Sobre Mediunidade
(Pérolas Escondidas)
Na literatura espírita séria, existem verdadeiras “pérolas escondidas” que ainda não foram encontradas pelos menos afeitos ao estudo e à reflexão.
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No que tange à mediunidade, mormente a de Efeitos Intelectuais, tomamos a liberdade de transcrever pequeno trecho extraído do livro “Evolução em Dois Mundos”, psicografado pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, em 1958. O referido trecho está inserido no capítulo II, da Segunda Parte, e da responsabilidade mediúnica de Chico Xavier.
“De acordo com o mesmo princípio, Espíritos desencarnados, em muitos casos, quando controlam as personalidades mediúnicas que lhes oferecem sintonia, operam sobre elas à base das imagens positivas com que as envolvem no transe, compelindo-as as lhes expedir os conceitos.
Nessas circunstâncias, expressa-se a mensagem pelo sistema de reflexão, em que o médium, embora guardando o córtex encefálico anestesiado por ação magnética do comunicante, lhes recebe os ideogramas (grifo nosso) e os transmite com as palavras que lhe são próprias.”
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No que pese Kardec, no estudo da Mediunidade, ter classificado os médiuns em Mecânicos, Semi Mecânicos e Conscientes, não resta dúvida de que a grande maioria dos intérpretes entre os Dois Mundos, atua na condição de médiuns Semi Mecânicos (Semi Conscientes) e Conscientes – sendo raro nos depararmos com um que seja inteiramente Mecânico, ou Inconsciente.
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Certa vez, um amigo indagando de Chico se ele era médium consciente, ou inconsciente, recebeu dele esclarecedora resposta:
- Posso funcionar como médium consciente e inconsciente, mas, sempre que posso escolher, prefiro trabalhar como médium consciente.
Em seguida, o amigo lhe perguntou:
- Por quê?!...
Chico respondeu com a sabedoria que lhe era peculiar:
- Porque a nossa cabeça não aguentaria os espíritos que estão por aí!...
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Das palavras de André Luiz e Chico Xavier, fácil inferir que ao médium cabe estudar, e estudar sempre, para que, quanto possível, ele consiga ser fiel aos “ideogramas” que os espíritos comunicantes lhe comunicam, sem que, para tanto, nem sempre eles necessitem estar presentes no mesmo recinto em que o médium se encontra em transe.
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Não desejando estender o assunto, ainda dizia Chico que, certa vez, Emmanuel lhe disse que a cabeça do médium carecia assemelhar-se à uma “caixa de tipos”, das antigas tipografias. O tipógrafo espiritual, no caso, o espírito comunicante, necessitava encontrar na “caixa de tipos” o indispensável, a fim de que o seu pensamento se expressasse com a precisão desejada.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 5 de junho de 2026. (*)
(*) Publicado antecipadamente por motivo de viagem. O Blog retornará no próximo 21 de junho.
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