, que, na atualidade, vem acometendo a Humanidade?
- Provação periódica – não foi a primeira, e não será a última –, através da qual os espíritos presentemente encarnados na Terra têm oportunidade de progredir, caso, sem dúvida, venham aproveitar a experiência que estão vivenciando. A Humanidade, conforme se pode constatar na História, sempre se viu às voltas com os denominados “flagelos destruidores” – epidemias, terremotos, erupção de vulcões, tsunamis, secas, alagamentos, guerras...

- E quanto à letalidade do “Coronavírus”?...
- Todo agente patogênico, quando encontra meios de proliferar, com o corpo físico não lhe oferecendo resistência, é letal – o “Coronavírus” não é o mais letal, ao contrário, pois, até certo, ponto, trata-se de um vírus “seletivo”, acometendo os mais idosos e os que já tenham grave comprometimento orgânico. A gripe “espanhola”, entre 1918 e 1919, sem fazer “distinção” de idade, vitimou milhões no mundo todo.

- O que acha do chamado “isolamento social”, com o intuito de deter o avanço da pandemia?...
- No começo, teve a sua razão de ser, porém, agora cremos que a medida carece de ser revista pelas autoridades competentes, com gradativa liberação do comércio, pois, caso contrário, o “Coronavírus” fará milhares e milhares de vítimas no Brasil, que, indiretamente, sucumbirão a ele – sem dúvida, partilhamos da opinião de muitos que dizem existir outros interesses em jogo – interesses políticos e econômicos, a nível nacional e internacional.

- Diria que o “Coronavírus” foi espalhado com fins políticos?...
- Sim, claro. A guerra biológica é uma realidade, e, neste sentido, os países com preocupação mais fraterna devem, urgentemente, se unir, não consentindo que o mundo, pelo livre arbítrio humano, caminhe para o abismo, com filosofia extremistas proclamando uma nova “idade das trevas”.

- O Mundo Espiritual não poderia intervir, evitando uma catástrofe maior?...
- Essa intervenção começou há dois mil anos, quando o Senhor recomentou aos homens que se amassem uns aos outros – o Remédio veio muito antes da doença! Que espécie de intervenção os homens desejariam?! Quando Jesus é preso, pedindo a Pedro que guardasse a espada, Ele disse: “Acaso pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?
Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segunda as quais assim deve suceder?”.

- Mas, o homem não pode alterar o seu destino?...
- Pode, para melhor ou para pior, e, coletivamente, ao que nos parece, pelo menos a curto prazo, a Humanidade não está alterando o seu destino para melhor.

- Acredita que, depois dessa pandemia, o homem possa surgir moralmente modificado?...
- Alguns, sim; a maioria, não. Logo a atual pandemia será esquecida e quase todos voltarão a olhar para o próprio umbigo, principalmente os que disputam o poder e o querem a qualquer preço.

- Não se trata de uma visão pessimista?...
- Depende do ponto de vista de quem a aprecia. Seria interessante fazer-se um levantamento do proveito ético que, após essa ou aquela crise, o homem vem tirando para construir uma sociedade mais justa – menos materialista, menos ambiciosa, menos egoísta. Conforme escreveu Irmão José, aqui mesmo, nas páginas deste Blog, o “vírus” de maior letalidade que a Humanidade sempre enfrentou é o do egoísmo!...

- Da Esfera em que se encontra, teria alguma recomendação a nos fazer?...
- A recomendação é a mesma feita pelo Senhor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O Amor, sem dúvida, é a solução para todos os problemas humanos.

- O que tem a nos dizer em relação ao futuro?...
- O “Coronavírus”, segundo nossa interpretação, é apenas um “sinal de fumaça” para a Humanidade, mais uma das muitas advertências da Lei Divina para que o homem, à semelhança das Virgens Néscias, na Parábola, não seja surpreendido pela chegada do Noivo, que, as desconhecendo, disse: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.”

