domingo, 28 de março de 2021

 

Paulo, o Pedinte - I

 

Um dos “pioneiros” do Covid, em Uberaba, foi Paulo, o pedinte meu amigo.

Não o conheci quando eu ainda estava na carcaça, mas, quase toda terça-feira, à noite, ao término das reuniões de estudos na Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, tínhamos oportunidade de nos encontrar à porta da Instituição.

Não raro, igualmente, nos víamos, quando, então, ao dormir em qualquer pedaço de chão, ele conseguia colocar a ponta do nariz deste Outro Lado, antes de voltar correndo para o corpo...

Paulo, em vidas anteriores, fora um boêmio inveterado, e possuía, sim, alma de artista – gostava de escultura, de modelagem, etc. Em consequência de seus desregramentos, tinha a barriga toda costurada – quase desencarnara antes, em três ou quatro cirurgias que lhe extirparam pedaços do estômago e de outros órgãos...

Ele vivia nas ruas e costumava fazer “ponto” na praça da Igreja da Abadia, sendo conhecido de muitos – educado, conversa boa, apenas tendo ciúme quando um outro pedinte invadia a sua “área”, e a ele se adiantava nos adjutórios...

Ano passado, vitimado pelo Covid, foi levado para o Hospital das Clínicas, quase sem respirar – eu não sou da época do Covid, ou do “Sars 2”, mas sou do tempo do enfisema, e sei o que é desencarnar sufocado...

Quando Paulo, na condição de indigente, fechou os olhos para as ilusões do mundo, fui vê-lo, sendo que, ao avistar-me, foi logo puxando prosa:

- Parece que eu conheço o senhor...

- Não sei... Tenho uma cara comum...

- Não, eu conheço o senhor... Esse seu jaleco branco é famoso... O senhor, por acaso, é o Dr. Inácio Ferreira, o médico lá do Sanatório Espírita?!...

- Dizem que sou...

- Ah, eu já o vi de longe, lá na porta do Sanatório... Fiz um busto do senhor, em argila, para um amigo...

- Eu vi esse tal busto...

- O senhor gostou?!...

- Não, não gostei – respondi.

Ele sorriu meio sem graça e perguntou:

- Uai, por quê?!...

- Por causa do nariz – você me botou com o nariz do Manoel Roberto... Eu nunca tive um nariz daquele tamanho, mais parecido com a tromba de um elefante...

Paulo sorriu e... tossiu.

- Tenha calma – disse-lhe –, não faça grandes esforços...

- A culpa é do senhor, que me fez sorrir...

- Sempre me culpam de alguma coisa – aliás, em matéria de culpa, creio que só tenho perdido para um político brasileiro...

- Ah, já sei...

- Pois é, Paulo – falei, mudando de assunto. – Você tanto fez que... deixou a carcaça!...

- Desencarnei?!...

- Sim...

- Tão fácil assim?!...

Houve pequeno silêncio que não quebrei.

- E agora?! – indagou-me.

- ?!...

- Eu não sei fazer nada... Estou sem gás de cozinha na minha casa, precisava de uns trocados...

- Ficou sem gás em sua casa e... em seus pulmões...

- Pneumonia, Doutor?!...

- Também...

- E agora?! – repetiu a pergunta. – Eu não tenho ninguém...

- Você tem uma multidão...

- O que vou fazer?!...

- Se quiser, posso empregá-lo, a troco de casa, comida e roupa lavada e passada...

- E não sei fazer nada...

- Sabe varrer o chão?!...

- Varrer o chão é simples, mas eu nem vassoura tenho...

- Com vassoura, meu irmão, você não se preocupe, pois temos um enorme estoque – a bem da verdade, temos uma fábrica de vassouras...

Paulo ficou pensativo – não estava mesmo, desde muito, acostumado a trabalhar.

- Paulo, esqueça o mendigo, que já era, ou já foi, sei lá... Comece a varrer por fora o que você precisa varrer por dentro – todos carecemos de varrer por dentro!...

Silêncio.

- É pegar, ou largar!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28 de Março de 2021.

domingo, 21 de março de 2021

 

VISITANDO UMA IRMÃ

QUE DESENCARNOU PELO “CORONA”

 

Por solicitação de um amigo de um amigo, amigo de um amigo meu, fui visitar, em São Paulo, uma irmã que, com a filha, desencarnou vitimada pela ação do “Corona”.

Entre nós desdobrou-se, então, na UTI, o seguinte diálogo:

- Licinha, minha irmã, como você está passando?! Vejo que melhor, não é?!...

- Graças a Deus! – respondeu com voz pausada. – Imaginei que fosse desencarnar... Os médicos aqui do hospital são muito competentes e educados... Sinto que, a cada dia, estou melhorando...

