domingo, 29 de janeiro de 2017

BRASIL, REFÉM DAS TREVAS

Os recentes acontecimentos na política brasileira, com a corrupção generalizada sob investigação na Operação “Lava Jato”, a situação alarmante nas mais diversas penitenciárias do país e, agora, com a desencarnação, em suspeito acidente aéreo, de um juiz do STF, nos induzem a crer que, de fato, infelizmente, o Brasil permanece como refém das trevas que intentam impedir o seu progresso.
O descalabro tem se mostrado tão grande que delitos considerados menores, não devidamente combatidos pela polícia e pela justiça, multiplicam-se assustadoramente, ao ponto de numa cidade de médio porte, como Uberaba, quase dez carros terem sido roubados, de seus proprietários, em um só dia.
A questão, analisada mais profundamente, revela, claramente, o intuito das forças espirituais negativas que, no corpo e fora dele, não querem que o Brasil se firme no cenário internacional como uma grande potência, e não venha a corresponder à expectativa do Mundo Espiritual na condição de Pátria do Evangelho.
A tudo o que, infelizmente, percebe-se por artimanha das trevas, junte-se, inquestionavelmente, o crescimento das religiões ditas neopentecostais, através de suas lideranças, que, igualmente, infiltrando-se na política, vêm lutando para ocupar o poder com o propósito de exercer uma suposta hegemonia espiritual, em versão atualizada dos mercadores que Jesus, há cerca de vinte séculos, expulsou do templo a chibatadas.
O quê – pergunta-se, com frequência – o Mundo Espiritual, através dos espíritos bem intencionados, poderia fazer para auxiliar na libertação do país, que, sequentemente, por obra e graça dos que o corrompem, vem perdendo “o bonde da história”?...
Confesso-lhes, de minha parte, sinceramente, que muito pouco, de vez que sequer temos encontrado indispensável campo receptivo nas mentes que procuramos sensibilizar, principalmente entre aqueles que, do ponto de vista administrativo, ocupam posições estratégicas em decisões a serem tomadas em favor da coletividade.
O que, em geral, podemos fazer, por exemplo, é o que estamos fazendo agora, rascunhando, do Mais Além, uma página como esta, conclamando aos espíritos encarnados a que aprendam oporem-se, veementemente, a tal estado de coisas que objetiva conduzir o país ao abismo institucional.
Tentou-se fazer que o Brasil se transformasse numa Cuba de Fidel, mas frustrado o plano inicial, tenta-se agora fazê-lo ser uma Venezuela de Chaves e Maduro, com todo o respeito que nos merecem os irmãos cubanos e venezuelanos, que, há tempos, padecem nas mãos de ditadores sem escrúpulos.
Não olvidemos que, pacificamente, Jesus sempre se opôs à ortodoxia dos judeus e ao domínio dos romanos, não hesitando em externar os seus pensamentos, e, com indômita coragem, enfrentou-os com base em suas palavras e exemplos.
Os espíritos reencarnados no Brasil não devem continuar esperando por soluções milagrosas e sobrenaturais para os seus problemas de ordem social, acionando todos os mecanismos à sua disposição para exigir que o país deixe de ser roubado por aqueles que são chamados a gerir o patrimônio público.
Não se espere bom senso da maioria dos governantes atuais, seja de que partido for, porquanto está passando da hora de que eles tenham brio na cara e de que não se devotem à política pensando em enriquecimento de natureza ilícita.
Os espíritos atualmente reencarnados no Brasil, que amam a pátria, e querem um futuro melhor para todos, devem, sim, em nossa opinião, voltar às ruas e lutar para que ele não permaneça manietado, à mercê das trevas, que, a partir de Brasília, sobre ele se concentram.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 30 de janeiro de 2017.


   



domingo, 22 de janeiro de 2017

FÉ EM 2017!

