domingo, 24 de maio de 2020


TÃO PERTO, TÃO LONGE!

A Crosta!...
Tão perto, tão longe...
Distância que não se mede
Em Espaço, ou Tempo.
“Estrada” de dupla mão –
Gente que vai,
Gente que vem...
A maioria, não sabe
Como se chega por lá,
Como se chega por aqui...
Um “rio” que se atravessa?!
Um “túnel” luminoso?!
Um “torvelinho”?!...
Caminho,
Porém, não definido,
Que se abre, e fecha,
Em qualquer parte...
Ele não desce,
Nem sobe –
Não tem lado,
Em qualquer um dos Lados...
De repente,
Nele você está...
Vai e volta e... torna a ir –
Quilômetros?! Milhas?!...
Corpo pesado – a gravidade puxa
Para baixo...
Corpo leve – a gravidade atrai...
...para cima,
E, quanto mais leve,
Mais para Cima –
“Luz Acima,
Ou Sombra Abaixo...
Única “distância”,
Sem distância –
Viagem no tempo –
Ao Futuro, ao Passado,
Presente Eterno,
A Vida!...
O espírito atemporal?! – Prisioneiro
Do Espaço e do Tempo!...
Terra e Mundo Espiritual,
Estendo a mão e...
Vou além – tão perto é!...
Caminho, caminho, e... não chego –
Lonjura imensa,
Suspensa!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de Maio de 2020.









domingo, 17 de maio de 2020


MÁSCARAS

O seu rosto é a sua máscara...
Mas... quem realmente você é?!
Quais são os traços espirituais de seu espírito?!
O que pode estar disfarçando o seu sorriso?!
A sua mímica facial?!
Que interesses escondem as suas palavras?!
As suas atitudes de aparente gentileza?! – se forem aparentes, é claro...
O que você vê quando se olha no espelho?!
Quais são os seus pensamentos?!...
As suas intenções?!
As opiniões que externa?!
O que, por fim, o move sobre a Terra?!
Tais perguntas, evidentemente, apenas poderão ser respondidas por você, e por mais ninguém.
Ninguém que possa julgá-lo...
Ou classificá-lo...
Ou rotulá-lo...
Mas... o que você pensa de você?!...
Da máscara de seu rosto?!
Sente-se realmente humano?!
Ou... meio bicho ainda?!...
Não sei, porque a humanidade ainda esconde tanta desumanidade, não acha?!
Tantos bichos parecem ser mais ternos e afetuosos...
Difícil crer, por exemplo, que uma roseira venha a ser um homem desalmado...
Você não acha?!
Que um cão amigo, quando se humanize, possa se tornar um... corrupto...
Não sei...
Conjecturas.
Mas... se você tirar a sua máscara do rosto, o que há de sobrar?!...
Tantas máscaras, ao cobri-los, têm mostrado o rosto de tanta gente...
Gente que a gente achava simpática...
Não é?!
Que a gente pensava que fosse... gente...
Melhor que a gente...
Sinceramente, sem máscara, ou melhor, com máscara, eu tenho muito medo da cara que tenho...
Do vírus que sou...
Mais letal que qualquer Covid...
Meu Deus...
Afastai de mim todos os espelhos...
A festa das máscaras é um museu de teratologia...
A céu aberto!...
Apiedai-vos, Senhor, de nossa tremenda virulência!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 17 de Maio de 2020.




domingo, 10 de maio de 2020


MUNDOS DE PERMANÊNCIA TRANSITÓRIA – “MPT”

