segunda-feira, 10 de agosto de 2020

 

“COM A RAPIDEZ DE UM RELÂMPAGO”

 

187. A substância do perispírito é a mesma em todos os globos?

- Não: é mais eterizada em uns do que em outros. Ao passar de um para outro mundo, o espírito se reveste da matéria própria de cada um, com mais rapidez que o relâmpago. (De “O Livro dos Espíritos”)

 

Com base na resposta que os Espíritos forneceram a Kardec na questão acima, há quem conteste a tese da Reencarnação no Mundo Espiritual, ignorando que, muitas vezes, os Espíritos Superiores carecem de recorrer a determinadas metáforas na tentativa de elucidarem certas questões.

Infelizmente, mesmo na condição de espírita, ou se dizendo que o seja, há ainda quem, exageradamente, se apegue à letra, não logrando efetuar raciocínios para além do que, nesse ou naquele texto, as palavras sugerem.

Em a Natureza – trata-se de uma Lei – nada dá saltos – a não ser, obviamente, o grilo, o sapo e... os que, para negarem a Verdade, dão-se a inúmeras acrobacias de ordem mental...

Os primeiros ancestrais do homem “apareceram” cerca de 4 milhões de anos atrás! A Terra, que começou a se formar de um único átomo, qual o Universo de um “ovo”, conta com a idade de 4,5 bilhões de anos! – no dizer de André Luiz, em “E a Vida Continua...”, antes de se “coagular”, a matéria não passava de energia dispersa nos Cosmos...

A reencarnação de um espírito para se completar, por exemplo, no orbe terrestre, leva um tempo aproximado de nove meses – embora anotemos a tendência para que este tempo de gestação venha a se encurtar... Todavia, concordamos, a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, figuradamente (em cinco minutos ele alcança a Trompa de Falópio), dá-se “com a rapidez de um relâmpago”... Alguém conhece alguma semente que passa à floração sem antes ter germinado?!

O próprio fenômeno da desencarnação não acontece, na liberação do espírito dos liames que o retém à matéria, de um momento para outro – alguns, fisicamente, até que logram desencarnar rápido, mas não “desencarnam” o pensamento com a mesma velocidade – chegam a reencarnar de novo, sem que tenham “desencarnado” o pensamento!...

Carecemos, sim, de movimentar as forças da inteligência e nos despirmos de dogmatismos, pelo menos, parcialmente, ou, ainda, de interesses pessoais, para atinarmos com o espírito certos ensinamentos. Vejamos: Allan Kardec e os Espíritos da Codificação inúmeras vezes mencionam que “os tempos são chegados” – tempos, que passados 163 anos de seu prenúncio, ainda não chegaram... O Codificador teria se equivocado e... os Espíritos também?! Claro que não. Tomemos a informação do ponto de vista da relatividade, porque, de fato, ante as centenas de séculos que se foram, “os tempos são chegados” – tempos esses que, caso venham a se referir a mais quatro séculos, ou cinco, são para “daqui a pouco”...

Façamos, ainda, outra consideração. Os espíritos mais evolvidos, quando passam de um mundo inferior a outro superior, não se demoram tanto quanto os “humanos” se demoram para regressarem ao orbe terrestre... Os processos da Reencarnação vão se aperfeiçoando, ao ponto de os Espíritos dizerem na questão de número 183, da Obra Basilar da Doutrina: - Passando de um mundo para outro, o espírito passa por nova infância? Resposta: - A infância é por toda parte uma transição necessária, mas não é sempre tão ingênua como entre vós.

Para encerrar, queremos dizer o seguinte: o fenômeno da fecundação ocorre “com a rapidez de um relâmpago”, ou seja, quase que com a velocidade da luz, mas a formação do novo corpo que o espírito haverá de habitar acontece “com a velocidade do som”...

Todavia, o exposto neste pequeno post terá proveito apenas para aqueles que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir – quanto aos voluntariamente cegos e surdos, de nossa parte, nada podemos fazer.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 10 de Agosto de 2020.

 

 

 

domingo, 2 de agosto de 2020

CORPO FÍSICO,

BIOLÓGICO,

TAMBÉM É “PERISPÍRITO”

 

Segundo Kardec, o termo “perispírito”, cunhado pelo Codificador, significa “em torno” do espírito, ou, em outras palavras, envoltório do espírito – seu veículo de manifestação.

