segunda-feira, 12 de março de 2018


COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XLVIII

No capítulo 46 – “Sacrifício de Mulher” –, André efetua anotações que levam a quem esteja encarnado a muitas reflexões. Habitante do Mundo Espiritual há mais de dez anos, contando o seu tempo de permanência no Umbral Grosso e em “Nosso Lar” – ele informa que, somando o seu tempo de hospitalização e trabalho, após receber alta, já se encontrava residindo na referida cidade há quase dois anos –, André ainda não voltara a Terra, e, assim, não visitara a sua família consanguínea – esposa e filhos.
Vejamos: mais de dez anos desencarnado e André Luiz nem sequer reunira condições ideais para visitar a família! Quantos, equivocadamente, imaginam que, ao desencarnar, o espírito possa ir aonde quer?! Você é dos tais, caro/a internauta?! Crê que, ao deixar o corpo carnal, volitará para aonde desejar?! Que, logo que desembaraçar-se da carcaça, permanecerá à volta daqueles que ama, ou não, fazendo o que lhe aprouver?!...
Notemos ainda que as atividades que André abraçara em “Nosso Lar” não lhe permitia ausentar-se delas – ele tinha ordens a obedecer. – “Cumpria, pois, aguardar a palavra de ordem.” – esclarece.
Muitos se dirigem aos Centros Espíritas esperando obter, através da mediunidade, um contato com os seus entes queridos desencarnados, sem pensar que, muitos deles, pelas mais diversas causas, se encontram transitoriamente impedidos de atendê-los. Em muitos casos, os comunicados mediúnicos de familiares e amigos são recados transmitidos pelos Benfeitores Espirituais, seus ou do próprio médium, mas que não são diretamente escritas pelos remetentes.
*
André Luiz afirma que a saudade lhe doía fundo, mas, que, “em compensação, de longe em longe”, ele era visitado pela sua mãezinha, residente em Plano Superior.
Ele não permanecia indiferente à sorte dos seus – apenas, talvez, ainda não se sentisse preparado para lhes efetuar proveitosa visita.
Os considerados “mortos” não se esquecem daqueles que deixaram na Terra, e nem se desinteressam pelas lutas em que são encontram mergulhados. Assim como os encarnados não olvidam os que partiram, com mais forte razão, os que partiram não olvidam os que ficaram! Com mais forte razão, por quê?! Porque, então, melhor podem compreender os perigos aos quais o espírito se encontra exposto em sua romagem terrestre, e o quanto, perante a Lei de Causa e Efeito, ele pode vir a se complicar.
*
O célebre autor de “Nosso Lar”, conta que, “nos primeiros dias de 1940”, a sua genitora, ao ir vê-lo nas Câmaras, lhe comunicou a intenção de voltar a Terra, ou seja, de reencarnar! André, de imediato, não pode compreender a decisão materna. Ora, se ela, sua mãezinha, que residia em Dimensão Superior, estava programando reencarnar, o que lhe tocaria no futuro?! Quantos são os que ouvimos dizer que não mais desejam reencarnar na Terra! Quanta ilusão a respeito de si, no que tange à deficitária condição evolutiva em que ainda nos encontramos! Para a grande maioria, o ato de reencarnar não é uma escolha, mas uma imposição da Lei! Quem, se pudesse, escolheria desencarnar?! O processo é o mesmo – tem espírito que reencarna dormindo e, quando acorda, já está de chupeta na boca, sendo embalado por um colo de mãe!...
André argumenta: - “Não concordo. Voltar a senhora à carne? Porquê? Internar-se, de novo, no caminho escuro, sem necessidade imediata?”
Os motivos da decisão da mãezinha de nosso amigo, veremos posteriormente – mas ela estava em condições de escolher por si mesma, e, podendo escolher, compreendeu a necessidade de voltar para socorrer aqueles que permaneciam sob a tutela de seu amor.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 12 de março de 2018.




