sábado, 25 de abril de 2026

 

Os Espíritos Podem Mudar de Opinião?!

 

Perguntou-me um amigo se os espíritos, mormente aqueles que se domiciliam nas proximidades do orbe terrestre, podem mudar de opinião sobre determinado assunto.

A pergunta é interessante, porquanto, de hábito, se atribui aos espíritos comunicantes a infalibilidade, que, em séculos passados, a Igreja Católica reivindicava para o seu Sumo Pontífice.

Não estamos vendo, todos os dias, por exemplo, a Ciência voltando atrás em suas considerações, corrigindo-se através dos erros que ela própria, talvez, durante séculos, sustentou?!

Não tem vindo a público, nos dias que correm, certas autoridades médicas, admitindo que certas vacinas “fabricadas” para o Covid, continuam fazendo ir a óbito um número maior de pessoas do que o próprio vírus?!

Quantos erros foram cometidos pelos homens antes que ele lograsse voar com segurança, e que Santos Dumont colocasse o 14-Bis para voar?!

Os espíritos que pululam à volta dos homens nada mais sendo que homens fora do corpo podem, perfeitamente, mudarem de opinião sobre esse ou aquele assunto que são chamados a opinar.

O grande Paulo de Tarso não mudou de opinião, às portas de Damasco, abdicando de sua condição de doutor da lei, e, de perseguidor dos cristãos, passou a adepto do Cristianismo?!

Evidentemente, que assuntos existem, mesmo aqui, deste Outro Lado da Vida, que permanecem velados aos espíritos, que continuam a sua busca pela Verdade.

Por se estar na condição de espírito livre um espírito pode falar com acerto sobre as suas ou as encarnações passadas de outrem, sem que, porventura, esteja enganado?!

Equivocam-se quantos imaginam que os espíritos, em geral, todos os dias, não estejam estudando, interessados pelo conhecimento da Verdade, e, neste sentido, inúmeras vezes, tenham que reconsiderar concepções.

Podemos dizer, sem receio de estar cometendo erro, que, sobre a Terra, o único portador da Verdade Absoluta foi Jesus Cristo. O próprio Sócrates, considerado o mais sábio dos homens, vivia repetindo a que, talvez, seja a sua sentença mais célebre: “Só sei que nada sei.”

Em “O Livros dos Espíritos”, em várias oportunidades, indagados sobre determinados assuntos, os Espíritos não hesitaram em confessar as suas limitações a respeito, principalmente quando Kardec lhes questionava sobre o princípio das coisas. Quando, por exemplo, perguntou a eles sobre a Natureza íntima de Deus, responderam, em uníssono, que não era dado ao homem compreendê-la, pois que lhe faltava um sentido. (Questão de número 10)

Cogitar sobre a Verdade não o mesmo que à ela ter acesso – o verbo implica uma “maturação intelectual” sobre um tema.

Assim, sem que esteja sendo mistificado, pode ser, perfeitamente, que os médiuns, ao traduzirem o pensamento dos espíritos a respeito de certos temas, estejam apenas a refletirem a ideia que, no momento, eles possuem, deles fazendo seu objeto de crença transitória.

Estamos todos a caminho, mas, convém saber que ainda estamos longe de alcançar o ponto de chegada.

E pior do que não se mostra disposto a mudar é quem se cristaliza no erro, e, por orgulho e vaidade, dispõe-se a sustentá-lo ao longo de tempo indefinido.

Lembremo-nos do Cristo, falando aos escribas e fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.” (Mateus, 23:13).

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 25 de abril de 2026.

 

domingo, 19 de abril de 2026

 

Chico, Médium e Profeta

 

Temos dito, à saciedade, que Chico Xavier, sobre a Terra, foi médium e profeta.

Inegável a sua visão do futuro, em torno de vida pessoal de certas pessoas e de acontecimentos de ordem coletiva.

Por exemplo: no “Programa Pinga Fogo”, na extinta Rede Tupi, Canal 4 – São Paulo, respondendo à uma pergunta que lhe fora dirigida, Chico falou que o homem ainda conseguiria colonizar a Lua, construindo nela as cidades-estufas, ou cidades de vidro, tendo-a como ponto de observação de outros planetas do Sistema.

Agora, o tema deixou de ser mera ficção científica e, de fato, o homem já cogita da conquista da Lua, mormente depois da Operação Artemis, de sua conquista, o que, infelizmente, ainda vai render disputas entre as nações mais tecnologicamente evolvidas.

Aliás, Chico, há muitos anos, atrás, ainda em Pedro Leopoldo, havia dito ao confrade R. A. Ranieri, em um de seus livros, que o homem conseguiria construir um útero em laboratório, e que, nele, a reencarnação se processaria sem problema algum – o livro citado é “Chico Xavier, o Santo de Nossos Dias”.

Agora, o Japão em parceria com a Austrália, está à frente do movimento do EVE (Ex-Vivo Uterine Environment), um útero artificial que, além de ser projeto para salvar bebês extremamente prematuros, também está sendo cogitando para a reprodução humana – diz-se que, além de ser o fim da “barriga de aluguel”, propiciará grandes avanços no campo da medicina reprodutiva.

Os estudos de André Luiz, sobre a Glândula Pineal, em suas obras, somente agora vem chamando a atenção dos estudiosos que, antes, a consideravam uma glândula sem função – segundo André Luiz, a Pineal, a Glândula da Mediunidade, segrega “hormônios psíquicos”.

Inúmeros os casos nos quais Chico predizia o futuro a muitos que o procuravam, tanto quanto lhes falavam de seu próprio passado em sua atuação encarnação.

A mediunidade de Chico não se limitava à psicografia, em que o Médium se consagrou como o maior Intermediário de todos os tempos entre as Duas Vidas.

Não obstante, os que não estudam a sua Vida e Obra, equivocam-se ao classificarem apenas na condição de médium excepcional no campo da psicografia.

Chico, em termos de grandeza espiritual, dos Espíritos que pisaram a Terra, no sentido de impulsionarem o progresso da Humanidade, a nosso ver, está abaixo apenas de Jesus Cristo, nivelando-se e, em muitos casos, superando os grandes nomes do Espiritualismo de todos os tempos.

A sua encarnação, em vidas anteriores, permanece motivo de especulação mesmo entre nós, os espíritos ainda humanizados que temos nos debruçado, de maneira incessante, a lhe estudar a trajetória de luz.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de abril de 2026.

domingo, 12 de abril de 2026

Causa-nos Espécie Causa-nos espécie, na atualidade, e nos indigna, as opiniões que vemos circularem na Internet sobre a Obra e a Vida de Chico Xavier, notadamente sendo feitas por quem é completamente desconhecido, ou desconhecida, no Movimento Espírita, e que sequer estiveram com o Médium uma única vez. Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou. São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação. Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse. Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria. Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade. Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo. Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente. O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar. INÁCIO FERREIRA Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.

 

Causa-nos Espécie

 

Causa-nos espécie, na atualidade, e nos indigna, as opiniões que vemos circularem na Internet sobre a Obra e a Vida de Chico Xavier, notadamente sendo feitas por quem é completamente desconhecido, ou desconhecida, no Movimento Espírita, e que sequer estiveram com o Médium uma única vez.

Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou.

São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação.

Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse.

Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria.

Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade.

Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo.

Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente.

O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar.

 

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.