O espírito, o ser inteligente da Criação Divina, ao se individualizar, alcançando a láurea da razão, ou a possibilidade do “pensamento contínuo” (segundo André Luiz), é revestido por um “corpo”, que, em verdade, de acordo com a densidade que apresenta, é uno em sua essência e múltiplo em suas expressões.

“Perispírito”, portanto, é termo genérico que designa a existência de vários corpos, posto que, igualmente, ele se encontra sujeito à evolução – assim como o corpo humano, ao longo das vidas sucessivas, vem evoluindo, os ditos corpos espirituais também evoluem, como evoluem os mundos que lhes são respectivos: “Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam.” (Cap. III, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”).

Em “A Gênese”, no capítulo XI, Kardec escreve: “Para ser mais exato, será preciso dizer que é o próprio espírito que fabrica seu envoltório e o torna adequado a suas novas necessidades; ele o aperfeiçoa, o desenvolve e completa o organismo à medida que sente a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, ele o talha conforme sua inteligência...” (grifamos)

A condição evolutiva do espírito se lhe reflete no “perispírito”, ou em suas mais diversificadas formas de manifestação, nas infinitas Dimensões.

Estas resumidas reflexões aqui são colocadas em texto apenas para dizer que o assim denominado “corpo material”, biológico, não deixando de ser corpo do espírito, igualmente é “perispírito” – um “perispírito” mais denso, que reflete outro de natureza mais etérea, muitas vezes chamado de “semimaterial”.

Evidente que o espírito não reproduz – ele não gera outro espírito! Podemos dizer que o único Espírito que “cria” espíritos é o Criador! Não obstante, corpos espirituais, ou “perispíritos”, podem se reproduzir! “...o corpo procede do corpo, mas o espírito não procede do espírito”!... (Vide “O Livro dos Espíritos” – “Semelhanças Físicas e Morais”)

Isto posto, deixamos com os internautas outras reflexões em torno da tese que sustentamos, “Reencarnação no Mundo Espiritual”, e reencarnação que se pode processar nos mais diversos Planos existenciais, enquanto o espírito se ver revestido por esse ou aquele envoltório, por mais rarefeito seja.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 2 de Agosto de 2020.

 

 

 

 

 

 

 


domingo, 26 de julho de 2020


PEDAÇOS DE MIM

Pedaços do que fui,
Jazem, ao pó,
Por toda parte
Da Terra,
Que, tantas vezes, tem sido
O meu berço e o meu túmulo...
Recuando no tempo,
Anoto os rastros meus,
Talvez, ao lado dos seus,
Na areia, ao sol escaldante,
E na neve,
Ao frio enregelante,
Nas montanhas, nas estepes...
Cadáveres do que fui
E que, de certa forma,
Ainda sou...
Servi de alimento
Para vermes e abutres,
Hienas e chacais,
Mas também, em eras primaveris,
Para algumas flores,
Abelhas, colibris...
Vejo-me na selva,
Na tribo,
E, depois, nas ocas e tabas,
Povoados,
Aldeias e cidades –
Na Ásia, e na Europa
De imensas florestas,
Que não existem mais...
Ouço-me, mas...
Não entendo sequer
O que eu mesmo digo –
Palavras mortas,
Mortos idiomas –
Uma Torre de Babel,
Lologramas e hieróglifos...
Pigmentação?!
Tenho as do arco-íris
Em minha pele...
Sexualidade?!
Macho e fêmea,
Andrógino –
Sou filho do Caos,
O deus grego
Da Origem...
Fui amamentado,
Amamentei,
Quantas vezes, nem sei...
Pedaços de mim –
Restos do “eu” que expeli,
Que deixei, mas...
Dos quais não me livrei...
Recuo um pouco mais –
Nem sequer sou gente,
Sou apenas vivente –
Um bicho,
Serpente,
Ave de rapina,
Felino, chimpanzé...
Trago tudo isso
Dentro de mim...
Vida sem fim,
Sem começo – eterna!...
Onde estou agora,
Aqui, no Além,
Igualmente, já deixei,
E deixarei,
Muitos pedaços d’eu!...
Piso e pisoteio, sem cessar,
O meu próprio
E a minha vaidade...
Escarro em minha boca
Escancarada,
Desdentada...
Ascendo?! Sim, ascendo –
É da Lei –,
Porém, não acendo,
Dentro da treva que sou
Sequer a luz
De um pobre vagalume...
Muitas vidas
E lidas,
Entre idas e vindas,
Infindas!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de Julho de 2020.