- E os enfermeiros também – acrescentei. – São muito solícitos... Ainda há pouco tive oportunidade de vê-los em ação – são uns heróis e umas heroínas...

- Sim, eu não posso me esquecer deles – trabalham tanto! A toda hora estão aqui, medindo a minha temperatura, a pressão... O hospital é muito grande...

- Logo você terá alta – disse-lhe. – Andei dando uma olhada em seu prontuário... Você já está ótima...

- Tive uma falta de ar muito grande... Realmente, pensei que fosse desencarnar... Cheguei até a ver o Carlos Alberto...

- O Carlos Alberto?!...

- Sim, o meu esposo... Eu vi na beirada da cama – vi a ele e a uma jovem que desconfio ser a minha mãe... Não sei se foi a D. Rosa, que desencarnou com quase cem de idade – ela estava diferente...

- Ah, os espíritos, muitos, rejuvenescem quando deixam o corpo – depois de algum tempo...

- Ela era muito parecida com a minha mãe... Não disse nada, não! – apenas ficou me olhando, sorrindo, e o sorriso dela me transmitia calma... Talvez, num momento de febre, eu estivesse delirando...

- Talvez – respondi. – Febre alta, muitos medicamentos, o oxigênio...

- Não sei... Quando eu a via – a jovem apareceu para mim duas vezes –, a minha respiração normalizava, e eu me acalmava... Nossa, esses dias aqui têm sido muito difíceis – deve fazer parte da prova que tenho que passar...

- Sem dúvida...

- Ainda não sei da Lívia, minha filha – ela também estava com “Corona”... O irmão dela, que é médico, pediu a um amigo dele que me dissesse que ela já estava de alta e que me esperaria em casa...

- Você é de Uberaba, não é, Licinha?!...

- Sim, sou de Uberaba, a terra de Chico Xavier...

- A cidade em que ele viveu por quase cinquenta anos... O Chico nasceu em Pedro Leopoldo, perto de Belo Horizonte...

- Isso mesmo – concordou. – Ele é de Pedro Leopoldo, mas eu me lembro de quando o Chico foi morar em Uberaba... Estive lá muitas vezes... A minha mãe era espírita...

- Que bom que você está bem...

- O senhor não tem medo do contágio do vírus, não?! – indagou-me. – Está sem máscara...

- Não, não tenho – redargui. – Esse vírus não pode mais me pegar – estou imunizado...

- O senhor já tomou vacina?! Dizem que a vacina ainda não saiu, ou já?! Nem sei... Faz muitos dias que estou aqui...

- Não, não tomei vacina – respondi. – Mas, desde algum tempo, eu estou imune – esse vírus não me contamina... Outros, talvez, mas não o “Corona”...

- Eu, se fosse o senhor, tomaria cuidado, porque aqui neste hospital dizem que muita gente já desencarnou...

- Eu sei... Aqui e em muitos outros hospitais do Brasil inteiro, e do mundo...

- Mas, estamos conversando, o senhor me chamou pelo nome, e eu não sei o nome do senhor... Desculpe a minha grosseria. Quem é o senhor?!...

- Um irmão...

- Sim, mas... o seu nome?! Gostaria de dizer ao meu filho e às meninas que o senhor me visitou...

- Inácio... O meu nome é Inácio Ferreira...

- Inácio Ferreira?! – questionou, intrigada. – O médico psiquiatra, do Sanatório Espírita de Uberaba?!...

- Eu mesmo...

- Mas, que estranho... O Dr. Inácio Ferreira já desencarnou faz um tempão...

- Precisamente, minha irmã, no dia 27 de setembro de 1988...

- Espera aí... Estamos em 2020, não?!...

- Até o próximo dia 31 de dezembro, sim...

- Então?!...

- Você está de alta, Licinha, livre do “Corona”!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de Março de 2021.

 

domingo, 14 de março de 2021

 

O Que Sei

 

O que sei é que devo seguir adiante procurando me corrigir a cada dia, fazendo pelos semelhantes o melhor que esteja dentro de minhas possibilidades, e, se possível, neste sentido, indo além de minhas possibilidades...

O que sei é que preciso ser coerente comigo mesmo, não entrando em conflito com a minha consciência, e não consentindo que os interesses subalternos me corrompam o Ideal...

O que sei é que devo trabalhar, todos os dias, em minha renovação íntima, conquistando vitórias anônimas sobre o “homem velho” que ainda prevalece em mim...

O que sei é que careço de errar menos, e muito menos, nas lutas que continuo travando contra as mazelas que teimam em me subjugar o espírito...

O que sei é que necessito criar, urgentemente, novos hábitos, à luz do Evangelho, porque somente assim não continuarei cativo do egoísmo, essa “chaga da Humanidade” que tantos males vem provocando à sociedade, entravando o progresso da civilização...