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de Março de 2020.



domingo, 21 de junho de 2020


A PANDEMIA DAS DROGAS – II

Voltando ao assunto do post anterior, desejamos efetuar outras considerações que julgamos importantes à nossa reflexão.
A impressão que, de fato, se tem é que o establishment não se interessa pelo combate sistemático às drogas e, consequentemente, ao tráfico, porquanto, além de ser altamente rentável, mantém os espíritos inativos intelectualmente e moralmente, sendo-lhe muito mais fácil o domínio daqueles que lhe servem aos propósitos trevosos.
Não há negar que, infelizmente, boa parte do mundo ainda permanece sob o controle dos espíritos que se opõem ao Cristo, em sua proposta de redenção humana, ou de libertação espiritual das criaturas.
Esse “controle”, que tem origem nas Dimensões Espirituais, estende-se à Crosta, através de um sem número de espíritos que reencarnam com ele comprometidos, atuando nas mais diversas áreas de atividade social – inclusive, também na área dita “religiosa”, na qual muitos de seus pretensos líderes, indiretamente, “trabalham” inoculando o veneno do cepticismo nas almas.
O comportamento humano, de maneira geral, reflete-lhe, sem dúvida, a descrença na imortalidade, com a civilização sendo espiritualmente “sustentada” por um grupo de espíritos, não muito numeroso, que, na teoria e, principalmente, na prática, mantém vivos os princípios da fé em Deus.
Desejamos considerar, ainda, que os viciados de qualquer natureza – os que se deixam, mentalmente, absorver pelos vícios –, são espíritos candidatos ao que André Luiz, no livro “Evolução em Dois Mundos”, chama de “monoideísmo”, processo altamente danoso para o espírito que, assim, pode perder o controle sobre si mesmo, com profundos reflexos em seu corpo espiritual, que exigirá tempo mais ou menos longo para se reconstituir – não raro, por reencarnações dolorosas, ou tentativas de reencarnação que podem resultar em processos abortivos sequenciais.
O uso sistemático de drogas, por longo tempo, faz com que o espírito se degrade intelectual e moralmente, sendo presa fácil das inteligências perversas que, vampirizando-o, passa a utilizá-lo como instrumento de suas bestialidades, enfim, de seus intentos escusos.
Pode-se afirmar que, para milhares de espíritos, no mundo todo, a reencarnação, em termos de medida educativa, tem se anulado, se não totalmente, pelo menos de maneira parcial, concorrendo, igualmente, para inviabilizar o regresso do espírito a um novo corpo de maneira mais rápida – na atualidade terrestre, o fenômeno da reencarnação, cada vez mais, está a exigir o mínimo de empatia entre os espíritos reencarnantes e os que lhe haverão de acolher na condição de pais.
A questão da empatia na reencarnação, nos tempos que correm, faz parte do sistema de seleção dos espíritos que, segundo as palavras do Divino Mestre, “possuirão a Terra”, ou seja, não serão constrangidos a se exilarem em outros orbes.
Sim, porquanto esse “processo seletivo” vem se acentuando, e trata-se de uma ação natural afeta tão somente à Lei Divina, que, para se cumprir, evidentemente, se vale de encarnados e desencarnados como seus instrumentos.
A pandemia das drogas, maior que qualquer pandemia que já tenha assolado a Humanidade, é instrumento do “anticristo”, de vez que dela inúmeras outras pandemias se revelam decorrentes, com inúmeros interesses paralelos sendo movimentados pela ambição dos espíritos que, por mentes maquiavélicas, são impedidos de pensar na fragilidade de seus intentos, de vez que, de hora para outra, haverão de deixar os seus “celeiros abarrotados”.
Sem dúvida, essa pandemia do “Coronavírus” vem ensejando mostrar a todos como as virtudes que o espírito considera já ter entesourado não passam, quando muito, de qualidades epidérmicas.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 21 de Junho de 2020.





domingo, 23 de maio de 2021

 

A Situação do Brasil

 

- Dr. Inácio, podemos conversar a respeito da situação atual do Brasil, país fadado a ser o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho?!...

- Se a conversa não descambar para assuntos de natureza político- partidário, podemos.

- Por que, “se não descambar para assuntos de natureza político- partidária”?!...

- Porque todos os partidos possuem erros e acertos, alguns mais erros que acertos, estando, sim, necessitados de maior dose de ideal em defesa da comunidade.

- No entanto, o senhor acredita que o país esteja melhorando?...

- Em minha concepção pessoal, sim, embora muito, e muito, esteja para ser feito, em todas as áreas: Educação, Saúde, Trabalho, Segurança...

