domingo, 28 de julho de 2024

 

Todos Passarão

 

Meu caro, sei que, às vezes, nos aborrecemos, e nos preocupamos, com certos confrades e confreiras que parecem não desejar o avanço da Doutrina Espírita, tornando-se em críticos ferrenhos de ideias que consideramos as melhores...

São os que não aceitam a tese de que Chico Xavier seja a reencarnação de Allan Kardec...

Os promovedores de Congressos pagos, concorrendo, assim, para o profissionalismo religioso portas adentro do Movimento...

Os que atacam, com mil artifícios, as Obras Mediúnicas de Chico Xavier, e intentam minimizar o seu labor missionário...

Os que adulteram as Obras de nossa bibliografia – Obras que nos são tão caras e de cuja procedência superior sabemos...

Os que se rotulam de médiuns e põem-se a desmoralizar a Mediunidade, com o propósito de se autopromoverem...

Os que, sem perceberem, se colocam a serviço das trevas, chegando, inclusive, a acusar o Codificador de racista...

Os que negam o seu aspecto religioso, ou ético, laborando contra a presença de Jesus no Espiritismo...

Enfim, os que não concordam que o Espiritismo seja o Consolador Prometido, afirmando que ele esteja nos estertores e prestes a deixar de existir...

Continuando a trabalhar pelo Ideal que abraçamos, consolemo-nos, meu caro, na certeza de que TODOS ELES, que hoje aí se encontram mais na condição de opositores da Causa do que de seus defensores, PASSARÃO...

Sim, em breve, todas essas vozes discordantes se calarão, e, transferindo-se para a Vida Maior, se verão às voltas com a própria consciência, respondendo, cada uma delas, pelos seus atos e pela intenção com que, de maneira eloquente, prosseguem, imaginando que sejam inatingíveis pela Divina Justiça.

Conforte-nos saber, por outro lado, que se, porventura, temos nos equivocado em algum ponto de nossas convicções, sempre nos moveu o desejo de acertar e de melhor servirmos aos propósitos do Senhor.

PASSAREMOS TAMBÉM, não obstante, guardamos conosco as indeléveis palavras que foram pronunciadas por Gamaliel, em defesa do Apóstolos, perante o Sinédrio que os acusava:

“Agora vos digo: Dai de mão a estes homens, deixai-os; porque se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá;

Mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus.”

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28 de julho de 2024.

  

 

domingo, 21 de julho de 2024

 

Do Livro “Dr. Inácio em Gotas” e Outros

 

Mérito do Trabalho

Em qualquer circunstância, o mérito do trabalho pertence ao trabalhador. Numa Casa Espírita ninguém se encontra trabalhando para fulano ou beltrano.

 

Posição Política

Em Política, e melhor ideologia é aquela que Jesus nos preconiza: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

 

Em Cima da Muro

Em um campeonato de que ganha por ficar mais em cima de muro, não tenho dúvida de que o campeão será algum espírita.

 

Egoísmo

O seu grau de egoísmo pode ser medido pelo seu grau de desprendimento, não na doação das coisas velhas que você destinaria ao lixo, mas das coisas que, não lhe tendo mais utilidade alguma você considera que ainda poderiam lhe ser úteis.

 

Maldade

Quem mais faz maldade aos outros não é que mais age no mal de alguém, mas, sim, quase todos os dias, torce para que apareça alguém que faça ao seu próximo a maldade que ele mesmo gostaria de fazer.

 

Falsa Bondade

Realmente, “O Livro dos Espíritos” tem razão quando diz que o mal prevalece no mundo porque os considerados bons são tímidos, e os maus são ousados, no entanto, eu diria que os que se consideram bons são mais covardes que tímidos.

 

Em Nome da Caridade

Em nome de uma falsa caridade, temendo consequências, tem muita gente que se acovarda e não denuncia um crime. Corajoso é quem, mesmo sabendo que vai para a fogueira, não tem medo de dizer a Verdade.

 

Não é Espírita

Só porque frequenta regularmente um Centro Espírita, faça palestras e seja médium, e até dirigente espírita, você não pode se dizer espírita.

 

Auto Obsessão

Atribui-se aos espíritos obsessores, o que, na maioria das vezes, não passa de auto obsessão.

 

Loucura

O problema não é o de saber se você é louco, mas, sim, o de definir o seu grau de loucura, porque a imperfeição espiritual é uma patologia de ordem mental que acomete os espíritos.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de julho de 2024.

