domingo, 4 de outubro de 2026

 

Nesta Tua Encarnação

 

O que importa, nesta tua encarnação, é o que estás fazendo de ti mesmo, no tempo que a Bondade Divina te concedeu em tua nova experiência no corpo físico.

Não importa a opinião pessoal que tenhas em torno desse ou daquele assunto de natureza doutrinária, entregando-te a polêmicas infindáveis.

Não importa o que tenhas sido em existências passadas, ou mesmo o que os outros tenham sido.

Não importa a visão, quase sempre limitada, que possuas da Verdade, para a qual, sobre a Terra, ninguém ainda se encontra absolutamente preparado.

Não importa a razão que te dês nessa ou naquela contenda, à pretexto de estar defendendo a Causa que abraças.

Não importa o cargo transitório que ocupas, e que, em vez de te privilegiar, te cumula de responsabilidades pelas quais responderás.

Não importa os amigos que consideras poderosos, aos quais te ligas com a intenção de tirar algum proveito do que não é amizade.

Não importa o bem que fazes em quantidade, esquecido de lhes dar alguma qualidade.

Não importa a tua capacidade intelectual mais que as possibilidades de teu coração, no amor que devemos uns aos outros.

Não importa as ovações que recebes na tribuna, sem que te preocupes com o que fazes quando dela desces, para que tu mesmo possas ouvir o eco das palavras que disseste a quem te aplaudia.

Sim, nada disso importa tanto quanto importa o que procuras ser por dentro de ti mesmo.

O que importa é o que pensas de ti quando te encontras sozinho.

O que importa é o esforço cotidiano que empreendes para ser hoje melhor que na véspera.

O que importa, mais que a tua erudição, é a tua palavra no exemplo do que pregas.

O que importa é a consideração e o respeito com que tratas a todos, sem a intenção de humilhá-los ou marginalizá-los.

O que importa, enfim, é o que se passa entre ti e o Cristo.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 4 de outubro de 2026.

 

domingo, 27 de setembro de 2026

 

Oratória Espírita

E

Suicídio

 

Quando o assunto abordado, nos Centros Espíritas, em suas reuniões públicas, relacionar-se a suicídio, convém que os oradores chamados à palavra o façam com a maior prudência possível, sem se esquecerem da compaixão para com aqueles que praticaram o autoextermínio.

Sabemos que, infelizmente, na atualidade, o número de suicídios vem aumentando em todo o mundo, principalmente entre os jovens, em uma faixa etária de 10 e 24 anos.

Quase sempre, consequência da descrença em relação à imortalidade, de fato, o suicídio merece atenção especial por parte daqueles que, contra semelhante desatino, devem alertar os que pensam, como dizia Chico Xavier, em “travar uma guerra inútil e vã contra Deus em si mesmos”.

No entanto, o motivo deste presente arrazoado sobre o tema é que, não faz muito, uma expositora dos princípios espíritas, falando sobre o suicídio, teceu comentários quase impiedosos em relação aos que cometeram o referido equívoco.

Ela esboçou, através da palavra, um quadro terrível, esquecendo-se de que os genitores de um filho suicida estava na plateia do Centro Espírita, escutando-a, tendo, assim, com o seu verbo invigilante, os seus sofrimentos íntimos agravados.

Sem dúvida, naquele momento, em sua boca, o Espiritismo deixou de ser a doutrina consoladora que é, e que deve continuar sendo, para ser uma espécie de implacável cirurgiã que sai amputando membros sem sequer o benefício do conforto e da esperança aos amputados.

Necessário que, em geral, os espíritas revejam essa questão do já chamado “Vale dos Suicidas”, ao qual se destinariam, por tempo indeterminado, quiçá pela eternidade, os que, não raro, premidos pelos desespero ou por questões graves de ordem psiquiátrica, deliberam, vencidos por suas perturbações, colocarem ponto final (sic) em sua própria existência.

No ato do suicídio, sempre deplorável, existem casos e casos, e, de nossa parte, cremos que existem “Vales” de muito maior sofrimento, ocupados, por exemplo, por aqueles que, não raro, são indutores do suicídio de terceiros... Recordemos a Palavra de Jesus, anotada por Mateus, no capítulo 18, versículo 6: “Mas, se alguém induzir a pecar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor que ele amarrasse uma pedra de moinho no pescoço e se afogasse nas profundezas do mar.”

Ah, os “Vales” dos corruptos e corruptores, dos estupradores, dos traficantes, dos que comercializam com a miséria humana, dos políticos que prejudicam comunidades inteiras, dos ditadores e tiranos...

Não iremos nos alongar, mas, quem subir à tribuna espírita para falar a respeito do suicídio, não se esqueça de uma mãe que possa estar na plateia, necessitada de consolo, ou de um pai que, então, possa sentir-se como quem, em vez de estar em uma Casa de Oração, esteja em um tribunal escutando sentença condenatória pelo boca incompassiva de quem, por certo, não tem a mínima autoridade para tanto.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de setembro de 2026.  

domingo, 13 de setembro de 2026

 

Os “Inquisidores”
 
E os Ataques à Doutrina
 
Na Atualidade
 
 
 
Sem dúvida, o Movimento Espírita atual está repleto de “inquisidores”.
 
Nem todos estão por aí expiando os erros de vida passada.
 
