segunda-feira, 6 de março de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – IV

Continuando com a nossa proposta de reflexão, transcrevemos abaixo mais alguns textos da lavra de André Luiz, extraídos do livro “Nosso Lar”, solicitando, evidentemente, a sua interpretação para eles. (textos extraídos dos capítulos 3 a 8).

“Grandes árvores, pomares fartos e jardins deliciosos.”
- Você concorda que, em “Nosso Lar”, existe flora, com a presença de reprodução vegetal, na multiplicação das árvores, dos frutos e das flores?!

“A pequena distância, alteavam-se graciosos edifícios. Alinhavam-se a espaços regulares, exibindo formas diversas.”
- Você concorda que a cidade de “Nosso Lar” foi construída com o trabalho de engenheiros, arquitetos, pedreiros, etc, ou as construções a que André Luiz se refere não passam de criações temporárias da mente dos moradores da cidade?!

“Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e, de quando em quando, pousavam agrupadas em torres muito alvas, a se erguerem retilíneas, lembrando lírios gigantescos, rumo ao céu.”
- Como conciliar tal informação com o que os Espíritos, em “O Livro dos Espíritos”, disseram a Kardec sobre a reencarnação quase imediata do princípio inteligente dos animais?! Você concorda que, no Mundo Espiritual, existem espécies animais que lhe são nativas?! Concorda também que tais animais, existentes no Mundo Espiritual, qual possa ocorrer com o Reino Vegetal, têm a capacidade de se reproduzirem, ou não?!

“- E onde está minha mãe? – exclamei, por fim. – Se me é permitido, quero vê-la, abraçá-la, ajoelhar-me a seus pés!
- Não vivem em ‘Nosso Lar’ – esclareceu Lísias –, habita esferas mais altas, onde trabalha não somente por você.”
- O que você entende por “habita esferas mais altas”, numa das quais a mãe de André Luiz vivia?! Numa outra cidade, ou, realmente, numa outra esfera, ou Dimensão?! Essa outra esfera, como a Esfera Terrestre, pode ser considerada um Planeta espiritual?!

“Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profunda tranquilidade espiritual. Não havia, porém, qualquer sinal de inércia ou de ociosidade, porque as vias públicas estavam repletas. Entidades numerosas iam e vinham.”
- Não lhe parece uma descrição familiar: ruas, vastas avenidas, vias públicas... As “numerosas entidades que iam e vinham” estariam volitando, ou caminhando?! Concorda que também pudessem estar se servindo de veículos em sua movimentação?! Essas “entidades” seriam pessoas, criaturas humanas desencarnadas, ou seres que nada têm em comum com a humanidade dos homens?!

- “... a nossa cidade espiritual é zona de transição.”
- Qual o motivo de ter sido empregado o termo “zona de transição”?! A cidade em que você mora na Terra é também uma “zona de transição”, ou você pretende ficar nela “para semente”?! Assim, o orbe terrestre, para o seu espírito, cidadão do Universo, pode, igualmente, ser considerado uma “zona de transição”?!

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 6 de março de 2017.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA? – III

Prosseguindo com os nossos estudos e reflexões sobre as revelações de André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, a respeito da Vida no Mundo Espiritual próximo, apenas com o propósito de diversificar um pouco a metodologia, pedimos a você que assinale se está certa ou errada a nossa interpretação dos textos transcritos. E, claro, você tem ampla liberdade para, concordando ou discordando, acrescentar o que desejar. (Os textos pertencem aos dois primeiros capítulos do livro “Nosso Lar”).

“Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo, e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, é também dotado de um Sistema Respiratório.

“Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas. Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minhalma. Sufocara-os, criminosamente, no desejo incontido de bem-estar. Não adestrara órgãos para a vida nova.”
- Significa que a plena consciência da desencarnação e de que se está numa outra Dimensão, depende, igualmente, de se desenvolver determinadas ligações neuronais (sinapses), que facilite ao espírito tal conscientização, em exercício de espiritualização quando ele se encontra encarnado.

