domingo, 5 de julho de 2020


ANEDOTA ESPÍRITA CAMPEÃ

Vocês me desculpem o sorriso defunto.
Creio, no entanto, que os “mortos” também têm direito à piada – a fazer piada e a sorrir de alguma, quando de fato, ela seja inteligente.
Eu sempre gostei de uma anedota – quando encarnado, confesso, até das mais temperadas.
Se os santos têm direito a sorrir, quanto mais os pecadores, vocês não acham?! – ou serão daqueles que, sempre em cima do muro, não acham e nem desacham nada?!
Nunca, no entanto, sorri da desventura alheia.
Ao contrário, muitas vezes, chorei por conta dela – chorava sozinho, tímido, no meu canto, envergonhado de mostrar as minhas próprias lágrimas.
Ainda hoje, quando os espíritas encarnados me permitem as glândulas lacrimais, eu choro – desde que Jesus chorou por Lázaro, o irmão de Marta e Maria, o humano choro se divinizou em seus olhos!
Todavia, claro, prefiro sorrir – não por deboche! Jamais! Acontece que certas coisas, de fato, desenterram o meu bom humor.
Ultimamente, por exemplo, eu tenho dado boas gargalhadas, iguais, ao que me recordo, apenas quando a minha mãe nos levava, a mim e a minha irmã, a um espetáculo circense.
Ah, eu adorava os palhaços, que surgiam no picadeiro dando cambalhotas – mais até que os trapezistas, que, pelo medo de vê-los cair, tapando os olhos com as mãos, eu escondia o rosto no aconchegante colo de minha mãe.
Quando, mais tarde, eu me tornei espírita, por obra e graça de Modesta, e da Infinita Misericórdia do Senhor, pensei que o “sorriso espírita” fosse proibido...
À exceção dos espíritos obsessores, nenhum outro comparecia às nossas sessões mediúnicas no Sanatório dando risadas pela cara dos médiuns.
Um dia, perguntei a Modesta: - O espírita pode sorrir?! Ela me respondeu com um sorriso e, então, conclui por mim mesmo que, afinal, sorrir não era um comportamento imoral.
Odilon Fernandes, sem ser brincalhão, era um espírita alegre – ele e tantos outros que tive oportunidade de conhecer, que sempre estiveram, e estão, à frente de meus passos na caminhada.
Até onde sei, Chico adorava uma boa história hilariante – e sou testemunha de que, quando não policiado pelos “patrulheiros ideológicos”, ele também costumava contá-la... Certa vez, pedindo socorro ao Dr. Bezerra de Menezes, para o seu olho esquerdo que doía e sangrava, ele disse ao Dr. Bezerra que estava lhe pedindo auxílio não como se fosse gente, mas, sim, um animal... Ao que o inesquecível Benfeitor respondeu: - Chico, se você está me pedindo auxílio como um animal, quem você pensa que eu sou? – Ah, Dr. Bezerra – respondeu o médium –, o senhor é um veterinário de Deus!... Chico completou dizendo que o sorriso do Dr. Bezerra ecoou em toda a sua Dimensão Espiritual e... nas mais próximas!...
Mas, vamos a anedota que, nos tempos últimos, vem me arrancando boas gargalhadas – mais que engraçada, ela é engraçadíssima, quase surreal.
Não se decepcionem vocês, porque eu nunca fui um Cantinflas, nem um Chico Anysio – quem me dera possuir a verve de qualquer um desses dois, quando, em cena, valiam por um espetáculo inteiro.
Tenho certeza, no entanto, de que os internautas bem humorados, os que não vivem de mal com a vida, e, certamente, na sua atual encarnação, não estão se candidatando a uma auréola, haverão de sorrir muito comigo...
Aqui segue a anedota espírita campeã, que, para mim, merece erguer a taça no teatro de lona em que os seus contadores estão se exibindo, na expectativa do aplauso da galera:
- Eu acho engraçadíssimo os espíritas que acham que têm o poder de censurar a liberdade de expressão alheia, inclusive dos mortos, e lhes apor qualquer espécie de mordaça na boca – mordaça que nem a morte conseguiu lhes apor!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de Julho de 2020.




domingo, 28 de junho de 2020


PÁGINA
AO ESPÍRITO ENCARNADO
(Inspirando-me nas palavras de nosso venerável Irmão José)