- No que o senhor acredita que o Brasil esteja melhorando?!...

- No campo da solidariedade, por exemplo, entre os brasileiros comuns, e, ainda, pelo anseio popular de que o Brasil continue a ser um país livre, sem tantas injustiças sociais.

- Ainda há muita injustiça social no Brasil?!...

- Claro, e, infelizmente, ela começa de cima para baixo – as pessoas certas, ou mais certas, ainda não estão colocadas nos lugares que devem ocupar. Daí, para o brasileiro, a importância do voto nas próximas eleições.

- Como acabar com a criminalidade no país?!...

- Primeiro, pela educação, e, depois, pelo trabalho – necessário que se tenha escola e trabalho para todos.

- Os Espíritos Superiores têm procurado auxiliar o Brasil?!...

- Assim como a todos os demais países – neste sentido, o Brasil não é um país privilegiado. Claro que este auxilio passa pelo crivo do livre arbítrio dos encarnados, e, muitas vezes, nele esbarra.

- O Brasil está se saindo bem na condução da atual pandemia?!...

- Creio que os partidarismos, em geral, têm atrapalhado muito, pois, caso contrário, poderia, sem dúvida, estar se saindo muito melhor – é uma realidade a “politização” da pandemia do Coronavírus.

- “Politização”?!...

- Generalizada, na qual todos os partidos se encontram envolvidos, não priorizando o coletivo. Falta-nos, aos brasileiros, um pouco mais de civismo, de idealismo, enfim, de amor ao próximo.

- O senhor crê no futuro do Brasil?!...

- Claro que sim. Não teremos retrocesso, o que, convenhamos, seria contra a Lei do Progresso. Volto a repetir, no entanto, que a minha palavra é destituída de coloração política. O futuro está sempre batendo às portas, e é impossível que não caminhemos em sua direção.

- Teremos que lidar com outras pandemias?!...

- Possivelmente. Creio que, neste sentido, a pandemia atual esteja sendo um alerta para todos os países, a fim de que melhor se preparem e não venham a ser surpreendidos.

- O senhor crê numa guerra de grandes proporções?!...

- O meu otimismo me leva a responder que não.

- E sem o seu otimismo?!...

- Segundo estatísticas, somente no ano de 2020, a Terra sofre com 10 conflitos preocupantes – três deles estão acontecendo na África. Na América do Sul, outros conflitos bélicos estão em gestação. Fiquemos por aí.

- O senhor pretende reencarnar?!...

- Eu não sei porque vocês se preocupam tanto com a minha reencarnação! Estou incomodando muito?! Perguntar a um espírito se ele pretende reencarnar é o mesmo que perguntar a outro se ele pretende desencarnar.

- Se reencarnar, será no Brasil?!...

- Eu sou um mero cumpridor de ordens.

- Para encerrar, que o senhor acha do espírita na Política?!...

- Que Deus o auxilie a se manter dentro de suas convicções de fé, não consentindo que a tentação do poder desvirtue o seu ideal de servir.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 23 de Maio de 2021.

 

 

 

 

 

