domingo, 8 de setembro de 2019


LXIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO”, DE ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No antepenúltimo capítulo de “Libertação” – capítulo XVIII – “Palavras de Benfeitora”, André Luiz se faz portador de importantes revelações aos estudiosos da vida no Mundo Espiritual.
Gúbio, depois de comovida prece a Jesus, pediu a André que, naquela noite, dirigisse os trabalhos da reunião, porque ele deveria atuar como “médium de efeitos físicos”, fornecendo recursos à materialização de Matilde.
Que os nossos irmãos e irmãs internautas atentem para o fato: Matilde, domiciliada em Dimensão mais alta, haveria de se materializar, para entendimento verbal direto com os espíritos reunidos no lar de Margarida...
Vejamos: espírito se materializando para ser percebido por espírito!...
Registro digno de destaque:
Gúbio, diz a André: - Vejo-a (Matilde) ao nosso lado, esclarecendo haver chegado a noite longamente esperada por seu coração materno.
O Instrutor, além de “médium de efeitos físicos”, revela-se “médium clarividente e clariaudiente” – FACULDADES MEDIÚNICAS SENDO EXERCIDAS NO MUNDO ESPIRITUAL, denotando que percepções mediúnicas não dizem respeito apenas e tão somente ao organismo físico!...
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- O fenômeno da materialização de uma entidade sublimada ali se fizera prodigioso aos nossos olhos, em processo quase análogo ao que se verifica nos círculos carnais. – André Luiz, in “Libertação”.
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A palavra de Matilde aos espíritos ali congregados versa, principalmente, sobre a importância da reencarnação, advertindo fraternalmente:
- (...) muitas almas procuram o santuário da carne, formulando precipitadas promessas, e nele penetram agravando os próprios débitos. Tímidas, levianas ou inconsequentes, aproveitam o estágio bendito na Região da Neblina (1), para repetirem as mesmas faltas de outra época, com absoluta perda de tempo, que é patrimônio do Senhor.
(1) “Região da Neblina” é também sinônimo de Esfera Carnal. – Nota do autor espiritual.
(...)
- Uma experiência entre os homens, por mais humilde, para nós outros é acontecimento importante demais para que o apreciemos sem maior consideração. Todavia, sem abraçar a noção de responsabilidade individual, que nos deve marcar o esforço de santificação, qualquer empresa dessa ordem é arriscada, porque em nosso aprendizado intensivo, na recapitulação, cada espírito segue sozinho no círculo dos próprios pensamentos...
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Realmente, contam-se aos milhões e milhões os que, reencarnados, equivocam-se com tremenda facilidade, “jogando fora” preciosas cotas de tempo!
Mesmo entre os adeptos do Espiritismo, já algo conscientizados quanto à imortalidade da alma na construção do próprio destino, muitos, infelizmente, têm enveredado por caminhos sinuosos, imaginando-se em considerável ganho espiritual, quando, em verdade, estão assumindo graves compromissos perante a Lei de Causa e Efeito.
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O espírita carece de orar muito para que, uma vez mais, não venha a ser vítima de suas próprias ilusões, quando, em pregressas existências, por orgulho e vaidade, cometeu inúmeros enganos – notadamente no campo da religião, concorrendo para a deturpação do Evangelho.
O que, de maneira lamentável, estamos presenciando ocorrer na atualidade com aqueles que, esquecidos de seus deveres mais humildes, buscam expor-se aos holofotes do mundo na exaltação da própria personalidade.
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O “outro” não é o problema do Espiritismo e tampouco o “nosso” problema na construção do Mundo Melhor – o problema do Espiritismo e, consequentemente, da Humanidade de agora e sempre, sou eu e você!...
Eu sou o problema!...
Você é o problema!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 8 de setembro de 2019.