domingo, 19 de julho de 2020


RÉU CONFESSO

Sim, sou réu confesso dos “crimes” que me imputam, e, sendo assim, de tantos que são, listarei tão somente alguns de que, no momento, posso me recordar:

- combato, sistematicamente, o elitismo espírita;
- posiciono-me contra os Eventos espíritas pagos – sob qualquer pretexto;
- discordo da atual postura do chamado Movimento de Unificação, através dos Órgãos que o representam;
- considero inaceitável a idolatria e o endeusamento de médiuns, dirigentes e oradores espíritas;
- defendo que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec, e que a sua Obra Mediúnica é o desdobramento da Codificação;
- exalto o dinamismo da Revelação Espírita, do “Consolador Prometido”, que, para ficar eternamente conosco, não há de se estagnar em seus Fundamentos;
- proclamo, por certeza própria e por lógica inarredável, a existência da Reencarnação no denominado Mundo Espiritual;
- reitero a convicção de que Mundo Espiritual é Planeta, que a Terra é Mundo Espiritual e que a Vida Viaja na Luz;
- respeito na mulher maculada em sua honra o direito de decidir sobre a possível gravidez decorrente da violência que sofreu;
- aceito que a homossexualidade, e, de resto, as mais diversificadas vivências no campo da sexualidade sejam naturais experiências evolutivas do espírito;
- são legítimas todas as incursões sérias da Ciência que objetivam harmonizar corpo e espírito, colocando a palavra e o bisturi para trabalharem com o mesmo propósito;
- estou convicto de que a imperfeição espiritual é uma “doença”, e, por consequência, apenas os espíritos que já lograram a perfeição não mais estão sujeitos aos reflexos dessa enfermidade;
- sou adepto da evolução do “princípio inteligente”, endossando a tese de que “a alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem”;
- desfraldo a bandeira da liberdade de expressão e de pensamento, dando a encarnado e a desencarnado o direito de se expressarem;
- destaco que, à exceção de Jesus Cristo, todos os espíritos que, um dia, na condição de encarnados, pisaram o solo do planeta estiveram, e estão, no que dizem e no que fazem, submetidos ao seu respectivo grau de assimilação da Verdade;
- entendo que, quanto à Caridade, os que a praticam são os que mais revelam necessidade dela, e que, portanto, ela, a Caridade, se resume em indispensável exercício de amor a Deus e ao próximo;
- concluo que, por principal empreitada, o espírita, incessantemente, seja chamado a promover a sua renovação íntima;
- com toda a minha força, com toda a minha alma e com todo o meu coração, e tudo o que, em minha insignificância, eu possa ser, sustento, por fim, que, sem Jesus Cristo não há e nem pode haver Espiritismo.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de Julho de 2020.