“Comezinhos fenômenos da experiência material patenteavam-se-me aos olhos. Crescera-me a barba, a roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região desconhecida.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, também produz hormônios que, no caso específico, lhe faziam crescer a barba. Quanto à roupa, ser-nos-á lícito deduzir que, na Vida de além-túmulo, ele se encontrava trajado com o duplo da roupa com que fora sepultado.

“Persistiam as necessidades fisiológicas, sem modificação.”
- Significa que ele continuava realmente experimentando as mais comuns necessidades fisiológicas dos encarnados: necessidade de alimento, de água, de excreção, de sono e repouso, de atividade, de abrigo e temperatura adequada, etc.

“Castigava-me a fome todas as fibras, e, nada obstante, o abatimento progressivo não me fazia cair definitivamente em absoluta exaustão. De quando em quando, deparavam-se-me verduras que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes d’água a que me atirava sequioso. Devorava as folhas desconhecidas, colava os lábios à nascente turva, enquanto mo permitiam as forças irresistíveis, a impelirem-me para frente. Muita vez suguei a lama da estrada...”
- Significa que as suas necessidades não eram ilusórias – eram reais – e que, na Dimensão espiritual em que ele se encontrava, existem “nascentes” d’água, ou seja, existe água para atender as necessidades do corpo espiritual que são similares às do corpo físico.

“Alvo lençol foi estendido ali mesmo, a guisa de maca improvisada, aprestando-se ambos os cooperadores a transportarem-me, generosamente.”
- Significa que o seu resgate daquela região umbralina se deu à semelhança do resgate que se efetua de um doente que mal consegue manter-se em pé, com a possível utilização de veículo apropriado para tanto, até aos portões de “Nosso Lar”.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de fevereiro de 2017.








segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – II

Sem o propósito de estar aqui como quem sabe e como quem pode ensinar alguma coisa a quem seja, tomo, novamente, a liberdade de apresentar aos nossos irmãos internautas o texto abaixo para a sua devida apreciação, em algumas rápidas questões que formularemos.
Trata-se de texto de autoria de André Luiz, constante da obra “Nosso Lar”, em seu capítulo 9, intitulado “Problema de Alimentação”.

“Tudo isso provocou enormes cisões nos órgãos coletivos de ‘Nosso Lar’, dando ensejo a perigoso assalto das multidões obscuras do Umbral, que tentaram invadir a cidade, aproveitando brechas nos serviços de Regeneração, onde grande número de colaboradores entretinha certo intercâmbio clandestino, em virtude dos vícios de alimentação.”

Questões:
1 – De que maneira as multidões obscuras do Umbral poderiam invadir “Nosso Lar”?
2 – “Nosso Lar”, então, igualmente, é uma cidade “Umbralina”?
3 – Caso a referida cidade espiritual fosse invadida pelos vândalos desencarnados, o que poderia ocorrer?
4 – Que tipo de intercâmbio clandestino era mantido por grande número de colaboradores do Ministério da Regeneração?
5 – Na Terra, o que se interpreta por “intercâmbio clandestino”?
6 – Você concorda que o “intercâmbio clandestino” feito era de alimento considerado essencialmente proteico? Seria contrabando de carne?
7 – De onde estava sendo contrabandeado esse alimento para “Nosso Lar”?
8 – No Mundo Espiritual mais próximo ainda existe criação de animais para abate?
9 – Lícito concluir-se que, à época, em “Nosso Lar”, havia corrupção, e, naturalmente, espíritos corruptos, embora infiltrados no Ministério da Regeneração?
10 – Assim, o Mundo Espiritual mais próximo é povoado por homens fora do corpo carnal, mas cujo corpo espiritual ainda conserva certa identidade com ele, inclusive carecendo de alimentação similar?

Acredito que outras questões poderão ser propostas pelos nossos irmãos internautas.
Aqui, simplesmente, quisemos fazer uma pequena inversão: em vez de vocês perguntarem aos espíritos, os espíritos agora é que estão perguntando a vocês.
Afinal, por que esperarem de nós, os mortos, todas as respostas?!...