domingo, 14 de junho de 2020


A PANDEMIA DAS DROGAS - I

Sem dúvida, a maior luta que o espírito enfrenta, na reencarnação, é a que diz respeito ao seu próprio passado, às diversas “personalidades” que, ao longo de sua trajetória evolutiva, ele vem animando.
Sempre existe uma tendência muito grande em reviver o pretérito, na sequência natural das experiências que o espírito vivencia na Terra.
O esquecimento do passado, sendo parcial, e não absoluto, diz respeito, em essência, mais à identidade do espírito em sua vida anterior, e não ao que ele continua a ser, ao ocupar nova vestimenta física.
Assim, repetimos, o maior entrave ao progresso do espírito que regressa ao Educandário Terrestre, pode se resumir nas tendências e inclinações por ele adquiridas, e que somente pela educação, ou reeducação, poderão ser anuladas – no caso, dessas mesmas inclinações e tendências lhe serem estorvos na aquisição de hábitos consentâneos com a sua necessidade de crescimento íntimo.
Porém, desejamos neste arrazoado, fazer referência, talvez, ao mais grave obstáculo que o espírito pode facear no aproveitamento de sua atual encarnação – obstáculo de natureza exterior, que, é bem verdade, encontra ensejo de manifestação em sua realidade interior.
Estamos nos referindo às drogas ilícitas, aos alucinógenos de uma maneira geral, que podem fazer com que o espírito, ainda na adolescência, ou na juventude, permaneça escravo do vício durante toda a sua encarnação, “desperdiçando” a oportunidade que obteve.
Claro que toda experiência termina por contar positivamente para o espírito, muito embora, no caso específico dos tóxicos, essa experiência possa vir a lhe custar muitas dores, que podem se estender por várias existências – nas consequências diretas, ou indiretas, de suas escolhas.
Muitos espíritos, por exemplo, que não conseguem se libertar do vício das drogas, incluindo aqui a questão do alcoolismo, ao se entregarem à depressão, e/ou a complexos quadros obsessivos, infelizmente, acabam optando pela autodestruição.
Conhecemos aqui, deste Outro Lado, um sem número de espíritos que, ainda tendo largo tempo de vida pela frente no corpo material, anteciparam o seu regresso ao Mundo Espiritual com sérios agravantes de sua situação, também pelo trauma que causaram aos familiares e, de resto, à sociedade como um todo, na repercussão do ato de violência que cometeram com o autoextermínio, que nunca deixa de ser uma “propaganda” da falta de fé em Deus.
Não mencionaremos aqui, nestas palavras em síntese, a culpa que, nos casos de suicídio, ou de outras condições de penúria moral e intelectual, a família e a sociedade também possam ter, e, certamente, têm.
A infância e a adolescência estão padecendo de muitos descuidos da parte daqueles que deveriam se sentir mais responsabilizados por elas.
Voltando, todavia, à questão das drogas, que pode ser considerada uma calamidade, um flagelo superior a todos os flagelos que vêm acometendo a Humanidade, que vitima muito mais vidas que qualquer pandemia que, atualmente, esteja ocupando espaço na mídia mundial, queremos dizer que, infelizmente, milhares e milhares de espíritos, que se corporificam no orbe, retornam à esta outra Dimensão com o mínimo aproveitamento possível de sua experiência reencarnatória.
E não pensem que aqueles que deixam o corpo em consequência desse ou daquele vício possam dele se libertar pela sua simples condição de espírito desencarnado.
Esperamos, no próximo post, dar sequência a essas nossas reflexões sobre o assunto que, de fato, vem se constituindo em obstáculo quase inarredável no caminho de muitos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 14 de Junho de 2020.



 

domingo, 22 de novembro de 2020

 

“E, Por Se Multiplicar a Iniquidade...”

 

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos”. – Mateus, 24-12

 

O Senhor nos advertiu a respeito da iniquidade humana, que faria com que o amor, ou a fé, de QUASE TODOS, esfriasse.

Infelizmente, é o que vem acontecendo, mormente de algum tempo para cá – décadas, desde o começo do século XX.

Pela iniquidade de alguns, o amor de quase todos se encontra esfriando – descrença, desalento, comodismo, apatia...

A Humanidade vem sofrendo maior assédio das trevas em todos os seus segmentos, estabelecendo o caos e colocando em dúvida o valor da ética.

Realmente, o espírito encarnado está debaixo de forte tempestade moral, com enchentes de detritos ameaçando sufocar a sua confiança no futuro – em Deus e em sua Justiça.

Muitos estão se encolhendo nas demonstrações de fé – dentro de suas casas, no reduto da família, passaram a viver com foco apenas no pão de cada dia, com recrudescimento do egoísmo.

A confiança do homem no homem está em crise.

Nem mesmo a recente Pandemia, ainda vigente, está sendo capaz de tornar o homem mais introspectivo.

Ele, inclusive, vem saqueando os que quase agonizam nos hospitais, vítimas do vírus chinês.

Está tripudiando sobre a dor humana.

Revelando-se capaz do inconcebível para quem se confessa cristão.

No Espiritismo, cuja proposta é a de reviver o Cristianismo, a situação não é diferente.

Médiuns enlouquecem.

A disputa por cargos ensandece muitos espíritos que fracassam.

Manobras políticas tomam conta de grupos – poucos se eximem da lamentável situação.

A vaidade fascina encarnados e desencarnados.

Chegaram ao cúmulo de adulterar o que é intocável.