Muitos, ainda escondem sobre as suas vestes os hábitos de suas antigas ordens religiosas.
 
Combatendo os médiuns e outros adeptos da Doutrina, não estão com o propósito de atingi-los.
 
A sua intenção é a de ridicularizar o Espiritismo.
 
Com o propósito de defendê-lo dos falsos profetas, que, infelizmente, existem no campo doutrinário, quanto existem em qualquer outro setor de atividade humana, eles expõem, publicamente, em sua gleba, o joio que cresce ao lado do trigo.
 
Inevitável, em nossas atuais circunstâncias evolutivas, que seja assim.
 
Muitos buscam se promoverem à custa de escândalos em torno do trabalho alheio.
 
Não sabem fazer outra coisa que não seja denegrir moralmente os que se encontram cumprindo com o dever – se mal ou bem, é problema pertinente a cada um, que, mais cedo ou tarde, responderá por si mesmo.
 
Imaginando estarem a serviço da luz, terminam por serem instrumento das trevas – e o que é pior: às vezes, com o apoio de invejosos que se sentem ameaçados em seu medíocre espaço de trabalho.
 
Ora, quantos são os médiuns na atualidade que, mentindo descaradamente, dizem que foram orientados por Chico Xavier?!...
 
Quantos, querendo ser mais médiuns do que são, obram, mediunicamente, de maneira inconsequente?!
 
Todavia, o objetivo deste pequeno arrazoado em nosso Blog é tão somente para alertar que o ataque que está sendo desfechado não é contra médiuns e consideradas lideranças espíritas, mas, sim, contra o Espiritismo!
 
A perseguição que os cristãos continuam a sofrer no mundo é contra o Cristo, e não contra os cristãos, que, em essência, muitos de nós, nada representamos.
 
Defendamos a Doutrina que está muito acima dos espíritas e dos espíritos de qualquer condição, estejam eles encarnados ou não.
 
O Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, é muito mais importante que médiuns e oradores, dirigentes e escrevinhadores – ele é mais importante, inclusive, do que Allan Kardec, o Codificador.
 
As trevas, na atualidade, espalhando o cepticismo, no intuito de fragilizar o Movimento Espírita, movimentam várias frentes de combate, sobre as quais carecemos de estarmos mais atentos, para que não nos tornemos em seus instrumentos.
 
O médium não significa nada, o Espiritismo significa tudo.
 
Que os “inquisidores” reencarnados que se dizem espíritas busquem melhor a fazer, e aqueles que, à pretexto de uma honestidade que não possuem, lhes dão respaldo, procurem trabalhar mais seriamente sem atirar pedras em quem seja, porque a desencarnação está aí para todos eles quanto já esteve para nós, e a Verdade, deste Outro Lado, é uma bomba atômica na consciência culpada.
 
 
 
Inácio Ferreira
 
Uberaba – MG, 13 de setembro de 2026. (*)
 
(*) Estaremos de volta após a viagem doutrinária do médium.

domingo, 6 de setembro de 2026

 

Eleições

 

 

 

As eleições no Brasil se aproximam

 

Necessário se torna, ao eleitor encarnado, conhecer os candidatos é procurar votar no que lhe pareça melhor.

 

Melhor para a coletividade.

 

Infelizmente, muitos votam segundo interesses pessoais.

 

No entanto, o interesse pessoal não deve se sobrepor ao coletivo.

 

Não votar por conta de ideologia partidária.

 

Votar no caráter, no passado ilibado, no Plano de Governo que possa contemplar a todos, especialmente, os menos favorecidos.

 

O Brasil não pode continuar sendo vítima dos interesses mesquinhos, de grupos internos e externos.

 

O momento é grave e a paixão não deve decidir o voto de quem seja, mas, sim, a razão.

 

Preocupamo-nos, os desencarnados, com a situação atual do Brasil, porquanto as nossas aspirações evolutivas estão ligadas ao futuro do país.

 

As crianças de hoje serão os que, amanhã, nos receberão através da reencarnação.

 

Se o espírito reencarna e encontra um caminho lhe facilite o progresso, o aproveitamento da experiência reencarnatória, evidentemente, é melhor.

 

A influência do meio, sobre certos espíritos, chega a ser decisiva em sua formação.

 

Chico dizia que Joana D’arc, a donzela de Domrémy, tomara corpo na Terra para liderar a França na guerra contra a Inglaterra, pois se a Inglaterra triunfasse, o Século das Luzes ficaria comprometido.

 

Não se trata de misturar Espiritismo com Política.

 

Não há seja absolutamente apolítico.

 

O Cristo, sobre a Terra, representava os interesses de Deus, e não apenas os interesses dos judeus, ou dos gentios.

 

Tenhamos bom senso.

 

Que os nossos irmãos e irmãs escolham, no próximo mês de Outubro, no dia 4, um dia após o nascimento do Codificador, os que haverão de representá-los nos próximos 4 anos, à exceção do mandato dos Senadores que se estende por longos 8 anos.

 

Quanto à questão tão debatida na atualidade relacionada à soberania, não olvidemos que, no que tange à soberania moral, o Brasil está devendo, e muito.

 

Que vençam os que, verdadeiramente, tenham amor pela Pátria, e, consequentemente, trabalhem, com honestidade e sob a inspiração do Cristo, por um mundo melhor.

 

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 6 de setembro de 2026.