segunda-feira, 13 de julho de 2020


ESTAMOS À ESPERA
 
Estamos à espera de que, os que contestam, principalmente, as obras de André Luiz, desvendando as realidades da Vida além da morte do corpo, apresentem as suas teses a respeito.
Não estamos lhes ironizando a posição doutrinária, que, cremos, continua a basear-se no que os Espíritos revelaram a Kardec em meados do século XIX.
Não obstante, semelhantes estudiosos, além de simplesmente negarem as narrativas do referido Autor espiritual, nada são capazes de acrescentar ao já existente, ou seja, ao que contém as Obras do Pentateuco.
Somos, inclusive, levados a deduzir que, contestando André Luiz, tais confrades almejam tão somente projeção pessoal – como neófitos da Doutrina, verteram, até o presente momento, aproximadamente, ½ litro de suor, contra os 10.000 litros, ou mais, que ao longo de seus 75 anos de legítimo Mandato Mediúnico, Chico Xavier derramou.
Limitam-se eles, os que se opõem à magnífica Coleção “Nosso Lar”, a dizerem: - Não aceito!...
Fácil, não é?!
Não aceita?! Então, é muito simples: com base na Codificação, proponha uma tese que, raciocinadamente, possa ser levada em consideração – possa ser levada à conta da opinião de gente grande, e não de menino metido a besta.
Ah, desculpem-me, mas eu não aguentei – prometi a mim mesmo me comportar e... Acontece, meus caros, que eu tenho lido e ouvido tanta fanfarronice, que... Bem, é melhor que eu me contenha.
O Espiritismo, em seu tríplice aspecto, é uma doutrina aberta, que avança com a evolução do pensamento – em sã consciência, não se pode dizer que o Espiritismo seja uma “doutrina pronta”, que não mais comporte horizontalizações e verticalizações do pensamento na busca pela Verdade.
Por outro lado, conforme já tivemos oportunidade de escrever alhures, os “vivos” não devem ficar na expectativa de que os “mortos” tudo lhes digam, ou revelem – se não é assim na Ciência, por que haveria de sê-lo na Filosofia, ou na Religião?!
Então, estamos na expectativa, ou, pelo menos, eu estou na expectativa de que os espíritas presentemente encarnados algo venham a acrescentar ao edifício doutrinário, com base em suas pesquisas, estudos, reflexões, mediunidades, etc.
Perdoem-me a heresia, mas espírita que carrega apenas o Pentateuco Kardeciano debaixo do braço, a rescender dogmático cecê, para mim não difere muito do judeu com o Torá, do muçulmano com o Corão, do hindu com o Bhagavad Gita, do protestante com a Bíblia, do católico com as bulas e homilias papais e... por aí vai.
Então, eu vou permanecer à espera de que alguém, em vez de mostrar a cara no Youtube, ou no Facebook, ou no Instagram, ou nas Lives da “Pandemia”, disputando curtidas, possa trazer algo que nos induza a maior conhecimento da Vida nas muitas “moradas da Casa do Pai”, não se limitando à tentativa de eclipsar a luz que, até agora, não foram capazes de acender por si mesmos.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 13 de Julho de 2020.

domingo, 5 de julho de 2020


ANEDOTA ESPÍRITA CAMPEÃ

Vocês me desculpem o sorriso defunto.
Creio, no entanto, que os “mortos” também têm direito à piada – a fazer piada e a sorrir de alguma, quando de fato, ela seja inteligente.
Eu sempre gostei de uma anedota – quando encarnado, confesso, até das mais temperadas.
Se os santos têm direito a sorrir, quanto mais os pecadores, vocês não acham?! – ou serão daqueles que, sempre em cima do muro, não acham e nem desacham nada?!
Nunca, no entanto, sorri da desventura alheia.
Ao contrário, muitas vezes, chorei por conta dela – chorava sozinho, tímido, no meu canto, envergonhado de mostrar as minhas próprias lágrimas.
Ainda hoje, quando os espíritas encarnados me permitem as glândulas lacrimais, eu choro – desde que Jesus chorou por Lázaro, o irmão de Marta e Maria, o humano choro se divinizou em seus olhos!
Todavia, claro, prefiro sorrir – não por deboche! Jamais! Acontece que certas coisas, de fato, desenterram o meu bom humor.
Ultimamente, por exemplo, eu tenho dado boas gargalhadas, iguais, ao que me recordo, apenas quando a minha mãe nos levava, a mim e a minha irmã, a um espetáculo circense.
Ah, eu adorava os palhaços, que surgiam no picadeiro dando cambalhotas – mais até que os trapezistas, que, pelo medo de vê-los cair, tapando os olhos com as mãos, eu escondia o rosto no aconchegante colo de minha mãe.
Quando, mais tarde, eu me tornei espírita, por obra e graça de Modesta, e da Infinita Misericórdia do Senhor, pensei que o “sorriso espírita” fosse proibido...
À exceção dos espíritos obsessores, nenhum outro comparecia às nossas sessões mediúnicas no Sanatório dando risadas pela cara dos médiuns.
Um dia, perguntei a Modesta: - O espírita pode sorrir?! Ela me respondeu com um sorriso e, então, conclui por mim mesmo que, afinal, sorrir não era um comportamento imoral.
Odilon Fernandes, sem ser brincalhão, era um espírita alegre – ele e tantos outros que tive oportunidade de conhecer, que sempre estiveram, e estão, à frente de meus passos na caminhada.
Até onde sei, Chico adorava uma boa história hilariante – e sou testemunha de que, quando não policiado pelos “patrulheiros ideológicos”, ele também costumava contá-la... Certa vez, pedindo socorro ao Dr. Bezerra de Menezes, para o seu olho esquerdo que doía e sangrava, ele disse ao Dr. Bezerra que estava lhe pedindo auxílio não como se fosse gente, mas, sim, um animal... Ao que o inesquecível Benfeitor respondeu: - Chico, se você está me pedindo auxílio como um animal, quem você pensa que eu sou? – Ah, Dr. Bezerra – respondeu o médium –, o senhor é um veterinário de Deus!... Chico completou dizendo que o sorriso do Dr. Bezerra ecoou em toda a sua Dimensão Espiritual e... nas mais próximas!...
Mas, vamos a anedota que, nos tempos últimos, vem me arrancando boas gargalhadas – mais que engraçada, ela é engraçadíssima, quase surreal.
Não se decepcionem vocês, porque eu nunca fui um Cantinflas, nem um Chico Anysio – quem me dera possuir a verve de qualquer um desses dois, quando, em cena, valiam por um espetáculo inteiro.
Tenho certeza, no entanto, de que os internautas bem humorados, os que não vivem de mal com a vida, e, certamente, na sua atual encarnação, não estão se candidatando a uma auréola, haverão de sorrir muito comigo...
Aqui segue a anedota espírita campeã, que, para mim, merece erguer a taça no teatro de lona em que os seus contadores estão se exibindo, na expectativa do aplauso da galera:
- Eu acho engraçadíssimo os espíritas que acham que têm o poder de censurar a liberdade de expressão alheia, inclusive dos mortos, e lhes apor qualquer espécie de mordaça na boca – mordaça que nem a morte conseguiu lhes apor!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de Julho de 2020.