O que sei é que devo me esforçar ao máximo para cumprir com o meu dever, sem esperar por aplausos ou encômios de qualquer natureza, que, certamente, me induziriam a crer nas ilusões que, durante muito tempo, acreditei...

O que sei é que, custe o que custar, preciso ser fiel aos princípios da fé que abracei, porque, caso contrário, ser espírita não fará o menor sentido para mim, como, até agora, cousa alguma tem feito...

O que sei é que, mesmo não deixando de errar, devido ao meu estrabismo secular, que me impede de ver os reflexos da Verdade com nitidez – o que sei é que, mesmo aí, eu devo ser sincero, porquanto a sinceridade de meus propósitos haverá de falar por mim diante do Tribunal da Divina Justiça...

O que sei é que, nem que seja a passos de tartaruga, careço de procurar sair do lugar comum, dando a minha humilde colaboração para que este mundo ao qual também ainda pertenço – a Terra – venha a ser melhor para os que nele se encontram, e, consequentemente, para aqueles que, um dia, nele se encontrarem, entre os quais, evidentemente, eu me incluo...

O que sei é que não posso parar para ouvir quem me critica ou quem me censura, ou ainda quem me condena, porque não posso continuar perdendo mais tempo com suscetibilidades tolas, ou com melindres que são próprios dos espíritos infantilizados...

O que sei é que tenho muito a fazer e, realmente, não posso perder tempo com quem dispõe de tempo para continuar nas esquinas da vida observando a quem passa, com o único intuito de julgá-lo...

O que sei é que sei que cada um há de responder pelos seus atos, e, sendo assim, nada há de ficar oculto sob as pedras da conveniência ou das ambições que levam os homens a se afastarem da honestidade...

O que sei é que sei o que sou – pelo menos isto, pela graça de Deus, eu já sei –, e por saber o que já sei, convém que persevere no afã que me leva a servir, ignorando tudo o que me impeça de vir a ser mais, procurando a ser menos...

O que sei, enfim, é que fora de Jesus Cristo, o Espiritismo não me interessa, e o que dizem certos espíritas menos ainda!...

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de Março de 2021.

 

 

domingo, 7 de março de 2021

 

Gatos e Ratos

 

Foi no comecinho da década de 60...

Os gatos que residiam conosco, no Sanatório, haviam sido acometidos por uma epidemia – grave desarranjo intestinal – e, infelizmente, vieram todos, um a um, a desencarnar... Em vão, tentamos todos os recursos a fim de impedir que passassem para o Outro Lado, inclusive utilizando a terapêutica do passe e da água fluidificada.

Os fundos do Sanatório se transformou num pequeno cemitério, com várias cruzes, sobre as covas que eu e o Manoel Roberto fazíamos questão de cavar com um enxadão, na terra úmida.

Fiquei muito aborrecido e cheguei a dizer ao Manoel e à Modesta que não queria mais bichanos no Sanatório, porque a gente se apegava e depois...

O tempo passou, talvez uns quatro, cinco meses, e, de quando em vez, um dava um passeio lá pelo “cemitério”, murmurando algumas palavras com o propósito de prece, com alguns funcionários imaginando que, por conversar sozinho, eu logo seria candidato a uma das celas reforçadas no porão do hospital.

Um dia, estando no escritório, enrolando um cigarro de palha, recebi a visita da cozinheira que pedia permissão para dois dedos de prosa comigo.

- Licença, Doutor! – solicitou a simpática auxiliar, sempre com um pano muito alvo a lhe prender os cabelos.

- O que houve?! – perguntei. – Acabou o feijão?!...

- Não, Doutor – respondeu-me –, são os ratos...

- Que ratos?! O único que conheço por aqui, com trânsito livre por toda parte, é o Manoel... O que ele anda aprontando?!...

- Não, Doutor, não é o sr. Manoel, não – explicou-se, um tanto embaraçada. – São ratos, ratos mesmo – ratos e ratazanas, de todos os tamanhos... Estão dando na dispensa e atacando todo o estoque de alimentos... Tem um que, de tão grande, parece um gambá...

- Tem certeza de que não é o Manoel?! – indaguei, observando o amigo que chegava de uma de suas rondas pelos quartos.

- Eu o quê agora, Doutor?!... – questionou.

- Nada – redargui. – Estou recebendo uma denúncia de que os ratos, um do tamanho de um gambá, estão tomando conta do Sanatório...

- Desde que os bichanos morreram, Doutor – interveio a cozinheira. – Nem os ovos de galinha têm sido poupados... O que se parece com gambá mete medo na gente...