Nossos irmãos e irmãs internautas estão de parabéns – nota 1000!...
Todos, com pequena diferença terminológica, atinaram com a essência do que, no Post anterior, pretendemos dizer.
Claro – não estamos propondo nada de novo.
A nossa intenção foi apenas a de fazer uma pequena provocação, digamos, “doutrinária”, saindo um pouco da rotina, ou da mesmice.
Sim, todos os Mundos, em qualquer Sistema, Galáxia, ou Universo, conhecido ou desconhecido, são de Permanência Transitória – não são a definitiva “morada” do espirito, que ruma a integração com Deus.
Nenhum invólucro, por mais sutil, etéreo que seja, é corpo definitivo para o espírito.
Como escreveu Irmão José: “Espírito puro é puro espírito”!...
Sem nome...
Sem sexo definido...
Sem cor...
Sem tamanho...
Sem tudo, enfim, que o possa rotular.
Tão somente... luz!...
Portanto, todo espírito que não se “funde” ao Criador, é um ser “gravitante”, gravitando à Sua órbita, e, de alguma maneira, candidato à Reencarnação.
A “morte”, assim, é fenômeno que se repete quase infinitamente, pois, quem “reencarna” de alguma forma, de alguma forma deve “morrer” – manter a individualidade, perdendo a personalidade, ou as personalidades, no plural.
Personalidades a serviço da individualidade, e não o contrário – egoísmo, altruísmo, amor!...
Ab-negação!...
Negação de si mesmo...
Todo Mundo Espiritual – assim denominado – é “morada” transitória, e não “Casa” definitiva.
Por consequência: o universo “psicológico” também – o emotivo e o intelectual...
O espírito é um ser em trânsito – do Subconsciente para o Superconsciente!...
André Luiz – “A Casa Mental”, em “O Mundo Maior”.
Reencarnação e desencarnação são fenômenos frequentíssimos – indispensáveis experiências de desapego...
Ainda bem que, dos Dois Lados da Vida, ou dos n Lados da Vida, a fila anda – já imaginaram se não andasse?!...
Deus meu!...
Daqui, deste Mundo, do Outro Lado da Vida, o espírito parte – em direção a Outras Esferas, Dimensões – sem que tenha por motivo o “êxodo”, muitos não voltam à Terra...
Simplesmente, vão estagiar noutras plagas...
Esquecerem-se! – precisam do esquecimento de si mesmos – da posição social, econômica, da situação de poder – esquecimento de nome, sobrenome, clã, em suma, de árvore genealógica, que, para tantos, é motivo de orgulho – racismo, preconceito, etc.
Uma vez mais, parabéns aos nossos irmãos e irmãs internautas – não estão apegados à letra! – estão logrando um “salto” de ordem mental significativo.
Somos seres pensantes e... passantes!...
Que espetáculo, a Evolução!...
As estrelas são trapézios de um imenso palco sem lona, aberto para o Infinito!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de Maio de 2020.







domingo, 3 de maio de 2020


MPT
(Aviso aos patrulheiros ideológicos de plantão, intelectualmente, sempre muito limitados: não se trata de sigla de partido político!)

Todos os orbes são MPT.
Tanto no Universo Físico quanto no Extrafísico.
E o são porque, à exceção de Cristo, todos somos espíritos errantes – habitantes da Erraticidade.
Disse-nos o Senhor: “Há muitas moradas na Casa do Pai”.
Não obstante, ao que se deduz, a Casa do Pai é uma só.
De morada em morada, o espírito peregrina para a Casa do Pai – efetua a “viagem” de volta...
Trata-se do retorno do Filho Pródigo, contado por Jesus, talvez, na mais formosa das Parábolas.
Reencarnação é, tão somente, uma questão de “envoltório”.
Morte, de um Lado para Outro, simplesmente, é “troca” de corpo – de um mundo a outro, de uma Dimensão a outra.
O espírito nunca cessa de respirar...
Desde que conquista a “láurea da razão”, o espírito está destinado a pensar – por si mesmo e, finalmente, com o Pensamento Divino.
O Cristo já não “pensava” por Ele mesmo – a sua vontade era fazer a Vontade do Pai.
Antes que sejam MPD (singular), os orbes são MPT (plural).
Para todos os “envoltórios” do espírito há um tempo de desgaste natural – que o constrange à mudança, mesmo que não o queira, ou que dela fuja.
“Reencarnação” – terminologia humana para um fenômeno universal.
Carne – aglomeração atômica.
Terra – “tumoração” no corpo ciclópico do Universo, porém, suscetível de “cura” – o Universo físico é imperfeito, repleto de “tumorações”...
Espírito – decantação da matéria, ou sua “espiritualização”.
Matéria – luz a ser decantada, ou, com André Luiz, “luz coagulada”.
Em “O Livro dos Espíritos”, questão 82: (tradução de J. Herculano Pires – Edição Especial Editora e Encadernadora Lumen Ltda.) – O espírito “é uma matéria quintessenciada...”
Mas... continuemos com o que interessa – os MPT.
Uma provocação sadia aos nossos internautas: diante do exposto, e muito mais, o que vocês acham que eles podem ser e, inequivocamente, são?!
Vocês estão em um deles, e eu também – o Odilon, o Manoel, a Modesta, o Paulino, a Domingas, e até gente melhor – bem melhor que eu: Bezerra de Menezes, Emmanuel, André Luiz... E gente ainda bem melhor do que os melhores – não vou citar nomes...
Ah, “Nosso Lar” também é cidade que integra o MPT!...
Vocês e eu, igualmente, além de integrarmos os MPT, habitamos um, ou vários, cada qual com exclusividade.
Não vou dar mais dicas.
Ponto final, e, dentro da relatividade do tempo, que a relativa inteligência de Einstein concebeu de maneira relativa, até semana que vem. (*)