domingo, 28 de junho de 2020


PÁGINA
AO ESPÍRITO ENCARNADO
(Inspirando-me nas palavras de nosso venerável Irmão José)

Não te esqueças de que a existência no corpo físico passa com celeridade.
Assim sendo, não te corrompas.
Não cedas às ilusões transitórias.
Luta com dignidade.
Vive em harmonia com a própria consciência.
Em defesa de teus ideais, prepara-te para solitário testemunho de fé.
Não esperes por aplausos, nem por qualquer reconhecimento aos teus nobres esforços.
Auxilia com desinteresse.
Busca fazer, no Bem, a parte que te compete, e, sempre que possível, um pouco mais.
Compreende, sem exigir compreensão.
Renuncia às inutilidades.
Não humilhes a quem seja – neste sentido, vigia-te na menor de tuas atitudes e palavras.
Não percas tempo com discussões estéreis.
Não te deixes magoar ou ofender.
Para quem necessita perdoar, ou ser perdoado, o exercício do perdão é dispêndio de energia que pode e deve ser evitado.
Que o pessimismo não te detenha os passos, nem o desalento te paralise as mãos no melhor a ser feito.
Hoje, e agora, é o teu melhor momento – a tua ansiada oportunidade, talvez, desde muitas existências.
Não deixes para depois o que, com certeza, vezes sem conta já adiaste no cumprimento de teus deveres.
Na conquista de maior experiência, a luta que faceias é indispensável e... intransferível.
Estejas, pois, sempre atento aos obstáculos que haverão de se te sucederem uns aos outros.
Não existe promoção espiritual que exclua suor e lágrima – um e outro, e, não raro, ambos, concomitantemente, são necessários a fim de que atestes o teu valor.
Mesmo quando tudo pareça conspirar contra os teus propósitos de ordem superior não recues um milímetro de tuas convicções mais íntimas.
Sê humilde, porém firme.
Conciliador, mas não contemporizador.
Justo, mas, sobretudo, bom.
Não existe limitação física, econômica, social, ou ainda de crença, que te impeça de fazer luz em teu espírito – o que te será suficiente para clarear o caminho de quem vagueia na expectativa de rumo.
Quem alega incapacidade de servir, revela suficiente capacidade intelectual para sofismar justificando a sua indiferença, ou o seu descaso em relação ao próximo.
Não olvides que, breve, e, por certo, mais rápido do que qualquer possa imaginar, haverás, deste Outro Lado, de estar a sós com a tuas próprias obras – e somente elas, na ação e na intenção, poderão falar por ti diante do tribunal da Divina Justiça.
Do teu hoje depende o teu amanhã.
Sobre a Terra, ninguém sabe quanto custa ao espírito que deixa o corpo a frustração por ter falhado consigo mesmo, e a insegurança de incerto recomeço.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 28 de Junho de 2020.
