segunda-feira, 5 de março de 2018


COMO VOCÊ INTERPRETA – XLVII

Retomando as nossas reflexões sobre o capítulo 45, de “Nosso Lar” – “No Campo da Música” –, logo de início lançamos uma pergunta aos nossos irmãos internautas/leitores:
- Como você interpreta a informação de Lísias a André Luiz de que existem noivados no Mundo Espiritual?
Sem maiores acréscimos, indagamos ainda como você interpreta o que próprio Lísias volta dizer parágrafos adiante:
“Lascínia e eu fundaremos aqui, dentro em breve, nossa casinha de felicidade, crendo que voltaremos à Terra precisamente daqui uns trinta anos.”?!
Tomamos a liberdade de continuar questionando:
- Então, Lísias e Lascínia se casariam em “Nosso Lar”? Iriam constituir um casal? Morariam na mesma casa, sendo apenas e tão somente noivos, ou na condição de casados? E, estando eles casados no Mundo Espiritual, qual haveria de ser a espécie de relacionamento que o casal manteria? Você acha que poderia, por exemplo, haver sexo entre eles?! Afinal, o que haveriam de ficar fazendo juntos, sob o mesmo teto, durante trinta anos?! Você considera que o relacionamento sexual entre aqueles que verdadeiramente se amam seja algo pecaminoso, impossível de acontecer entre dois espíritos?! Crê que quando alguém esteja na relação sexual com outro alguém apenas os seus corpos, ou envoltórios, estejam se relacionando?!...
*
Interessante que Lísias, ao informar André que Lascínia se faria acompanhar de duas irmãs, pedindo a ele que, junto a elas, fizesse as honras de cavalheiro, ele se mostrou cheio de escrúpulos, imaginando, talvez, que Lísias estivesse querendo incliná-lo afetivamente para uma delas.
- Mas, Lísias... – respondeu André – você deve compreender que estou ligado a Zélia.
Lísias, então, lhe responde:
- Era o que faltava! Ninguém quer ferir seus sentimentos de felicidade. Não creio, no entanto, que a união esponsalícia deve trazer esquecimento da vida social. Não sabe mais ser o irmão de alguém, André?
Realmente, um homem não pode nutrir sincera amizade por uma mulher, e vice-versa, sem que, pela maioria, ele seja julgado em suas intenções.
É uma coisa horrorosa!
*
Outra informação interessantíssima transmitida por André Luiz, no capítulo em estudo, é o fato de Lísias, gentilmente, ter pagado para ele o ingresso no “Campo da Música”.
E, assim, seguem mais perguntas aos nossos estimados internautas/leitores:
- Pagou como e por quê?! Tudo, em o Mundo Espiritual, não é feito de graça, ou não?! O bônus-hora, em “Nosso Lar”, funcionaria, então, como moeda aquisitiva?! Uma consulta médica seria paga?! Já tivemos oportunidade de estudar, anteriormente, que, em “Nosso Lar”, uma casa pode ser adquirida... Existirão, dentro do sistema econômico vigente, casas bancárias na referida cidade espiritual?! Os alimentos têm que ser “comprados”?! Economicamente, quem manteria a cidade, suprindo-a com o indispensável?! Cairia “maná” dos céus?!...
*
Mais uma informação interessante de Lísias, a respeito do “Campo da Música”:
“Nas extremidades do Campo, temos certas manifestações que atendem ao gosto pessoal de cada grupo dos que ainda não podem entender a arte sublime; mas, no centro, temos a música universal e divina, a arte santificada, por excelência.”
Não é curiosa esta informação?! Não é lógica?! Não somos, naturalmente, levados a pensar na “periferia” da Vida, e em seu “centro”?! Não estaremos todos, em todos os aspectos, em nossa caminhada evolutiva, realizando uma jornada da “periferia” para o “centro”?!
Enfim, cremos que estamos com material de reflexão para alguns lustros, não?!
Vamos ver, através das respostas fornecidas, como anda o nosso pensamento a respeito de tantos assuntos, sobre os quais, com certeza, os ortodoxos já possuem posição definida.
E eu não sou capaz entender o grande silêncio em torno de tais assuntos, que, em geral, é feito pelos expositores nos ditos Congressos Espíritas...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de março de 2018.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018


COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XLVI

Alguns espíritas tomam as narrativas de André Luiz, em “Nosso Lar”, para serem excessivamente rigorosos com o autor espiritual, que, sem dúvida, em suas páginas, procurou apequenar-se, a fim de transmitir aos encarnados as realidades da Vida além da morte.
André Luiz, em “Nosso Lar”, adotou – digamos assim – o mesmo comportamento que o médium Chico Xavier adotava, quando se colocava no centro das lições que afirmava pertencerem a Emmanuel, quando, na maioria das vezes, o Benfeitor Espiritual parecia ser excessivamente rigoroso com ele.
Fazemos este preâmbulo para que os nossos irmãos não deixem de melhor reparar no que o autor de “Nosso Lar” anotou nos primeiros parágrafos do capítulo 45 – “No Campo da Música”.
“(...) Não obstante a escassez dos meus dias de serviço, já dedicava grande amor àquelas Câmaras. As visitas diárias do Ministro Genésio, a companhia de Narcisa, a inspiração de Tobias, a camaradagem dos companheiros, tudo isso me falava particularmente ao espírito. Narcisa, Salústio e eu, aproveitávamos todos os instantes de folga para melhorar o interior, aqui e ali, suavizando a situação dos enfermos, que estimávamos de todo o coração, como se fossem nossos filhos.”
Ora, que categoria de espírito que houvesse, há tão pouco tempo, sido albergado em “Nosso Lar”, se mostraria assim tão amoroso com os doentes, a ponto de quase considerá-los como se lhe fossem filhos?!
Por iniciativa própria, com Narcisa e Salústio, aproveitando instantes de folga, André se dedicava a oferecer aos enfermos melhores condições de tratamento.
Vocês conhecem, na Terra, algum médico que, no hospital público em que trabalha, aja dessa maneira?! Claro que deve existir, mas, de tão raro, chega a ser quase invisível ao olhar humano, não é mesmo?!
*
As novidades relatadas no capítulo 45 são inúmeras:
- Novamente, André faz referências ao entardecer e ao anoitecer, em “Nosso Lar”, tornando a deixar evidente a existência de dia e noite no Mundo Espiritual, porque o chamado Mundo Espiritual é também um orbe que gira em torno de si mesmo e do Sol, nos conhecidos movimentos de Rotação e Translação. Você já pensou nisto?! Quantos imaginam o Mundo Espiritual um mundo estático, não é?!
- Dona Laura, mãe Lísias, iniciaria o seu processo de reencarnação, ou de volta ao corpo carnal, na próxima semana e, por conta disso, “a casa estava repleta de contentamento” – não havia qualquer sinal de luto ou tristeza.
- André, que havia sido convidado ao “Campo da Música”, ouve de Dona Laura palavras bem humoradas: “Tome cuidado com o coração!...” Com certeza, a mãezinha de Lísias desejou alertá-lo para que procurasse se resguardar das saudades da família que ele havia deixado na Terra... Ou ainda, quem sabe, para que se cuidasse em seu campo afetivo, em relação a novas amizades que pudesse vir a fazer...
- Lísias diz a André, quando ambos descem do aeróbus, numa das praças do Ministério da Elevação: “Finalmente, vai você conhecer minha noiva, a quem tenho falado muitas vezes a seu respeito.” André, esboçando surpresa, diz ao amigo: “É curioso encontrarmos noivados, também por aqui...”
A surpresa do autor espiritual de “Nosso Lar” é semelhante, inclusive, de muitos espíritas que até hoje ficam sem entender que haja noivados no Mundo Espiritual – e, cá entre nós, muito mais que noivados...
*
Seria interessante que os estudiosos do Espiritismo procurassem explicar tais esclarecimentos, não permanecendo na expectativa de que os considerados “mortos” tenham a obrigação de tudo explicar.
Vocês não acham?!...


INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 26 de fevereiro de 2018.




domingo, 18 de fevereiro de 2018


COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XLV

Em seus reveladores esclarecimentos, constantes do capítulo 44, de “Nosso Lar”, André Luiz, sob a supervisão de um colegiado de altos Mentores, em suas informações, acrescenta: “Há esferas de vida em toda parte (...), o vácuo sempre há de ser mera imagem literária. Em tudo há energias viventes e cada espécie de seres funciona em determinada zona da vida.”
Como somos pobres ao imaginarmos que a única espécie de “energia vivente”, que existe na Criação, é a humana! – fosse assim, creio mesmo, de minha parte, que a Criação Divina não se justificaria, porque teria criado uma imensidão completamente inútil. Contudo, corroborando o que os Espíritos adiantaram a Kardec, quando disseram, em “O Livro dos Espíritos”, que o vazio absoluto não existe (resposta à pergunta 36 – “Não, nada é vazio. O que é vazio para ti, está ocupado por uma matéria que escapa aos teus sentidos e aos teus instrumentos.” - grifamos), André Luiz esclarece que essas “energias viventes”, para as quais ele sequer encontrou terminologia adequada, são seres que, igualmente, anseiam pela evolução.
Mesmo quando, na atualidade, cogita-se dos chamados “alienígenas”, ou dos seres extraterrestres, não se está fazendo justiça à diversidade da Vida existente no Universo. A verdade é que o ser humano é quase, ainda, um ser reptiliano, que se arrasta na lama de sua própria indigência espiritual... Imaginemos o que Jesus Cristo, que já houvera transcendido as questões da forma conhecida por nós outros, deve ter sentido quando, por amor à Humanidade, expôs-se à nova imersão nos fluidos pesados da matéria – um Anjo constantemente acossado por criaturas primitivas que O estraçalharam!...
*
Quase nos derradeiros parágrafos do capítulo em estudo, André Luiz, registrando as palavras de Lísias, anotou:
- “Naturalmente, como aconteceu a nós outros, você situou como região da existência, além da morte do corpo, apenas os círculos a se iniciarem da superfície do globo para cima, esquecido do nível para baixo. A vida, contudo, palpita na profundeza dos mares e no âmago da terra. Além disso, há princípios de gravitação para o espírito, como se dá com os corpos materiais.”
Em outras palavras: não adianta o espírito querer ascender sem peso específico adequado em seu corpo espiritual – peso com que possa vencer a gravidade e se preservar, e, então, permitir a ele que paire nas regiões consideradas superiores.
A Parábola do Filho Pródigo, uma das mais completas em nossa opinião, que aborda toda a questão metafísica da evolução, ensina que o filho, que deliberara sair da Casa do Pai, foi “caindo”, ou seja, “partiu para uma terra distante”, onde, por fim, ele se fixou e da qual começou a levantar-se... A mônada, saindo do seio do Criador, projetou-se no Espaço, detendo-se, em sua “queda”, ou em sua projeção, onde pode, psiquicamente, harmonizar-se com a vida ao redor. Mais profundamente ainda, talvez, poderia ter caído, caso a sua “queda” não tivesse sido interrompida pelo fato dela ter “caído em si”...
Somente quando o espírito “cai em si” ele deixa de continuar “caindo”, e, assim, começa a se levantar, ou empreender a sua viagem de volta à Casa Paterna.
*
Encerrando aquele diálogo com André, sentencia Lísias:
“ – Qual acontece a nós outros, que trazemos em nosso íntimo o superior e o inferior, também o planeta traz em si expressões altas e baixas, com que corrige o culpado e dá passagem ao triunfador para a vida eterna.”
Por tal motivo, André Luiz, além de se referir às Dimensões Espirituais – um planeta dentro de outro, qual deve existir um Universo dentro de outro, como há um corpo dentro de outro –, menciona a existência das chamadas Subdimensões, que, assim, tornam a questão das muitas moradas da Casa do Pai muito mais complexa e abrangente.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de fevereiro de 2018.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018


COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XLIV

Finalmente, no capítulo 44, André Luiz nos fala sobre a Dimensão das Trevas, ou seja, sobre a existência de um Planeta, subcrostal, denominado “Trevas” – de início, convém esclarecer que todas as Sete Esferas da Terra, ou Sete Dimensões, são desdobramentos naturais do próprio Orbe Terrestre.
André Luiz, assim, nos enseja, através de sua Obra Reveladora, verdadeira Revelação da Revelação: falar em Mundos Espirituais, no plural! O referido autor espiritual, através de Chico Xavier, pluralizou o Mundo Espiritual, dando maior significado as palavras de Jesus quando ensinou que há muitas moradas na Casa do Pai.
*
Solicitando explicações de Lísias, a respeito do que ouvira do Governador, em sua referência a Terra, ao Umbral e às Trevas, André registrou:
- Chamamos Trevas às regiões mais inferiores que conhecemos. Considere as criaturas como itinerantes da vida, Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. São os espíritos nobilíssimos, que descobriram a essência divina em si mesmos, marchando para o alvo sublime, sem vacilações. A maioria, no entanto, estaciona, Temos então a multidão de almas que demoram séculos e séculos, recapitulando experiências. Os primeiros seguem por linhas retas. Os segundos caminham descrevendo grandes curvas.
*
Em obras posteriores, não olvidemos que André Luiz ainda há de se referir à Dimensão do Abismo – notadamente na obra “Obreiros da Vida Eterna”! Conforme já tivemos ensejo de mencionar, a Obra Andreluizina nos leva a efetuar uma viagem no tempo – tanto nos leva ao Futuro, quando nos conduz à cidade de “Nosso Lar”, construída em zona superior do Umbral, quanto nos leva ao Passado, em seus preciosos relatos enfeixados no livro “Libertação”.
Há, ainda, em “Nosso Lar”, discreta menção a uma Quinta Dimensão, ou Terra, que é justamente aquela habitada por sua genitora, que, para estar com ele em “Nosso Lar”, carece de se materializar.
*
André, dialogando com Lísias, anota:
- Outros (espíritos), preferindo caminhar às escuras, pela preocupação egoística que os absorve, costumam cair em precipícios, estacionando no fundo do abismo por tempo indeterminado. Compreendeu?”
Atentemos para a questão do livre arbítrio que preside a evolução do espírito: “preferindo caminhar às escuras”! Vejamos quanto, por simples questão de preferência, ou de escolha, podemos nos atrasar por séculos e séculos – por milênios, mesmo!
*
Interessantíssima a pergunta de André:
- Entretanto, que me diz dessas quedas? Verificam-se apenas na Terra? Somente os encarnados são suscetíveis de precipitação no despenhadeiro?
Eis a preciosa resposta de Lísias, sobre a qual, infelizmente, muitos espíritas evitam refletir:
- Em qualquer lugar, o espírito pode precipitar-se nas furnas do mal...
No Mundo Espiritual, o espírito não apenas continua sujeito aos seus antigos carmas, quanto é passível de criar outros novos, porque a vida do espírito no Mais Além igualmente é presidida pela Lei de Causa e Efeito – no Mundo Espiritual também se planta e também se colhe!...
*
Cada vez mais se patenteia no estudo das Obras de André Luiz, pela lavra mediúnica de Chico Xavier, que a encarnação, para a evolução do espírito, não passa de mero detalhe, ou de um estágio a mais para o seu crescimento.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 12 de fevereiro de 2018.