Não te esqueças de que a existência no corpo físico passa com celeridade.
Assim sendo, não te corrompas.
Não cedas às ilusões transitórias.
Luta com dignidade.
Vive em harmonia com a própria consciência.
Em defesa de teus ideais, prepara-te para solitário testemunho de fé.
Não esperes por aplausos, nem por qualquer reconhecimento aos teus nobres esforços.
Auxilia com desinteresse.
Busca fazer, no Bem, a parte que te compete, e, sempre que possível, um pouco mais.
Compreende, sem exigir compreensão.
Renuncia às inutilidades.
Não humilhes a quem seja – neste sentido, vigia-te na menor de tuas atitudes e palavras.
Não percas tempo com discussões estéreis.
Não te deixes magoar ou ofender.
Para quem necessita perdoar, ou ser perdoado, o exercício do perdão é dispêndio de energia que pode e deve ser evitado.
Que o pessimismo não te detenha os passos, nem o desalento te paralise as mãos no melhor a ser feito.
Hoje, e agora, é o teu melhor momento – a tua ansiada oportunidade, talvez, desde muitas existências.
Não deixes para depois o que, com certeza, vezes sem conta já adiaste no cumprimento de teus deveres.
Na conquista de maior experiência, a luta que faceias é indispensável e... intransferível.
Estejas, pois, sempre atento aos obstáculos que haverão de se te sucederem uns aos outros.
Não existe promoção espiritual que exclua suor e lágrima – um e outro, e, não raro, ambos, concomitantemente, são necessários a fim de que atestes o teu valor.
Mesmo quando tudo pareça conspirar contra os teus propósitos de ordem superior não recues um milímetro de tuas convicções mais íntimas.
Sê humilde, porém firme.
Conciliador, mas não contemporizador.
Justo, mas, sobretudo, bom.
Não existe limitação física, econômica, social, ou ainda de crença, que te impeça de fazer luz em teu espírito – o que te será suficiente para clarear o caminho de quem vagueia na expectativa de rumo.
Quem alega incapacidade de servir, revela suficiente capacidade intelectual para sofismar justificando a sua indiferença, ou o seu descaso em relação ao próximo.
Não olvides que, breve, e, por certo, mais rápido do que qualquer possa imaginar, haverás, deste Outro Lado, de estar a sós com a tuas próprias obras – e somente elas, na ação e na intenção, poderão falar por ti diante do tribunal da Divina Justiça.
Do teu hoje depende o teu amanhã.
Sobre a Terra, ninguém sabe quanto custa ao espírito que deixa o corpo a frustração por ter falhado consigo mesmo, e a insegurança de incerto recomeço.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 28 de Junho de 2020.
















domingo, 21 de junho de 2020


A PANDEMIA DAS DROGAS – II

Voltando ao assunto do post anterior, desejamos efetuar outras considerações que julgamos importantes à nossa reflexão.
A impressão que, de fato, se tem é que o establishment não se interessa pelo combate sistemático às drogas e, consequentemente, ao tráfico, porquanto, além de ser altamente rentável, mantém os espíritos inativos intelectualmente e moralmente, sendo-lhe muito mais fácil o domínio daqueles que lhe servem aos propósitos trevosos.
Não há negar que, infelizmente, boa parte do mundo ainda permanece sob o controle dos espíritos que se opõem ao Cristo, em sua proposta de redenção humana, ou de libertação espiritual das criaturas.
Esse “controle”, que tem origem nas Dimensões Espirituais, estende-se à Crosta, através de um sem número de espíritos que reencarnam com ele comprometidos, atuando nas mais diversas áreas de atividade social – inclusive, também na área dita “religiosa”, na qual muitos de seus pretensos líderes, indiretamente, “trabalham” inoculando o veneno do cepticismo nas almas.
O comportamento humano, de maneira geral, reflete-lhe, sem dúvida, a descrença na imortalidade, com a civilização sendo espiritualmente “sustentada” por um grupo de espíritos, não muito numeroso, que, na teoria e, principalmente, na prática, mantém vivos os princípios da fé em Deus.
Desejamos considerar, ainda, que os viciados de qualquer natureza – os que se deixam, mentalmente, absorver pelos vícios –, são espíritos candidatos ao que André Luiz, no livro “Evolução em Dois Mundos”, chama de “monoideísmo”, processo altamente danoso para o espírito que, assim, pode perder o controle sobre si mesmo, com profundos reflexos em seu corpo espiritual, que exigirá tempo mais ou menos longo para se reconstituir – não raro, por reencarnações dolorosas, ou tentativas de reencarnação que podem resultar em processos abortivos sequenciais.
O uso sistemático de drogas, por longo tempo, faz com que o espírito se degrade intelectual e moralmente, sendo presa fácil das inteligências perversas que, vampirizando-o, passa a utilizá-lo como instrumento de suas bestialidades, enfim, de seus intentos escusos.
Pode-se afirmar que, para milhares de espíritos, no mundo todo, a reencarnação, em termos de medida educativa, tem se anulado, se não totalmente, pelo menos de maneira parcial, concorrendo, igualmente, para inviabilizar o regresso do espírito a um novo corpo de maneira mais rápida – na atualidade terrestre, o fenômeno da reencarnação, cada vez mais, está a exigir o mínimo de empatia entre os espíritos reencarnantes e os que lhe haverão de acolher na condição de pais.
A questão da empatia na reencarnação, nos tempos que correm, faz parte do sistema de seleção dos espíritos que, segundo as palavras do Divino Mestre, “possuirão a Terra”, ou seja, não serão constrangidos a se exilarem em outros orbes.
Sim, porquanto esse “processo seletivo” vem se acentuando, e trata-se de uma ação natural afeta tão somente à Lei Divina, que, para se cumprir, evidentemente, se vale de encarnados e desencarnados como seus instrumentos.
A pandemia das drogas, maior que qualquer pandemia que já tenha assolado a Humanidade, é instrumento do “anticristo”, de vez que dela inúmeras outras pandemias se revelam decorrentes, com inúmeros interesses paralelos sendo movimentados pela ambição dos espíritos que, por mentes maquiavélicas, são impedidos de pensar na fragilidade de seus intentos, de vez que, de hora para outra, haverão de deixar os seus “celeiros abarrotados”.
Sem dúvida, essa pandemia do “Coronavírus” vem ensejando mostrar a todos como as virtudes que o espírito considera já ter entesourado não passam, quando muito, de qualidades epidérmicas.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 21 de Junho de 2020.