domingo, 21 de junho de 2020


A PANDEMIA DAS DROGAS – II

Voltando ao assunto do post anterior, desejamos efetuar outras considerações que julgamos importantes à nossa reflexão.
A impressão que, de fato, se tem é que o establishment não se interessa pelo combate sistemático às drogas e, consequentemente, ao tráfico, porquanto, além de ser altamente rentável, mantém os espíritos inativos intelectualmente e moralmente, sendo-lhe muito mais fácil o domínio daqueles que lhe servem aos propósitos trevosos.
Não há negar que, infelizmente, boa parte do mundo ainda permanece sob o controle dos espíritos que se opõem ao Cristo, em sua proposta de redenção humana, ou de libertação espiritual das criaturas.
Esse “controle”, que tem origem nas Dimensões Espirituais, estende-se à Crosta, através de um sem número de espíritos que reencarnam com ele comprometidos, atuando nas mais diversas áreas de atividade social – inclusive, também na área dita “religiosa”, na qual muitos de seus pretensos líderes, indiretamente, “trabalham” inoculando o veneno do cepticismo nas almas.
O comportamento humano, de maneira geral, reflete-lhe, sem dúvida, a descrença na imortalidade, com a civilização sendo espiritualmente “sustentada” por um grupo de espíritos, não muito numeroso, que, na teoria e, principalmente, na prática, mantém vivos os princípios da fé em Deus.
Desejamos considerar, ainda, que os viciados de qualquer natureza – os que se deixam, mentalmente, absorver pelos vícios –, são espíritos candidatos ao que André Luiz, no livro “Evolução em Dois Mundos”, chama de “monoideísmo”, processo altamente danoso para o espírito que, assim, pode perder o controle sobre si mesmo, com profundos reflexos em seu corpo espiritual, que exigirá tempo mais ou menos longo para se reconstituir – não raro, por reencarnações dolorosas, ou tentativas de reencarnação que podem resultar em processos abortivos sequenciais.
O uso sistemático de drogas, por longo tempo, faz com que o espírito se degrade intelectual e moralmente, sendo presa fácil das inteligências perversas que, vampirizando-o, passa a utilizá-lo como instrumento de suas bestialidades, enfim, de seus intentos escusos.
Pode-se afirmar que, para milhares de espíritos, no mundo todo, a reencarnação, em termos de medida educativa, tem se anulado, se não totalmente, pelo menos de maneira parcial, concorrendo, igualmente, para inviabilizar o regresso do espírito a um novo corpo de maneira mais rápida – na atualidade terrestre, o fenômeno da reencarnação, cada vez mais, está a exigir o mínimo de empatia entre os espíritos reencarnantes e os que lhe haverão de acolher na condição de pais.
A questão da empatia na reencarnação, nos tempos que correm, faz parte do sistema de seleção dos espíritos que, segundo as palavras do Divino Mestre, “possuirão a Terra”, ou seja, não serão constrangidos a se exilarem em outros orbes.
Sim, porquanto esse “processo seletivo” vem se acentuando, e trata-se de uma ação natural afeta tão somente à Lei Divina, que, para se cumprir, evidentemente, se vale de encarnados e desencarnados como seus instrumentos.
A pandemia das drogas, maior que qualquer pandemia que já tenha assolado a Humanidade, é instrumento do “anticristo”, de vez que dela inúmeras outras pandemias se revelam decorrentes, com inúmeros interesses paralelos sendo movimentados pela ambição dos espíritos que, por mentes maquiavélicas, são impedidos de pensar na fragilidade de seus intentos, de vez que, de hora para outra, haverão de deixar os seus “celeiros abarrotados”.
Sem dúvida, essa pandemia do “Coronavírus” vem ensejando mostrar a todos como as virtudes que o espírito considera já ter entesourado não passam, quando muito, de qualidades epidérmicas.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 21 de Junho de 2020.





