domingo, 11 de outubro de 2026

 

“A Mediunidade Nossa de Cada Dia”

 

Hoje, cederemos espaço ao excelente livro de Odilon Fernandes, “A Mediunidade Nossa de Cada Dia”, na página intitulada “MEDIUNIDADE EM EVOLUÇÃO”.

 

Faculdades mediúnicas ostensivas cederão lugar à faculdades mediúnicas cada vez mais discretas.

Todas as formas de mediunidade evoluem para o campo intuitivo.

Psicografia e psicofonia, por exemplo, são faculdades mediúnicas de transição – enfim, todas as faculdades de ordem intelectual que se rotulam e se limitam são transitórias.

No futuro, em termos de mediunidade, o conteúdo dispensará a forma.

Por esse motivo, o chamado fenômeno das “mesas girantes” , e outros correlatos, é fase completamente superada. (*)

 

(*) O pequeno grande livro é constituído de 100 capítulos em síntese, todos versando sobre a Mediunidade no Dia a Dia.

Extremamente útil para os estudiosos, os oradores e os médiuns que estão dando os seus primeiros passos na tarefa mediúnica.

 

O livro poderá ser adquirido pela loja virtual da LEEPP, além de solicitado às mais diversas Distribuidoras de Livros Espíritas.

 

Endereço da Loja Virtual:

www.leepplojavirtual.com.br

 

A Editora LEEPP, de Uberaba, tem as suas tarefas assistenciais voltadas para as atividades da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, Lar Espírita “Pedro e Paulo”, “Recanto da Paz” e Casa Espírita Cristã “Santo Albino.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 11 de outubro de 2026.

domingo, 4 de outubro de 2026

 

Nesta Tua Encarnação

 

O que importa, nesta tua encarnação, é o que estás fazendo de ti mesmo, no tempo que a Bondade Divina te concedeu em tua nova experiência no corpo físico.

Não importa a opinião pessoal que tenhas em torno desse ou daquele assunto de natureza doutrinária, entregando-te a polêmicas infindáveis.

Não importa o que tenhas sido em existências passadas, ou mesmo o que os outros tenham sido.

Não importa a visão, quase sempre limitada, que possuas da Verdade, para a qual, sobre a Terra, ninguém ainda se encontra absolutamente preparado.

Não importa a razão que te dês nessa ou naquela contenda, à pretexto de estar defendendo a Causa que abraças.

Não importa o cargo transitório que ocupas, e que, em vez de te privilegiar, te cumula de responsabilidades pelas quais responderás.

Não importa os amigos que consideras poderosos, aos quais te ligas com a intenção de tirar algum proveito do que não é amizade.

Não importa o bem que fazes em quantidade, esquecido de lhes dar alguma qualidade.

Não importa a tua capacidade intelectual mais que as possibilidades de teu coração, no amor que devemos uns aos outros.

Não importa as ovações que recebes na tribuna, sem que te preocupes com o que fazes quando dela desces, para que tu mesmo possas ouvir o eco das palavras que disseste a quem te aplaudia.

Sim, nada disso importa tanto quanto importa o que procuras ser por dentro de ti mesmo.

O que importa é o que pensas de ti quando te encontras sozinho.

O que importa é o esforço cotidiano que empreendes para ser hoje melhor que na véspera.

O que importa, mais que a tua erudição, é a tua palavra no exemplo do que pregas.

O que importa é a consideração e o respeito com que tratas a todos, sem a intenção de humilhá-los ou marginalizá-los.

O que importa, enfim, é o que se passa entre ti e o Cristo.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 4 de outubro de 2026.

 

domingo, 27 de setembro de 2026

 

Oratória Espírita

E

Suicídio

 

Quando o assunto abordado, nos Centros Espíritas, em suas reuniões públicas, relacionar-se a suicídio, convém que os oradores chamados à palavra o façam com a maior prudência possível, sem se esquecerem da compaixão para com aqueles que praticaram o autoextermínio.

Sabemos que, infelizmente, na atualidade, o número de suicídios vem aumentando em todo o mundo, principalmente entre os jovens, em uma faixa etária de 10 e 24 anos.

Quase sempre, consequência da descrença em relação à imortalidade, de fato, o suicídio merece atenção especial por parte daqueles que, contra semelhante desatino, devem alertar os que pensam, como dizia Chico Xavier, em “travar uma guerra inútil e vã contra Deus em si mesmos”.

No entanto, o motivo deste presente arrazoado sobre o tema é que, não faz muito, uma expositora dos princípios espíritas, falando sobre o suicídio, teceu comentários quase impiedosos em relação aos que cometeram o referido equívoco.

Ela esboçou, através da palavra, um quadro terrível, esquecendo-se de que os genitores de um filho suicida estava na plateia do Centro Espírita, escutando-a, tendo, assim, com o seu verbo invigilante, os seus sofrimentos íntimos agravados.

Sem dúvida, naquele momento, em sua boca, o Espiritismo deixou de ser a doutrina consoladora que é, e que deve continuar sendo, para ser uma espécie de implacável cirurgiã que sai amputando membros sem sequer o benefício do conforto e da esperança aos amputados.

Necessário que, em geral, os espíritas revejam essa questão do já chamado “Vale dos Suicidas”, ao qual se destinariam, por tempo indeterminado, quiçá pela eternidade, os que, não raro, premidos pelos desespero ou por questões graves de ordem psiquiátrica, deliberam, vencidos por suas perturbações, colocarem ponto final (sic) em sua própria existência.

No ato do suicídio, sempre deplorável, existem casos e casos, e, de nossa parte, cremos que existem “Vales” de muito maior sofrimento, ocupados, por exemplo, por aqueles que, não raro, são indutores do suicídio de terceiros... Recordemos a Palavra de Jesus, anotada por Mateus, no capítulo 18, versículo 6: “Mas, se alguém induzir a pecar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor que ele amarrasse uma pedra de moinho no pescoço e se afogasse nas profundezas do mar.”

Ah, os “Vales” dos corruptos e corruptores, dos estupradores, dos traficantes, dos que comercializam com a miséria humana, dos políticos que prejudicam comunidades inteiras, dos ditadores e tiranos...

Não iremos nos alongar, mas, quem subir à tribuna espírita para falar a respeito do suicídio, não se esqueça de uma mãe que possa estar na plateia, necessitada de consolo, ou de um pai que, então, possa sentir-se como quem, em vez de estar em uma Casa de Oração, esteja em um tribunal escutando sentença condenatória pelo boca incompassiva de quem, por certo, não tem a mínima autoridade para tanto.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de setembro de 2026.