INÁCIO FERREIRA


Uberaba – MG, 20 de fevereiro de 2017.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – I

No livro “Os Mensageiros”, o segundo da série de André Luiz, o talentoso autor espiritual narra a sua visita, na companhia de Aniceto, a um Posto de Socorro, situado nas proximidades da Crosta. As observações feitas por ele são interessantíssimas – todas elas –, mas, de nossa parte, gostaríamos de destacar, no capítulo 20: “Impressionavam-me, sobretudo, as fortificações. Via a torre de mensagem, consagrada, por certo, ao serviço de resistência; o baluarte agudo, elevando-se acima dos fossos que deixavam transbordar a água corrente; a torre de vigia, esbelta e alterosa. Observei o caminho da ronda, a cisterna, as seteiras e, em seguida, as paliçadas e barbacãs, refletindo na complexidade de todo aquele aparelhamento defensivo. E as armas? Identificava-lhes a presença na maquinaria instalada ao longo dos muros, copiando os pequenos canhões conhecidos na Terra. Entretanto, vi com emoção, no cume da torre de vigia, a enorme bandeira de paz, muito alva, tremulando ao vento como largo penacho de neve...”
Em seguida, leitor amigo, pedimos licença para pergunta a você como interpreta, no mesmo capítulo 20, a essência do diálogo que se segue entre André Luiz e Alfredo:
“- Mas... e as armas? – perguntei – acaso são utilizadas?
- Como não? – disse Alfredo, pressuroso – não temos balas de aço, mas temos projetis elétricos. Naturalmente, a ninguém atacaremos. Nossa tarefa é de socorro e não de extermínio.
- No entanto – aduzi, sob forte impressão –, qual o efeito desses projetis?
- Assustam terrivelmente – respondeu ele, sorrindo – e, sobretudo, demonstram as possibilidades de uma defesa que ultrapassa a ofensiva.
- Mas apenas assustam? – tornei a interrogar.
Alfredo sorriu mais significativamente e acrescentou:
- Poderiam causar a impressão da morte.
- Que diz! – exclamei com insofreável espanto.
O administrador meditou alguns instantes, e, ponderando, talvez, a gravidade dos esclarecimentos, obtemperou:
- Meu amigo! meu amigo! se já não estamos na carne, busquemos desencarnar também os nossos pensamentos. As criaturas que se agarram, aqui, às impressões físicas, estão sempre criando densidade para os seus veículos de manifestação, da mesma forma que os espíritos dedicados à região superior estão sempre purificando e elevando esses mesmos veículos. Nosso projetis, portanto, expulsam os inimigos do bem através de vibrações do medo, mas poderiam causar a ilusão da morte, atuando sobre o corpo denso dos nossos semelhantes menos adiantados no caminho da vida. A morte física, na Terra, não é igualmente pura impressão? Ninguém desaparece. O fenômeno é apenas de invisibilidade ou, por vezes, de ausência. Quanto á responsabilidade dos que matam, isso é outra coisa.” (os destaques são nossos)
Estimaríamos, assim, ouvir as impressões de nossos internautas a respeito das anotações acima, efetuadas por André Luiz, através da lavra mediúnica de Chico Xavier.
Nas próximas semanas, estaremos apresentando uma série de textos semelhantes, sob a mesma indagação: COMO VOCÊ INTERPRETA?!
Um abraço fraterno e boa reflexão a todos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 13 de fevereiro de 2017.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O PLANETA IDEAL