domingo, 4 de fevereiro de 2018

COMO VOCÊ INTERPRETA?! XLIII

Prosseguindo, no capítulo 43, de “Nosso Lar”, o Ministro Benevenuto, que tecia considerações sobre a iminência da guerra de 1939 a 1945, escuta um dos circunstantes a lhe indagar: - “Mas, o Espiritismo? (...). – Não surgiram as primeiras florações doutrinárias na América e na Europa, há mais de cinquenta anos? Não continua esse movimento novo a serviço das verdades eternas?”
A verdade, porém, é que o Espiritismo não logrou cumprir com a sua tarefa em solo europeu... Embora os esforços do Mundo Espiritual Superior e o de Allan Kardec, as trevas, momentaneamente, terminaram por prevalecer contra a Terceira Revelação, e, logo que o Codificador deixou o corpo, em 1869, disputas internas, principalmente as fomentadas por Leymarie, comprometeram a Doutrina. No que pesem todos os esforços dos adeptos sinceros, tendo à frente a viúva Allan Kardec, Amèlie Gabrielle de Lacombe Boudet, Leymarie, interessado em dinheiro e poder, cedeu espaço à Teosofia, deixando que as sucessivas guerras nas quais a França se envolveu terminasse com o trabalho de empanar o brilho da Doutrina na Europa.
*
Benevenuto sentencia nas páginas de “Nosso Lar”: “O Espiritismo é a nossa grande esperança e, por todos os títulos, é o Consolador da humanidade encarnada; mas a nossa marcha é ainda muito lenta”.
Tendo se transferido – a Árvore do Evangelho – para o solo espiritual do Brasil, conforme narra, magistralmente, Humberto de Campos, nas páginas de “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, o Espiritismo, outra vez, está sob a mesma ameaça que fez com que ele se exilasse da Europa, pela ação quase dos mesmos espíritos que, a serviço das Trevas, impediram lá o seu maior florescimento.
De maneira estranha, os adversários da Causa seguiram Kardec ao Brasil, sendo que ele, tendo se corporificado como Chico Xavier, desde o começo de seu apostolado, em 1927, foi e vem sendo perseguido por aqueles que intentem lhe minimizar o esforço de complementar a Codificação. O trabalho missionário de Chico, da parte de alguns, vem sendo mesmo tratado com descaso.
*
Chico dizia que Leymarie havia sido o “coveiro do Espiritismo na França”, e, ao que nos parece, prossegue ele, novamente encarnado, com a sua vocação para o sepultamento das ideias legítimas em torno da Doutrina do Consolador. Festejado como um de seus maiores líderes, como, igualmente, no século XIX, Leymarie, cria uma vertente psicológica no Espiritismo, que passa a concorrer com a evangelização do espírito de Emmanuel, que sempre se colocou a serviço do Cristo. Os estilos das Obras Mediúnicas da lavra de Chico Xavier são literalmente “copiados”, intento apenas não conseguido, pelos espíritos pseudossábios que o assistem, no campo da Poesia, porque não lograram imitar “Parnaso de Além-Túmulo”, e tampouco plagiar o inconfundível estilo literário de Humberto de Campos, por absoluta incapacidade espiritual e intelectual dos autores da mistificação.
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O Espiritismo, na atualidade, corre sério risco no Brasil, porquanto, infelizmente, contam-se às dezenas os que se matricularam na escola de Leymarie, olvidando os exemplos de vivência evangélica de Chico Xavier, que se caracteriza por ensinar e colocar a Doutrina em prática “á sombra do Abacateiro”.
Praticamente, com todas as Federações nas mãos, e o Movimento organizado em geral, Leymarie continua trabalhando para superar Kardec – a sua obcecante ideia, só Deus sabe desde quando!
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Benevenuto, no entanto, encerra as suas considerações, com palavras de otimismo: “Nossos serviços são astronômicos. Não esqueçamos, porém, que todo homem é semente da divindade. Ataquemos a execução de nossos deveres com segurança e otimismo, e estejamos sempre convictos de que, se bem fizermos a nossa parte, podemos permanecer em paz, porque o Senhor fará o resto”.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de fevereiro de 2018.