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 3 de maio de 2020.

(*) Prometo não fazer mais provocações assim – é somente para sairmos da mesmice, do marasmo. Doravante, eu me comportarei como um espírito não “chulo” – tentarei!...











domingo, 26 de abril de 2020


ESPÍRITOS SEM PROBLEMAS?!

Equivocam-se, os encarnados, imaginando que, após a desencarnação, os espíritos vivam uma vida isenta de problemas – e não estamos nos referindo a problemas de natureza íntima, que os homens transportam consigo da Terra para o Mais Além...
Aqui, nas Dimensões da Vida Infinita, quanto mais próximos os espíritos prosseguem habitando à Crosta, mais humanas são as dificuldades que se nos desdobram na vivência comum.
Já se disse, à saciedade, que, em qualquer, parte, a Vida não dá saltos – de quantidade, e muito menos de qualidade! É que, deste Outro Lado, o homem continua sendo o homem, ou, como escreveu o autor de “Leviatã”, Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”...
André Luiz, em suas excelentes obras mediúnicas, através da mediunidade de Chico Xavier, inclusive, algumas delas escrevendo em forma de inteligentes “parábolas”, procurou revelar como é a Vida deste Outro Lado da Vida.
Não existe milagre de transformação –
“Uma existência é um ato.
Um corpo – uma veste.
Um século – um dia.”
Estamos, sim, os chamados “desencarnados”, repletos de problemas a serem equacionados por dentro e... por fora de nós mesmos.
Em nossas cidades, ou colônias, ou, ainda, como nos disse o Cristo, “onde estiverem dois os três reunidos”, em nome Dele, ou não, estamos lidando com graves questões pertinentes ao relacionamento, ou à convivência fraterna.
Enfrentamos, sim, ou prosseguimos enfrentando graves problemas que dizem respeito a luta pelo poder, ao fanatismo religioso, à supremacia racial, etc. – e, claro, com a quase mesma idêntica necessidade de sobrevivência, de vez que estamos longe de envergar a “túnica nupcial” da Imortalidade Plena, que, em nos anulando a condição de “penetras”, nos conferirá digno acesso à festa de Bodas do Filho do Rei.
Difícil que os nossos irmãos na carne o entendam?!
Talvez, principalmente aqueles que, ainda neófitos na Doutrina, veem em seus Postulados apenas uma atualização da velha e caduca teologia.
Quanto a tais, infelizmente, nada podemos fazer, a não ser lamentá-los em seus retrógrados pensamentos.
Isto posto, convém aos que, na atualidade, mourejam no corpo mais denso, não nos suponham capazes da realização de prodígios em benefício de quantos nos evocam a presença e proteção quais fossemos criaturas dotadas de superpoderes.
Lutamos com imensas limitações para, inclusive, lograr fazer com que os nossos pensamentos, atravessando a barreira das Dimensões Diferentes, sensibilizem os dotados de faculdades psíquicas mais apuradas, transmitindo-lhes notícias mais realistas de nossa situação além da morte.
Isso tudo tendo o cuidado, evidentemente, de não lhes subtrair os sonhos “cor de rosa”, nos quais, há séculos e séculos, vêm se embalando, na crença de que o espírito, ao colocar o nariz na Vida de além-túmulo, abdica de sua condição humana, e, a par de ter todos os seus problemas resolvidos, miraculosamente se transfigura em anjo.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 26 de abril de 2020.







