domingo, 31 de maio de 2026

 

Duas Perguntas

 

Para Provocar

 

 

 

Estas são de “O Livro dos Espíritos”:

 

714. Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento de seus gozos?

 

- Pobre criatura, que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte!

 

714-a. É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima?

 

- De uma e de outra.

 

*

 

Que o homem que se excede em seus gozos, está próximo da morte física não padece dúvida, a questão é a sua “morte moral”, a que os Espíritos Superiores se referiram.

 

*

 

MORTE MORAL?!

 

*

 

Os Espíritos, porventura, estariam se referindo ao fenômeno da “ovoidização”, que André Luiz estuda à saciedade em sua Obra?! Seria a degradação da forma?! Sabemos que o espírito não retrograda quanto às suas conquistas morais e intelectuais, mas que, quanto à forma, que lhe reflete o estado íntimo, sim.

 

*

 

Como um espírito que se “ovoidizou”, regressou ao seu estado de “mônada”, conseguirá se reerguer, de vez que, para tanto, lhe falece completamente a vontade?!

 

*

 

Ocorrendo ao ser o que os Espíritos chamaram de “morte moral”, como lhe haverá de ficar a vida intelectual?! Aprende-se com o Espiritismo que somente quando o espírito alcança a láurea da razão ele passa a se responsabilizar pelos seus atos, em gradativo uso do livre arbítrio.

 

*

 

A “segunda morte” que os Espíritos mencionam seria pelo fenômeno da “ovoidização”, ou existe algo que eles tentaram mencionar e, por enquanto, preferiram omitir?!

 

*

 

Sei que os nossos internautas esperam por respostas nossas às perguntas propostas, não obstante, afirmamos que também estamos no estudo do assunto – todavia, de minha parte, sempre penso no que afirma a filosofia oriental ao referir-se aos fenômenos denominados “Big Bang” e “Big Crunch”...

 

*

 

Não lhes parece que, espiritualmente, o “Big Crunch” pode ocorrer com a degradação moral absoluta, quanto pela suprema evolução, com a perda da total individualidade?!

 

*

 

“Eu e o Pai somos Um”.

 

Jesus, como individualidade, não teria, ao se unir em plenitude com o Criador, deixado de ser para, realmente, Ser?!

 

*

 

Convém, pois, que, sobre o assunto, a fim de sairmos da mesmice, raciocinemos juntos – e, se possível, sem jogar a saia na cabeça, e nem cantar o refrão: “Tá todo mundo louco, oba!...”

 

*

 

Estou quase convencido que, em drásticas situações, o espírito carece de ser “resetado”.

 

 

 

Inácio Ferreira

 

Uberaba – MG, 31 de julho de 2026.

 

 

 

 

 

 

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