domingo, 12 de julho de 2026

 

A MENSAGEM DO DR. BEZERRA

 

Filhos,

Jesus nos abençoe.

Trabalhem com afinco no amor ao Ideal.

Avancem vigilantes, sabendo que o caminho é repleto de pedras de tropeço.

Não se descuidem de si mesmos um instante sequer.

Basta pequena concessão à treva para que a escuridão se lhes faça na alma de maneira mais sombria.

Cultivem a humildade, não se importando de estarem sempre labutando nas últimas fileiras do Bem.

O Cristo vivia protegido pela multidão necessitada.

A proteção que Ele estendia aos “filhos do Calvário”, era a proteção que Lhe era dispensada pelo Pai, a fim de cumprir com a sua Divina Missão.

Mesmo na hora da cruz, Ele estava ladeado por dois irmãos sofredores.

Quem se afasta da vivência na Caridade está prestes a cair, não importando à altura a que se tenha elevado pelo intelecto.

Não contabilizem mágoas e dissabores.

Sobre a Terra, o espírito que não enfrenta provações não tem oportunidade de obter promoção.

Vigiem, quanto possam, a palavra que lhes escape dos lábios, e aquela que lhes busque os ouvidos.

Não se permitam desanimar pelos acontecimentos deprimentes que, na hora que passa, parecem se multiplicar entre os homens.

Preocupem-se em cumprir com o dever que lhes compete, ainda que, para tanto, tenham que verter muito mais lágrimas que suor.

Estamos e continuaremos juntos.

A luta que faceiam, igualmente, se estende à este Outro Lado da Vida.

Regozijemo-nos, no entanto, como os Apóstolos que, depois de açoitados, por ordem do Sinédrio, retiraram-se “regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” – Jesus Cristo!...

 

Bezerra de Menezes/Carlos A. Baccelli

Lar Espírita “Pedro e Paulo”

Uberaba – MG, 10 de julho de 2026.

 

domingo, 5 de julho de 2026

 

Hipótese Reencarnatória

 

Muito comum, às vezes, até por brincadeira, as pessoas levantarem hipótese reencarnatória sobre outras no passado remoto ou recente.

Embora possa ser brincadeira, semelhante prática não deixa de vulgarizar a Reencarnação, que é uma tese que, com máxima seriedade e respeito deve ser tratada.

Todavia, em muitas circunstâncias, o assunto extrapola a simples brincadeira, e, na boca de desavisados, torna-se quase realidade inconteste, como se tais desavisados tivessem o poder de algo saber sobre a vida passada de alguém.

Existem, infelizmente, até denominados “médiuns” que, valendo-se de seus supostos dons, avançam no terreno da hipótese reencarnatória, movidos por interesses de natureza escusa.

Conheci casos de “médiuns” que, por exemplo, por onde jornadeavam, a “serviço” doutrinário, “descobriam” suas mães e seus pais do pretérito, com a curiosidade de que esses genitores sempre possuíam alto poder pecuniário – eu nunca soube que os mesmos “sensitivos” tivessem descoberto alhures mães que houvessem sido humildes serviçais e pais de mãos calejadas no cabo da enxada.

Creio que seja o momento de dizermos um “basta” a tais brincadeiras, que viram motivo de chacota em quadros hilários da TV ou em rodas de comediantes, e um “basta” muito maior a esses “médiuns” aventureiros que, a rigor, não sabem nem quem eles próprios são em sua atual existência física.

E, depois, levando-se em consideração que esta atual existência no corpo é a melhor de todas que muitos já tiveram, não convém escarafunchar o passado próprio, ou de alguém, para, simplesmente, encontrarem sucata.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de agosto de 2026.

 

  

domingo, 28 de junho de 2026

 

Por Que o Espírito Necessita Reencarnar?

 

 

 

Alguns amigos nos perguntam: - Dr. Inácio, por que o espírito necessita reencarnar? Ele não poderia fazer a sua evolução no Mundo Espiritual?

 

A resposta à semelhante indagação é vasta, todavia, vamos nos ater àquela que nos parece ser a de ordem mais geral.

 

O espírito, desde os primórdios de sua evolução, labuta no orbe terrestre, que é o campo onde ele se encontra lavrando, desenvolvendo as suas faculdades intrínsecas, submetendo-se à Lei de Causa e Efeito.

 

Em contato com a matéria mais densa é que o espírito encontra ensejo de despertar relativo, de vez que, durante séculos, não se habilita, em maioria, a viver nas Dimensões mais etéreas.

 

O espírito é um ser em construção.

 

Tendo vivido, através de incontáveis existências, na Terra, em contato com outros que integram a Humanidade, o espírito adquiriu inúmeros compromissos de natureza cármica que fazem parte de seu aprendizado.

 

Natural, pois, que ele se sinta atraído ao Plano em que se encontram, talvez, a maioria de seus afetos e, principalmente, de seus desafetos.

 

Não fosse ele ao planeta-escola que é a Terra, para o seu relacionamento indispensável com o próximo, deixando pendências cármicas, ele não se liberaria, à nível de consciência, para seguir caminho adiante, na direção do porvir.

 

Ocupando o corpo físico, ou o corpo mais físico, que o prende à gravidade do orbe, e, sofrendo o impacto do esquecimento do passado, o espírito, a cada experiência reencarnatória, entra na posse de si mesmo.

 

O devedor de determina soma, compelido a quitá-la, carece do “correr atrás” de seu credor, e aquele que verdadeiramente quer bem a outro, não se contenta em esquecê-lo na retaguarda, mormente quando, porventura, esse se encontra embaraçado, necessitando de quem o auxilie a se desvencilhar das amarras que o prendem.

 

Quem ama sempre se sente responsável por aqueles que, um dia, lhe foram confiados à tutela – foi justamente esse Amor que fez com Jesus mergulhasse na escuridão do planeta para resgatar os que nos demoramos no abismo.

 

Sem a reencarnação em níveis mais grosseiros – assim digamos – o espírito não desenvolveria as suas faculdades e não fixaria em si as conquistas que possa efetuar, nas expansões de seu próprio ser.

 

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28-6-26