Ouvindo sucinto diálogo entre um espírito candidato à reencarnação e devotado Instrutor da Vida Maior, anotei a conversa que considerei, deveras, curiosa:
- Estou interessado em evoluir mais depressa – dizia o espírito ao experiente interlocutor –, e, por tal motivo, gostaria de reencarnar num planeta que me oferecesse reais oportunidades para tanto...
Anseio por praticar o Bem a quem seja como alguém que, olhando à sua volta, encontra o necessitado ao alcance da mão para auxiliar – seja com um pedaço de pão, seja com uma palavra, um aceno...
Quero me expor às tentações, a fim de alicerçar em mim virtudes que, sinceramente, me façam digno de habitar as Esferas mais altas – refiro-me às virtudes da paciência e do perdão, da renúncia e do devotamento, mas, principalmente, da honestidade...
Quero viver de “enxada” nas mãos, à feição de quem dispõe de imensa gleba para lavrar, a fim de defender a boa semente, combatendo a tiririca que tencione a invadir a lavoura...
Reencarnar num mundo em que, realmente, eu possa cooperar com Jesus Cristo, em seus apelos de fraternidade e de amor, e que, para mim, seja um constante desafio à sinceridade de propósitos que pretendo demonstrar ao nosso Mestre e Senhor...
Num mundo no qual nem que eu queira viver de braços cruzados, eu não possa, de vez que furtar-me nele à possibilidade de ser útil, de mil formas diferentes, me seja absolutamente impossível...
Num mundo em que os próprios religiosos não se entendam para que, com os meus exemplos de tolerância e de não fanatismo, eu consiga colocar em prática o ensinamento do “amai-vos uns aos outros”...
E após efetuar breve pausa em sua palavra, que o Benfeitor escutava em silêncio, prosseguiu:
- Eu sei que o senhor está me entendendo, porque, certamente, já se viu possuído por sentimentos semelhantes aos meus, que estou cansado de marcar passo na senda da Evolução, e, por isto, estou pedindo a sua intercessão...
Auxilie-me a renascer num orbe no qual, praticamente, desde o berço, eu me veja compelido a lutar pelo pão de cada dia, em meio a tentações que ensejaram a espíritos praticamente comuns alcançar, um dia, a coroa da santidade...
Preciso sair desse marasmo espiritual em que estou vivendo há séculos e séculos...
Quero e preciso renascer – repetiu – num orbe fértil de oportunidades de ascensão moral, no qual, inclusive, no que tange às descobertas e invenções para facilitar a vida de seus habitantes, eu possa colaborar com alguma coisa...
Devem existir mundos nos quais tudo ainda esteja para ser feito, não?! – ou quase tudo?!...
Como eu haveria de crescer, por exemplo, num planeta em que eu não precisasse fazer calos nas mãos?! Num planeta em que a paz já esteja consolidada e no qual as leis sejam respeitadas por todos?!...
Eu quero lutar e quero sofrer pelo Ideal de servir!...
O Mestre não nos recomenda entrar pela porta estreita?! Pois, então?! Eu não quero a facilidade da porta larga, porque a porta larga também está no comodismo...
Posso contar com o seu auxílio?! – inquiriu ao Instrutor. – O senhor conhece um planeta assim, ao qual, através da reencarnação, eu possa me encaminhar, com o fito de integral aproveitamento dela?!...
Olhando para o candidato a retomar o corpo carnal, o Espírito amigo, sem pestanejar, respondeu:
 - Meu irmão, na atualidade, dentro do Sistema Solar, e mesmo fora dele, e a uma boa distância, o planeta que preenche todos os seus requisitos de mais rápida evolução pessoal é a Terra mesmo!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 6 de fevereiro de 2017.