Embora o tempo seja mera convenção e calendário não seja mais do que uma criação do homem, para marcar a ilusória passagem do tempo, desejamos que as nossas palavras iniciais, em 2017, externem a nossa confiança no futuro.
Ante tantos prognósticos de natureza pessimista, queremos trazer a todos a nossa mensagem de esperança, compreendendo que, de fato, o momento que a Humanidade atravessa, é de vertiginosa aferição de valores.
O homem não pode e não deve continuar assim, nessa corrida desenfreada na direção do abismo que se lhe escancara aos pés, ameaçando tragar todas as conquistas da civilização...
Carecemos, sim, de um basta no extremo consumismo de nossos tempos, e no descaso a que se têm votado as questões que transcendem, e que deveriam, sem dúvida, merecer prioridade entre os espíritos.
As peças desse imenso “tabuleiro de xadrez” que é a evolução humana parecem se movimentar, não aleatoriamente, mas por força da ação das Leis Divinas, para aplicarem um xeque-mate na civilização deste alvorecer de Terceiro Milênio, constrangendo-a a efetuar uma revisão em suas escolhas.
Individualmente, porém, não esmoreçamos! Perseveremos em lutar contra as adversidades, reconhecendo que a Terra de agora é campo propício para que o espírito interessado em sair do lugar comum possa crescer na direção da Luz.
Não nos deixemos abater pelas dificuldades que surgem, sobretudo, para nos ensinar a viver com o suficiente, podando-nos a inclinação para o supérfluo, e nos levando a inferir que existe, sim, um Poder Soberano que permanece sempre vigilante, que não será desafiado sem sérias consequências para quantos o fizerem.
Em todos os tempos foi assim... Civilizações têm sucedido a civilizações, e o progresso moral e intelectual da Humanidade, ao que nos parece, acontece sob o impulso de acontecimentos considerados funestos.
Não somos, claro, pregoeiros da violência, mas não podemos olvidar que foi somente depois das duas Grandes Guerras, que a Humanidade conheceu notável surto de progresso. Quando alcança os seus extremos, a dor física tende a devolver ao organismo o seu equilíbrio.
O homem dos tempos atuais, mais que nunca, está a necessitar de algo que o induza à introspecção – de algo que o leve a preocupar-se não com a sua adesão a essa ou àquela religião formalizada, mas com a sua própria espiritualidade.
Assim – repetimos – não nos permitamos abater pelos discursos derrotistas e apocalípticos, que têm soado aqui e ali, gerando temor e descrença nos espíritos frágeis.
Pensemos no Bem, falemos no Bem e, sobretudo, continuemos a agir no Bem, convictos de que, realmente, a porta estreita somente poderá ser atravessada pelos que a ela se candidatam, confiantes nas indeléveis palavras do Cristo: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 23 de janeiro de 2017.




domingo, 25 de dezembro de 2016

QUANTO À TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.” – Mateus, capítulo 24 – versículo 36.

Quanto à tão propalada “transição planetária”, pela qual alguns ansiosamente esperam, convém esclarecer que, em verdade, a Terra sempre esteve em transição.
Desde a sua criação, não há um dia sequer em que o orbe terrestre não esteja transitando de um estado para outro, e que, neste sentido, diversas profecias tenham sido feitas.
Claro que, dentro do contexto evolutivo da Humanidade, por vezes, certos acontecimentos, ao se alinharem, precipitam outros que dão origem à nova ordem social.
O que ocorre, dando-se a impressão de que, nos tempos atuais, tudo esteja acontecendo com maior velocidade, é que hoje o planeta conta com mais de sete bilhões de habitantes, ampliando, significativamente, as possibilidades de conflito armado e de reação dos elementos da Natureza – sim, porquanto à agressão do homem ao meio ambiente é sem precedentes na história da Humanidade.
Porém, não há quem possa dizer que a situação, que parece convergir para o caos generalizado, possa acontecer amanhã ou depois, estendendo-se por tempo indeterminado.
Não nos esqueçamos de que, em meados do século XIV – de 1337 a 1453 –, teve início, entre França e Inglaterra, uma guerra que durou “cem anos”.
O planeta, quando ocupava a posição de orbe primitivo, estava em transição para mundo de orbes e expiações, quanto agora se encontra em transição para mundo de regeneração, que, ao ser alcançado, continuará em transição para a condição de mundo feliz.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo III, escrevendo sobre “Mundos Regeneradores”, anotou Santo Agostinho: “Nesses mundos, portanto, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados.”
Infelizmente, ao que tudo indica a Terra não será um Mundo de Regeneração contando com a permanência de grande parcela de seus atuais habitantes, pois que a renovação íntima não se opera no curto espaço de algumas décadas, e, por vezes, nem mesmo de algumas encarnações.
Para que o orbe terrestre eleve-se, mais rapidamente, na hierarquia dos mundos, espíritos de maior nível de esclarecimento deverão ocupar o lugar dos retardatários, ou daqueles que insistem no cultivo de suas ambições pessoais – e esses espíritos mais lúcidos, evidentemente, deverão reencarnar em diversos pontos do planeta, para que, através de seus exemplos, possam influenciar a conduta de outros.
Portanto, “transição planetária” é mais uma terminologia nova para um assunto que é, deveras, antigo.
Neste aspecto, não nos esqueçamos de que, em essência, não é a Terra que se encontra em transição, mas os espíritos que nela habitam, incluindo as suas Dimensões Espirituais.
“Transição planetária” deve ser entendida como “transição moral da Humanidade”, e não do orbe em si – embora, pelas Leis da Evolução, a própria matéria, igualmente, esteja em constante aperfeiçoamento.
Completemos, assim, a “transição” que nos diz respeito, porque a verdade é que, em geral, quase todos ainda nos mostramos muito vacilantes no que diz respeito à nossa extrema necessidade de renovação.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 26 de dezembro de 2016.