domingo, 19 de abril de 2020


O OUTRO FILHO

O que me intriga
Na Parábola do Filho Pródigo
Não é o filho mais moço,
Que, reclamando
Supostos direitos de herança,
Delibera sair
Da Casa Paterna –
Não é ele, que
Partiu para uma terra distante,
E, de maneira dissoluta,
Tudo consumiu,
Ao ponto de passar fome,
E de invejar os porcos
Que se fartavam de alfarrobas...
O que me intriga
É a atitude do outro filho,
Do primogênito,
Que só tinha um irmão –
A sua atitude
De inveja,
De ciúme,
De sei lá o quê –
Indigno,
Medíocre,
Ambicioso,
Egoísta,
Desejando que
O seu único irmão
Para sempre
Estivesse morto...
Sim, o que me intriga
É ele que alterca
Com o Pai,
Que procurava
Conciliá-lo –
O que deveria ter sido feito
Com uma bela
Palmatória,
Ou com a vara
De um marmeleiro
Existente
No Paraíso –
(Que diacho de Paraíso
É esse que não tem
Um marmeleiro,
Do qual
Um pai
Não possa tirar
Uma vara
Para corrigir um filho!...) –
Ou, ainda,
Com a cinta
Que segurava
As suas Divinas Calças,
Ou que prendia
A sua Túnica Diáfana
E Estrelejada...
Sei não...
Tenho para comigo
Que tropeçando
E caindo,
O filho mais moço,
O pecador,
O devasso,
É candidato a Cristo,
Enquanto que o outro,
O puro,
O imáculo,
O que não erra,
A “anjo decaído”!... –
A Parábola terminou
Por ali,
Mas a história
Certamente
Não!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 19 de Abril de 2020.











domingo, 12 de abril de 2020


ALGO MAIS DO QUE VÍRUS

Sim, há algo mais do que vírus
Nesta “pandemia” –
Algo mais do que o novo “corona”,
Que não será o último
Em suas mutações....
Há, sim, um vírus da maior
Virulência
No ar.
Respondo ao que me perguntaram –
Vírus (sic), vários.
Está claro quanto o dia
Menos nebuloso (existirá?)
De um país,
Do Oriente, na Ásia.
O propósito, porém,
Não é fazer escorrer
As narinas da Humanidade,
Nem esburacar pulmões –
O propósito, se possível for,
É o de obscurecer o Sol –
O Sol da Vida...
O propósito é o de subtrair
A Luz –
A Luz do Mundo!...
É o de desnortear
Deixando almas sem Caminho...
É o de mentir,
Sepultando a Verdade
Sob milhões de cadáveres...
Luta antiga,
Desde a Encarnação do Verbo...
Luta Cósmica,
Tremenda,
Que transcende os limites
Do planeta,
E se estende
Para além do Sistema...
Vírus espirituais
Parasitando mentes
Encarnadas – vampirizando-as...
Vírus que o Sulfato de Zinco
Não debela –
Não invade hepatócitos,
Nem tecidos pulmonares –
Coloniza neurônios,
Afetando a lucidez,
Transformando em zumbis,
Dezenas, centenas, milhares...
Sim, há algo mais
Do que vírus no ar
E nos corpos
Destinados ao pó –
Há um “oitavo passageiro”
Nas almas –
Um “Alien” sendo inoculado,
De Whuan,
Em Roma, em Madri,
Em Paris,
Em York,
No Brasil!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 12-4-2020





domingo, 5 de abril de 2020


ALGUNS ASPECTOS POSITIVOS
DE UMA PANDEMIA (Para os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir)