domingo, 28 de janeiro de 2018

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XLII

No capítulo 42 – “Em Conversação” –, André Luiz nos fala sobre o diálogo com o Ministro Benevenuto, que acabara de chegar dos campos da Polônia, afirmando: “Muito doloroso o quadro que vimos (...); habituados ao serviço da paz na América, nenhum de nós imaginava o que fosse o trabalho de socorro espiritual nos campos da Polônia. Tudo obscuro, tudo difícil. Não se podem, ali, esperar claridades de fé nos agressores, nem tão-pouco na maioria das vítimas, que se entregam totalmente a pavorosas impressões. Os encarnados não nos ajudam, apenas consomem nossas forças. Desde o começo do ministério, nunca vi tamanhos sofrimentos coletivos”.
*
A Segunda Grande Guerra estava para acontecer e o Mundo Espiritual Superior, na tentativa de evitá-la, sentia-se impotente. Na tentativa de inspirar decisões que pudessem ser tomadas em favor da paz, evitando derramamento de sangue e a destruição de nobres patrimônios culturais da Humanidade, os espíritos, que transitavam nos gabinetes humanos, não logravam êxito. A mente encarnada fixa na violência, impedia o registro de qualquer apelo de ordem superior.
*
Neste trecho do relato de André Luiz, aproveitamos para responder àqueles que vivem indagando pela influência do Mundo Espiritual sobre, por exemplo, a situação política vigente no Brasil, com tanta corrupção e injustiça prejudicando milhares. Muitos, diante de nossa aparente passividade, chegam a duvidar de que, realmente, possamos existir, nós, os desencarnados. Acontece, porém, que, consoante as Leis Divinas, não dispomos de outro poder de intervenção junto aos encarnados que não seja o da sugestão mental, através dos apelos direcionados, de mil formas diferentes, aos que ocupam posições de poder, conduzindo os destinos de tanta gente.
Sentimo-nos, literalmente, como humildes ferreiros batendo sobre “ferro frio”, sem a menor capacidade de moldá-lo conforme melhor convém à sua utilidade geral.
O mesmo acontece quando, muitas vezes, amigos vários nos questionam sobre a nossa capacidade de influenciação no Movimento Espírita, impedindo que desvios doutrinários aconteçam, chegando a deturpar a mensagem da Terceira Revelação. Claro que não estamos alheios aos atavismos do Movimento Espírita, que, a partir de determinados companheiros invigilantes, colocam a pureza da Doutrina sob séria ameaça. Acontece, porém, que os nossos alvitres, dos irmãos de Ideal que nos encontramos deste Outro Lado, não são atendidos, ou, então, são tidos a conta de alertas mistificadores, intermediados por sensitivos em estado obsessivo.
*
O Ministro Benevenuto, em seu diálogo, ainda destacou: “Nunca, como na guerra, evidencia o espírito humano a condição de alma decaída, apresentando características essencialmente diabólicas”. Ousaríamos dizer que não apenas na guerra, mas em qualquer situação em que interesses escusos estejam em jogo – interesses ligados ao poder transitório, ao dinheiro, à vaidade, a pretenso poder espiritual conferido pela liderança de natureza religiosa... O Espiritismo, dizemos aqui o que temos dito alhures, vem sendo vítima do maior blefe mediúnico de todos os tempos, inédito nos anais do Espiritualismo em geral, com o envolvimento de centenas e centenas de espíritos encarnados, no Brasil e no Exterior, que estão se deixando influenciar maleficamente, dando azo a que o elitismo se acentue na gleba da Doutrina, fadada a reviver o Cristianismo em sua primitiva pureza.
*
Os Espíritos Amigos, como elucida o Ministro Benevenuto, frustram-se profundamente, e não é sem grande tristeza que observam a mole humana encaminhar-se, uma vez mais, para o abismo da ilusão, sem a necessária coragem de romper com os interesses mesquinhos que já a fizeram cair tantas vezes.
*
Nós mesmos, que nada somos, em mais de uma oportunidade, temos procurado alertar para os perigos que o Movimento Espírita atravessa, vendo, porém, baldados parte de nossos sinceros esforços, por aqueles que se unem para desqualificar-nos o tentame, a fim de continuarem usufruindo das benesses de um ilusório poder.
O que vem acontecendo em nosso Movimento, dá-nos plena convicção de que, infelizmente, o Espiritismo não se encontra preparado para a generalização de seus postulados, sem que, à sua frente, centenas viessem a reivindicar autoridade de liderança, a fim de serem entronizados como seus “chefes” religiosos, perturbados pela ideia de hegemonia espiritual – a mesma ideia que, na imagem bíblica, fez com que Satanás se precipitasse do Paraíso.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de janeiro de 2018.






domingo, 21 de janeiro de 2018

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XLI

No capítulo 42 – “A Palavra do Governador” –, de “Nosso Lar”, André Luiz nos informa que o Governador, na certeza de que o grande conflito não seria evitado, embora todos os esforços dos espíritos esclarecidos junto aos gabinetes nos quais a guerra estava sendo decidida deliberou visitar o Ministério da Regeneração, para dirigir a sua palavra paternal a todos os moradores da referida cidade espiritual, enfocando a necessidade de trinta mil voluntários para os serviços defensivos de “Nosso Lar”.
Permitam-nos aqui formular algumas questões.
O que, por exemplo, o Governador quis dizer quando disse: “Haverá serviço para todos, nas regiões de limite vibratório, entre nós e os planos inferiores, porque não podemos esperar o adversário em nossa morada espiritual”?!
O Governador, por certo, não estava se referindo apenas e tão somente à maior organização de serviços no amparo aos que haveriam de desencarnar vitimados pela guerra, certo?!
De que maneira “Nosso Lar”, e outras cidades mais próximas ao orbe poderiam vir a sofrer com a guerra?! Será que a guerra, agitando os encarnados, oportunizaria aos vândalos desencarnados uma tentativa de invasão à “Nosso Lar”?!
Vejamos o que ele considera em seguida: “Seria caridade permitir a invasão de vários milhões de espíritos desordeiros? Não podemos, portanto, hesitar no que se refere à defesa do bem”.
E, um pouco mais adiante: “Todos devemos estar prontos para o sacrifício individual, mas não podemos entregar nossa morada aos malfeitores. (...) Preparemos, pois, legiões de trabalhadores que operem esclarecendo e consolando, na Terra, no Umbral e nas Trevas, em missões de amor fraternal; mas precisamos organizar, neste Ministério, antes de tudo, uma legião especial de defesa, que nos garanta as realizações espirituais, em nossas fronteiras vibratórias”.
Pedimos vênia para recordar aos nossos irmãos internautas o episódio, já comentado por nós, inserido no capítulo 31, intitulado “Vampiro”, quando um espírito, logrando atravessar as linhas de vigilância, intenta ter acesso à cidade. Recordam-se?!
Sabe-se que o mal, igualmente, pode agir por oportunismo. Encontrando ensejo, muitos espíritos encarnados, aparentando equilíbrio, de instante para outro, podem se transfigurar nos delinquentes que ainda são. Concordam?!
Numa manifestação pública de contestação, qual, ultimamente, vem ocorrendo no Brasil e no mundo, sendo inicialmente pacífica, de repente termina por degenerar, e quem não se supunha capaz de atos de violência e vandalismo, surpreende negativamente a si mesmo, e, não raro, aos seus próprios familiares, fazendo igual ou pior que os agitadores confessos costumam fazer.
No início do capítulo 42, Narcisa, em conversa com André Luiz, considerou: “Precisamos organizar determinados elementos para o serviço hospitalar urgente, embora o conflito se tenha manifestado tão longe, bem como exercícios adequados contra o medo”.
Medo de quê?! – indagamos. – Não nos seria uma reação natural, o receio, caso soubéssemos que hordas de malfeitores estivessem marchando em direção à nossa cidade, prestes, então, a ser por elas vandalizada?! Quantas vezes, por ocasião de uma catástrofe natural, como a de um terremoto, verificam-se saques, invasões de domicílio, atentados, de toda ordem, contra a dignidade humana?! Infelizmente, o mal que ainda existe em nós, e em nossos semelhantes, permanece à espreita e, em se lhe oferecendo oportunidade, manifesta-se.
Notemos, uma vez mais, quanto os Dois Planos, o Físico e o Extrafísico, incessantemente, agem e reagem um sobre o outro, com ações e intenções atravessando fronteiras vibratórias.
Ousamos dizer que os Dois Planos, são irmãos “siameses”, mormente para aqueles espíritos que não possuem lucidez da mudança provocada pela morte, para, mentalmente, se situarem em uma nova condição, que lhes possibilite passar a viver no degrau de cima da Escada que devemos transpor.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 22 de janeiro de 2018.




