domingo, 8 de fevereiro de 2026

 

Amor Ao Espiritismo (III)

 

Poucos são os espíritas e os médiuns que, verdadeiramente, têm compromisso com a Doutrina e se mostram disciplinados nas atividades das quais participam.

Sabemos que muitos Grupos Espíritas, na Terra, lutam com a indisciplina dos médiuns, que, às vezes, por questões de somenos, deixam de comparecer às reuniões, mormente aquelas de enfermagem espiritual, nas quais servem no campo da psicofonia, ou da incorporação.

A grande maioria dos labores doutrinários, levados a efeito nos Centros, é mantida pela perseverança de dois ou três companheiros, irmãos e irmãs que sacrificam interesses pessoais por amor à Causa.

Outros, infelizmente, que ainda não lograram disciplinarem-se no que tange a horário e compromisso, ausentam-se das tarefas que consideram mais penosas, ou nas quais não podem “mostrarem-se” de acordo com os traços de vaidade que os induzem a procurarem os holofotes do elogio ou do aplauso.

Recordamos que Emmanuel, quando apareceu ao Médium Chico Xavier, lhe solicitou que atentasse para os três requisitos básicos para a tarefa a ser cumprida por ambos: “Disciplina, Disciplina, Disciplina”.

Não são poucos, por exemplo, os espíritas que estimam frequentar as reuniões doutrinárias que são muito concorridas, afastando-se daquelas de menor comparecimento do público.

Certo orador, quando, por vezes, convidado à uma exposição doutrinária através da palavra, procurava saber, com antecedência, quantas pessoas haveriam de caber no auditório a fim de ouvi-lo – e não aceitava falar para público considerado menor.

Notemos que o amor à Doutrina Espírita, como, igualmente, o desamor, pode ser manifestado de muitas maneiras, que, em verdade, acaba por denunciar que, infelizmente, em nós, o personalismo está se sobrepondo ao idealismo.

Esquecemo-nos de que Allan Kardec, lançando-se ao trabalho da Codificação, reunia-se em sua casa com um grupo composto de oito a dez pessoas – ele, Amèlie Boudet e mais uns quatro ou cinco.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de fevereiro de 2026.

  

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

 

Amor ao Espiritismo – II

 

Amor ao Espiritismo é, sobretudo, estudá-lo para melhor colocá-lo em prática, se tornando-lhe o adepto em mensagem viva de seus postulados

Temos observado que, infelizmente, nos tempos que correm a mediunidade tem sido o “ponto frágil” para que a Doutrina se propague com a lisura moral com que sempre se propagou.

 

Muitos são os medianeiros que têm se servido de suas possíveis faculdades mediúnicas para delas tirarem proveito pessoal.

 

Soubemos, não faz muito, de um médium, transformado em terapeuta, que, profissionalmente, estabelecia um preço para os seus consulentes, mas, caso os seus consulentes desejassem, por seu intermédio, uma palavra de sua “guia” teriam que pagar um pouco mais.

 

Nunca, em nossos tempos na Terra, havíamos ouvido falar em tal descalabro.

 

Médiuns outros que dizem nada cobrar diretamente por um passe de “maca”, ou por um tratamento espiritual à luz mortiça das salas onde atendem, indiretamente solicitam doações, ou taxam, a preços elevados, os medicamentos fitoterápicos, ou homeopáticos, que dizem distribuir gratuitamente.

 

O que muitos aventureiros no campo da mediunidade desejam é ver os “seus” centros espíritas cheios de pessoas sem o mínimo discernimento doutrinário, porque as que possuem o mínimo bom senso neles não comparecem.

 

Outros “sensitivos” levantam o lápis, ou a caneta, e já querem se fazer intérpretes de mensagens para os destinatários saudosos de sua presença física – depressa querem publicar livros e autografá-los, como qualquer autor profano.

 

Amor ao Espiritismo?! Não. Amor a si mesmos, com o comprometimento da Causa – comprometimento pelo qual haverão de responder, porquanto estão ensejando que, por seu intermédio, os espíritos inimigos da Doutrina a distorçam.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 1 de fevereiro de 2026.

 

 

 

sábado, 24 de janeiro de 2026

 

Amor Ao Espiritismo - I

 

Em abril de 2027, o Espiritismo, como doutrina codificada, estará completando 170 anos – “O Livro dos Espíritos”, 18 de abril de 1857.

 

Podemos, sim, dizer que o Espiritismo, embora seja tão velho quanto o mundo, ou quanto o Universo, é uma doutrina, para nós outros, desencarnados e encarnados, comparável a uma criança no berço.

 

Temos que trabalhar por ele, porém, não esporadicamente, ou desalentados porque nos pareça que não esteja avançando qual era de se esperar, inclusive, pela palavra de diversos Espíritos ao Codificador.

 

Não nos esqueçamos de que o “Cristianismo” levou três séculos para receber alguma consideração humana, e, ainda hoje, aproximadamente, somente 1/3 da Humanidade diz-se cristã – passaram-se quase dois mil anos da Missão do Senhor – do ano 30 ao 33!...

 

Observamos, não obstante, de nossa parte, que carecemos, sim, ter mais amor ao Espiritismo – mais amor à Causa que abraçamos e que, de fato, seja a revivescência do Cristianismo, sendo, assim, sem dúvida, de vital importância para o espírito em evolução.

 

Esclarecer o homem quanto ao seu futuro espiritual é uma tarefa grandiosa, porquanto significa libertá-lo de si mesmo – não se trata de fazer proselitismo, ou algo que o valha, mas de empenho consciencial.

 

O Espiritismo, como expressão da Lei Divina, no oceano conturbado do mundo atual, assemelha-se às correntes marinhas – “Esteira Oceânica” – que correm na profundidade das águas, silenciosamente, sem que ninguém as possa deter em seu curso.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 24 de janeiro de 2026.