- Vamos providenciar ratoeiras (ops), jaulas, pois, pelo que você está dizendo... Bichanos, sinceramente, eu não quero mais aqui – desde que passamos por aquele gaticídio...

De fato, o Manoel deu um jeito de armar algumas ratoeiras, mas, a não ser um ou outro, nenhum dos maiores se interessava pelos nacos de queijo curado que, afinal, nenhum rato que se preza costuma rejeitar.

Os estragos na dispensa, e até na farmácia, continuaram acontecendo, até que, belo dia, ao chegar ao escritório, me deparei com um rato em cima de minha mesa, mexendo nas palhas de eu enrolar os meus cigarros...

- Agora – falei em voz alta –, o assunto muda de figura...

Chamei o Manoel e disse ao prestimoso colaborador:

- Sai aí pelas ruas, na vizinhança, e oferece serviço ao primeiro gato que encontrar... Compre umas latas de sardinha e leva um saco com você – quando ele estiver comendo, você captura o bichano, que, afinal, não deve pertencer a ninguém nas redondezas... Não me volte aqui sem um saco de gatos!...

Assim foi feito e, em breve, a paz voltou a reinar na dispensa do Sanatório e, também, sobre os maços de palha em minha mesa, no escritório.

Lembrei-me deste fato a propósito do aniversário de Chico Xavier que lá vem se aproximando, e que será comemorado no dia 2 de Abril – já quase 19 anos de sua desencarnação, ocorrida em 30 de junho de 2002!...

Foi só o Chico, esse “bichano” de Jesus Cristo, desencarnar, os ratos e as ratazanas, alguns do tamanho de um gambá, criados com tutu de feijão e vatapá, apareceram no dispensário da Doutrina Espírita e estão fazendo um verdadeiro estrago – roem o que podem e mijam por todo o lado, espalhando uma fedentina sem tamanho e ameaçando todo mundo com uma leptospirose federativa.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 7 de Março de 2021.

 

 

 

 

 

 

domingo, 28 de fevereiro de 2021

 

Deixa o Resto

 

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Cumpra com o seu dever e deixa o resto.

Não se envolva, ou não se permita envolver, com o que possa se lhe constituir em perda de tempo, ou em desgaste emocional inútil.

Não tergiverse com a consciência.

Valha-se da oportunidade de trabalho na presente encarnação para semear o quanto lhe seja possível.

Cerra, de vez, ouvidos à crítica, sem a preocupação de rebater a nenhuma.

Acautele-se contra a possibilidade de tropeço no trecho de caminho que lhe cabe percorrer.

Não seria agora que deveríamos esperar por qualquer reconhecimento pelo diminuto esforço que, em conjunto, temos empreendido.

Silencia um tanto mais.

Não acolha qualquer sugestão das trevas relativa a desanimo ou a cansaço.

Infelizmente, são muitos os que estão se perdendo na jornada, cedendo à ambição do poder, ou mesmo a situações que, em breve, lhes instalarão o desencanto na alma.

Você sabe que, para quem toma a decisão de servir com Jesus, é indiferente as pedras ou as flores que lhe atiram.

Continue não negociando os seus princípios, com os quais, todos os dias, peço a Deus que você venha a deixar o corpo ao se transferir para cá...

Persevera, nada tendo a perdoar a quem seja, e tudo fazendo para que mágoa e rancor não lhe embaracem os passos, porque a necessidade de pedir perdão ou de perdoar, realmente, para quem busca os Cimos, é desnecessária pedra de tropeço.

Muito mais da metade do carma que envolve o espírito na Terra, no mais Além, é falta de melhor saber administrar os problemas naturais da existência.

Não alimente qualquer esperança no campo da facilidade.

Feliz daquele que, lutando até o seu último dia na romagem terrestre, não oferece oportunidade para que as trevas se infiltrem em seu pensamento.

Os luminares do espírito aos quais, verdadeiramente, devemos honrar, não conheceram trégua na luta que muitos travaram contra o assédio do mal desde a infância.

Reconhecendo a nossa enorme falta de mérito, por que conosco seria diferente?! O que haveríamos de fazer de nós mesmos sem que, constantemente, como o inolvidável Apóstolo dos Gentios, não experimentássemos um “espinho” cravado na carne?!

A não ser motivado pela sinceridade de sua fé, com a cruz invisível do testemunho aos ombros, não busque o topo do monte, de onde os que o buscam com outro propósito se precipitam de modo espetacular.

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Estejamos, assim, conversados, e, embora lentamente, continuemos a grafar os nossos pensamentos, porque alguém que com eles, porventura, venha a se deparar haverá de aproveitá-los para que sinta inspirado a fazer mais e melhor.

A reta intenção é a salvaguarda da paz do espírito que, evidentemente, não estando isento de erro, sempre age com o intuito de acertar.