domingo, 14 de junho de 2020


A PANDEMIA DAS DROGAS - I

Sem dúvida, a maior luta que o espírito enfrenta, na reencarnação, é a que diz respeito ao seu próprio passado, às diversas “personalidades” que, ao longo de sua trajetória evolutiva, ele vem animando.
Sempre existe uma tendência muito grande em reviver o pretérito, na sequência natural das experiências que o espírito vivencia na Terra.
O esquecimento do passado, sendo parcial, e não absoluto, diz respeito, em essência, mais à identidade do espírito em sua vida anterior, e não ao que ele continua a ser, ao ocupar nova vestimenta física.
Assim, repetimos, o maior entrave ao progresso do espírito que regressa ao Educandário Terrestre, pode se resumir nas tendências e inclinações por ele adquiridas, e que somente pela educação, ou reeducação, poderão ser anuladas – no caso, dessas mesmas inclinações e tendências lhe serem estorvos na aquisição de hábitos consentâneos com a sua necessidade de crescimento íntimo.
Porém, desejamos neste arrazoado, fazer referência, talvez, ao mais grave obstáculo que o espírito pode facear no aproveitamento de sua atual encarnação – obstáculo de natureza exterior, que, é bem verdade, encontra ensejo de manifestação em sua realidade interior.
Estamos nos referindo às drogas ilícitas, aos alucinógenos de uma maneira geral, que podem fazer com que o espírito, ainda na adolescência, ou na juventude, permaneça escravo do vício durante toda a sua encarnação, “desperdiçando” a oportunidade que obteve.
Claro que toda experiência termina por contar positivamente para o espírito, muito embora, no caso específico dos tóxicos, essa experiência possa vir a lhe custar muitas dores, que podem se estender por várias existências – nas consequências diretas, ou indiretas, de suas escolhas.
Muitos espíritos, por exemplo, que não conseguem se libertar do vício das drogas, incluindo aqui a questão do alcoolismo, ao se entregarem à depressão, e/ou a complexos quadros obsessivos, infelizmente, acabam optando pela autodestruição.
Conhecemos aqui, deste Outro Lado, um sem número de espíritos que, ainda tendo largo tempo de vida pela frente no corpo material, anteciparam o seu regresso ao Mundo Espiritual com sérios agravantes de sua situação, também pelo trauma que causaram aos familiares e, de resto, à sociedade como um todo, na repercussão do ato de violência que cometeram com o autoextermínio, que nunca deixa de ser uma “propaganda” da falta de fé em Deus.
Não mencionaremos aqui, nestas palavras em síntese, a culpa que, nos casos de suicídio, ou de outras condições de penúria moral e intelectual, a família e a sociedade também possam ter, e, certamente, têm.
A infância e a adolescência estão padecendo de muitos descuidos da parte daqueles que deveriam se sentir mais responsabilizados por elas.
Voltando, todavia, à questão das drogas, que pode ser considerada uma calamidade, um flagelo superior a todos os flagelos que vêm acometendo a Humanidade, que vitima muito mais vidas que qualquer pandemia que, atualmente, esteja ocupando espaço na mídia mundial, queremos dizer que, infelizmente, milhares e milhares de espíritos, que se corporificam no orbe, retornam à esta outra Dimensão com o mínimo aproveitamento possível de sua experiência reencarnatória.
E não pensem que aqueles que deixam o corpo em consequência desse ou daquele vício possam dele se libertar pela sua simples condição de espírito desencarnado.
Esperamos, no próximo post, dar sequência a essas nossas reflexões sobre o assunto que, de fato, vem se constituindo em obstáculo quase inarredável no caminho de muitos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 14 de Junho de 2020.