Exercitar a solidariedade.
Pensar na brevidade da existência no corpo físico.
Rever valores morais.
Desapego do que é transitório.
Renúncia a prazeres.
Retomar a vida simples.
Orar com maior frequência.
Reverência à um Poder Supremo.
Cultivo à fé.
Fortalecimento do otimismo.
Aproximação familiar.
Olhar um pouco mais para o outro.
Redescobrir o diálogo em casa.
Criar o hábito da leitura.
Educar o pensamento.
Disciplinar a palavra.
Reconsiderar atitudes.
Esquecer mágoas.
Combater o desperdício.
Contentar-se com pouco.
Limitar ambições.
Adaptar-se às circunstâncias.
Abandono do imediatismo.
Coibir gastos desnecessários.
Valorizar o esforço anônimo.
Zelar pela higiene pública.
Combater a poluição.
Defender a Natureza.
Cuidar de um jardim.
Ouvir o canto dos pássaros.
Fazer avançar a Ciência.
Incentivar a criatividade.
Descobrir a capacidade de improvisar.
Melhor proveito do tempo.
Efetivar a globalização ética.
Considerar a interdependência social.
Respeitar as diferenças.
Proteção aos mais frágeis.
Nivelar-se aos demais.
Recordar-se de deveres esquecidos.
Frear o anseio de liberdade desmedida.
Romper a carapaça do “eu”.
Mais espírito e menos matéria.
Viver com senso de imortalidade.
Amar sempre.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de Abril de 2020.



















domingo, 29 de março de 2020


PANDEMIA – “CORONAVÍRUS”
PERGUNTAS E RESPOSTAS

- Dr. Inácio, o que teria a nos dizer sobre a pandemia do chamado “Coronavírus”, que, na atualidade, vem acometendo a Humanidade?
- Provação periódica – não foi a primeira, e não será a última –, através da qual os espíritos presentemente encarnados na Terra têm oportunidade de progredir, caso, sem dúvida, venham aproveitar a experiência que estão vivenciando. A Humanidade, conforme se pode constatar na História, sempre se viu às voltas com os denominados “flagelos destruidores” – epidemias, terremotos, erupção de vulcões, tsunamis, secas, alagamentos, guerras...

- E quanto à letalidade do “Coronavírus”?...
- Todo agente patogênico, quando encontra meios de proliferar, com o corpo físico não lhe oferecendo resistência, é letal – o “Coronavírus” não é o mais letal, ao contrário, pois, até certo, ponto, trata-se de um vírus “seletivo”, acometendo os mais idosos e os que já tenham grave comprometimento orgânico. A gripe “espanhola”, entre 1918 e 1919, sem fazer “distinção” de idade, vitimou milhões no mundo todo.

- O que acha do chamado “isolamento social”, com o intuito de deter o avanço da pandemia?...
- No começo, teve a sua razão de ser, porém, agora cremos que a medida carece de ser revista pelas autoridades competentes, com gradativa liberação do comércio, pois, caso contrário, o “Coronavírus” fará milhares e milhares de vítimas no Brasil, que, indiretamente, sucumbirão a ele – sem dúvida, partilhamos da opinião de muitos que dizem existir outros interesses em jogo – interesses políticos e econômicos, a nível nacional e internacional.

- Diria que o “Coronavírus” foi espalhado com fins políticos?...
- Sim, claro. A guerra biológica é uma realidade, e, neste sentido, os países com preocupação mais fraterna devem, urgentemente, se unir, não consentindo que o mundo, pelo livre arbítrio humano, caminhe para o abismo, com filosofia extremistas proclamando uma nova “idade das trevas”.

- O Mundo Espiritual não poderia intervir, evitando uma catástrofe maior?...
- Essa intervenção começou há dois mil anos, quando o Senhor recomentou aos homens que se amassem uns aos outros – o Remédio veio muito antes da doença! Que espécie de intervenção os homens desejariam?! Quando Jesus é preso, pedindo a Pedro que guardasse a espada, Ele disse: “Acaso pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?
Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segunda as quais assim deve suceder?”.

- Mas, o homem não pode alterar o seu destino?...
- Pode, para melhor ou para pior, e, coletivamente, ao que nos parece, pelo menos a curto prazo, a Humanidade não está alterando o seu destino para melhor.

- Acredita que, depois dessa pandemia, o homem possa surgir moralmente modificado?...
- Alguns, sim; a maioria, não. Logo a atual pandemia será esquecida e quase todos voltarão a olhar para o próprio umbigo, principalmente os que disputam o poder e o querem a qualquer preço.

