domingo, 12 de abril de 2026

Causa-nos Espécie Causa-nos espécie, na atualidade, e nos indigna, as opiniões que vemos circularem na Internet sobre a Obra e a Vida de Chico Xavier, notadamente sendo feitas por quem é completamente desconhecido, ou desconhecida, no Movimento Espírita, e que sequer estiveram com o Médium uma única vez. Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou. São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação. Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse. Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria. Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade. Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo. Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente. O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar. INÁCIO FERREIRA Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.

 

Causa-nos Espécie

 

Causa-nos espécie, na atualidade, e nos indigna, as opiniões que vemos circularem na Internet sobre a Obra e a Vida de Chico Xavier, notadamente sendo feitas por quem é completamente desconhecido, ou desconhecida, no Movimento Espírita, e que sequer estiveram com o Médium uma única vez.

Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou.

São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação.

Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse.

Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria.

Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade.

Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo.

Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente.

O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.

 

 

sexta-feira, 27 de março de 2026

 

Interesses Espíritas

 

798 – O Espiritismo se tornará uma crença comum, ou permanecerá apenas com algumas pessoas?

R – Certamente ele se tornará uma crença comum, e marcará uma nova era na história da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar nos conhecimentos humanos. Haverá, entretanto, grandes lutas a sustentar, mais ainda contra os interesses do que contra a convicção, porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combate-lo, umas por amor-próprio e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus contraditores, encontrando-se cada mais isolados, serão afinal forçados a pensar como todos os outros sob pena de se tornarem ridículos. (De “O Livro dos Espíritos” – Influencia do Espiritismo no Progresso)

 

Em seguida, o próprio Codificador comenta:

“As ideias não se transformam senão com o tempo, e não subitamente; elas se enfraquecem de geração em geração e acabam por desaparecer pouco a pouco com os que as professavam, e que são substituídas por outros indivíduos, imbuídos de novos princípios, como se verifica com as ideias políticas. Vêde o paganismo; não há ninguém, certamente, que professe hoje as ideias religiosas daquele tempo; não obstante, muitos séculos depois do advento do Cristianismo ainda haviam deixado traços que somente a completa renovação das raças pode apagar. O mesmo acontecerá com o Espiritismo; ele faz muito progresso, mas haverá ainda, durante duas ou três gerações, um fenômeno de incredulidade que só o tempo fará desaparecer. Contudo, sua marcha será mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre as vias sobre as quais ele se desenvolverá. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem a construir.”

 

Infelizmente, a luta a que os Espíritos se referiram a Kardec, mais contra os interesses do que contra a convicção, a nosso ver, estão sendo lutas travadas contra os próprios interesses de alguns adeptos do Espiritismo.

Imaginávamos que tal luta se daria extra muros da Doutrina, no entanto, ao que estamos percebendo, ela está acontecendo mais intra muros, com interesses, os mais diversos, falando mais alto que as convicções.

São os que se opõem frontalmente ao aspecto religioso do Espiritismo, os que não admitem que Chico Xavier possa ser a reencarnação de Allan Kardec, os que acusam o Espiritismo de racismo, os que proclamam que as ideias espíritas estejam ultrapassadas e propõem n esdrúxulas renovações em seu corpo doutrinário, o elitismo, a adulteração de certas obras mediúnicas de Chico Xavier, os que se batem dizendo que Roustainguismo é a Revelação da Revelação, os órgãos unificadores que estabeleceram certa hierarquia no Movimento, e por aí vai.

Na atualidade, felizmente, a oposição ao Espiritismo não vem partindo tanto dos adeptos das outras religiões, porque já perceberam que, de todas elas, a que mais se aproxima da Ciência é o Espiritismo.

Outra corrente existe que pretende “tirar Jesus do Espiritismo”, conforme previa Chico Xavier, e outra mais desejando um Espiritismo sem espíritos.

Enfim, qual aconteceu com o Cristianismo, cessada a luta contra o paganismo, que durou por aproximadamente trezentos anos, o Espiritismo, no próximo dia 18 de abril de 2027, comemorará 170 anos de sua Codificação – 1857 a 2027 –, cessada a luta contra a oposição religiosa em geral, vem se vendo às voltas com o personalismo de seus adeptos, com cada grupo deles defendendo, não a Doutrina como um todo, mas os interesses que lhes dizem respeito.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG 27 de março de 2026. (*)

(*) Por motivo de viagem doutrinária, estaremos de volta na segunda quinzena de abril.

domingo, 22 de março de 2026

 

Liberdade de Pensamento

E de Expressão

 

Não devemos confundir liberdade de pensamento com liberdade de expressão, de vez que, se somos livres para pensar, não somos assim tão livres, no que tange às suas consequências, para expressar o que pensamos.

Podemos e devemos pensar de acordo com as luzes da compreensão que tenhamos adquirido, através das sucessivas existências, mas carecemos de tomar extremo cuidado com as palavras ao expor os próprios pensamentos.

À pretexto de liberdade de pensamento, não devo me considerar no direito de manifestar o que penso sem o devido respeito pelo pensar diferente de meus semelhantes.

Quantos são os que, escusados pela sua liberdade pensar, atacam e agridem, moralmente, os que não logram ver o mundo e as coisas pela sua ótica?!

Quantos, dizendo-se primar pela liberdade de pensamento, mesmo em uma Doutrina livre quanto ao Espiritismo, discordam dissentindo daqueles que, talvez, ainda não alcançaram o patamar evolutivo em que se encontram?!

E quantos, por não estarem à altura do pensamento dos que consideram na condição de opositores de suas ideias, a fim de fazer com que a eles se nivelem não hesitam em lhes cortar as pernas?!...

Jesus Cristo, claro, soube como ninguém unir a liberdade de pensamento à liberdade de expressão, mesmo quando, de maneira contundente, tivesse que se referir à hipocrisia dos escribas e dos fariseus.

Na atualidade, infelizmente, a liberdade de pensamento não é para quase ninguém, sendo que a liberdade de expressão é total para os seus opressores – sim, apenas a liberdade de expressão, porque, em essência, dão-nos eles a impressão de que não pensam.

A liberdade de expressão sempre há de ser legítima manifestação da liberdade de pensamento, e de crença, desde que não nos desviemos do moral que deve inspirá-la, para que a nossa boca não se transforme em uma latrina.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 22 de março de 2026.