Sobretudo, considera a relatividade da opinião alheia e continuemos com a relatividade da opinião que nos pertence, porém, sempre em busca da Verdade que não se rende aos escusos interesses humanos.

No mais, o que por ora, além destas palavras amigas posso lhe oferecer, é uma vassoura nova para que você continue a exercitar os seus músculos espirituais, varrendo para fora de si os resquícios da poeira da vaidade e do personalismo, que, infelizmente, aqui e acolá, quase a sepultá-los vivos, se amontoa no espírito de muita gente.

Sigamos, porque ainda há muito a ser feito para o Senhor e com o Senhor, hoje e sempre.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 28 de Fevereiro de 2021.

 

 

 

 

 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

 

Escolhas

 

Sem a intenção de pessimismo em nossa palavra, as escolhas que a Humanidade vem fazendo em relação ao seu futuro, infelizmente, não são nada otimistas.

Salvo exceções, e elas não são poucas, os espíritos atualmente encarnados no orbe terrestre vêm revelando grande desinteresse pelas coisas que lhes dizem respeito à essência do ser – do ser imortal, com a tarefa de cuidar do próprio destino, arcando com as consequências de seus atos.

Há, sim, um grande descaso em relação aos temas dos quais as religiões, ao longo do tempo, têm se apropriado, mas que transcendem o seu domínio – as religiões, como um todo, quando não ficaram ultrapassadas em seus postulados, desvirtuaram-se dos Princípios nos quais se alicerçaram.

O mundo, na atualidade, não sente falta de religiões, que contam-se às centenas, para todos os gostos e interesses, mas se ressente, profundamente, da ausência de religiosidade, ou, em outras palavras, de espiritualidade.

Emmanuel, o prefácio do livro “Nosso Lar”, de André Luiz, grafou em 3 de Outubro de 1943, portanto há quase 80 anos atrás: “...precisamos, em verdade, do ESPIRITISMO e do ESPIRITUALISMO, mas muito mais de ESPIRITUALIDADE.”

O que temos assistido, pois, em matéria de escolhas que os homens, em geral, estão efetuando, não nos autoriza a prognósticos que não nos induzam a receios de que as provas coletivas, doravante, venham a se multiplicar e a se diversificarem.

O homem, no que tange ao respeito e à ética, está chegando ao limite do “tolerável”, e não falta muito para que, de livre escolha, faça transbordar o fel da taça.

Infelizmente, imensas legiões de espíritos, em todo o mundo, que estão despertando para as realidades mais altas da Vida, não terão como serem poupadas das tempestades que hão de se abater sobre a Humanidade, e muitos haverão de sofrer as consequências do naufrágio em alto mar, sendo, porém, pela Lei Divina, recompensados pelos seus testemunhos de fé.

Quando o próprio Senhor não se eximiu, em favor das criaturas humanas, do martírio na cruz, não há um só espírito, por mais justo, que possa se considerar em situação de privilégio.

A Espiritualidade Maior, desde muito tempo, tem envidado esforços no sentido de que o homem, pelo menos, faça jus à sua condição humana, mas o lamentável espetáculo que assistimos nos leva a duvidar de que já tenhamos nos distanciado o suficiente de nossa condição primitiva.

Portanto, continuemos a orar e a vigiar, procurando, os que assim o desejarem, a perseverar nos caminhos do Bem, não contemporizando com o mal, nem que, para tanto, venhamos a conhecer o menosprezo da maioria.

Nada parece conseguir deter a marcha dos acontecimentos infelizes que estão se desencadeando, a curto e a médio espaço de tempo, que farão com que muitas lágrimas sejam vertidas, sob a insensibilidade daqueles que se julgam inatingíveis pelas provações que irão bater às portas de seus bunkers e de suas fortalezas palacianas, nivelando-os ao mais comum dos mortais que sempre abjuraram em sua condição social.

Que o Cristo nos auxilie a não tergiversar na hora do testemunho pessoal e, resignados, aceitemos a parte que nos compete, qual, outrora, os cristãos, de todas as idades, aceitavam o sacrifício nos circos de martírio, faceando, a cantar, a morte com que se deparavam nas fogueiras, nas câmaras de tortura e na boca das feras famintas que as devoravam vivas.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 21 de Fevereiro de 2021.

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 14 de fevereiro de 2021

 

Médiuns Familiares

 

“Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos.” – Hebreus, cap. 11 – v. 35

 

Em sua Epístola aos Hebreus, Paulo escrevendo a respeito de quanto tantos, desde os tempos mais antigos, sofreram no testemunho da fé, refere-se às mulheres que se fizeram médiuns de “seus mortos”, ou seja, daqueles que, tendo demandado o Mundo Espiritual, comunicaram-se por intermédio de intérpretes existentes no próprio grupo familiar.