domingo, 14 de janeiro de 2018

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XL

Refletindo sobre as narrativas de André Luiz, enfeixadas no capítulo 41 – “Convocados à Luta” –, de “Nosso Lar”, percebemos, com clareza, que os espíritos conscientes indignam-se com as atitudes tomadas pelos países que se lançam à guerra, encabeçando “a desordem na Casa do Pai”, e não hesitam em se colocarem ao lado dos que são agredidos, afirmando que os países agressores, diante da Lei,  pagarão “um preço terrível”.
Muito importante o que o referido autor espiritual considera, quando traduz a palavra de Salústio: “... os países agressores convertem-se, naturalmente, em núcleos poderosos de centralização das forças do mal”.
Vejamos aqui, em forma de obsessão, a presença da “mediunidade coletiva”! Podemos mesmo nos referir a um “pentecostes” das trevas! Na época de Segunda Grande Guerra, os alemães, com as exceções de praxe, claro, instigados por Hitler e seus sequazes, os adeptos do nazismo, estabeleceram sintonia com as regiões trevosas – com os espíritos que, em falanges imensas, desejavam dominar para escravizar o pensamento humano. Não olvidemos que a “suástica”, o símbolo do nazismo, era uma cruz “retorcida” – a cruz gamada! O propósito foi, e continua sendo, o de sempre se opor ao Cristo de Deus!...
A loucura coletiva que tomou conta do povo alemão, estendendo-se aos seus aliados – em especial, Itália e Japão –, deixou claro o que comentava Salústio: “Legiões infernais precipitam-se sobre grandes oficinas do progresso comum, transformando-as em campos de perversidade e horror”.
No livro “Libertação”, André Luiz, transcrevendo a preleção do Ministro Flácus, anotou no capítulo primeiro: “Seres humanos, situados noutra faixa vibratória, apoiam-se na mente encarnada, através de falanges incontáveis, tão semiconscientes na responsabilidade e tão incompletas na virtude, quanto os próprios homens”.
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Por que um acontecimento qual o da guerra interessa tanto o Mundo Espiritual?! Por que, no caso, a Segunda Grande Guerra, tanto interessava aos habitantes de "Nosso Lar”, que, por assim dizer, estavam à distância dos campos de batalha?! Em “Nosso Lar”, em 1938, às vésperas de estourar a guerra, faziam-se soar constantes clarinadas, qual se o Mundo Espiritual Superior estivesse desferindo sentido lamento pelo desastre que estava prestes a ocorrer!...
Salústio, ainda em diálogo com André Luiz, explanando sobre as clarinadas que se faziam ouvir, disse: “Temos o sinal de que a guerra prosseguirá com terríveis tormentos para o espírito humano (...), embora a distância, toda a vida psíquica americana teve na Europa a sua origem. Teremos grande trabalho em preservar o Novo Mundo”.
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Não resta dúvida de que se, após uma guerra de destruição, a Humanidade se empenha na retomada do progresso, qual ocorreu após o término da Segunda Guerra Mundial, o progresso até então havido, se não tivesse sofrido drástica interrupção, teria sido muito maior – principalmente, no campo da fraternidade legítima, de vez que, até hoje, sob o aspecto moral, os homens estão a lidar com as sequelas morais deixadas pelo confronto de lamentável memória.
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No desdobramento do capítulo 41, André Luiz transcreve alguns diálogos registrados entre os habitantes comuns de “Nosso Lar”, naturalmente preocupados com os familiares e amigos que, estando encarnados, haveriam de sofrer as consequências da desordem, que haveria de criar – como criou – centenas de carmas individuais e coletivos, que, em maioria, ainda não foram ressarcidos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de janeiro de 2018.