 

domingo, 7 de junho de 2020


“NOVA ORDEM MUNDIAL”?!

“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. – 1 Coríntios – 3:11

“Nova Ordem Mundial”?!
Delírio...
Loucura...
Alucinação...
Cavar abismo sob os próprios pés...
Obsessão,
Na intenção
Trevosa – de encarnados e desencarnados...
Oposição ao Cristo?!
No tempo,
Virando pó...
Impérios...
Tiranos...
Ditadores...
Hitlers, Mussolinis,
Stalins,
Maos...
Todo trono humano
É feito de dores...
Só a coroa de espinhos
É coroa de flores!...
Ninguém controla
O vento,
O movimento das marés...
De repente,
Um rastilho de pólvora
Faz-se um rastilho de luz
E... tudo vem abaixo –
Terremoto...
No anonimato
Alguém se levanta,
Uma voz reverbera...
Como o dia
Emerge da noite,
A Vontade do Senhor
Emerge das ruínas,
Qual o Japão
De Hiroxima,
O Cristianismo
Das catacumbas
E os “mortos” de suas tumbas...
Há um Propósito Divino
Velado
Na ação do homem
Leviano...
Sob as rodas do progresso,
Oposição é “pedrinha”
Esmagada,
Triturada...
Neste exato momento,
A “fila” está andando,
Egoísmos tombando,
Túmulos se escancarando...
“Nova Ordem Mundial”?!
Piada...
O joio não escapa
Da enxada –
No corte sempre,
E sempre,
Mais afiada!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 7 de Junho de 2020.





domingo, 31 de maio de 2020


É AQUI, MAS... PODE SER AÍ!

É aqui, mas... pode ser aí,
Ou ali...
Coexistência!
O que é sólido
Pode vir a ser líquido,
Ou gasoso,
Ou... irradiante...
N constantes,
Mutantes...
É cá, mas pode... ser lá...
Matéria – “impenetrabilidade”?!
Existência sem consistência –
Apenas essência...
Leis que determinam
“Estados”,
Infinitos... quase!...
Sentidos intrínsecos,
Não extrínsecos –
Não localizados...
Espíritos –
“...povoam ao infinito
Os espaços infinitos...”
Tudo é vibração –
Som, cor, forma –
Espaço, Tempo...
A morte?! Vida em nova
Frequência...
O Criador?! Frequência Eterna,
Nota Musical Única,
Imortal Sinfonia –
Em violino, violoncelo,
Viola,
Pandeiro,
Agogô,
Igreja, templo, terreiro...
É aqui, mas...
Também aí, além,
Alhures,
E... nenhures...
Dois braços,
Duas mãos –
Dedos entrecruzados,
Entranhados,
Perfeitamente encaixados...
É assim…
E não daquele jeito –
Antigo, ultrapassado,
Desfeito,
Ortodoxo,
Em paradoxo...
Mais que cartesiano,
Kardeciano!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 31 de Maio de 2020.










domingo, 24 de maio de 2020


TÃO PERTO, TÃO LONGE!