Interessante destacarmos na reflexão que estamos efetuando, três situações no versículo, no texto constituído de apenas sete palavras:

1-    “Mulheres”.

2-    “Ressurreição”.

3-    “Seus mortos”.

Analisemos, com síntese.

As “mulheres”, no exercício da mediunidade, de fato, têm se revelado portadoras de psiquismo mais sensível que os homens... Não olvidemos que, na Obra Ciclópica da Codificação, foram as mulheres que mais valeram o Codificador, não pretendendo, com isto, dizer que os espíritos encarnados como médiuns no sexo masculino, igualmente, não logram se desincumbir de seus deveres de ordem mediúnica.

Quanto ao termo “ressurreição” claro está que o Apóstolo referiu-se à sobrevivência do espírito, após a morte física, conservando a identidade que lhes diz respeito, com a possibilidade assim de entrarem em contato com os que deixaram nas retaguardas da luta humana na Terra. Inclusive, no mesmo versículo citado acima, Paulo complementa grafando “Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição”, significando, com clareza, que tais se negaram a renunciarem à sua fé com o propósito de escaparem ao martírio, e que assim procederam para que a sua “ressurreição”, ou seja, o seu regresso ao Mundo Espiritual não os cobrisse de vergonha e não lhes viesse a ser um peso na consciência.

Com referência aos “seus mortos”, que, em essência, é o objetivo de nossos estudos no Blog desta semana, concluímos, sem dificuldade, que as comunicações mediúnicas podem se fazer mais autênticas quando acontecem através de médiuns familiares dos desencarnados.

Médiuns, de certa maneira, “estranhos” aos espíritos que os procuram para contato com os que ficaram na Terra, ou que, na grande parte das vezes, são procurados pelos encarnados para contatarem os seus entes amados que partiram, são instrumentos mais difíceis de serem utilizados, com o êxito que se deseja, na obtenção das notícias almejadas.

No futuro, pois, não muito distante, quando a mediunidade se mostrar mais generalizada entre as criaturas encarnados, os médiuns familiares serão em maior número e, assim, eles mesmos haverão de se encarregar do contato com os precederam na Grande Mudança.

No livro “Nosso Lar”, no capítulo 48 – “Culto Familiar” –, André Luiz descreve a manifestação de Ricardo, que já se encontrava encarnado, portanto, em um contato mediúnico “às avessas”, valendo-se das condições que, principalmente, lhe eram oferecidas pelos integrantes de sua família...

Meditemos no conteúdo do versículo da Carta de Paulo aos Hebreus, e procuremos ampliar as nossas concepções em torno do intercâmbio mediúnico.

 

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 14 de Fevereiro de 2021.

 

 

 

domingo, 7 de fevereiro de 2021

 

“Lockdown” Espírita?!

 

“Lockdown” dos Centros Espíritas?!...

Sinceramente, um absurdo.

Não se concebe que um Centro Espírita, que é um Hospital de Almas, permaneça fechado indefinidamente.

Em tempos de pandemia, compreende-se os cuidados – claro, ninguém quer desrespeitar a lei ou expor à existência humana ao desenlace precoce.

Concordamos com as medidas de prevenção – mas não concordamos com o COMODISMO DOS DIRIGENTES DOS CENTROS ESPÍRITAS.

Fazem parte da turma de risco?! Padecem de inúmeras comorbidades?!

Mais do que justo que se cuidem, por si e por aqueles que, eventualmente, possam contaminar.

Todavia, é bom saber, a maioria dos que estão desencarnando pelo “Covid” contaminou-se dentro de casa...

Então, somos de parecer que o “Lockdown” espírita está extrapolando os limites do bom senso, desconsiderando a necessidade espiritual de quem precisa tomar um passe.

Estamos fazendo o “jogo” da esquerda – calma, não estou me referindo à política – quero dizer que estamos fazendo o “jogo” de Gestas, o mau ladrão, que, segundo a fé popular, estava à esquerda do Cristo!...

Aproveito para esclarecer que não sou de direita e nem de esquerda, sou de “Centro” – estou com Jesus Cristo, que, segundo as narrativas foi crucificado entre dois ladrões, sendo que um era bom, Dimas, e outro mau, Gestas, porém ambos ladrões – ambos viviam de surripiar o povo!...

Então, com o propósito de colocarmos um ponto final no “Lockdown” dos Centros Espíritas, que já vai fazer aniversário, e com possibilidade de completar dois anos logo, logo, sou de parecer que as chaves dos Centros fossem passadas às mãos dos mais jovens – daqueles que, presentemente, não estão integrando o considerado “grupo de risco”.