domingo, 24 de dezembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXIX

O capítulo 41 – “Convocados à Luta” –, de “Nosso Lar”, é interessantíssimo, porque, principalmente, nos fala sobre a interação existente entre Plano Físico e Plano Espiritual – estamos todos conectados, e não apenas do ponto de vista psíquico.
A lógica nos diz que, em verdade, não pode haver solução de continuidade em nenhum dos departamentos da Vida no Universo – a Lei de Ação e Reação impera no âmbito da Criação Divina, envolvendo os seres macro e microscópicos, visíveis e considerados invisíveis. Uma única célula doente pode comprometer a saúde de todo o organismo, quanto uma única célula sadia pode promover a sua regeneração.
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Antes de abordarmos o tema que André Luiz aborda no capítulo 41, a questão da Segunda Grande Guerra Mundial (1939/1945), que, segundo os estudiosos, no curto espaço de seis anos, ceifou, entre a população civil e militar, cerca de 50 milhões de vidas humanas, atentemos para o curioso texto que Allan Kardec fez publicar na “Revue Spirite”, mês de outubro de 1868, sob a responsabilidade do Dr. Barry, espírito, como também no capítulo 18, de “A Gênese”.
De acordo com alguns pesquisadores, o Dr. Barry teria sido o Dr. James Barry – James Miranda Stuart Barry –, um cirurgião do exército britânico, dos que mais se destacaram na Batalha de Waterloo. Ele era na verdade uma mulher, Margaret Ann Bulkley, que passara a vida disfarçada de homem para poder dedicar-se à Medicina. Desencarnou a 25 de julho de 1865.
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“Permiti-me acrescentar algumas palavras, como complemento, à comunicação que vem de vos dar o eminente Espírito de Arago. Sim, certamente, a Humanidade se transforma como já se transformou em outras épocas, e cada transformação é marcada por uma crise que é, para o gênero humano, o que são as crises de crescimento para os indivíduos; crises frequentemente penosas, dolorosas, que carregam com elas as gerações e as instituições, mas sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. A Humanidade terrestre, chegada a um de seus períodos de crescimento, está em pleno, há um século, no trabalho da transformação; é porque ela se agita por todas as partes, presa de uma espécie de febre e como movida por uma força invisível, até que ela tenha retomado a sua situação sobre novas bases. Quem a vir, então, encontrá-la-á muito mudada em seus costumes, seu caráter, suas leis, suas crenças, em uma palavra, em todo o seu estado social. Uma coisa que vos parecerá estranha, mas que por isso não é menos uma rigorosa verdade, é que o mundo dos Espíritos que vos cerca sofre o contragolpe de todas as comoções que agitam o mundo dos encarnados; digo mais: nele toma uma parte ativa. Isto nada tem de surpreendente para quem sabe que os Espíritos não fazem senão um com a Humanidade; que dela saem e que nela devem reentrar; é, pois, natural que se interessem pelos movimentos que se operam entre os homens. Ficai, pois, certos de que, quando uma revolução social se realiza sobre a Terra, ela movimenta igualmente o mundo invisível; todas as paixões boas e más ali são superexcitadas como entre vós; uma indizível efervescência reina entre os Espíritos que ainda fazem parte de vosso mundo e que esperam o momento de nele reentrar. À agitação dos encarnados e dos desencarnados se juntam às vezes, e frequentemente mesmo, porque tudo se mantém na Natureza, as perturbações dos elementos físicos; é então, por um tempo, uma verdadeira confusão geral, mas que passa como um furacão, depois do qual o céu volta a se tornar sereno, e a Humanidade, reconstituída sobre novas bases, imbuída de novas idéias, percorre uma nova etapa de progresso. (destacamos) É no período que se abre que se verá o Espiritismo florir, e que ele dará os seus frutos. É, pois, para o futuro, mais do que para o presente, que trabalhais; mas era necessário que esses trabalhos fossem elaborados antes, porque preparam os caminhos da regeneração pela unificação e a racionalidade das crenças. Felizes aqueles que os aproveitam desde hoje, será para eles tantos ganhos e dificuldades poupadas.”
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Como os nossos irmãos e irmãs internautas, principalmente na parte que transcrevemos em destaque, interpretam o texto acima, de autoria do Dr. Barry?!
Conforme o dito popular, nele existe “pano prá manga”... E nós, sinceramente, desejamos ouvi-los.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 25 de dezembro de 2017.

NOTA: Este Blog estará de volta no dia 15 de janeiro de 2018. Obrigado.