Necessário, pois, que não reste pedra sobre pedra.

A Internet está colocando a nu as intenções mais infelizes do personalismo humano.

Ninguém quer nada com a “vassoura”, e quer tudo com a tribuna – com o destaque pessoal que dela possa advir. Cavam com as próprias mãos o buraco em que haverão de se enterrar.

Não nos iludamos.

Sem necessitar do endosso de qualquer profecia, a curto e a médio prazo, a Humanidade enfrentará provas muito mais graves que a da atual Pandemia.

Moralmente, é só efetuar os cálculos.

Tempos difíceis, mais difíceis, estão se aproximando – céleres.

Feliz de quem aprofundar raízes espirituais no amor aos semelhantes.

Feliz de quem não se escandalizar com os escândalos à vista.

Feliz de quem souber separar o joio do trigo.

Não olvidemos as palavras que, a seguir, foram ditas pelas Senhor: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”.

PERSEVERANÇA ATÉ O FIM – ou seja, o fim há de vir – a taça de fel haverá de transbordar.

Firmem-se em seus humildes postos de trabalho, em seus humildes Grupos Espíritas.

Não deixem que a mediunidade lhes suba à cabeça – mantenham-na sob a sola dos pés.

Estudem a Doutrina, com base em Jesus, Kardec e Chico.

Os médiuns e os dirigentes espíritas, em maioria, repetimos, estão loucos.

São vítimas de espíritos mistificadores, e mistificam eles mesmos.

Coisas absurdas na Internet.

Todo mundo parece querer ser missionário, quando não passa de espírito doente, em tratamento no corpo – muitos quase em situação comatosa, no respiradouro.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 22 de Novembro de 2020.

 

domingo, 24 de janeiro de 2021

 

Pandemia

E

Comodismo Espiritual

 

Irmãos e irmãs: o Senhor nos abençoe.

Natural, sim, conforme nos ensina “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que procuremos cuidar da saúde do corpo, sem, no entanto, olvidarmos a do espírito.

Nossas palavras vêm a propósito da atual pandemia que, desde o início do ano passado, assola a Humanidade, e que, infelizmente, ainda haverá de se estender por algum tempo.

As adversidades, individuais e/ou coletivas, são inevitáveis nos caminhos do espírito em evolução.

Realmente, os homens encarnados, com as exceções existentes, e elas não são poucas, enveredavam por atalhos que terminariam por comprometer as conquistas atuais da civilização.

Nesses momentos cruciais da história humana na Terra, mormente agora com uma população de mais de sete bilhões de almas, o inconsciente coletivo opera, e, então, determinados fenômenos se desencadeiam, sempre no propósito de socorrer e de ensinar, e nunca no de fazer sofrer, qual se o Criador, através de Suas Leis, magnânimas e justas, fosse um Pai insensível que não se importasse com as lágrimas dos filhos.

Assim, embora a muitos possa não parecer, imensas legiões, sobre o orbe terrestre, a pouco e pouco, vêm modificando o seu modo de pensar a Vida, ensejando no terreno do próprio espírito a separação do joio e do trigo.

Contudo, sem dúvida, carecemos de discernimento e prudência, para não consentirmos que o medo excessivo de perder o corpo físico não nos induza a descuidos, em relação à necessidade de prosseguirmos trabalhando em nosso processo de educação espiritual.

Ninguém, é claro, deve se expor desnecessariamente ao perigo de contágio pelo denominado “Covid 19 “, quanto não deve arriscar-se em outros campos que possam lhe comprometer a encarnação, que, afinal, como ensina André Luiz, em “Nosso Lar”, “é sempre uma tentativa de magna importância”, para os anseios da criatura.

Contudo, não se justifica, igualmente, o demasiado retraimento a que muitos vêm se entregando, não muito atentos aos valores do tempo, que, para o espírito encarnado, se mostram limitados, sem que alguém possa prever, com exatidão, quando haverá de empreender a Viagem de Volta.

Apelamos, pois, para que, na medida do possível, os nossos irmãos e irmãs espíritas-cristãos, deem prosseguimento às suas atividades, na doação de si mesmos, à Causa do Evangelho, que não deve sofrer interrupções que venham a lhe ser impostas, direta ou indiretamente, por ação de seus adversários, encarnados e desencarnados.