domingo, 29 de janeiro de 2017

BRASIL, REFÉM DAS TREVAS

Os recentes acontecimentos na política brasileira, com a corrupção generalizada sob investigação na Operação “Lava Jato”, a situação alarmante nas mais diversas penitenciárias do país e, agora, com a desencarnação, em suspeito acidente aéreo, de um juiz do STF, nos induzem a crer que, de fato, infelizmente, o Brasil permanece como refém das trevas que intentam impedir o seu progresso.
O descalabro tem se mostrado tão grande que delitos considerados menores, não devidamente combatidos pela polícia e pela justiça, multiplicam-se assustadoramente, ao ponto de numa cidade de médio porte, como Uberaba, quase dez carros terem sido roubados, de seus proprietários, em um só dia.
A questão, analisada mais profundamente, revela, claramente, o intuito das forças espirituais negativas que, no corpo e fora dele, não querem que o Brasil se firme no cenário internacional como uma grande potência, e não venha a corresponder à expectativa do Mundo Espiritual na condição de Pátria do Evangelho.
A tudo o que, infelizmente, percebe-se por artimanha das trevas, junte-se, inquestionavelmente, o crescimento das religiões ditas neopentecostais, através de suas lideranças, que, igualmente, infiltrando-se na política, vêm lutando para ocupar o poder com o propósito de exercer uma suposta hegemonia espiritual, em versão atualizada dos mercadores que Jesus, há cerca de vinte séculos, expulsou do templo a chibatadas.
O quê – pergunta-se, com frequência – o Mundo Espiritual, através dos espíritos bem intencionados, poderia fazer para auxiliar na libertação do país, que, sequentemente, por obra e graça dos que o corrompem, vem perdendo “o bonde da história”?...
Confesso-lhes, de minha parte, sinceramente, que muito pouco, de vez que sequer temos encontrado indispensável campo receptivo nas mentes que procuramos sensibilizar, principalmente entre aqueles que, do ponto de vista administrativo, ocupam posições estratégicas em decisões a serem tomadas em favor da coletividade.
O que, em geral, podemos fazer, por exemplo, é o que estamos fazendo agora, rascunhando, do Mais Além, uma página como esta, conclamando aos espíritos encarnados a que aprendam oporem-se, veementemente, a tal estado de coisas que objetiva conduzir o país ao abismo institucional.
Tentou-se fazer que o Brasil se transformasse numa Cuba de Fidel, mas frustrado o plano inicial, tenta-se agora fazê-lo ser uma Venezuela de Chaves e Maduro, com todo o respeito que nos merecem os irmãos cubanos e venezuelanos, que, há tempos, padecem nas mãos de ditadores sem escrúpulos.
Não olvidemos que, pacificamente, Jesus sempre se opôs à ortodoxia dos judeus e ao domínio dos romanos, não hesitando em externar os seus pensamentos, e, com indômita coragem, enfrentou-os com base em suas palavras e exemplos.
Os espíritos reencarnados no Brasil não devem continuar esperando por soluções milagrosas e sobrenaturais para os seus problemas de ordem social, acionando todos os mecanismos à sua disposição para exigir que o país deixe de ser roubado por aqueles que são chamados a gerir o patrimônio público.
Não se espere bom senso da maioria dos governantes atuais, seja de que partido for, porquanto está passando da hora de que eles tenham brio na cara e de que não se devotem à política pensando em enriquecimento de natureza ilícita.
Os espíritos atualmente reencarnados no Brasil, que amam a pátria, e querem um futuro melhor para todos, devem, sim, em nossa opinião, voltar às ruas e lutar para que ele não permaneça manietado, à mercê das trevas, que, a partir de Brasília, sobre ele se concentram.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 30 de janeiro de 2017.


   



domingo, 22 de janeiro de 2017

FÉ EM 2017!