Nota do médium:
Voltaremos com postagens inéditas no dia 23 de janeiro de 2017.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

​MINHAS PROFECIAS E VIDÊNCIAS PARA 2017

Com cerca de cem mil voos diários, em todo o mundo, é provável que, infelizmente, um avião, transportando pessoas mais ou menos ilustres, venha a cair...

Nomes conhecidos, em todos os seguimentos culturais, que já contem com mais de sete ou oito, ou mesmo nove, décadas de vida, haverão de desencarnar...
Atentados terroristas, ceifando milhares de vítimas inocentes, continuarão a acontecer, principalmente nos países sem a vigilância necessária a fim de coibi-los com veemência...
Embora todos os esforços de algumas lideranças, o fanatismo religioso, responsável pelas guerras mais sangrentas da história, prosseguirá atuante...
Com relação à defesa do meio ambiente, os países mais poluidores assinarão novos tratados que, dificilmente, haverão de cumprir, com a Amazônia, a cada dia, sendo mais devastada...
O rio Tietê, e outros, não serão despoluídos em 2017, e o metrô, em São Paulo, não ficará pronto, e nem as rodovias, com os seus imensos buracos serão remendadas...
Na África, milhares de crianças morrerão desnutridas, e o número que aponta cerca de um bilhão de pessoas que passam fome no mundo, não sofrerá alteração significativa...
O tráfico de drogas e de armas, que hoje é dos negócios mais rentáveis, continuará rendendo milhões de dólares às organizações criminosas, da qual fazem parte nomes insuspeitos...
A corrupção, principalmente no Brasil, estará muito longe de ser extinta, e velhos políticos mortos, arraigados ao poder, ainda tentarão ressuscitar da tumba...
O preconceito contra as minorias não recuará o que se espera, e os seus infelizes representantes pagarão caro por, simplesmente, terem nascido como nasceram...
A loucura, manifestando-se com várias terminologias, há de mostrar-se cada vez mais evidente naqueles que não ligam qualquer importância aos assuntos de natureza espiritual...
No setor econômico, os pobres estarão cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, com os que nunca passaram fome na vida considerando mera Campanha de Cesta Básica uma demagogia...
Em alguns lugares do planeta, teremos, sim, furacões e nevascas, enquanto enchentes e secas em outros, com vários tremores sísmicos derrubando construções e fazendo vítimas...
Os mercadores da crença religiosa, caso também não venham a ser alcançados pela “Operação Lava Jato”, trocarão de jatinhos e comprarão novas glebas de terra, com centenas de cabeças de gado...
Nas favelas e nas penitenciárias, o crime organizado prosseguirá desafiando a ordem social, que, no Brasil, é desordem social, ante o descaso da própria polícia...
Em 2017, haverá necessidade de que sejam construídas mais penitenciárias que escolas e hospitais no Brasil, com o genocídio na educação e na saúde continuando a ser praticado livremente pelos políticos...
Infelizmente, em quase todos os países do mundo o índice de suicídio e o número de abortos ilícitos mostrar-se-ão crescentes, atingindo a situação de calamidade...
E, por fim:
Muitos continuarão sendo os chamados e poucos os escolhidos!...
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Ah, já ia me esquecendo de importante profecia: dos religiosos em geral, os muçulmanos continuarão os mais fundamentalistas, os evangélicos os mais fanáticos, os católicos os mais ingênuos e os espíritas os mais personalistas.

INÁCIO FERREIRA


Uberaba – MG, 19 de dezembro de 2016.