Vendo a menor possibilidade de avançar, não permaneçam os nossos confrades e confreiras, encolhidos, ou acuados, como quem ainda não aprendeu a dar o seu testemunho de fé na imortalidade.

O Senhor, evidentemente, não espera de nós outros o menosprezo pelas hostilidades que rondam os passos de todos os que intentam segui-Lo! Não obstante, repetimos, não se justifica o receio que nos imobilize completamente, quase que a nos subtrair as conquistas que, às duras penas, vimos efetuando de algum tempo para cá... Sim, porque somos, em maioria, espíritos muito jovens na aquisição de novos hábitos, e corremos sérios riscos de retrocesso nas nobres aquisições, que, à luz do Cristianismo Redivivo, estamos realizando.

Sem descaso às orientações das autoridades sanitárias que são chamadas a nos orientar neste momento delicado, busquemos, com a segurança indispensável – que diga respeito a nós e aos nossos semelhantes –, retomar as tarefas espirituais sob a nossa responsabilidade, convictos, sobretudo, de que, na hora que passa, o homem nunca necessitou tanto de encontrar uma porta que não se lhe cerre, indefinidamente, à extrema carência de pão para o corpo e para a alma.

 

Irmão José

 

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de 22 de Janeiro de 2021, em Uberaba – MG).

 

 

domingo, 23 de julho de 2023

Tráfico de Carne Humana

Ouvi, sim, minha irmã, os seus questionamentos em torno do futuro da Humanidade, dizendo-se pessimista com o que tem podido ler nos noticiários, principalmente pelos que circulam nas denominadas mídias sociais.
De minha parte, devo dizer a você que, na condição de espíritas-cristãos, carecemos de conservar a fé acima de quaisquer tribulações, por piores sejam, que, neste quarto de século do Terceiro Milênio, vêm contribuindo para que o cepticismo quase se generalize entre os de espírito invigilante...
Mentalmente, você me arguiu: - “Dr. Inácio, como a Terra poderá vir a se tornar Mundo de Regeneração com tanta desumanidade entre os que nos consideramos criaturas humanas, inclusive promovendo o tráfico de carne humana?!... Crianças, adolescentes e adultos, principalmente, os que perambulam pelas ruas, com alguma debilidade psíquica, têm sido sequestrados para que os seus órgãos sejam arrancados e transplantados naqueles que pagam fortunas por eles, através da ação escusa de cirurgiões mercenários, regiamente remunerados para tanto?!... Depois, Doutor, os seus corpos são descartados como se fossem menos que animais, quando sabemos que os próprios animais nos merecem respeito na condição de nossos irmãos na escala evolutiva... Os seus corpos mutilados, dos quais quase todos os órgãos foram extraídos criminosamente, são incinerados, esquartejados e os seus restos encaminhados para alimentar cães e porcos... Eu não creio, Doutor, que, sem que ocorra uma grande “limpa” na Humanidade, a Terra venha, em curto ou médio espaço de tempo, ser um mundo melhor, o tão sonhado Mundo de Regeneração, que muitos esperam para daqui algumas décadas...”
Olha, minha irmã, eu estou com você no que tange ao tempo para que a Terra seja guindada à condição de Mundo de Regeneração, e também não acredito que tal venha a suceder sem que aconteça uma grande “limpa”, que a última pandemia ensaiou, mas não fez...
Muitos confrades e muitas confreiras que nos merecem respeito afirmam que, dentro de pouco mais de trinta anos, o Mundo de Regeneração será uma realidade, todavia, de minha parte, eu quase que multiplicaria por dez semelhante expectativa – a menos que, essa “grande limpa”, de fato, venha a ser um imenso tsunami que varra o orbe em todas as direções, porque, quando da pandemia, infelizmente, mais de 90% dos que foram vitimados pelos vírus, é gente muito boa, que, moralmente, desfalcou a Terra com a sua ausência involuntária.
Você me fala dos sequestros para a venda de órgãos humanos, mas... e as crianças pobres que desaparecem para serem imoladas nas seitas satânicas, as meninas e meninos vítimas de pedófilos e tarados sexuais que ainda fazem do planeta um mundo de horrores, quase pior do que a deplorável condição daquela “cidade estranha” que André Luiz descreve no livro “Libertação”?!...
Não obstante, minha cara, não percamos a fé em Deus e em Nosso Senhor Jesus Cristo, porque a “limpa” que você menciona já está se esboçando nas entranhas do inconsciente humano, e não vai demorar para que a Lei Divina faça com que ela emerja de suas profundezas, suscitando choro e ranger de dentes até mesmo deste Outro Lado da Vida, onde muitos de vocês, encarnados, imaginam que não mais sejamos portadores de glândulas lacrimais em nosso corpo espiritual, e, por este motivo, estejamos livres de prantear qual Jeremias pranteou por Jerusalém...
A Terra, um dia, será, sim, Mundo de Regeneração, no entanto, a respeito desse dia e hora, peço a você que me permita repetir o que disse Jesus: “...ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.”