- Não se trata de uma visão pessimista?...
- Depende do ponto de vista de quem a aprecia. Seria interessante fazer-se um levantamento do proveito ético que, após essa ou aquela crise, o homem vem tirando para construir uma sociedade mais justa – menos materialista, menos ambiciosa, menos egoísta. Conforme escreveu Irmão José, aqui mesmo, nas páginas deste Blog, o “vírus” de maior letalidade que a Humanidade sempre enfrentou é o do egoísmo!...

- Da Esfera em que se encontra, teria alguma recomendação a nos fazer?...
- A recomendação é a mesma feita pelo Senhor: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O Amor, sem dúvida, é a solução para todos os problemas humanos.

- O que tem a nos dizer em relação ao futuro?...
- O “Coronavírus”, segundo nossa interpretação, é apenas um “sinal de fumaça” para a Humanidade, mais uma das muitas advertências da Lei Divina para que o homem, à semelhança das Virgens Néscias, na Parábola, não seja surpreendido pela chegada do Noivo, que, as desconhecendo, disse: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.”

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 29 de Março de 2020.



domingo, 22 de março de 2020


“CORONAVÍRUS” – EXPIAÇÃO E PROVA COLETIVAS

Não há como negar. O surto do denominado “Coronavírus”, que, nos dias atuais, flagela a Humanidade encarnada, faz parte do contexto das expiações e das provas coletivas que o espírito em evolução necessita facear na Terra.
Induzindo, assim, muitos espíritos ao resgate parcial de suas faltas pregressas, enseja, ao mesmo tempo, que muitos outros se entreguem à maior solidariedade, no indispensável combate ao egoísmo – o vício de maior virulência que, em todos os tempos, acomete o espírito na senda do aperfeiçoamento.
Não obstante, o “Coronavírus”, infelizmente, sem ser o maior, é apenas mais um dos flagelos que, periodicamente, assolam a Humanidade, com o intuito de fazê-la avançar, tanto do ponto de vista individual quanto coletivo.
Em “O Livro dos Espíritos”, na questão de número 737, Kardec indaga: - Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores? Resposta: - Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É necessário ver o fim, para se apreciar os resultados. Não julgais essas coisas senão do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais flagelos por causa dos prejuízos que vos causam, mas esses transtornos são frequentemente necessários, para fazerem que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.
Convém, porém, acrescentemos que o aproveitamento espiritual – moral e intelectual – de tais dificuldades é extremamente variável de pessoa para pessoa, de vez que muitos espíritos continuarão a necessitar de outras provações a fim de serem tocados em seu íntimo, deixando de viver no estado de exclusivismo social a que se entregam, incluindo a sua quase completa descrença concernente à existência de Deus e a imortalidade.
Assim, sem desejar que a nossa palavra, neste momento de aflição, soe com pessimismo aos ouvidos de nossos irmãos na carne, não podemos deixar de consignar que, certamente, outros “estímulos” providenciais da Lei Divina haverão de surgir, nunca com o propósito de punir, mas sempre com o de educar.
Aqueles que, indevidamente, se valerem das atuais circunstâncias de dor que vários países do mundo estão experimentando, certamente estarão agravando as suas faltas, e, com mais força, se candidatam ao expurgo planetário já em andamento.
Não olvidemos que todo e qualquer obstáculo que somos chamados a enfrentar é uma avaliação pessoal com que a Lei nos examina por dentro, a fim de que a própria Lei não tenha que nos fornecer a menor explicação pelos reveses que, por nós mesmos, solicitamos através de nossas escolhas e atitudes, no passado e no presente.
Assim como o maior incêndio, espontaneamente ou não, termina por se extinguir, com as cinzas se transformando em adubo natural para a reconstituição da floresta que dizimou, que, no tempo, haverá de ressurgir renovada, esperamos que, passada a crise de saúde pública que, nos dias que correm, se generaliza, os homens consigam rever os valores éticos que a desencadearam e, em relação ao futuro, se previnam, para que algo pior não lhes venha a suceder, sem que, a respeito, haja necessidade de se efetuar profecia alguma.

Irmão José/Carlos A. Baccelli

Uberaba – MG, 19 de Março de 2020