Desapeguem-se das chaves dos Centros Espíritas, seus Presidentes e Dirigentes, que, talvez, até, indevidamente, é claro, considerem-se os seus “donos”...

Dê-se oportunidade aos confrades de sua confiança, que não irão transformar o Centro em salão de dança, de abrirem a referida Instituição e... receberem os que estão ávidos por ouvirem alguém no comentário de uma lição de “O Evangelho”, ou, conforme dissemos, receberem um passe, que já provou ser mais eficaz do qualquer vacina que ande por aí, sem maior competente aval da Ciência.

De minha parte, somente tenho autoridade para lhes dizer que as trevas estão adorando ver os Centros Espíritas fechados – indefinidamente fechados.

Os espíritas, muitos, estão ficando amolentados, porque estão perdendo o hábito que sequer ainda haviam adquirido da disciplina espiritual.

Ah, ainda em referência à vacina, nada contra os lobbies das indústrias farmacêuticas, que se expressem em inglês ou em mandarim – nada contra!

Todavia – ái meu Deus, tenho que falar! –, uma vacina que se preza não permitiria que o imunizado ficasse assim tão exposto a se contaminar de novo e, mais, a continuar contaminando indiscriminadamente...

Coitados de meus irmãos encarnados, condenados a usarem máscaras por um tempo à frente que somente Deus sabe até quando – pelo menos, vocês poderão inovar, não é?! – transmitir e receber um passe mascarados, infelizmente, tão ao gosto de médiuns que, em tempos de “Covid” ou não, são naturalmente “mascarados”...

 

INÁCIO FERREIRA

 

PS: Por favor, caso venham a me execrar pelo exposto, pelo menos usem máscara, certo?! Ao bafo de certos irmãos espíritas, tão pios e tão doutrinariamente corretos, eu prefiro o bafo do Demônio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 30 de janeiro de 2021

 

Turbulência Espiritual

Irmãos e irmãs: Jesus conosco.
Não desejando que a nossa palavra soe com pessimismo, não podemos negar, no entanto, que a Terra de agora vem atravessando grande momento de turbulência espiritual.
A referida questão, evidentemente, não se deve apenas aos problemas desencadeados pelo “Covid”, de vez que a pandemia que, nos tempos atuais, assola a Humanidade, é efeito, e não causa.
A verdade é que a turbulência, que ora se agrava, acenando com permanência mais ou menos longa, vem, pelo comportamento humano, se avolumando gradativamente através das últimas décadas.
O que constatamos ocorrer, qual tsunami psíquico a se lançar sobre as criaturas encarnadas, ameaçando tragá-las em suas caudalosas ondas de cepticismo, é consequência, sem dúvida, do descaso dos homens em relação ao que é pertinente ao espírito, e, em essência, à “rejeição” do Cristo que, após o episódio do Calvário, nunca padeceu perseguição semelhante à que vem experimentado agora.
Referimo-nos ao assunto pela insistência de muitos de nossos irmãos e irmãs de Ideal que têm nos dirigido incessantes apelos para que expressemos o nosso singelo ponto de vista em torno desse desassossego coletivo que parece tomar conta de imensas legiões de almas.
Tranquilizem-se, pois, não nos encontramos indiferentes às lutas morais que estão a caracterizar este século, desde o alvorecer do novo milênio – tudo temos feito para cumprir com os nossos deveres de fraternidade junto aos nossos companheiros que mourejam na carne. Não obstante, confessamos, a quantos anseiam pela nossa palavra e pela nossa presença, que, igualmente, não nos têm sido fácil atravessar esse “oceano mental” em constante turbulência, sem, muitas vezes, nos depararmos com um ancoradouro de fé e oração, a fim de que possamos contar com a mínima condição necessária para, em nome do Cristo, prosseguirmos em nossos labores exercidos entre as Duas Dimensões.
Todavia, estamos firmes e não haveremos de recuar, quanto solicitamos a todos os nossos irmãos e irmãs que a nós se unam no esforço de manter a calma e continuar enfrentando a situação na certeza de que as trevas não prevalecerão sobre a luz.
Forças espirituais antagônicas vêm encontrando respaldo nos pensamentos de pessimismo e nos sentimentos menos nobres de muitos que se encontram encarnados, preocupados tão somente com o imediatismo da existência no corpo perecível.
O momento é, sim, de pacífica resistência em nosso devotamento ao Bem, sem nos permitir contagiar pelo noticiário alarmista que se generaliza e pode nos dar a impressão de que o mundo seja um barco à matroca, perto de inevitável naufrágio. Em absoluto, porque o Senhor, com as suas Divinas Mãos, permanece no leme e essa turbulência, necessária a nosso ver, há de nos constranger à mudança de rota, induzindo-nos à descoberta de um novo mundo na própria Terra, na qual há de florescer uma nova Humanidade.
Inúmeros espíritos compromissados com a Justiça e com o Bem e, consequentemente, com o Cristo, já se encontram corporificados no planeta, ou em processo de corporificação, e, a pouco e pouco, haverão de substituir os espíritos renitentes que estão tendo uma de suas derradeiras oportunidades no orbe, antes que partam em demanda a doloroso exílio.
Redobremos, assim, as nossas orações e, sobretudo, a nossa confiança, sem consentir que a tempestade avassaladora que sopra em todas as latitudes do planeta estabeleça o caos em nosso mundo íntimo e nos arraste para onde pretendem nos conduzir aqueles que se erigem em adversários gratuitos do Senhor, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 31 de Janeiro de 2021.