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 23 de Julho de 2023.

 

domingo, 15 de agosto de 2021

 

Lamentável

 

Lamentável que alguns companheiros espíritas, ou, pelo menos, que já o foram e continuam sendo apenas por conveniência social e/ou financeira, estejam, claramente, se desviando do Ideal que, um dia, abraçaram, ou por ele foram abraçados.

Acompanhando, à certa distância, a trajetória que se lhes complica na presente encarnação, concluímos que, infelizmente, eles foram alcançados pela pandemia de descrença, que o vírus da vaidade e do personalismo, da ambição e da autossuficiência, costuma disseminar entre os espíritos que não se vacinam adquirindo imunização através da virtude da humildade.

Fragilizados pela incoerência de suas próprias atitudes, ou contaminados pela fragilidade dos que haviam erigido por ídolos humanos de suas convicções, consentiram-se desmoronar moralmente, também sob a influência perniciosa dos espíritos que lhes tramaram a queda, e que, transfigurando-os em motivo de escândalo, pretendem fazer tropeçar os mais pequeninos, esquecidos da dura advertência do Mestre:

“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.”

Colocando-se à frente do denominado Movimento Espírita, tais confrades, a pouco e pouco, estão, verdadeiramente, revelando a serviço do quê e de quem se colocam, ficando claro para quantos possuem olhos de ver e ouvidos de ouvir que a serviço da Causa é que não estão, e não permanecem.

Triste, pois, ver o suicídio espiritual que estão cometendo, engendrando estranhos sofismas para se justificarem em suas ambições pessoais, envolvendo, com as suas falácias e mentiras, irmãos e irmãs que ainda não conquistaram suficiente discernimento para separarem o joio do trigo.

Lamentável, posto que, inclusive, parecem que se esqueceram que logo, logo haverão de se haver, na Vida de Além-Túmulo, com as consequências de suas escolhas, diante da desencarnação que que, depressa, se avizinha para todos os que mourejam no corpo perecível.

Tremenda decepção consigo os aguarda a um passo, não mais que a um passo do lugar onde se encontram, e, então, sim, haverá choro e ranger de dentes, não importando a qualidade das lágrimas que derramem de seus olhos nem o número de incrustações a ouro que possam ter em sua boca...

Que o Senhor possa nos abençoar e nos proteger para que, igualmente, não venhamos a cair vítimas dessa pandemia que, na atualidade, vem assolando os que passaram a viver sob a hipnose das trevas, desnorteando aqueles que deveriam conduzir nos caminhos ao Mais Alto.

Digo-lhes que, neste sentido, a muitos que temos visto chegar da Terra, não há palavra que lhes pacifique a consciência culpada, rogando, muitos deles, a misericórdia de uma rápida volta ao corpo com o propósito de olvidarem o desastre em que transformaram a existência promissora.

No entanto, sem que, antes, possam ajuizar toda a extensão dos prejuízos que causaram ao Evangelho Redivivo, não lhes convém a reencarnação imediata, porque, infelizmente, a tendência que demonstram é a de prosseguirem sob a custódia dos espíritos que, no Espiritismo, vêm se opondo, de maneira sistemática, a Jesus Cristo.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de Agosto de 2021.

 

domingo, 23 de agosto de 2020

 

 

BILHETE EM RESPOSTA

 

Minha irmã, você me escreve falando que, ultimamente, no clima da atual pandemia que vem assolando a Terra, você tem lutado muito contra a ideia fixa, imaginando que, a qualquer momento, poderá contrair o chamado Covid-19.