A Crosta!...
Tão perto, tão longe...
Distância que não se mede
Em Espaço, ou Tempo.
“Estrada” de dupla mão –
Gente que vai,
Gente que vem...
A maioria, não sabe
Como se chega por lá,
Como se chega por aqui...
Um “rio” que se atravessa?!
Um “túnel” luminoso?!
Um “torvelinho”?!...
Caminho,
Porém, não definido,
Que se abre, e fecha,
Em qualquer parte...
Ele não desce,
Nem sobe –
Não tem lado,
Em qualquer um dos Lados...
De repente,
Nele você está...
Vai e volta e... torna a ir –
Quilômetros?! Milhas?!...
Corpo pesado – a gravidade puxa
Para baixo...
Corpo leve – a gravidade atrai...
...para cima,
E, quanto mais leve,
Mais para Cima –
“Luz Acima,
Ou Sombra Abaixo...
Única “distância”,
Sem distância –
Viagem no tempo –
Ao Futuro, ao Passado,
Presente Eterno,
A Vida!...
O espírito atemporal?! – Prisioneiro
Do Espaço e do Tempo!...
Terra e Mundo Espiritual,
Estendo a mão e...
Vou além – tão perto é!...
Caminho, caminho, e... não chego –
Lonjura imensa,
Suspensa!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de Maio de 2020.









domingo, 17 de maio de 2020


MÁSCARAS

O seu rosto é a sua máscara...
Mas... quem realmente você é?!
Quais são os traços espirituais de seu espírito?!
O que pode estar disfarçando o seu sorriso?!
A sua mímica facial?!
Que interesses escondem as suas palavras?!
As suas atitudes de aparente gentileza?! – se forem aparentes, é claro...
O que você vê quando se olha no espelho?!
Quais são os seus pensamentos?!...
As suas intenções?!
As opiniões que externa?!
O que, por fim, o move sobre a Terra?!
Tais perguntas, evidentemente, apenas poderão ser respondidas por você, e por mais ninguém.
Ninguém que possa julgá-lo...
Ou classificá-lo...
Ou rotulá-lo...
Mas... o que você pensa de você?!...
Da máscara de seu rosto?!
Sente-se realmente humano?!
Ou... meio bicho ainda?!...
Não sei, porque a humanidade ainda esconde tanta desumanidade, não acha?!
Tantos bichos parecem ser mais ternos e afetuosos...
Difícil crer, por exemplo, que uma roseira venha a ser um homem desalmado...
Você não acha?!
Que um cão amigo, quando se humanize, possa se tornar um... corrupto...
Não sei...
Conjecturas.
Mas... se você tirar a sua máscara do rosto, o que há de sobrar?!...
Tantas máscaras, ao cobri-los, têm mostrado o rosto de tanta gente...
Gente que a gente achava simpática...
Não é?!
Que a gente pensava que fosse... gente...
Melhor que a gente...
Sinceramente, sem máscara, ou melhor, com máscara, eu tenho muito medo da cara que tenho...
Do vírus que sou...
Mais letal que qualquer Covid...
Meu Deus...
Afastai de mim todos os espelhos...
A festa das máscaras é um museu de teratologia...
A céu aberto!...
Apiedai-vos, Senhor, de nossa tremenda virulência!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 17 de Maio de 2020.




domingo, 10 de maio de 2020


MUNDOS DE PERMANÊNCIA TRANSITÓRIA – “MPT”

Nossos irmãos e irmãs internautas estão de parabéns – nota 1000!...
Todos, com pequena diferença terminológica, atinaram com a essência do que, no Post anterior, pretendemos dizer.
Claro – não estamos propondo nada de novo.
A nossa intenção foi apenas a de fazer uma pequena provocação, digamos, “doutrinária”, saindo um pouco da rotina, ou da mesmice.
Sim, todos os Mundos, em qualquer Sistema, Galáxia, ou Universo, conhecido ou desconhecido, são de Permanência Transitória – não são a definitiva “morada” do espirito, que ruma a integração com Deus.
Nenhum invólucro, por mais sutil, etéreo que seja, é corpo definitivo para o espírito.
Como escreveu Irmão José: “Espírito puro é puro espírito”!...
Sem nome...
Sem sexo definido...
Sem cor...
Sem tamanho...
Sem tudo, enfim, que o possa rotular.
Tão somente... luz!...
Portanto, todo espírito que não se “funde” ao Criador, é um ser “gravitante”, gravitando à Sua órbita, e, de alguma maneira, candidato à Reencarnação.
A “morte”, assim, é fenômeno que se repete quase infinitamente, pois, quem “reencarna” de alguma forma, de alguma forma deve “morrer” – manter a individualidade, perdendo a personalidade, ou as personalidades, no plural.
Personalidades a serviço da individualidade, e não o contrário – egoísmo, altruísmo, amor!...
Ab-negação!...
Negação de si mesmo...
Todo Mundo Espiritual – assim denominado – é “morada” transitória, e não “Casa” definitiva.
Por consequência: o universo “psicológico” também – o emotivo e o intelectual...
O espírito é um ser em trânsito – do Subconsciente para o Superconsciente!...
André Luiz – “A Casa Mental”, em “O Mundo Maior”.
Reencarnação e desencarnação são fenômenos frequentíssimos – indispensáveis experiências de desapego...
Ainda bem que, dos Dois Lados da Vida, ou dos n Lados da Vida, a fila anda – já imaginaram se não andasse?!...
Deus meu!...
Daqui, deste Mundo, do Outro Lado da Vida, o espírito parte – em direção a Outras Esferas, Dimensões – sem que tenha por motivo o “êxodo”, muitos não voltam à Terra...
Simplesmente, vão estagiar noutras plagas...
Esquecerem-se! – precisam do esquecimento de si mesmos – da posição social, econômica, da situação de poder – esquecimento de nome, sobrenome, clã, em suma, de árvore genealógica, que, para tantos, é motivo de orgulho – racismo, preconceito, etc.
Uma vez mais, parabéns aos nossos irmãos e irmãs internautas – não estão apegados à letra! – estão logrando um “salto” de ordem mental significativo.
Somos seres pensantes e... passantes!...
Que espetáculo, a Evolução!...
As estrelas são trapézios de um imenso palco sem lona, aberto para o Infinito!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de Maio de 2020.