Embora o tempo seja mera convenção e calendário não seja mais do que uma criação do homem, para marcar a ilusória passagem do tempo, desejamos que as nossas palavras iniciais, em 2017, externem a nossa confiança no futuro.
Ante tantos prognósticos de natureza pessimista, queremos trazer a todos a nossa mensagem de esperança, compreendendo que, de fato, o momento que a Humanidade atravessa, é de vertiginosa aferição de valores.
O homem não pode e não deve continuar assim, nessa corrida desenfreada na direção do abismo que se lhe escancara aos pés, ameaçando tragar todas as conquistas da civilização...
Carecemos, sim, de um basta no extremo consumismo de nossos tempos, e no descaso a que se têm votado as questões que transcendem, e que deveriam, sem dúvida, merecer prioridade entre os espíritos.
As peças desse imenso “tabuleiro de xadrez” que é a evolução humana parecem se movimentar, não aleatoriamente, mas por força da ação das Leis Divinas, para aplicarem um xeque-mate na civilização deste alvorecer de Terceiro Milênio, constrangendo-a a efetuar uma revisão em suas escolhas.
Individualmente, porém, não esmoreçamos! Perseveremos em lutar contra as adversidades, reconhecendo que a Terra de agora é campo propício para que o espírito interessado em sair do lugar comum possa crescer na direção da Luz.
Não nos deixemos abater pelas dificuldades que surgem, sobretudo, para nos ensinar a viver com o suficiente, podando-nos a inclinação para o supérfluo, e nos levando a inferir que existe, sim, um Poder Soberano que permanece sempre vigilante, que não será desafiado sem sérias consequências para quantos o fizerem.
Em todos os tempos foi assim... Civilizações têm sucedido a civilizações, e o progresso moral e intelectual da Humanidade, ao que nos parece, acontece sob o impulso de acontecimentos considerados funestos.
Não somos, claro, pregoeiros da violência, mas não podemos olvidar que foi somente depois das duas Grandes Guerras, que a Humanidade conheceu notável surto de progresso. Quando alcança os seus extremos, a dor física tende a devolver ao organismo o seu equilíbrio.
O homem dos tempos atuais, mais que nunca, está a necessitar de algo que o induza à introspecção – de algo que o leve a preocupar-se não com a sua adesão a essa ou àquela religião formalizada, mas com a sua própria espiritualidade.
Assim – repetimos – não nos permitamos abater pelos discursos derrotistas e apocalípticos, que têm soado aqui e ali, gerando temor e descrença nos espíritos frágeis.
Pensemos no Bem, falemos no Bem e, sobretudo, continuemos a agir no Bem, convictos de que, realmente, a porta estreita somente poderá ser atravessada pelos que a ela se candidatam, confiantes nas indeléveis palavras do Cristo: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 23 de janeiro de 2017.




domingo, 25 de dezembro de 2016

QUANTO À TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.” – Mateus, capítulo 24 – versículo 36.

Quanto à tão propalada “transição planetária”, pela qual alguns ansiosamente esperam, convém esclarecer que, em verdade, a Terra sempre esteve em transição.
Desde a sua criação, não há um dia sequer em que o orbe terrestre não esteja transitando de um estado para outro, e que, neste sentido, diversas profecias tenham sido feitas.
Claro que, dentro do contexto evolutivo da Humanidade, por vezes, certos acontecimentos, ao se alinharem, precipitam outros que dão origem à nova ordem social.
O que ocorre, dando-se a impressão de que, nos tempos atuais, tudo esteja acontecendo com maior velocidade, é que hoje o planeta conta com mais de sete bilhões de habitantes, ampliando, significativamente, as possibilidades de conflito armado e de reação dos elementos da Natureza – sim, porquanto à agressão do homem ao meio ambiente é sem precedentes na história da Humanidade.
Porém, não há quem possa dizer que a situação, que parece convergir para o caos generalizado, possa acontecer amanhã ou depois, estendendo-se por tempo indeterminado.
Não nos esqueçamos de que, em meados do século XIV – de 1337 a 1453 –, teve início, entre França e Inglaterra, uma guerra que durou “cem anos”.
O planeta, quando ocupava a posição de orbe primitivo, estava em transição para mundo de orbes e expiações, quanto agora se encontra em transição para mundo de regeneração, que, ao ser alcançado, continuará em transição para a condição de mundo feliz.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo III, escrevendo sobre “Mundos Regeneradores”, anotou Santo Agostinho: “Nesses mundos, portanto, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados.”
Infelizmente, ao que tudo indica a Terra não será um Mundo de Regeneração contando com a permanência de grande parcela de seus atuais habitantes, pois que a renovação íntima não se opera no curto espaço de algumas décadas, e, por vezes, nem mesmo de algumas encarnações.
Para que o orbe terrestre eleve-se, mais rapidamente, na hierarquia dos mundos, espíritos de maior nível de esclarecimento deverão ocupar o lugar dos retardatários, ou daqueles que insistem no cultivo de suas ambições pessoais – e esses espíritos mais lúcidos, evidentemente, deverão reencarnar em diversos pontos do planeta, para que, através de seus exemplos, possam influenciar a conduta de outros.
Portanto, “transição planetária” é mais uma terminologia nova para um assunto que é, deveras, antigo.
Neste aspecto, não nos esqueçamos de que, em essência, não é a Terra que se encontra em transição, mas os espíritos que nela habitam, incluindo as suas Dimensões Espirituais.
“Transição planetária” deve ser entendida como “transição moral da Humanidade”, e não do orbe em si – embora, pelas Leis da Evolução, a própria matéria, igualmente, esteja em constante aperfeiçoamento.
Completemos, assim, a “transição” que nos diz respeito, porque a verdade é que, em geral, quase todos ainda nos mostramos muito vacilantes no que diz respeito à nossa extrema necessidade de renovação.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 26 de dezembro de 2016.