 

 

domingo, 14 de julho de 2024

 

Chico Xavier - 

A Reencarnação de Allan Kardec

Significado e Importância

 

Alguns confrades dizem carecer de significado e importância doutrinária que Chico Xavier tenha sido a reencarnação de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo.

Respeitamos suas opiniões, não obstante, pensamos de maneira diferente, principalmente porque não nos cabe colocar em xeque a palavra do Espírito de Verdade, que anunciou a ele mesmo, a sua próxima encarnação, que, segundo cálculos efetuados por Kardec, ocorreria no final daquele século XIX, ou no começo do século XX.

Alguns, inclusive, dizem que os registros citados foram publicados em “Obra Póstumas”, que saiu à lume após a desencarnação do Codificador, e, portanto, não teriam recebido o seu aval, o que, convenhamos, a se raciocinar assim, invalidaria todo o excelente material de que o referido livro se constitui e. no mínimo, teria merecido um desmentido de sua esposa, D. Amèlie Boudet, que ainda estava encarnada. (*)

Enfim, são diversas as questões levantadas por alguns confrades que não admitem que Allan Kardec possa ter voltado à Terra na personalidade de Chico Xavier.

Não obstante, há algo que fala mais alto por si mesmo, corroborando a tese que, igualmente, defendemos, de que Chico Xavier, foi, sim, a reencarnação do Codificador.

A Obra Mediúnica de Chico Xavier é a única que desdobra e atualiza o Pentateuco Kardeciano, dando sequência à Revelação que se iniciou com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1857.

Ao longo do tempo, desde o desenlace de Kardec, surgiram muitos que foram apontados como sendo ele mesmo de volta ao corpo, mas que, através de suas obras, não deram provas da autenticidade das suposições aventadas – sendo que, tais provas, não vieram em nenhum sentido, seja do ponto de vista filosófico-doutrinário quanto da vida pessoal.

Chico, ao contrário, tendo reencarnado no começo do século XX, no dia 2 de abril de 1910, durante 75 anos exerceu de maneira exemplar o seu Mandato Mediúnico, e, em nossa opinião, teve a sua Obra referendada, não pelos Espíritos que por ele se manifestavam, mas pela sua vida apostolar.

A tarefa de Kardec, convenhamos, necessitou se limitar ao campo intelectual, porque, com o pouco tempo que teve para tanto – 15 anos! –, não lhe possibilitou imortalizar-se em França como um dos expoentes de sua história, tendo, assim, a sua memória reconhecida pelo povo francês, que hoje, praticamente, o ignora.

Chico, tendo começado muito cedo o seu labor no campo da Doutrina, tendo desencarnado em 2002, portanto, há 22 anos, vem sendo cada vez mais lembrado pelo povo brasileiro, e, talvez, mais pelos não-espíritas que propriamente por alguns adeptos que vêm desrespeitando o seu trabalho, minimizando-o, inclusive, através de ofensas pessoais ao médium. Aliás, ofensas pessoais não têm faltado, da parte de alguns, até ao próprio Kardec, com os que, insanamente, tentam reescrever as suas Obras, acusando-as de racistas.

Enfim, o imbróglio portas a dentro do Movimento Espírita é grande, devido, sem dúvida, ao personalismo de alguns de seus adeptos que se creem detentores de algum poder, ou, então, de serem eles próprios, a reencarnação de espíritos de considerável elevação.

A verdade é que, no fundo, o que se pretende, combatendo em Chico Xavier a reencarnação de Allan Kardec, é “tirar Jesus do Espiritismo”, negando, sub-repticiamente, por inspiração das trevas, ser o Espiritismo o Consolador Prometido...

O embate doutrinário travado não é, especificamente, contra Chico Xavier, mas, sim, contra o Cristo, que, principalmente, a Obra Mediúnica dos Espíritos por Chico revive, e de Quem ele deu testemunho pessoal a existência inteira.

Convém pensarmos mais maduramente sobre o tema que enfatizamos nestas linhas, porque, sem a Obra Mediúnica de Chico Xavier, o Espiritismo, que é uma doutrina dinâmica, permaneceria estática no século XIX, em absolutamente nada tendo conseguido avançar desde então.

(*) Embora "Obras Póstumas" tenha sido publicado em 1890, e Amèlie desencarnado em 1883, muito material, que consta do referido livro, já havia sido divulgado antes nas páginas da "Revista Espírita", qua ela auxiliava Kardec a revisar.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de julho de 2024.