domingo, 3 de maio de 2020


MPT
(Aviso aos patrulheiros ideológicos de plantão, intelectualmente, sempre muito limitados: não se trata de sigla de partido político!)

Todos os orbes são MPT.
Tanto no Universo Físico quanto no Extrafísico.
E o são porque, à exceção de Cristo, todos somos espíritos errantes – habitantes da Erraticidade.
Disse-nos o Senhor: “Há muitas moradas na Casa do Pai”.
Não obstante, ao que se deduz, a Casa do Pai é uma só.
De morada em morada, o espírito peregrina para a Casa do Pai – efetua a “viagem” de volta...
Trata-se do retorno do Filho Pródigo, contado por Jesus, talvez, na mais formosa das Parábolas.
Reencarnação é, tão somente, uma questão de “envoltório”.
Morte, de um Lado para Outro, simplesmente, é “troca” de corpo – de um mundo a outro, de uma Dimensão a outra.
O espírito nunca cessa de respirar...
Desde que conquista a “láurea da razão”, o espírito está destinado a pensar – por si mesmo e, finalmente, com o Pensamento Divino.
O Cristo já não “pensava” por Ele mesmo – a sua vontade era fazer a Vontade do Pai.
Antes que sejam MPD (singular), os orbes são MPT (plural).
Para todos os “envoltórios” do espírito há um tempo de desgaste natural – que o constrange à mudança, mesmo que não o queira, ou que dela fuja.
“Reencarnação” – terminologia humana para um fenômeno universal.
Carne – aglomeração atômica.
Terra – “tumoração” no corpo ciclópico do Universo, porém, suscetível de “cura” – o Universo físico é imperfeito, repleto de “tumorações”...
Espírito – decantação da matéria, ou sua “espiritualização”.
Matéria – luz a ser decantada, ou, com André Luiz, “luz coagulada”.
Em “O Livro dos Espíritos”, questão 82: (tradução de J. Herculano Pires – Edição Especial Editora e Encadernadora Lumen Ltda.) – O espírito “é uma matéria quintessenciada...”
Mas... continuemos com o que interessa – os MPT.
Uma provocação sadia aos nossos internautas: diante do exposto, e muito mais, o que vocês acham que eles podem ser e, inequivocamente, são?!
Vocês estão em um deles, e eu também – o Odilon, o Manoel, a Modesta, o Paulino, a Domingas, e até gente melhor – bem melhor que eu: Bezerra de Menezes, Emmanuel, André Luiz... E gente ainda bem melhor do que os melhores – não vou citar nomes...
Ah, “Nosso Lar” também é cidade que integra o MPT!...
Vocês e eu, igualmente, além de integrarmos os MPT, habitamos um, ou vários, cada qual com exclusividade.
Não vou dar mais dicas.
Ponto final, e, dentro da relatividade do tempo, que a relativa inteligência de Einstein concebeu de maneira relativa, até semana que vem. (*)

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 3 de maio de 2020.

(*) Prometo não fazer mais provocações assim – é somente para sairmos da mesmice, do marasmo. Doravante, eu me comportarei como um espírito não “chulo” – tentarei!...