Em primeiro lugar, em relação aos seus temores de contágio, procure se acautelar, não se expondo, desnecessariamente, à ação desse e de nenhum outro microrganismo patogênico, porque o próprio ar que o homem respira no mundo, caso ele não se cuide, pode vir a lhe causar danos a saúde...

Fortaleça a sua imunidade, não apenas a orgânica, mas, igualmente, a espiritual, de vez que, mais poluída que o ar que os encarnados vivem respirando, é a “psicosfera” do planeta, com formas mentais inimagináveis gestadas pelos pensamentos de quantos se transformam em focos de contaminação do pessimismo, da descrença, do desânimo, da inveja, do ciúme, da ambição...

Os pensamentos infelizes possuem alta capacidade de contágio, debilitando a saúde psíquica de imensa legião que não cria defesas contra eles – e, com a sua condição psíquica abalada, o homem encarnado se torna duplamente vulnerável, tanto pelo seu corpo perispiritual quanto pelo envoltório perecível.

Portanto, minha irmã, sob a influência de noticiário excessivamente alarmante e de obsessões “oportunistas”, não deixe que o medo lhe domine as emoções e a predisponha a indesejável sintonia com outros vírus que não o “Corona”...

As obsessões “oportunistas” são aquelas que se valem da momentânea fragilidade psicológica de suas vítimas para se instalarem, dando um trabalhão danado para serem desfeitas, porque costumam fazer sofrer, por longo tempo, aos que lhes escancaram as portas da invigilância e as deixam entrar.

Ore, pois, com mais fervor e frequência do que você tem orado, contrapondo-se, mentalmente, às ideias que, inclusive, têm lhe provocado noites de insônia, repletas de pesadelos, ante o receio de que possa vir a se contaminar e... desencarnar, deixando para trás os seus deveres de esposa e mãe, às vésperas de ser avó do primeiro neto – realmente, é muito frustrante, para o espirito, o desenlace deixando tarefas primordiais pela metade!...

Para que este bilhete não se transforme em carta, em segundo lugar, se me permite, prescrevo a você outra providência que, aliada à oração, lhe será, tenho certeza, de grande valia – uma vacina extraordinária, cuja patente pertence a Jesus Cristo, e tão somente a Ele, o Divino Médico de nossas almas.

Estou me referindo à caridade, ou seja, à ocupação do tempo que, porventura, tenha disponível em seus afazeres domésticos, ocupando, ainda, as suas mãos e o seu pensamento com qualquer benefício que você possa prestar aos semelhantes – povoe a sua cabeça com ideias de socorro àqueles que, tantas vezes, não encontram o que fazer para colocarem o pão dentro de casa, de vez que essa pandemia, que já encaminhou muitos para este Outro Lado, também está fazendo um estrago social muito grande, sepultando muitas esperanças e sonhos em covas que quase ninguém vê.

Quantos desempregados, não é mesmo?! Quantas pais e mães que passaram a sobreviver com recursos mínimos obtidos numa fila bancária, que, em verdade, lhes fere a dignidade, embora, de minha parte, os considere transitoriamente providenciais! – a multiplicação dos pães e dos peixes realizada pelo Cristo, não resolveu o problema da fome da multidão para sempre, mas, pelo menos, naquela hora, impediu que muitos, de estômago vazio, fossem consumidos pela descrença... Não só de pão vive o homem, mas, igualmente, sem ele o homem não pode viver no orbe em que a carne alimenta a carne...

Desculpe-me, se não consegui dizer a você o que você esperava que eu lhe dissesse, como, por exemplo, que os Espíritos Benfeitores não consentirão que você venha a contrair o “Corona”. De nenhum dos Dois Lados da Vida, nós, espíritos comuns – falando principalmente de minha condição –, estamos isentos às circunstâncias da existência em um mundo de Provas e Expiações – e isto, repito, dos Dois Lados da Vida, porque aqui, para onde, desde muito, fui transferido, também ainda é Dimensão, ou Planeta, de Provas e Expiações.

Com o meu grande abraço, rogando que me recomende em suas preces de mulher fervorosa, sou, como sempre, o irmão que, igualmente, a incluirá em suas orações desajeitadas –

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 23 de Agosto de 2020.