domingo, 24 de janeiro de 2021

 

Pandemia

E

Comodismo Espiritual

 

Irmãos e irmãs: o Senhor nos abençoe.

Natural, sim, conforme nos ensina “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que procuremos cuidar da saúde do corpo, sem, no entanto, olvidarmos a do espírito.

Nossas palavras vêm a propósito da atual pandemia que, desde o início do ano passado, assola a Humanidade, e que, infelizmente, ainda haverá de se estender por algum tempo.

As adversidades, individuais e/ou coletivas, são inevitáveis nos caminhos do espírito em evolução.

Realmente, os homens encarnados, com as exceções existentes, e elas não são poucas, enveredavam por atalhos que terminariam por comprometer as conquistas atuais da civilização.

Nesses momentos cruciais da história humana na Terra, mormente agora com uma população de mais de sete bilhões de almas, o inconsciente coletivo opera, e, então, determinados fenômenos se desencadeiam, sempre no propósito de socorrer e de ensinar, e nunca no de fazer sofrer, qual se o Criador, através de Suas Leis, magnânimas e justas, fosse um Pai insensível que não se importasse com as lágrimas dos filhos.

Assim, embora a muitos possa não parecer, imensas legiões, sobre o orbe terrestre, a pouco e pouco, vêm modificando o seu modo de pensar a Vida, ensejando no terreno do próprio espírito a separação do joio e do trigo.

Contudo, sem dúvida, carecemos de discernimento e prudência, para não consentirmos que o medo excessivo de perder o corpo físico não nos induza a descuidos, em relação à necessidade de prosseguirmos trabalhando em nosso processo de educação espiritual.

Ninguém, é claro, deve se expor desnecessariamente ao perigo de contágio pelo denominado “Covid 19 “, quanto não deve arriscar-se em outros campos que possam lhe comprometer a encarnação, que, afinal, como ensina André Luiz, em “Nosso Lar”, “é sempre uma tentativa de magna importância”, para os anseios da criatura.

Contudo, não se justifica, igualmente, o demasiado retraimento a que muitos vêm se entregando, não muito atentos aos valores do tempo, que, para o espírito encarnado, se mostram limitados, sem que alguém possa prever, com exatidão, quando haverá de empreender a Viagem de Volta.

Apelamos, pois, para que, na medida do possível, os nossos irmãos e irmãs espíritas-cristãos, deem prosseguimento às suas atividades, na doação de si mesmos, à Causa do Evangelho, que não deve sofrer interrupções que venham a lhe ser impostas, direta ou indiretamente, por ação de seus adversários, encarnados e desencarnados.

Vendo a menor possibilidade de avançar, não permaneçam os nossos confrades e confreiras, encolhidos, ou acuados, como quem ainda não aprendeu a dar o seu testemunho de fé na imortalidade.

O Senhor, evidentemente, não espera de nós outros o menosprezo pelas hostilidades que rondam os passos de todos os que intentam segui-Lo! Não obstante, repetimos, não se justifica o receio que nos imobilize completamente, quase que a nos subtrair as conquistas que, às duras penas, vimos efetuando de algum tempo para cá... Sim, porque somos, em maioria, espíritos muito jovens na aquisição de novos hábitos, e corremos sérios riscos de retrocesso nas nobres aquisições, que, à luz do Cristianismo Redivivo, estamos realizando.

Sem descaso às orientações das autoridades sanitárias que são chamadas a nos orientar neste momento delicado, busquemos, com a segurança indispensável – que diga respeito a nós e aos nossos semelhantes –, retomar as tarefas espirituais sob a nossa responsabilidade, convictos, sobretudo, de que, na hora que passa, o homem nunca necessitou tanto de encontrar uma porta que não se lhe cerre, indefinidamente, à extrema carência de pão para o corpo e para a alma.

 

Irmão José

 

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de 22 de Janeiro de 2021, em Uberaba – MG).