Nota do médium:
Voltaremos com postagens inéditas no dia 23 de janeiro de 2017.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

​MINHAS PROFECIAS E VIDÊNCIAS PARA 2017

Com cerca de cem mil voos diários, em todo o mundo, é provável que, infelizmente, um avião, transportando pessoas mais ou menos ilustres, venha a cair...

Nomes conhecidos, em todos os seguimentos culturais, que já contem com mais de sete ou oito, ou mesmo nove, décadas de vida, haverão de desencarnar...
Atentados terroristas, ceifando milhares de vítimas inocentes, continuarão a acontecer, principalmente nos países sem a vigilância necessária a fim de coibi-los com veemência...
Embora todos os esforços de algumas lideranças, o fanatismo religioso, responsável pelas guerras mais sangrentas da história, prosseguirá atuante...
Com relação à defesa do meio ambiente, os países mais poluidores assinarão novos tratados que, dificilmente, haverão de cumprir, com a Amazônia, a cada dia, sendo mais devastada...
O rio Tietê, e outros, não serão despoluídos em 2017, e o metrô, em São Paulo, não ficará pronto, e nem as rodovias, com os seus imensos buracos serão remendadas...
Na África, milhares de crianças morrerão desnutridas, e o número que aponta cerca de um bilhão de pessoas que passam fome no mundo, não sofrerá alteração significativa...
O tráfico de drogas e de armas, que hoje é dos negócios mais rentáveis, continuará rendendo milhões de dólares às organizações criminosas, da qual fazem parte nomes insuspeitos...
A corrupção, principalmente no Brasil, estará muito longe de ser extinta, e velhos políticos mortos, arraigados ao poder, ainda tentarão ressuscitar da tumba...
O preconceito contra as minorias não recuará o que se espera, e os seus infelizes representantes pagarão caro por, simplesmente, terem nascido como nasceram...
A loucura, manifestando-se com várias terminologias, há de mostrar-se cada vez mais evidente naqueles que não ligam qualquer importância aos assuntos de natureza espiritual...
No setor econômico, os pobres estarão cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, com os que nunca passaram fome na vida considerando mera Campanha de Cesta Básica uma demagogia...
Em alguns lugares do planeta, teremos, sim, furacões e nevascas, enquanto enchentes e secas em outros, com vários tremores sísmicos derrubando construções e fazendo vítimas...
Os mercadores da crença religiosa, caso também não venham a ser alcançados pela “Operação Lava Jato”, trocarão de jatinhos e comprarão novas glebas de terra, com centenas de cabeças de gado...
Nas favelas e nas penitenciárias, o crime organizado prosseguirá desafiando a ordem social, que, no Brasil, é desordem social, ante o descaso da própria polícia...
Em 2017, haverá necessidade de que sejam construídas mais penitenciárias que escolas e hospitais no Brasil, com o genocídio na educação e na saúde continuando a ser praticado livremente pelos políticos...
Infelizmente, em quase todos os países do mundo o índice de suicídio e o número de abortos ilícitos mostrar-se-ão crescentes, atingindo a situação de calamidade...
E, por fim:
Muitos continuarão sendo os chamados e poucos os escolhidos!...
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Ah, já ia me esquecendo de importante profecia: dos religiosos em geral, os muçulmanos continuarão os mais fundamentalistas, os evangélicos os mais fanáticos, os católicos os mais ingênuos e os espíritas os mais personalistas.

INÁCIO FERREIRA


Uberaba – MG, 19 de dezembro de 2016.