domingo, 19 de julho de 2026

 

Página Para Meditação

(Mera Coincidência?)

 

Era pensamento de Allan Kardec, antes de desencarnar, estabelecer um “Comitê Central” para a Doutrina, que pudesse cuidar de seu desenvolvimento e de sua divulgação. Antes de desencarnar, ele chegou a cogitar de sua criação, pensando, inclusive, em ceder um imóvel que havia adquirido na Vila de Ségur. Não obstante, com a sua desencarnação chegando no dia 31 de março de 1869, o Projeto não pode se consumar. Algumas das atribuições do “Comitê” seriam:

- o cuidado dos interesses da Doutrina e de sua propagação; manter a sua utilidade pela conservação da integridade dos princípios reconhecidos; desenvolver suas consequências;

- o estudo de princípios novos suscetíveis de entrar no corpo da Doutrina;

- a concentração de todos os documentos e ensinamentos que possam interessar ao Espiritismo, etc...

Segundo o Codificador, o Espiritismo não era uma Obra estanque, que tivesse sido concluída, mas passível de novos desenvolvimentos, embora os Princípios Fundamentais estabelecidos no Pentateuco.

Interessante é que ele escreve:

“Em vez de um chefe único, a direção será entregue a um “comitê central” permanente, cuja organização e atribuições serão definidas para evitar arbitrariedades. Este comitê será composto no máximo de doze membros titulares, que reúnam certas condições necessárias, e igual número de conselheiros. (o grifo é nosso)

Este era o pensamento de Kardec às vésperas de seu desenlace – segundo consta em “Obras Póstumas”.

O curioso, no entanto, é que quando o médium Chico Xavier, recebe de André Luiz, a excelente obra “Nosso Lar”, publicada pela FEB, com prefácio datado de 1943, em conversa com Lísias, ele fica sabendo que a referida cidade espiritual, além da Governadoria, conta com seis Ministérios, cada qual constituído por doze Ministros, perfazendo setenta e dois colaboradores! Os Ministérios são: Regeneração, Auxílio, Comunicação, Esclarecimento, Elevação, União Divina.

Temos a impressão de que Kardec desejava tornar realidade na Terra o que já era realidade no Mundo Espiritual.

Toda a Obra Mediúnica de André Luiz, de “Nosso Lar” a “E a Vida Continua...”, acontece em torno das atividades que são levadas a efeito na cidade espiritual, fundada em meados do século XVI, quando o Espiritismo, como Doutrina Codificada, sequer ainda era realidade na Terra.

Os Espíritos que, então, habitavam “Nosso Lar” estariam inspirando Kardec para a criação do “Comitê”, com “doze membros titulares”?! Ou, simplesmente, trazia consigo reminiscências de “Nosso Lar”, já que o Espiritismo surgiria na Terra apenas em meados do século XIX?!

Não teríamos aqui mais uma comprovação da identidade Kardec/Chico Xavier, sendo o médium mineiro a sua reencarnação?!

O número 12, pretendido por Kardec, e adotado em “Nosso Lar”, seria uma alusão aos Doze Apóstolos, que, por sua vez, teriam sido uma referência às Doze Tribos de Israel?!...

Enfim, ficam as anotações acima para as nossas reflexões e, sem dúvida, para observarmos, uma vez mais, como as Obra Mediúnica de Chico Xavier é um complemento da Obra Kardecian e nela se encontra entranhada.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de julho de 2026,

domingo, 12 de julho de 2026

 

A MENSAGEM DO DR. BEZERRA

 

Filhos,

Jesus nos abençoe.

Trabalhem com afinco no amor ao Ideal.

Avancem vigilantes, sabendo que o caminho é repleto de pedras de tropeço.

Não se descuidem de si mesmos um instante sequer.

Basta pequena concessão à treva para que a escuridão se lhes faça na alma de maneira mais sombria.

Cultivem a humildade, não se importando de estarem sempre labutando nas últimas fileiras do Bem.

O Cristo vivia protegido pela multidão necessitada.

A proteção que Ele estendia aos “filhos do Calvário”, era a proteção que Lhe era dispensada pelo Pai, a fim de cumprir com a sua Divina Missão.

Mesmo na hora da cruz, Ele estava ladeado por dois irmãos sofredores.

Quem se afasta da vivência na Caridade está prestes a cair, não importando à altura a que se tenha elevado pelo intelecto.

Não contabilizem mágoas e dissabores.

Sobre a Terra, o espírito que não enfrenta provações não tem oportunidade de obter promoção.

Vigiem, quanto possam, a palavra que lhes escape dos lábios, e aquela que lhes busque os ouvidos.

Não se permitam desanimar pelos acontecimentos deprimentes que, na hora que passa, parecem se multiplicar entre os homens.

Preocupem-se em cumprir com o dever que lhes compete, ainda que, para tanto, tenham que verter muito mais lágrimas que suor.

Estamos e continuaremos juntos.

A luta que faceiam, igualmente, se estende à este Outro Lado da Vida.

Regozijemo-nos, no entanto, como os Apóstolos que, depois de açoitados, por ordem do Sinédrio, retiraram-se “regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” – Jesus Cristo!...

 

Bezerra de Menezes/Carlos A. Baccelli

Lar Espírita “Pedro e Paulo”

Uberaba – MG, 10 de julho de 2026.

 

domingo, 5 de julho de 2026

 

Hipótese Reencarnatória

 

Muito comum, às vezes, até por brincadeira, as pessoas levantarem hipótese reencarnatória sobre outras no passado remoto ou recente.

Embora possa ser brincadeira, semelhante prática não deixa de vulgarizar a Reencarnação, que é uma tese que, com máxima seriedade e respeito deve ser tratada.

Todavia, em muitas circunstâncias, o assunto extrapola a simples brincadeira, e, na boca de desavisados, torna-se quase realidade inconteste, como se tais desavisados tivessem o poder de algo saber sobre a vida passada de alguém.

Existem, infelizmente, até denominados “médiuns” que, valendo-se de seus supostos dons, avançam no terreno da hipótese reencarnatória, movidos por interesses de natureza escusa.

Conheci casos de “médiuns” que, por exemplo, por onde jornadeavam, a “serviço” doutrinário, “descobriam” suas mães e seus pais do pretérito, com a curiosidade de que esses genitores sempre possuíam alto poder pecuniário – eu nunca soube que os mesmos “sensitivos” tivessem descoberto alhures mães que houvessem sido humildes serviçais e pais de mãos calejadas no cabo da enxada.

Creio que seja o momento de dizermos um “basta” a tais brincadeiras, que viram motivo de chacota em quadros hilários da TV ou em rodas de comediantes, e um “basta” muito maior a esses “médiuns” aventureiros que, a rigor, não sabem nem quem eles próprios são em sua atual existência física.

E, depois, levando-se em consideração que esta atual existência no corpo é a melhor de todas que muitos já tiveram, não convém escarafunchar o passado próprio, ou de alguém, para, simplesmente, encontrarem sucata.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de agosto de 2026.