domingo, 14 de junho de 2020


A PANDEMIA DAS DROGAS - I

Sem dúvida, a maior luta que o espírito enfrenta, na reencarnação, é a que diz respeito ao seu próprio passado, às diversas “personalidades” que, ao longo de sua trajetória evolutiva, ele vem animando.
Sempre existe uma tendência muito grande em reviver o pretérito, na sequência natural das experiências que o espírito vivencia na Terra.
O esquecimento do passado, sendo parcial, e não absoluto, diz respeito, em essência, mais à identidade do espírito em sua vida anterior, e não ao que ele continua a ser, ao ocupar nova vestimenta física.
Assim, repetimos, o maior entrave ao progresso do espírito que regressa ao Educandário Terrestre, pode se resumir nas tendências e inclinações por ele adquiridas, e que somente pela educação, ou reeducação, poderão ser anuladas – no caso, dessas mesmas inclinações e tendências lhe serem estorvos na aquisição de hábitos consentâneos com a sua necessidade de crescimento íntimo.
Porém, desejamos neste arrazoado, fazer referência, talvez, ao mais grave obstáculo que o espírito pode facear no aproveitamento de sua atual encarnação – obstáculo de natureza exterior, que, é bem verdade, encontra ensejo de manifestação em sua realidade interior.
Estamos nos referindo às drogas ilícitas, aos alucinógenos de uma maneira geral, que podem fazer com que o espírito, ainda na adolescência, ou na juventude, permaneça escravo do vício durante toda a sua encarnação, “desperdiçando” a oportunidade que obteve.
Claro que toda experiência termina por contar positivamente para o espírito, muito embora, no caso específico dos tóxicos, essa experiência possa vir a lhe custar muitas dores, que podem se estender por várias existências – nas consequências diretas, ou indiretas, de suas escolhas.
Muitos espíritos, por exemplo, que não conseguem se libertar do vício das drogas, incluindo aqui a questão do alcoolismo, ao se entregarem à depressão, e/ou a complexos quadros obsessivos, infelizmente, acabam optando pela autodestruição.
Conhecemos aqui, deste Outro Lado, um sem número de espíritos que, ainda tendo largo tempo de vida pela frente no corpo material, anteciparam o seu regresso ao Mundo Espiritual com sérios agravantes de sua situação, também pelo trauma que causaram aos familiares e, de resto, à sociedade como um todo, na repercussão do ato de violência que cometeram com o autoextermínio, que nunca deixa de ser uma “propaganda” da falta de fé em Deus.
Não mencionaremos aqui, nestas palavras em síntese, a culpa que, nos casos de suicídio, ou de outras condições de penúria moral e intelectual, a família e a sociedade também possam ter, e, certamente, têm.
A infância e a adolescência estão padecendo de muitos descuidos da parte daqueles que deveriam se sentir mais responsabilizados por elas.
Voltando, todavia, à questão das drogas, que pode ser considerada uma calamidade, um flagelo superior a todos os flagelos que vêm acometendo a Humanidade, que vitima muito mais vidas que qualquer pandemia que, atualmente, esteja ocupando espaço na mídia mundial, queremos dizer que, infelizmente, milhares e milhares de espíritos, que se corporificam no orbe, retornam à esta outra Dimensão com o mínimo aproveitamento possível de sua experiência reencarnatória.
E não pensem que aqueles que deixam o corpo em consequência desse ou daquele vício possam dele se libertar pela sua simples condição de espírito desencarnado.
Esperamos, no próximo post, dar sequência a essas nossas reflexões sobre o assunto que, de fato, vem se constituindo em obstáculo quase inarredável no caminho de muitos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 14 de Junho de 2020.



 

domingo, 7 de junho de 2020


“NOVA ORDEM MUNDIAL”?!

“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. – 1 Coríntios – 3:11

“Nova Ordem Mundial”?!
Delírio...
Loucura...
Alucinação...
Cavar abismo sob os próprios pés...
Obsessão,
Na intenção
Trevosa – de encarnados e desencarnados...
Oposição ao Cristo?!
No tempo,
Virando pó...
Impérios...
Tiranos...
Ditadores...
Hitlers, Mussolinis,
Stalins,
Maos...
Todo trono humano
É feito de dores...
Só a coroa de espinhos
É coroa de flores!...
Ninguém controla
O vento,
O movimento das marés...
De repente,
Um rastilho de pólvora
Faz-se um rastilho de luz
E... tudo vem abaixo –
Terremoto...
No anonimato
Alguém se levanta,
Uma voz reverbera...
Como o dia
Emerge da noite,
A Vontade do Senhor
Emerge das ruínas,
Qual o Japão
De Hiroxima,
O Cristianismo
Das catacumbas
E os “mortos” de suas tumbas...
Há um Propósito Divino
Velado
Na ação do homem
Leviano...
Sob as rodas do progresso,
Oposição é “pedrinha”
Esmagada,
Triturada...
Neste exato momento,
A “fila” está andando,
Egoísmos tombando,
Túmulos se escancarando...
“Nova Ordem Mundial”?!
Piada...
O joio não escapa
Da enxada –
No corte sempre,
E sempre,
Mais afiada!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 7 de Junho de 2020.